terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Brasileiro encontra passaporte de Eliza Samudio em Portugal; saiba mais

 

A atriz Eliza Samúdio. Foto: reprodução
A descoberta de um passaporte antigo em nome de Eliza Samudio, encontrado em Portugal no fim de 2025, reabriu questionamentos sobre um dos crimes mais emblemáticos do Brasil. O documento foi localizado em um apartamento de aluguel, guardado entre livros em uma estante, segundo o portal LeoDias. Fontes oficiais confirmaram que o passaporte é verdadeiro e que não existe segunda via emitida.

O documento foi encontrado por um brasileiro que mora no imóvel e preferiu não se identificar. Ele vive no local com a esposa e a filha, além de uma senhora e um homem jovem que também alugam espaços no mesmo apartamento.

Após retornar de uma temporada de trabalho fora, ele contou que se aproximou de um dos livros dispostos na sala compartilhada e percebeu que, sobre ele, estava o passaporte de Eliza. Surpreso com o que viu, decidiu procurar a equipe do portal para relatar a situação.

“Quando encontrei o documento e vi de quem era, por se tratar de uma pessoa que foi um caso que teve grande repercussão no Brasil e no mundo inteiro, fiquei em choque; pela foto eu já sabia de quem era, quem era a dona. (…) Lá estava, em cima de um livro, visível, esse documento”, relatou.

O passaporte apresenta apenas um carimbo de entrada em Portugal, datado de 5 de maio de 2007, sem qualquer registro de saída. Todas as páginas estão intactas, sem sinais de rasgos ou ausência de folhas, e o estado de conservação é considerado bom, apesar do tempo desconhecido em que permaneceu no local.

A equipe do LeoDias acompanhou o brasileiro até Lisboa, onde o passaporte foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa.

Em nota oficial, o consulado informou: “O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa já fez uma comunicação oficial ao Itamaraty em Brasília informando que o passaporte foi encontrado e entregue ao consulado. Neste momento estamos aguardando instruções sobre quais são os próximos passos com relação ao documento. De nossa parte, como não se trata de matéria de competência do Consulado, não sei lhe informar sobre o que vai ocorrer a partir de agora. O consulado vai apenas receber instruções de Brasília e cumprir o que for determinado. Aproveito para também esclarecer que o consulado e a embaixada são dois postos independentes aqui em Lisboa, o consulado não é parte da embaixada”.

Fonte: DCM

Governo articula ato do 8 de janeiro e Lula pode vetar PL da Dosimetria

Há, no entanto, divergências sobre a conveniência de vetar o projeto aprovado pelo Congresso durante o evento

             Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) finaliza os preparativos para uma cerimônia que marcará os três anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. No entorno do Palácio do Planalto, cresce a avaliação de que o evento deve manter caráter institucional e simbólico, evitando a formalização, naquele momento, do veto presidencial ao projeto de lei que altera a dosimetria das penas para crimes contra o Estado democrático de direito, informa o jornal O Globo.

Há divergências internas no governo sobre a conveniência política de associar a solenidade à decisão de barrar o texto aprovado pelo Congresso no fim de 2025. A proposta reduz penas e beneficia Jair Bolsonaro (PL) e outros envolvidos na tentativa de ruptura institucional.

A cerimônia do 8 de janeiro foi concebida para reafirmar o compromisso do Estado brasileiro com a democracia e as instituições, três anos após a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. Auxiliares do presidente avaliam que o ato também ganha novo significado após a conclusão, no Supremo Tribunal Federal (STF), do julgamento da trama golpista, que resultou na prisão de Bolsonaro e de integrantes de seu entorno.

Apesar de Lula já ter decidido vetar o projeto da dosimetria — com prazo legal até o próximo dia 12 —, parte de seus assessores defende que a medida não seja anunciada durante a cerimônia, para evitar novo desgaste na relação com o Congresso. O Planalto tem buscado reduzir tensões com o Legislativo após episódios recentes de atrito institucional.

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB); do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); e do STF, Edson Fachin, foram convidados para a solenidade, mas ainda não confirmaram presença. Um auxiliar direto do presidente avalia que, embora a decisão final caiba a Lula, o gesto de vetar o projeto no mesmo evento poderia gerar desconforto desnecessário entre os Poderes.

Por outro lado, interlocutores próximos ao presidente minimizam o risco de crise política. Segundo essa avaliação, o posicionamento de Lula já é esperado no Congresso e estaria “precificado”, o que reduziria o impacto negativo de um eventual anúncio no próprio dia 8. Para esses aliados, a data reforçaria o simbolismo da decisão e sua associação direta com a defesa da democracia.

A palavra final sobre o momento do veto ainda será discutida em reuniões previstas para esta terça (6) e quarta-feira (7), com a presença do presidente, que retorna a Brasília. Ministros também foram convocados para participar da cerimônia oficial, que incluirá ainda uma atividade externa, em frente ao Palácio do Planalto, com representantes da sociedade civil e de movimentos sociais. A expectativa é que Lula desça a rampa ao fim do evento para se juntar ao público.

Paralelamente, o PT convocou manifestações em todo o país no dia 8 de janeiro em defesa da democracia e da soberania nacional. Um dos eixos centrais dos atos será a mobilização contra o projeto da dosimetria. Diante dos acontecimentos recentes na Venezuela, que envolveram uma ação militar dos Estados Unidos e o sequestro de Nicolás Maduro, dirigentes do partido defendem que a pauta da soberania latino-americana também seja incorporada às manifestações. "A cerimônia tem esse duplo significado: a defesa da democracia e da soberania. E o que vale para o Brasil vale para a América Latina. O ato ganha um simbolismo muito grande num momento em que acontece o que aconteceu na Venezuela. O ato tomou essa nova conotação", afirmou o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), reforçou que a defesa da democracia brasileira permanece como eixo central do evento, mas reconheceu que o contexto internacional ampliou o alcance político da cerimônia. "O centro do ato de 8 de janeiro é a defesa da democracia e a condenação do golpismo. É o primeiro 8/1 após a condenação e a prisão dos criminosos golpistas. Agora, é evidente que os temas da soberania e defesa da paz ganharam força após os ataques dos EUA e serão complementares no ato. O Brasil defende democracia com soberania nacional. E essa defesa estará presente no ato do 8/1", declarou Boulos.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Entenda o que causou o tiroteio na sede do governo venezuelano

Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano. Foto: reprodução

Os disparos registrados próximo ao Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano em Caracas, foram resultado de uma falha de comunicação entre órgãos de segurança na última segunda-feira (5). Os seguranças locais se assustaram com a circulação de drones na área sem aviso prévio às forças responsáveis pela proteção do local. A ausência de coordenação levou os agentes a interpretarem os equipamentos como ameaça, desencadeando tiros e explosões que rapidamente se espalharam pelas redes sociais.

Fontes em Caracas confirmaram que pelo menos duas pessoas ficaram feridas. De acordo com relatos obtidos pelo jornal O Globo, o Corpo de Investigações Científicas, Criminais e Forenses (CICPC) lançou diversos drones na região central da capital sem informar o Palácio de Miraflores.

Em um contexto de alerta máximo, pouco mais de dois dias após os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, a falta de comunicação foi suficiente para provocar uma reação armada imediata das equipes de segurança do Executivo.



Testemunhas ouvidas pela AFP relataram momentos de confusão e medo. “Parecia que estavam ocorrendo explosões, e elas aconteciam com muita frequência”, disse um morador que vive a cinco quarteirões de Miraflores.

“A primeira coisa que me veio à mente foi verificar se havia aviões sobrevoando, mas não havia. Só vi duas luzes vermelhas no céu. Durou cerca de um minuto”. Segundo essas fontes, os disparos cessaram após alguns minutos, quando ficou claro que se tratava de uma operação interna sem caráter ofensivo.

Vídeos obtidos pela AFP mostram o palácio presidencial às escuras e o que parecem ser balas traçantes cruzando o céu. Rajadas de tiros seguidas de explosões podem ser ouvidas nas gravações, enquanto agentes policiais circulam nas proximidades do complexo.

Apesar da repercussão, o Ministério das Comunicações da Venezuela não respondeu aos telefonemas da agência internacional para confirmar oficialmente o incidente nem explicar por que a operação com drones foi realizada sem aviso às demais forças de segurança.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

Saída de Lewandowski deve levar núcleo duro do Ministério da Justiça; entenda


                              O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Foto: Reprodução

O núcleo duro do Ministério da Justiça e Segurança Pública deve deixar a pasta junto com Ricardo Lewandowski, movimento já sinalizado por integrantes-chave da equipe e tratado nos bastidores do governo Lula, conforme informações da Folha de S.Paulo.

A saída do ministro é esperada para os próximos dias e tende a arrastar secretários que compõem o comando central da pasta.

Pelo menos dois secretários comunicaram a pessoas próximas a intenção de deixar o ministério com Lewandowski: o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto e o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo.

Outro nome que deve sair ainda no primeiro semestre é o secretário de Assuntos Legislativos, Marivaldo Pereira, que planeja disputar uma vaga de deputado federal em 2026.

Governo Federal discute novo programa de fomento ao uso de hidrovias
O secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto e o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo. Foto: Reprodução


A previsão inicial era que Lewandowski deixasse o cargo após a aprovação da PEC da Segurança, ainda sem data na Câmara. Segundo interlocutores, porém, a saída deve ocorrer já na sexta-feira (9). O ministro retornou de férias antes do previsto e reassumiu as atividades nesta segunda (5), além de ter solicitado audiência ao presidente Lula, o que reforçou a expectativa de antecipação.

Ao informar a intenção de sair, Lewandowski ouviu de Lula um pedido para aguardar até o fim de janeiro ou o início de fevereiro, de modo a alinhar sua saída à do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ainda assim, a decisão de deixar a pasta foi pactuada recentemente, em meio à avaliação interna de desgaste do ministro.

Lewandowski assumiu o ministério em 1º de fevereiro de 2024, após Flávio Dino ir para o Supremo Tribunal Federal (STF). Na posse, prometeu foco em segurança pública, combate ao crime organizado, delitos digitais e milícias.

Agenda e futuro da pasta

Na gestão, o ministério apresentou um arcabouço legal para enfrentar o crime organizado, incluindo a PEC da Segurança e o PL Antifacção, ambos em tramitação na Câmara.

Aliados de Lula defendem reavaliar o perfil do comando da área — especialmente se houver divisão entre Justiça e Segurança Pública — para dar maior capacidade de disputa da pauta junto à opinião pública.

No governo, porém, há quem sustente que a criação de um Ministério da Segurança só avance após a aprovação da emenda constitucional que redefine competências da União.

Fonte: DCM

VÍDEO: Fiel surta ao ouvir padre pedindo a Deus que “toque coração de Trump”


          O padre Anemézio Machado Parreira durante missa em Trindade (GO). Foto: reprodução

Durante uma homilia no primeiro domingo de 2026, na Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), o padre Anemézio Machado Parreira comentou a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, e foi interrompido por um fiel aos gritos. O religioso afirmou que o mundo vive um período de instabilidade e expressou preocupação.

“Nós precisamos rezar. Pedir a Deus que toque no coração daquele Trump para que respeite o direito do outro”, disse o padre. “Não vamos pensar que é só a Venezuela que está na mira; o Brasil também está na mira”. Na sequência, um homem se exaltou, levantou-se e começou a gritar dentro da igreja, demonstrando revolta com a fala.

O padre ignorou a manifestação e pediu que os fiéis “louvassem a Deus”, sendo seguido por aplausos de parte do público. A celebração seguiu normalmente após o incidente. O episódio ocorreu durante uma pregação que relacionou política internacional e fé.

Fonte: DCM

VÍDEO: Tiros são registrados na região do palácio do governo da Venezuela, em Caracas


                   Drones não identificados sobrevoaram o Palácio de Miraflores – Reprodução

Drones não identificados foram registrados sobrevoando o Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, no centro de Caracas, na noite desta segunda-feira (5). De acordo com uma fonte citada pela agência AFP, forças de segurança efetuaram disparos com o objetivo de derrubar os equipamentos. Com informações do g1.

Os tiros começaram por volta das 20h, no horário local, equivalente às 21h em Brasília. Ainda segundo a AFP, uma fonte do governo venezuelano afirmou que a situação estava controlada após a movimentação das equipes de segurança na região central da capital.




Até o momento, não havia confirmação sobre a origem dos drones. Nas redes sociais, circularam vídeos em que é possível ouvir sucessivas rajadas de tiros durante a ação.

O caso ocorre dois dias depois da operação realizada pelos Estados Unidos em Caracas que resultou na captura de Nicolás Maduro. No sábado (3), a capital venezuelana registrou explosões em diferentes pontos.

Desde então, o governo norte-americano declarou que não pretende realizar novas ações militares no país, condicionando essa posição à continuidade da cooperação das autoridades venezuelanas. Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país “não está em guerra com a Venezuela”.

Trump disse, em entrevista à NBC News, que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, tem colaborado com Washington, com intermediação do secretário de Estado, Marco Rubio. Ela assumiu interinamente após decisão do Tribunal Supremo de Justiça e tomou posse nesta segunda-feira (5).

No domingo (4), as Forças Armadas venezuelanas reconheceram Delcy como presidente interina por 90 dias, conforme pronunciamento do ministro da Defesa, Vladimir Padrino.

Fonte: DCM com informações do G1

APUCARANA: Restaurante Popular retoma atendimento nesta segunda-feira

O serviço retornou após o recesso de final de ano, assegurando refeições acessíveis, nutritivas e de qualidade à população


Depois do recesso de final de ano, o Restaurante Popular retoma as atividades nesta segunda-feira (05/01), garantindo refeições acessíveis e de qualidade para quem mais precisa. A reabertura marca a continuidade de um serviço essencial para centenas de pessoas, integrando as ações de segurança alimentar colocadas em prática pela Prefeitura.

O Restaurante Popular funciona na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, nº 65, entre a Prefeitura e a Praça do Redondo. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, a partir das 11 horas, até o limite de 300 refeições por dia. O primeiro cardápio de 2026 teve arroz, feijão, picadinho bovino ao molho, macarrão alho óleo, salada variada e fruta.

O prefeito Rodolfo Mota frisa que o Restaurante Popular recomeça reafirmando o compromisso da gestão com a segurança alimentar. “Ao longo do ano passado, foram servidas mais de 73 mil refeições, oferecendo à população refeições balanceadas e nutritivas por apenas R$ 2”, lembrou.

O Restaurante Popular é terceirizado e administrado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, sendo que todo o funcionamento é acompanhado pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional. “O serviço atende principalmente idosos, trabalhadores, estudantes e pessoas que buscam atendimento de saúde na cidade”, explicou a secretária municipal da Assistência Social, Fabíola Carrero.

A secretária afirma ainda que o Restaurante Popular integra uma rede de proteção social que acolhe especialmente pessoas em situação de vulnerabilidade. “O serviço representa dignidade e cuidado, com cardápios equilibrados, preparados para oferecer variedade nutricional ao longo da semana”, completou.

RETOMADA DA ROTINA – A garantia de ter um local para almoçar faz parte da rotina dos usuários do serviço. Maurílio Aparecido Dearo e Carlos César Fonseca, ambos aposentados, contam que frequentam a unidade todos os dias, de segunda a sexta-feira, e sentiram falta do serviço durante o recesso.

A mesma expectativa marcou os dias de Ciele Aparecida Duarte Rui, pensionista de 62 anos, moradora do Parque Bela Vista. “Eu moro sozinha — só eu e Deus — e é complicado cozinhar para uma pessoa só”, disse, destacando ainda o valor acessível das refeições “Aqui é R$ 2. Num restaurante você paga R$ 30 por um prato parecido e, com esse valor, dá para comer quase o mês inteiro aqui”, frisou.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

Rodolfo Mota reúne secretariado para celebrar conquistas de 2025 e alinhar planejamento estratégico para 2026

Encontro de trabalho no primeiro dia útil do ano trata de demandas a curto prazo, define prioridades, alerta para cenário fiscal desafiador e projeta início de até 25 grandes obras



No primeiro dia útil do ano, o prefeito Rodolfo Mota reuniu nesta segunda-feira (05/01) em seu gabinete, todo o secretariado municipal para a primeira reunião de trabalho de 2026. O encontro marcou o alinhamento do planejamento estratégico da gestão e o início de um novo ciclo administrativo, definido como o “ano da construção e da transformação”.

Durante a reunião, o prefeito apresentou um balanço do primeiro ano de mandato, período marcado por desafios estruturais e avanços significativos em diversas áreas, e reforçou as diretrizes que vão nortear as ações da Prefeitura ao longo de 2026. O foco, segundo ele, é acelerar entregas, consolidar investimentos e transformar planejamento em obras e serviços concretos para a população.

Entre os temas debatidos estiveram também demandas de curto prazo, como o enfrentamento à dengue, a programação comemorativa pelos 82 anos de Apucarana, a organização da 63ª Prova Pedestre 28 de Janeiro — que já registra recorde de inscritos — e a preparação da rede municipal para a volta às aulas. “O primeiro ano de mandato foi de muitos desafios, mas também de grandes conquistas. Temos uma equipe capacitada que, junto com o funcionalismo municipal, recolocou Apucarana na rota do desenvolvimento. Em 2026 não podemos diminuir o ritmo. Pelo contrário, a dedicação será ainda maior para entregar o melhor para a população”, afirmou o prefeito Rodolfo Mota.

Ele destacou que o “ano da construção e da transformação” prevê investimentos da ordem de R$ 108.460.600,00, destinados a obras, aquisição de veículos e equipamentos, além de melhorias estruturais e ações estratégicas que serão executadas, prioritariamente, nos primeiros seis meses do ano. “Estamos falando de um ciclo de execução. O planejamento está pronto, os recursos estão organizados e agora é hora de fazer acontecer. A previsão é iniciar entre 20 e 25 grandes obras ao longo de 2026, impactando diretamente a qualidade de vida da população e preparando Apucarana para o futuro”, completou o prefeito.

O desafio financeiro do Município também foi pauta da reunião, especialmente diante da dívida de aproximadamente R$ 1,3 bilhão com a União, cuja cobrança está suspensa até março por força de liminar obtida pela Prefeitura de Apucarana. O cenário fiscal para 2026, segundo a equipe econômica da prefeitura, exige ainda mais planejamento, eficiência e controle de gastos. De acordo com o secretário municipal da Fazenda, professor Rogério Ribeiro, o Município deverá enfrentar uma redução significativa na receita disponível ao longo do ano, decorrente de fatores externos à gestão. “Um deles é a correção da tabela do Imposto de Renda, que beneficia os trabalhadores, mas reduz a arrecadação municipal sobre a folha de pagamento. A estimativa é de uma queda de cerca de R$ 10 milhões apenas com essa medida”, informa Ribeiro.

Outro impacto relevante vem da redução de aproximadamente 45% na arrecadação do IPVA, o que representa menos R$ 18 milhões para os cofres municipais. Soma-se a isso o processo de reoneração da folha de pagamento promovido pelo Governo Federal, com o aumento da alíquota do INSS patronal de 12% para 16%, gerando uma despesa adicional estimada em cerca de R$ 4 milhões ao longo do ano. “Estamos falando de um cenário em que o Município terá algo em torno de R$ 30 milhões a menos de receita disponível em 2026. Isso exige um esforço ainda maior de planejamento estratégico e eficiência no gasto público. Não se trata de reduzir políticas públicas ou desacelerar entregas, mas de fazer mais — ou pelo menos o mesmo — com menos recursos”, explicou Rogério Ribeiro.

O secretário destacou que, apesar da conjuntura desfavorável, a gestão inicia 2026 em condições mais sólidas do que no início do mandato, fruto do controle fiscal e do uso responsável dos recursos públicos ao longo do último ano. “Cuidamos bem do dinheiro público, reduzimos despesas desnecessárias e concentramos esforços no que é essencial.
Isso nos dá base para manter o ritmo de entregas, mesmo em um cenário mais restritivo”, completou.

Segundo Rogério Ribeiro, o alinhamento com todo o secretariado tem como objetivo garantir que cada pasta compreenda o contexto econômico de 2026 e atue de forma integrada para sustentar o plano de investimentos do ano, que prevê o início de ao menos 20 grandes obras no Município.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

ONU condena operação militar dos EUA na Venezuela: "profunda preocupação"

Secretário-geral alerta para violação da Carta da ONU e risco humanitário após ofensiva dos Estados Unidos

              Reunião do Conselho de Segurança da ONU (Foto: REUTERS/Stephani Spindel)

A Organização das Nações Unidas manifestou “profunda preocupação” com a operação militar realizada pelos Estados Unidos na Venezuela no dia 3 de janeiro. O tema foi debatido nesta segunda-feira (5) em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança, convocada diante da gravidade dos acontecimentos e de seus possíveis desdobramentos. As informações são da Telesur.

A posição oficial da ONU foi apresentada pela secretária-geral adjunta para Assuntos Políticos, Rosemary A. DiCarlo, que falou em nome do secretário-geral António Guterres, conforme comunicado do próprio organismo multilateral. Segundo ela, as informações recebidas sobre ações militares em Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira provocaram alarme imediato dentro das Nações Unidas.

● Preocupação humanitária e alerta imediato

De acordo com Guterres, ainda não é possível dimensionar as consequências humanitárias da operação, o que amplia a preocupação da comunidade internacional. O secretário-geral classificou a situação como “grave” e ressaltou que o cenário exige atenção imediata do Conselho de Segurança, diante dos riscos à população civil.

● Violação da Carta das Nações Unidas

Durante a intervenção, foi recordado que a Carta das Nações Unidas proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado. Na avaliação apresentada por DiCarlo, esse princípio fundamental não foi respeitado na ação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano.

Guterres enfatizou que o direito internacional é a base do sistema multilateral e que sua violação compromete a estabilidade global. Para o secretário-geral, esse tipo de ação pode abrir um precedente perigoso nas relações entre os Estados.

● Risco de precedente e impacto regional

Outro ponto destacado foi o possível impacto regional da operação. A América Latina, segundo a avaliação apresentada à ONU, tem um histórico marcado por ciclos de instabilidade associados a intervenções externas, o que torna o atual episódio ainda mais sensível. Nesse contexto, o secretário-geral alertou para o risco de agravamento das tensões e para os efeitos que a escalada militar pode gerar em toda a região.

● Apelo por diplomacia e soluções pacíficas

Ao final da exposição, a ONU apelou a todos os atores envolvidos para que evitem uma escalada do conflito e priorizem os canais diplomáticos. Guterres reiterou que a organização permanece à disposição para facilitar o diálogo e apoiar iniciativas voltadas à construção de soluções pacíficas, em consonância com os princípios do direito internacional e da soberania dos Estados.

Fonte: Brasil 247 com informações da TeleSur

Governo da Venezuela manda prender todos os envolvidos no sequestro de Maduro


                   Nicolás Maduro em meio a sequestro dos EUA. Foto: Reprodução

O governo da Venezuela ordenou, nesta segunda (5), a busca e captura de todos os envolvidos na promoção ou apoio ao ataque armado realizado pelos Estados Unidos, que resultou no sequestro de Nicolás Maduro. O decreto entrou em vigor no sábado (3).

A operação envolveu as forças especiais dos EUA e aconteceu durante a madrugada de sábado, causando apagões em partes da capital, Caracas, e atingindo instalações militares locais. Maduro foi sequestrado e levado para solo americano, onde será apresentado diante de um juiz em Nova York nesta segunda (5).

Sua esposa, Cilia Flores, também foi sequestrada e deve comparecer ao tribunal junto com ele. A audiência será presidida pelo juiz Alvin K. Hellerstein, e as acusações contra o presidente venezuelano incluem envolvimento em narcotráfico e crimes relacionados ao Cartel de los Soles, uma organização criminosa acusada de atuar no tráfico de drogas da América do Sul para os EUA.

O governo dos EUA acusa Maduro de liderar o Cartel de los Soles, uma rede de tráfico de drogas que tem como objetivo desestabilizar a sociedade dos EUA. Em resposta, a Casa Branca classificou o grupo como uma organização terrorista.

Embora Maduro não seja considerado o líder direto do cartel, autoridades americanas dizem que ele é um dos principais beneficiários de uma “governança criminal híbrida” que ele teria ajudado a estabelecer no país.

Apoiador do presidente Nicolás Maduro segura uma bandeira da Venezuela durante uma manifestação próxima ao Palácio de Miraflores, em Caracas. Foto: Federico Parra/AFP

No contexto interno, as Forças Armadas da Venezuela reconheceram Delcy Rodríguez, vice-presidente, como presidente interina do país após a prisão de Maduro. A situação política na Venezuela continua a ser instável, com as autoridades buscando consolidar o poder diante da ausência de Maduro.

Rodríguez, por sua vez, pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, uma mudança na postura americana em relação à Venezuela. Em uma carta aberta publicada no domingo (4), ela fez um apelo direto ao republicano, pedindo o fim das hostilidades e a construção de uma “agenda de colaboração” entre os dois países.

O pedido foi feito menos de 24 horas após o sequestro de Maduro e é uma tentativa de estabelecer um canal de comunicação com os EUA.

Fonte: DCM

EUA dizem que sequestro de Maduro foi “operação policial” após críticas da ONU


      Membros do Conselho de Segurança da ONU participam de reunião. Foto: Angela Weiss/AFP

Os Estados Unidos defenderam sua operação que resultou no sequestro de Nicolás Maduro, classificando-a como uma “operação policial com apoio militar”. A declaração do representante americano, Mike Waltz, foi feita após uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, convocada pela Venezuela para discutir a ação.

Waltz afirmou que os EUA prenderam Maduro e sua esposa, Cilia Flores, porque ambos são “narcotraficantes” e que o processo legal seria seguido, sem a intenção de ocupar ou declarar guerra à Venezuela.

A operação provocou críticas de diversos países, incluindo Rússia e China, que a classificaram como uma “agressão armada”. Ambas as nações destacaram que tal ação viola a soberania da Venezuela, lembrando que um presidente dos EUA precisa de autorização do Congresso para declarar guerra.

O porta-voz chinês também condenou os EUA, afirmando que nenhum país deve agir como “a polícia do mundo”. A acusação de que Maduro liderava o Cartel de los Soles, um grupo acusado de tráfico de drogas, foi central para a justificativa do ataque.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou sua preocupação com a operação, destacando a importância de respeitar a Carta da entidade e os princípios internacionais que garantem a paz e a soberania dos estados.

A mensagem de Guterres, lida por sua subsecretária-geral, Rosemary DiCarlo, pediu o respeito pela independência política e a integridade territorial da Venezuela, afirmando que o uso da força deve ser evitado e que o direito internacional deve prevalecer.

Nicolás Maduro em meio a sequestro dos EUA. Foto: Reprodução
Maduro e Cilia Flores foram levados a Nova York para enfrentar uma audiência federal, onde serão formalmente acusados de envolvimento em atividades criminosas. A expectativa é de que o juiz determine que eles permaneçam presos enquanto aguardam o julgamento. A Rússia criticou a detenção, pedindo a libertação imediata de Maduro, alegando que ele foi “sequestrado” de forma ilegal.

Moscou também atacou a aplicação seletiva das leis internacionais pelos EUA, argumentando que o ataque a Maduro e as mortes decorrentes da operação representam um retrocesso na ordem internacional. O diplomata russo Vasily Nebenzya comparou a ação a uma tentativa de restauração da dominação dos EUA, usando a força e ignorando as normas legais internacionais.

O Brasil, embora não seja membro do Conselho de Segurança, também se manifestou criticando a ofensiva dos EUA. O presidente Lula, que já havia se posicionado contra a ação militar, reforçou sua condenação. A situação continua a gerar tensões, com a comunidade internacional dividida sobre a legalidade da operação e suas repercussões para a política global.

Fonte: DCM

Nikolas é denunciado à PGR após criar vídeo falso com Lula sendo sequestrado por Trump

Nikolas Ferreira, deputado bolsonarista. Foto: reprodução

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi denunciado à Procuradoria-Geral da República (PGR) após publicar em suas redes sociais uma montagem que retrata o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sendo sequestrado por agentes estadunidenses. A imagem faz referência direta à prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro, detido após uma operação conduzida pelos Estados Unidos, e foi interpretada por adversários políticos como uma incitação à violência institucional e à intervenção estrangeira no Brasil.

A postagem provocou reação imediata de parlamentares e dirigentes da esquerda, que classificaram o conteúdo como atentatório à ordem democrática.


O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e o professor Juliano Medeiros anunciaram que irão acionar a Procuradoria-Geral da República contra Nikolas Ferreira. Segundo Medeiros, a imunidade parlamentar não se aplica a situações que envolvam ameaças à soberania nacional.

“Ninguém está acima da lei. Por isso Ivan Valente e eu estamos apresentando uma representação na PGR contra Nikolas Ferreira. Nenhum parlamentar está protegido pela imunidade do cargo quando se trata se sugerir o sequestro do presidente do Brasil e uma invasão estrangeira”, escreveu.

Para os autores da representação, a publicação extrapola o debate político e flerta com crimes contra o Estado Democrático de Direito.


Além da iniciativa na esfera federal, o vereador Leonel Camasão, de Florianópolis (SC), informou que também pretende protocolar representação no Ministério Público Federal. De acordo com ele, ao compartilhar uma imagem adulterada de Lula algemado por agentes estadunidenses, o deputado “atenta contra a Lei n° 14.197/2021 (crimes contra o Estado Democrático de Direito)”.

A norma, aprovada após os ataques às instituições em 2023, tipifica condutas que buscam abolir o Estado de Direito ou comprometer a soberania nacional por meios ilícitos.

Fonte: DCM