segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Escolhido para ser liquidante do Master é procurado por oficiais de Justiça no banco


                Eduardo Félix Bianchini, liquidante do Banco Master. Foto: reprodução

O imbróglio jurídico em torno da liquidação do Banco Master ganhou novos contornos nos dias que antecederam o feriado de Natal. Dois oficiais de Justiça estiveram na sede da instituição, em São Paulo, à procura do liquidante Eduardo Félix Bianchini, o que ampliou a expectativa de que ele venha a ser intimado para prestar esclarecimentos nos próximos dias. A visita ocorreu enquanto crescem as pressões políticas e judiciais sobre o processo conduzido pelo Banco Central.

Servidor aposentado do Banco Central, Bianchini foi escolhido pelo regulador para conduzir a liquidação do banco controlado por Daniel Vorcaro.

No momento da visita dos oficiais, porém, ele não se encontrava no escritório, pois passava o Natal fora da capital paulista, segundo a Folha. Ainda assim, o episódio passou a ser visto como um sinal de que o liquidante entrou no centro da disputa judicial que envolve o futuro do Master.

A defesa de Vorcaro tem buscado, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal de Contas da União (TCU), a anulação da liquidação. Com acesso integral aos dados da instituição, o trabalho de Bianchini deve detalhar todos os contratos e pagamentos feitos pelo banco, inclusive a escritórios de advocacia que atuaram em sua defesa. Esse ponto tornou o liquidante alvo direto das estratégias jurídicas do controlador do Master.

A possibilidade de Bianchini ser chamado a prestar esclarecimentos ganhou força após a defesa do banco alegar que o Banco Central teria usado o liquidante para obter informações internas da instituição já liquidada. A acusação consta de petição encaminhada ao ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, conforme mostrou o portal Metrópoles.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: reprodução

No STF, o ministro Dias Toffoli determinou a realização de uma acareação entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, com a presença do diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos. O procedimento está marcado para 30 de dezembro. Procurado, Toffoli negou, por meio de sua assessoria, que tenha partido dele o envio de oficiais de Justiça para intimar o liquidante, afirmando que, até o momento, apenas os três nomes já divulgados participarão da acareação.

Paralelamente, o ministro Jhonatan de Jesus tem pressionado em outra frente. Segundo relatos de servidores do TCU, ele tem restringido a atuação de técnicos da Audbancos, unidade responsável por fiscalizar bancos públicos e reguladores financeiros.

Jesus determinou que o Banco Central se manifeste sobre supostos indícios de precipitação na liquidação do Master. O processo foi colocado em sigilo, e a assessoria do TCU não respondeu aos pedidos de comentário até o fechamento desta reportagem.

Fonte: DCM com informações da Folha e do Portal Metrópoles

Expectativas do mercado mudam em um ano: inflação recua e PIB avança

Último Boletim Focus de 2025 mostra IPCA menor, crescimento econômico mais forte e dólar abaixo das projeções feitas no fim de 2024

       Carrinho de supermercado (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O último Boletim Focus de 2025 confirmou uma trajetória mais favorável para a economia brasileira do que aquela projetada no encerramento de 2024. As estimativas consolidadas pelo mercado financeiro apontam para desaceleração consistente da inflação, avanço do Produto Interno Bruto (PIB) acima do inicialmente esperado e um câmbio mais comportado ao longo do ano, resume Míriam Leitão, do jornal O Globo.

A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 foi revisada para baixo pela sétima semana consecutiva, encerrando o ano em 4,32%. Na semana anterior, a estimativa era de 4,33%. Para 2026, o mercado também reduziu levemente a expectativa, de 4,06% para 4,05%. Esses números contrastam com o cenário observado no fim de dezembro de 2024, quando o Focus apontava inflação de 4,96% para 2025 e de 4,01% para o ano seguinte.

Ao longo de 2025, a inflação chegou a atingir seu ponto mais elevado nas projeções em março, quando o mercado estimava um IPCA de 5,68%. O resultado final, porém, surpreendeu positivamente, sobretudo por conta do comportamento dos preços dos alimentos, cuja inflação deve fechar o ano em 1,9%. Apesar desse desempenho, a avaliação é de que o cenário inflacionário em 2026 tende a ser menos favorável do que o observado neste ano.

No campo da atividade econômica, o Boletim Focus também trouxe revisões positivas. Em dezembro de 2024, a projeção para o crescimento do PIB em 2025 era de 2,01%. No último relatório deste ano, a estimativa subiu para 2,26%, com avanço de 0,10 ponto percentual apenas nas quatro semanas finais. Para 2026, o mercado manteve a expectativa de crescimento em 1,80%, sem alterações em relação aos boletins anteriores.

A taxa de câmbio apresentou movimento de alta nas últimas semanas do ano, mas ainda assim fechou 2025 em patamar inferior ao que se previa anteriormente. A projeção para o dólar foi ajustada para R$ 5,44, bem abaixo dos R$ 5,96 estimados no encerramento de 2024. Para 2026, a expectativa é de que a moeda norte-americana encerre o ano cotada a R$ 5,50, também distante da projeção de R$ 5,90 feita um ano antes.

Já a taxa básica de juros terminou 2025 acima do que o mercado previa no início do ano. A Selic, que era estimada em 14,75% para o fim deste ano, fechou em 15%. Para 2026, a projeção dos juros básicos também foi revista para cima em relação ao cenário de dezembro de 2024, passando de 12% para 12,25%, indicando uma política monetária ainda restritiva no próximo período.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Flamengo sela renovação de Filipe Luís até 2027 após acordo financeiro

Treinador cede em valores, encerra impasse com diretoria e garante continuidade do projeto rubro-negro

Flamengo sela renovação de Filipe Luís até 2027 após acordo financeiro (Foto: Thaier Al-Sudani/REUTERS)

O Flamengo confirmou a renovação do contrato de Filipe Luís até o fim de 2027, encerrando uma negociação que se estendeu até os últimos dias de dezembro e só foi concluída a dois dias do término do vínculo anterior. O acerto garante a permanência do treinador e de sua comissão técnica, considerada peça-chave no planejamento esportivo do clube para as próximas temporadas.

Segundo Diogo Dantas, do jornal O Globo, o desfecho só foi possível após Filipe Luís ceder na parte financeira e aceitar as condições apresentadas pelo Flamengo em sua proposta final. O acordo foi fechado no valor de 4 milhões de euros líquidos por temporada, livres de impostos, contemplando o treinador e seus dois auxiliares.

Em comunicado oficial divulgado à imprensa, o diretor de futebol do clube, José Boto, destacou que a renovação foi construída a partir de uma convergência entre os interesses das partes e do compromisso com a governança do Flamengo.

"O desfecho positivo só foi possível porque havia, de ambas as partes, o desejo genuíno de continuidade do projeto, além da disposição conjunta para convergir interesses e construir um acordo equilibrado e sustentável, que atendesse aos anseios do técnico, mas também às políticas de governança do clube estabelecidas pelo Bap", afirmou Boto, em referência ao presidente Luiz Eduardo Baptista.

O valor acertado representa um ganho mensal aproximado de R$ 2,1 milhões para Filipe Luís, o auxiliar Ivan Palanco e o preparador físico Diogo Linhares, o que configura uma valorização significativa da comissão técnica. Ainda assim, a cifra ficou abaixo da pedida inicial do treinador, que chegou a solicitar um pacote de 5 milhões de euros líquidos por temporada, além do pagamento da comissão do empresário Jorge Mendes por parte do clube.

As tratativas se intensificaram nos últimos dias e chegaram a um ponto de tensão elevado. Luiz Eduardo Baptista manteve posição firme e indicou que não avançaria além da proposta final de 4 milhões de euros por ano. Em meio ao impasse, o presidente chegou a sinalizar a possibilidade de abandonar a negociação caso os termos não fossem aceitos.

Mesmo com tentativas intermediárias conduzidas por José Boto, que chegou a trabalhar com a hipótese de 4,5 milhões de euros por temporada, a diretoria voltou aos valores originais. A negociação com o agente não avançou, e o desgaste entre o treinador e o presidente já era evidente naquele momento.

A reviravolta ocorreu quando Filipe Luís retomou o diálogo direto com a cúpula do futebol rubro-negro, em especial com Boto, para encerrar a novela. Em uma investida final, o presidente tratou diretamente com o treinador, que deu o “sim” nas últimas horas de domingo, permitindo o anúncio oficial da renovação.

Após a confirmação, o Flamengo celebrou o acordo nas redes sociais. Em uma das publicações, o clube afirmou: “A história não vai parar de ser escrita”. Em outra homenagem, um vídeo relembrou a trajetória de Filipe Luís no clube desde os tempos de jogador, acompanhado da mensagem: “É um privilégio ter você com a gente. Vamos por mais, Fili”.

A resposta da torcida foi imediata, com manifestações de alívio e comemoração. Comentários celebraram a permanência do treinador e destacaram a importância da continuidade técnica no comando da equipe, fechando o ano com um cenário de estabilidade no futebol rubro-negro.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Servidores de Eduardo e Ramagem são exonerados da Câmara após cassações


         Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem. Foto: reprodução

A Câmara dos Deputados oficializou a exoneração de todos os servidores que atuavam nos gabinetes de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ), após a cassação dos mandatos dos dois parlamentares. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União na semana passada e confirmam o encerramento formal das atividades administrativas vinculadas aos ex-deputados.

No total, foram exonerados nove assessores do gabinete de Eduardo Bolsonaro e 12 do gabinete de Ramagem. As exonerações têm efeito retroativo ao dia 18 de dezembro, data em que a Mesa Diretora da Câmara declarou oficialmente a perda dos mandatos. Desde então, ambos já estavam sem vínculo funcional com a Casa. No sistema interno da Câmara, o gabinete de Eduardo aparece completamente esvaziado, sem qualquer servidor ativo.

No caso de Ramagem, no entanto, ainda consta uma funcionária vinculada ao gabinete. Trata-se de Eduarda Rafaela de Lucena Nunes, que chegou a atuar na Secretaria de Relações Institucionais nos últimos meses do governo Jair Bolsonaro (PL). A permanência da servidora é tratada internamente como situação administrativa residual, que deve ser regularizada nos próximos dias.

Confira as exonerações:

● Gabinete de Eduardo Bolsonaro

  • Lucimar Claudina dos Santos
  • Telmo Broetto
  • Carlos Eduardo Guimarães
  • Alexandre Magno da Conceição
  • Bárbara Torquato do Nascimento Araújo
  • Marcelo Pereira de Melo
  • Bernardo Simões Broetto
  • Fabiano Augusto de Souza Araújo

● Gabinete de Alexandre Ramagem

  • Núbia Suellen Tramm
  • Priscilla Pereira e Silva
  • Gilmar Chaves dos Santos
  • Elisa Brom de Freitas
  • Alyson Assis de Mendonça
  • Monique Pereira Fernandes
  • Pedro Henrique da Silva Vieira
  • Paulo Raphael de Araújo Santos Lopes
  • Christiane Santos da Silveira
  • Luisiana Pinho Teixeira
  • Marcos Venicio Soares Júnior
  • Felipe da Silva Soares
Ramagem e Eduardo. Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
Além das exonerações, a Câmara também cancelou os passaportes diplomáticos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem. A perda do benefício é automática após a cassação do mandato. Ramagem ainda ocupa um imóvel funcional da Casa, que deverá ser devolvido conforme os prazos previstos pelas normas internas do Legislativo.

Com a cassação, os dois ex-parlamentares também perdem o direito a outros benefícios, como verba de gabinete, cota parlamentar para passagens aéreas e uso de estrutura institucional da Câmara. As medidas integram o conjunto de procedimentos administrativos adotados após a declaração de perda do mandato.

Eduardo Bolsonaro teve o mandato cassado por faltas reiteradas às sessões deliberativas. A Constituição determina a perda do cargo para parlamentares que deixam de comparecer a mais de um terço das sessões do ano legislativo. Em 2025, Eduardo faltou a 56 das 71 sessões realizadas, o equivalente a 79% de ausência.

Durante o período em que esteve fora do país, Eduardo viajou aos Estados Unidos, onde atuou politicamente junto a aliados internacionais. Segundo registros públicos, ele participou de articulações para promover sanções contra o Brasil, incluindo o tarifaço sobre exportações brasileiras, a tentativa de cancelamento de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal e a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes.

Já Ramagem perdeu o mandato em razão de condenação criminal definitiva no processo que apurou a trama golpista durante o governo Bolsonaro. A Constituição prevê que, nesses casos, a Câmara apenas declare a perda do mandato, sem necessidade de votação em plenário.

Condenado a 16 anos de prisão, Ramagem está foragido nos Estados Unidos e é alvo de pedido formal de extradição apresentado pelas autoridades brasileiras. A situação do ex-deputado segue sob análise do sistema de Justiça, enquanto a Câmara avança na conclusão dos trâmites administrativos decorrentes da cassação.

Fonte: DCM

Bolsonaro deve passar por novo procedimento para conter crise de soluços nesta segunda-feira

Equipe médica programou bloqueio do nervo frênico esquerdo após intervenção anterior não surtir o efeito esperado

Jair Bolsonaro, escurecido na foto - 30/07/2021 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ser submetido nesta segunda-feira (29) a um novo procedimento médico para tentar conter uma crise persistente de soluços, que se intensificou durante o fim de semana e levou a equipe médica a adotar medidas adicionais de intervenção.

As informações foram publicadas pela CNN Brasil, que detalhou a estratégia adotada pela equipe responsável pelo tratamento e o conteúdo do boletim médico divulgado no domingo (28).

Segundo a reportagem, os médicos programaram para esta segunda-feira a realização do bloqueio do nervo frênico esquerdo, uma medida voltada a conter os movimentos do músculo do diafragma — mecanismo que influencia diretamente episódios de soluço. Trata-se, conforme descreve o texto, de um procedimento considerado pouco invasivo e de efeito temporário, utilizado quando o paciente não responde ao tratamento medicamentoso.

✲ Procedimento anterior não teve o efeito esperado

Ainda de acordo com a CNN Brasil, Bolsonaro já havia sido submetido no sábado (27) ao bloqueio anestésico do nervo frênico direito, como primeira etapa do tratamento. A escolha inicial por um lado do corpo teria sido feita para avaliar como ele reagiria à intervenção antes da complementação do procedimento.

No entanto, o boletim médico divulgado no domingo apontou que a primeira tentativa não produziu a resposta esperada, o que levou à manutenção do plano para nova intervenção.

O texto do boletim médico, citado na íntegra pela CNN Brasil, afirma:

"Na noite passada, apresentou nova crise de soluços, apesar do procedimento realizado, além de elevação da pressão arterial. No momento encontra-se estável e sem soluços. Para amanhã (29), está programada a complementação do tratamento, com bloqueio do nervo frênico esquerdo, para posterior avaliação dos resultados. O paciente deverá seguir com fisioterapia para reabilitação, medidas de profilaxia de trombose venosa e cuidados clínicos"

A equipe médica relatou ainda que, apesar da crise e da elevação da pressão arterial durante a noite, Bolsonaro se encontra estável e, no momento, sem soluços.

✲ Internação deve chegar a sete dias, dizem médicos

Segundo os médicos, a realização do bloqueio do nervo frênico — tanto do lado direito quanto do esquerdo — não altera a previsão de permanência hospitalar, e a internação deve totalizar cerca de sete dias.

Bolsonaro está internado desde a última quarta-feira (24), quando foi transferido para a unidade hospitalar. Na quinta-feira (25), passou por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. De acordo com a equipe médica, o procedimento ocorreu conforme o esperado e sem intercorrências.

✲ Reabilitação inclui fisioterapia e prevenção de trombose

O boletim também aponta que Bolsonaro deverá manter, no período de recuperação, um conjunto de medidas clínicas, incluindo fisioterapia para reabilitação, além de profilaxia de trombose venosa, prática adotada para reduzir riscos circulatórios associados à internação e ao pós-operatório.

Com o novo bloqueio previsto para esta segunda-feira, a equipe médica deverá avaliar a resposta ao procedimento para definir os próximos passos do tratamento e monitorar a evolução do quadro, especialmente após as crises registradas nos últimos dias.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Casa que Sóstenes diz ter vendido ainda aparece à venda em site de imobiliária

Sóstenes Cavalcante e Jair Bolsonaro – Foto: Reprodução

A casa que o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) disse ter vendido para justificar valores apreendidos pela Polícia Federal continua anunciada no site de uma imobiliária. As informações foram divulgadas pelo canal “Portal do José”, do professor José Fernandes.

O imóvel fica em Ituiutaba (MG) e, segundo o parlamentar, teria sido negociado antes da operação policial.

A situação levantou questionamentos sobre a explicação apresentada por Sóstenes Cavalcante, que também é pastor ligado a Silas Malafaia e líder do PL na Câmara dos Deputados.

Em 24 de dezembro o deputado divulgou um vídeo para explicar a origem de R$ 469.700,00 apreendidos pela Polícia Federal durante a operação Galho Fraco, na semana passada. O montante foi encontrado em espécie no flat do parlamentar, que afirmou que o valor corresponde à venda de um imóvel em Ituiutaba, Minas Gerais. Sóstenes explicou que o dinheiro é “fruto da venda de um imóvel, dinheiro lícito e de origem comprovada”, e apresentou documentos para corroborar sua versão.

Nele, Sóstenes mostrou uma suposta cópia da escritura do imóvel e do seu imposto de renda de 2024, no qual declarou o valor da casa. Segundo o parlamentar, ele comprou a propriedade em 2023 por um valor inferior ao da venda. Após reformar o imóvel, ele colocou à venda por R$ 690.000, mas aceitou uma proposta de R$ 500.000 à vista de um comprador. O deputado afirmou que o valor foi pago em espécie e que “tudo conforme manda a lei, nada ilegal”.

Fonte: DCM com informação do Portal do José

Datafolha: PT tem 24% na preferência partidária; PL soma 12% e fica em 2º


         Presidente Lula em evento do Partido dos Trabalhadores. Foto: Ricardo Stuckert

O PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue como o partido preferido dos brasileiros e mantém a liderança histórica nas pesquisas de lembrança espontânea, agora com o PL consolidado na segunda posição, segundo novo levantamento do Datafolha. A sigla petista é citada por 24% dos entrevistados, enquanto o partido ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro aparece com 12%, seu maior índice desde o início da série histórica. Com informações da Folha de S.Paulo.

O patamar do PT permanece estável no terceiro mandato de Lula, oscilando entre 23% e 27%, desempenho que sustenta desde o fim dos anos 1990. Já o PL alcança um recorde histórico, impulsionado pela associação direta com Bolsonaro, que ingressou na legenda em novembro de 2021. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas, com 16 anos ou mais, entre 2 e 4 de dezembro, em 113 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Considerando toda a série do Datafolha desde 1989, o PT só perdeu a liderança em momentos pontuais para o então PMDB, atual MDB, que chegou a 19% no início dos anos 1990 e hoje marca apenas 2%. O maior contingente, porém, segue sendo o dos brasileiros que dizem não ter preferência partidária, grupo que nunca ficou abaixo de 40% nas medições.

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e o deputado Eduardo Bolsonaro. Foto: Beto Barata/PL
O levantamento também mostra movimentos históricos de outras legendas. O PSDB, que teve papel central como principal opositor do PT, atingiu seu pico em 2015, com 9%, durante os protestos contra o governo Dilma Rousseff, mas hoje aparece de forma residual. O PSL, sigla de Bolsonaro em 2018, chegou a 7% após a facada sofrida pelo então candidato, mas perdeu força nos anos seguintes.

Na análise por perfil, o PT concentra maior apoio entre pessoas com ensino fundamental, moradores do Nordeste, católicos, eleitores que avaliam o STF como ótimo ou bom e aqueles que votaram em Lula em 2022. Já o PL tem maior destaque entre eleitores de renda entre 5 e 10 salários mínimos, com ensino médio ou superior, críticos do STF e que votaram em Bolsonaro na última eleição presidencial.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

domingo, 28 de dezembro de 2025

Obcecado por Moraes, Glenn Greenwald é atacado por bolsonaristas e se defende com marido morto

 

Glenn Greewald e David Miranda
O jornalista americano Glenn Greenwald, que se tornou referência para o bolsonarismo com sua fixação doentia em Alexandre de Moraes, passou a ser alvo de ataques dos mesmos fascistas que cultivou.

Em uma sequência de mensagens no X, Greenwald escreveu que “o herói mais amado da esquerda — Rei Xandão — vive a vida de um oligarca e de um rei”, associando a ascensão patrimonial da família Moraes a contratos milionários com o Banco Master.

Em outro trecho, afirmou que “a esquerda ‘socialista’ que odeia oligarcas e desigualdade fala: a família Moraes merece isso”, ironizando a reação de setores progressistas às denúncias envolvendo o ministro do STF.

As críticas provocaram reação imediata de seu público de extrema direita, que ele tenta agradar inutilmente. Um usuário questionou diretamente o jornalista: “como se sente após poupar os ministros da suprema corte na Vaza Jato?!”.

Greenwald respondeu negando a acusação e classificando-a como infundada: “Esta é a teoria da conspiração mais burra do mundo. O arquivo que usamos veio do celular de Deltan. Vocês acham que ele continha conversas com e entre ministros do STF? Que bobagem.” A resposta não conteve a cachorrada.

A blogueira Paula Schmitt, colunista do Poder360 e fã doente dos Bolsonaros, afirmou que Greenwald estaria usando uma estratégia para desqualificar críticas. “Olha aí o canalha usando o playbook da CIA: chamando de ‘teoria da conspiração’ o que não tem como desmentir”, escreveu.

Em seguida, o debate descambou para agressões pessoais. O perfil Marcus Brum escreveu: “Teu finado companheiro era de esquerda. Tu assume que foi casado com um faccionado? Tu é muito merda.” A menção foi ao deputado David Miranda, marido de Greenwald, morto em 2023, aos 37 anos, após meses de internação em decorrência de uma infecção gastrointestinal que evoluiu para septicemia.


Diante do ataque, Greenwald usou o cadáver do companheiro como escudo. “David saiu dessa ala do PT/PSOL da esquerda, fazendo muitas críticas contundentes sobre o que e quem eles são”, disse.

O coro de críticas foi reforçado pela deputada federal Rosângela Moro, mulher do ex-juiz da 13ª Vara de Curitiba. Rosângela está pegando carona na onda contra Moraes para exaltar a operação que seu marido coordenou com Deltan Dallagnol.

“E pensar que a Lava Jato foi destruída por narrativas fantasiosas. […] Mensagens não autenticadas e inócuas, nenhuma prova fraudada ou conluio, mostradas por um hacker (criminoso) e divulgadas como se fosse o fim do mundo”, declarou a respeito do trabalho de Greenwald, seu colega de bolsonarismo.

Fonte: DCM

Laudo revela quantas vezes Bolsonaro parou de respirar durante uma noite


    Em live durante o governo, Bolsonaro ria de pessoas com falta de ar na pandemia. Foto: Reprodução

Segundo a Veja, um exame do sono apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro ao STF aponta um quadro severo de apneia durante o período em que ele está preso. De acordo com o laudo citado na petição, Bolsonaro parou de respirar 514 vezes ao longo de uma única noite de sono.

O documento médico também registra 470 episódios de apneia, com duração entre 10 e 25 segundos cada, além de roncos de intensidade moderada a alta. Os dados foram anexados pelos advogados ao pedido de autorização para a cirurgia realizada recentemente e integram o argumento de que o ex-presidente requer acompanhamento contínuo de saúde.

O dado chama atenção pela dimensão clínica e pelo contraste com a postura adotada por Bolsonaro durante a pandemia de covid-19, quando ele ria e imitava pessoas com falta de ar em falas públicas.

Bolsonaro está preso após condenação a mais de 27 anos por tentativa de golpe de Estado, no processo que apurou a articulação para romper a ordem democrática após o resultado das eleições. Ele cumpre pena sob custódia da Polícia Federal, em Brasília, com rotina controlada e visitas condicionadas a autorização judicial.

Nos últimos dias, o ex-presidente foi transferido para um hospital da capital federal para passar por uma cirurgia de hérnia inguinal. Segundo a defesa, não há previsão imediata de alta, e ele permanece internado para acompanhamento médico.

Fonte: DCM com informações da revista Veja

Gleisi rebate bolsonaristas e diz que relatório da CIDH desmonta acusação de “ditadura”


A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Foto: Divulgação

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou neste domingo (28) que o relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos representa um desmentido direto às acusações de que o Brasil viveria sob uma suposta “ditadura”.

Segundo ela, o documento desmonta a narrativa difundida por Jair Bolsonaro e por seu filho, Eduardo Bolsonaro, em agendas e declarações no exterior. Para a ministra, o texto divulgado pela comissão ligada à Organização dos Estados Americanos reforça a credibilidade institucional do país e oferece um contraponto objetivo às críticas feitas fora do Brasil.

Gleisi avaliou que a análise internacional confirma a robustez do sistema democrático brasileiro após um período de forte tensão política. O relatório foi elaborado a partir de visitas técnicas e análises conduzidas pela CIDH.

No documento, a comissão afirma de forma categórica: “A delegação constatou que o Brasil possui instituições democráticas fortes e eficazes”. O texto acrescenta que “o Estado realiza eleições livres e justas, e é caracterizado pela separação de poderes e pelo Estado de Direito, com arranjos constitucionais que garantem a proteção dos direitos humanos”.

A CIDH também dedica um capítulo ao contexto político recente, marcado por ataques ao sistema eleitoral após as eleições de 2022. Segundo o relatório, houve iniciativas organizadas para enfraquecer a confiança pública nas urnas e para promover uma ruptura institucional.

Ou seja, Bolsonaro e seu bando golpista merecem estar onde estão: na cadeia, com aval da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.




Nesse ponto, o documento registra: “A Relatoria entende que o Brasil passou por tentativas deliberadas de deslegitimar os resultados eleitorais internacionalmente reconhecidos do período eleitoral de 2022, além do planejamento e da tentativa de execução de um golpe de Estado”.

A comissão associa esse cenário à necessidade de proteção permanente do regime democrático. O relatório ainda destaca que a defesa da democracia está diretamente ligada à garantia da liberdade de expressão.

“Nesse contexto, a defesa da democracia no Brasil também é um componente fundamental da defesa do direito à liberdade de expressão no país, uma vez que a liberdade de expressão requer uma sociedade democrática para ser plenamente exercida”, afirma o texto.

Na avaliação de Gleisi, o reconhecimento internacional tem peso político e institucional. Ela sustenta que o relatório fortalece a legitimidade das decisões tomadas pela Justiça brasileira e ajuda a consolidar, no cenário externo, uma leitura mais precisa sobre os acontecimentos posteriores ao pleito de 2022.

A ministra também afirmou que a divulgação do documento serve como um alerta contínuo contra tentativas de relativizar crimes cometidos contra a ordem democrática. Para ela, o relatório contribui para impedir iniciativas que busquem anistiar ou minimizar responsabilidades por atos golpistas.

Segundo Gleisi, a posição da CIDH encerra 2025 com uma sinalização clara de apoio à Constituição brasileira e ao Estado Democrático de Direito. Ela avaliou que o documento reforça a necessidade de vigilância institucional permanente e de responsabilização daqueles que atentaram contra a democracia.

Fonte: DCM

Governo Lula aposta em injeção de renda no início de 2026

Planalto aposta em sequência de medidas voltadas à população de baixa renda para gerar efeitos econômicos imediatos e alavancar a popularidade

       Presidente Lula durante entrevista coletiva à imprensa. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Integrantes do governo federal avaliam que o início de 2026 será marcado por uma sequência de medidas voltadas à população de menor renda, com potencial de gerar efeitos econômicos imediatos e reflexos políticos relevantes. A estratégia combina transferência direta de recursos, ampliação de benefícios sociais e desoneração tributária, com impacto esperado sobre milhões de brasileiros. As informações são da Folha de São Paulo.

A principal aposta do Palácio do Planalto é a entrada em vigor da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 por mês. A medida deve representar um aporte superior a R$ 20 bilhões na economia ao longo de 2026, ao ampliar a renda disponível de trabalhadores formais.

Além da mudança no Imposto de Renda, o governo prevê para fevereiro a liberação de um saque de R$ 1.000 do programa Pé-de-Meia para estudantes que concluírem o ensino médio. O benefício integra a política de estímulo à permanência escolar e também funciona como reforço financeiro direto para jovens de famílias de baixa renda.

Outro eixo do pacote envolve a expansão de políticas já existentes. O programa Gás do Povo terá ampliada a concessão de botijões gratuitos, enquanto a tarifa social de energia elétrica passará a alcançar famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda entre meio e um salário mínimo. Apenas no caso da conta de luz, a expectativa é que cerca de 55 milhões de pessoas sejam contempladas com descontos.

Interlocutores do governo avaliam que a combinação dessas iniciativas pode acelerar a recuperação da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com maior circulação de renda entre os estratos mais pobres da população, a percepção interna é de que o chefe do Executivo tende a entrar no período eleitoral em uma posição mais favorável, sustentado por resultados concretos de políticas sociais e econômicas direcionadas à base da pirâmide de renda.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Deputadas esquerdistas querem CPMI para investigar Banco Master

Fernanda Melchionna e Heloísa Helena coletam assinaturas

        Logo do Banco Master - 18/11/2025 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

As deputadas federais Fernanda Melchionna (Psol-RJ) e Heloísa Helena (Rede-RJ) anunciaram neste domingo (28) a coleta de assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), destinada a investigar supostas irregularidades no Banco Master.

"Há indícios graves que precisam ser apurados com rigor: problemas na gestão financeira, concessão de crédito, operações suspeitas, possível descumprimento das normas do sistema financeiro nacional e eventuais prejuízos aos consumidores e ao interesse público", escreveu Melchionna na rede X. "Seguiremos firmes na fiscalização e no combate a corrupção", acrescenta.

Heloísa Helena disse na rede X que a "fiscalização sempre implica em enfrentamento a estruturas poderosas, por isso sempre é convenientemente deixada de lado pela covardia ou pela ética seletiva". Ela não mencionou nomes.

Fonte: Brasil 247

Bolsonaro tem nova crise de soluços, diz boletim médico

Ex-presidente segue internado em Brasília após cirurgia e passará por novo procedimento nesta segunda-feira

Bolsonaro tem nova crise de soluços, diz boletim médico (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado no Hospital DF Star, em Brasília, onde se recupera de uma cirurgia de herniorrafia inguinal bilateral realizada por via convencional. De acordo com informações divulgadas no boletim médico deste domingo, ele apresentou uma nova crise de soluços durante a noite, acompanhada de elevação da pressão arterial, o que levou a equipe médica a programar um novo procedimento para esta segunda-feira.

Segundo o comunicado, apesar da recorrência dos sintomas, Bolsonaro encontra-se estável no momento e sem soluços. “Na noite passada, apresentou nova crise de soluços, apesar do procedimento realizado, além de elevação da pressão arterial. No momento, encontra-se estável e sem soluços”, informou a equipe responsável pelo tratamento.

Relatos de pessoas próximas à família indicam que a última noite foi a mais difícil desde a internação, com episódios prolongados de soluços que dificultaram o descanso do ex-presidente. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também se manifestou nas redes sociais, afirmando que ele “não teve uma noite boa” e que a crise começou por volta das 23h, estendendo-se até as 11h20 da manhã, sem interrupções, o que teria causado grande exaustão e aumento da pressão arterial.

Ainda segundo Michelle Bolsonaro, o ex-presidente passou a seguir, neste domingo, uma dieta ainda mais restritiva. Ela informou também que precisou se ausentar temporariamente do hospital, deixando Bolsonaro sob os cuidados do filho Renan, retornando mais tarde para passar a noite ao lado dele.

De acordo com o boletim médico, está prevista para esta segunda-feira a complementação do tratamento com a realização do bloqueio anestésico do nervo frênico esquerdo. O procedimento é considerado uma etapa necessária para a posterior avaliação dos resultados do tratamento e integra a estratégia adotada para controlar crises persistentes de soluços. No sábado, Bolsonaro já havia sido submetido ao bloqueio do nervo frênico do lado direito, sem intercorrências.

Mesmo após a intervenção inicial, o ex-presidente voltou a apresentar episódios de soluço durante a madrugada, o que motivou a decisão de manter o plano de realizar o bloqueio complementar no lado esquerdo. O nervo frênico é responsável pelos movimentos do diafragma, músculo essencial para a respiração, e o bloqueio busca interromper temporariamente as contrações involuntárias que provocam o soluço, especialmente em casos refratários ao tratamento medicamentoso.

Os médicos explicam que esses procedimentos fazem parte do tratamento de complicações associadas às sequelas da facada sofrida por Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, que resultaram, ao longo dos anos, em episódios recorrentes de soluços de difícil controle clínico. Além disso, o ex-presidente seguirá em recuperação clínica, com fisioterapia para reabilitação, medidas de profilaxia de trombose venosa e monitoramento contínuo da dor. “O paciente deverá seguir com fisioterapia para reabilitação, medidas de profilaxia de trombose venosa e cuidados clínicos”, afirmaram os médicos.

A expectativa da equipe é que Bolsonaro permaneça internado por pelo menos mais 48 horas após o procedimento previsto para esta segunda-feira, para acompanhamento do pós-operatório e observação da evolução do quadro clínico. Esta será a terceira ida do ex-presidente ao centro cirúrgico desde a internação, ocorrida na última quarta-feira.

Antes dos bloqueios do nervo frênico, Bolsonaro passou pela correção da hérnia inguinal bilateral, em uma cirurgia que durou cerca de três horas e meia e foi considerada bem-sucedida pela equipe médica. Na sexta-feira, os profissionais de saúde já haviam informado ajustes nas medicações para o controle das crises de soluço e para o tratamento da doença do refluxo gastroesofágico.

A internação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após perícia da Polícia Federal apontar a necessidade da intervenção médica. Bolsonaro segue internado em um hospital particular da capital federal, acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Fonte: Brasil 247