quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Em carta, Bolsonaro confirma pré-candidatura de Flávio à Presidência da República em 2026

A formalização foi feita por meio de uma carta escrita à mão e lida pelo filho na manhã desta quinta-feira (25), em frente ao Hospital DF Star

O senador Flávio Bolsonaro observa o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Aeroporto Internacional de Brasília - 25/11/2024 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026. A formalização foi feita por meio de uma carta escrita à mão e lida pelo filho na manhã desta quinta-feira (25), em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, onde Bolsonaro está internado para uma cirurgia de correção de hérnia. As informações são do g1.

O documento reforça a indicação já anunciada por Flávio no início de dezembro e chega em um momento em que o ex-presidente segue impedido de disputar eleições devido às condenações do STF e TSE. A carta foi produzida, segundo o senador, ainda na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, antes da transferência do ex-presidente para o hospital.

Pouco antesa do início da cirurgia — prevista para ocorrer entre 9h e 13h — Flávio Bolsonaro leu o texto completo aos jornalistas. Na mensagem, o ex-presidente afirma: "Diante desse cenário de injustiça e com o compromisso de não permitir que a vontade popular seja silenciada, tomo a decisão de indicar Flávio Bolsonaro como pré-candidato à presidência da República em 2026."

Em outro trecho, Bolsonaro acrescenta: "Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho, para resgatar o nosso Brasil. Trata-se de uma decisão consciente, legítima e amparada no desejo de preservar a representação daqueles que confiaram em mim."

A leitura pública da carta ocorreu em meio a uma disputa crescente entre aliados do bolsonarismo que buscam ocupar o espaço eleitoral deixado pela inabilitação do ex-presidente. Além de Flávio Bolsonaro, nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também vinham sendo cotados por setores da direita.

No texto manuscrito, Bolsonaro sustenta que o filho é quem melhor representa a continuidade de seu projeto político. "Ele é a continuidade do caminho da prosperidade que iniciei bem antes de ser presidente", diz o ex-presidente, defendendo que o país precisa "retomar a responsabilidade de conduzir o Brasil com justiça, firmeza e lealdade aos anseios do povo brasileiro".

A carta procura reforçar essa conexão com sua base. No encerramento, ele afirma: "Que Deus o abençoe e o capacite na liderança dessa corrente de milhões de brasileiros que honram a Deus, a pátria, a família e a liberdade."

Flávio Bolsonaro, que já havia anunciado publicamente que seria o escolhido do pai, disse nesta quinta-feira que o novo documento encerra dúvidas entre apoiadores e consolida sua pré-candidatura dentro da legenda.

Íntegra

Ao longo da minha vida tenho enfrentado duras batalhas, pagando um preço alto com minha saúde e família, para defender aquilo que acredito ser o melhor para o nosso Brasil.

Diante desse cenário de injustiça e com o compromisso de não permitir que a vontade popular seja silenciada, tomo a decisão de indicar Flávio Bolsonaro como pré-candidato à presidência da República em 2026.

Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho, para resgatar o nosso Brasil. Trata-se de uma decisão consciente, legítima e amparada no desejo de preservar a representação daqueles que confiaram em mim.

Ele é a continuidade do caminho da prosperidade que iniciei bem antes de ser presidente, pois acredito que precisamos retomar a responsabilidade de conduzir o Brasil com justiça, firmeza e lealdade aos anseios do povo brasileiro.

Que Deus o abençoe e o capacite na liderança dessa corrente de milhões de brasileiros que honram a Deus, a pátria, a família e a liberdade.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Pronunciamento de Lula tem fala sobre o tarifaço e cutucada nos bolsonaristas


Imagem de Donald Trump e o Lula foi mostrada durante o pronunciamento de Natal do presidente. Foto: Reprodução

O presidente Lula usou seu pronunciamento de véspera de Natal, em 24 de dezembro, para destacar uma das maiores vitórias de seu governo em 2025: a superação do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. O petista chamou o desafio de “inédito” e ressaltou que, graças à diplomacia, o Brasil saiu vitorioso da disputa comercial.

Ele ainda apontou que o governo demonstrou “ao Brasil e ao mundo que somos do diálogo, da fraternidade e não fugimos da luta”. A foto compartilhada por Lula ao lado de Trump foi vista por muitos como uma estocada nos bolsonaristas.

A imagem, que mostrava os dois presidentes sorrindo e confraternizando, gerou reações nas redes sociais, com críticos apontando que a amizade entre os dois líderes refletia uma reviravolta e um distanciamento do americano das figuras mais próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente afirmou que a resolução da crise foi alcançada através de um “caminho de negociação”. “Apostamos na diplomacia, protegemos nossas empresas, evitamos demissões. […] Nossa soberania e nossa democracia saíram vencedoras e o povo brasileiro venceu”, destacou Lula.

Para ele, a superação do tarifaço não apenas garantiu avanços para a economia, mas também fortaleceu a imagem do Brasil no cenário internacional. O tarifaço teve início em 2 de abril de 2025, quando o presidente Trump, anunciou um aumento de 10% sobre as tarifas de produtos brasileiros.

A medida foi intitulada por Trump como o “Dia da Libertação”. O impacto imediato foi grande, com a taxação afetando diretamente as exportações brasileiras e gerando um clima de tensões políticas entre os dois países.

A situação se agravou ainda mais em julho, quando Trump acusou o Brasil de ser “muito ruim” para os Estados Unidos, criticando o STF (Supremo Tribunal Federal) por sua postura contra Bolsonaro.

Bolsonaro e Trump. Foto: Divulgação
Trump anunciou, então, que elevaria a tarifa para 50%, o que teria sérias repercussões no comércio entre as duas nações. Essa escalada gerou um ambiente de incertezas e dificultou a comunicação entre os líderes dos países.

Contudo, a reviravolta aconteceu durante a Assembleia Geral da ONU, onde Lula e Trump se encontraram pessoalmente. O presidente dos Estados Unidos elogiou a relação com o petista, afirmando ter tido uma “química excelente” com o brasileiro.

Esse encontro abriu caminho para uma série de reuniões e telefonemas entre os dois líderes, abordando desde questões comerciais até o combate ao crime organizado. Esse momento foi interpretado como uma mudança significativa na postura de Trump em relação ao Brasil.

Em novembro, a relação bilateral deu mais um passo positivo com a redução das tarifas para uma série de produtos agrícolas brasileiros.

Essa decisão de Trump foi vista como uma vitória para a diplomacia brasileira, já que a taxação prejudicava significativamente os produtores do país. Lula, durante seu pronunciamento, afirmou que o impacto do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros acabou sendo “irrelevante” devido aos resultados positivos das negociações.

O presidente também afirmou que as discussões sobre o tarifaço possibilitaram o estreitamento de laços pessoais com o republicano, o que levou à criação de uma amizade entre os dois líderes.

Fonte: DCM

Bolsonaro passa por cirurgia para corrigir hérnia nesta quinta-feira


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no hospital DF Star, em Brasília. Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será submetido nesta quinta-feira (25) a uma cirurgia para correção de duas hérnias inguinais. O procedimento está marcado para as 9h, com duração estimada de cerca de quatro horas, e ocorre um dia após ele deixar a carceragem da Polícia Federal (PF).

Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde a manhã de quarta-feira (24), quando passou por exames pré-operatórios e foi considerado apto para a intervenção.

A internação marca a primeira saída de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal desde a prisão, ocorrida em 22 de novembro. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o quarto do ex-capitão será monitorado por dois agentes da PF, em vigilância 24 horas por dia.

Equipes de segurança também permanecerão de prontidão dentro e fora da unidade hospitalar durante todo o período.


Avaliação médica e quadro clínico

No primeiro dia de internação, Bolsonaro realizou exames clínicos, cardiológicos e de risco cirúrgico. Após a cirurgia, os médicos ainda vão avaliar a necessidade de realizar um bloqueio anestésico do nervo frênico, procedimento que pode ajudar a controlar as crises de soluço relatadas nos últimos meses.

O cardiologista Brasil Ramos Caiado afirmou que o ex-presidente apresenta um quadro de ansiedade e abatimento emocional.

“O presidente está um pouco deprimido pela situação que está passando, bastante ansioso. A ansiedade leva a um quadro recorrente de soluço, que atrapalha o sono dele. Então, ele fica muito incomodado com isso”, disse o médico.

Como funciona a cirurgia de hérnia

As hérnias inguinais ocorrem quando parte do intestino ou outro tecido interno se projeta por um ponto enfraquecido da musculatura abdominal, causando inchaço e desconforto. No caso de Bolsonaro, o abaulamento foi identificado na região da virilha.

Os sintomas mais comuns incluem dor, inchaço e desconforto, sobretudo ao realizar esforço físico, tossir ou permanecer em pé por longos períodos, embora haja casos sem manifestações clínicas relevantes.

A cirurgia consiste em reposicionar o tecido e reforçar a parede abdominal, podendo ser feita por videolaparoscopia ou por meio de corte convencional.

Em ambos os casos, há uso de anestesia geral e implantação de uma tela sintética para evitar novas hérnias.

Tempo de internação e visitas


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi autorizada a permanecer como acompanhante durante todo o período. Também foram liberadas visitas dos filhos Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura Bolsonaro. Pelas regras do hospital, apenas duas pessoas podem ficar no quarto ao mesmo tempo: Michelle e um dos filhos.

Fonte: DCM

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

O banqueiro apontado como fonte das matérias contra Moraes


      O banqueiro André Esteves

A guerra de poder nos bastidores da Faria Lima tem chegado aos jornais e agora envolve diretamente o Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes se tornou alvo de várias matérias e acusações, originadas de apurações com base em “ouvi dizer”, com alegações sustentadas não por provas concretas, mas sim por especulações.

Segundo o jornalista Renato Rovai, da Revista Fórum, a fonte dessas reportagens é o banqueiro André Esteves, dono do BTG Pacutal, que via no Banco Master uma ameaça ao seu império financeiro. O Master estava oferecendo taxas exorbitantes, chegando até 140% do CDI, o que atrapalhava a expansão do BTG. A competição acirrada entre as duas instituições bancárias teria levado Esteves a pressionar o Banco Central e a Fazenda para que o Master fosse alvo de intervenção.

A primeira matéria que alimentou essas acusações foi publicada pela blogueira Malu Gaspar, do O Globo. Nela, foi sugerido que Moraes teria pressionado Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, para não interferir no Banco Master. A mesma coluna havia anteriormente divulgado um contrato do banco com a esposa do ministro, Viviane Barci, no valor de R$ 3,2 milhões mensais, um valor considerado por advogados como fora dos padrões do mercado.

Ao longo dessa guerra de bastidores, Esteves passou a acreditar que Moraes poderia se vingar dele após a intervenção no Master. E, assim, começou a circular nas mídias da Faria Lima os rumores sobre o envolvimento do ministro. A divulgação do contrato envolvendo a esposa de Moraes foi apenas o primeiro passo dessa batalha, que continuaria com novas acusações e tentativas de desgastar a imagem de Moraes.

Galípolo e Moraes. Foto: Reprodução
Enquanto isso, o Banco Central interveio no Master, o que, teoricamente, resolveria o impasse, mas Esteves não ficou satisfeito. A divulgação de uma nova matéria sobre uma possível pressão do ministro foi a última tentativa de atacar Moraes, que se tornou o centro de uma série de acusações.

Segundo o artigo, essa “caça a Xandão” não é um movimento republicano, mas sim uma estratégia arquitetada pela Faria Lima e parte da imprensa tradicional, como o PIG, o grupo que, segundo Paulo Henrique Amorim, tem manipulado informações e produzido um jornalismo cada vez mais alinhado com interesses de mercado.

À medida que os boatos e as notícias falsas se espalham, a possibilidade de Moraes ser afastado e substituído por alguém mais alinhado com os interesses do mercado financeiro se torna cada vez mais concreta. O artigo sugere que, caso o ministro saia de cena, os alvos seguintes poderão ser outros ministros do STF, como Flávio Dino, ou até o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que poderia ser responsabilizado por algumas ações, seguindo o mesmo modelo da Lava Jato e do Mensalão.

Essa disputa promete continuar a agitar os corredores da política e da mídia brasileira, com impactos não apenas no mercado financeiro, mas também no cenário político do país.

Fonte: DCM com informações do jornalista Renato Rovai, da Revista Fórum

VÍDEO – Sóstenes explica origem dos R$ 469 mil apreendidos pela PF


      O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) – Reprodução

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) divulgou um vídeo nesta quarta-feira (24) para explicar a origem de R$ 469.700,00 apreendidos pela Polícia Federal durante a operação Galho Fraco, na semana passada. O montante foi encontrado em espécie no flat do parlamentar, que afirmou que o valor corresponde à venda de um imóvel em Ituiutaba, Minas Gerais. Sóstenes explicou que o dinheiro é “fruto da venda de um imóvel, dinheiro lícito e de origem comprovada”, e apresentou documentos para corroborar sua versão.

No vídeo, Sóstenes mostrou uma cópia da escritura do imóvel e do seu imposto de renda de 2024, no qual declarou o valor da casa. Segundo o parlamentar, ele comprou a propriedade em 2023 por um valor inferior ao da venda. Após reformar o imóvel, ele colocou à venda por R$ 690.000, mas aceitou uma proposta de R$ 500.000 à vista de um comprador. O deputado afirmou que o valor foi pago em espécie e que “tudo conforme manda a lei, nada ilegal”.

A apreensão do dinheiro foi realizada na sexta-feira (18), durante um mandado de busca e apreensão contra Sóstenes e o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que também foi alvo da operação. Sóstenes reiterou que não cometeu nenhuma irregularidade e que o dinheiro é “totalmente declarado”. Ele expressou a expectativa de que o valor apreendido seja devolvido a ele após a apuração do caso.

Sóstenes e Jordy, após a operação da PF, negaram qualquer envolvimento em atividades ilegais e afirmaram ser vítimas de uma perseguição política. Ambos os parlamentares se defenderam publicamente, afirmando que as acusações são infundadas e que possuem todas as provas necessárias para comprovar a origem legal dos valores.

A investigação da Polícia Federal, que inclui mensagens extraídas de celulares, depoimentos e quebras de sigilos bancários, segue em andamento. Sóstenes, que é líder do PL na Câmara, está sendo investigado por supostas irregularidades envolvendo a origem de grandes quantias de dinheiro apreendidas em sua residência.

O caso gerou grande repercussão na política brasileira, com aliados de Sóstenes saindo em sua defesa, enquanto críticos apontam a necessidade de uma investigação mais profunda sobre os fatos.

Fonte: DCM

Brasil segue polarizado, mas com paradoxos: Lula supera Bolsonaro, mas direita supera esquerda

Pesquisa Datafolha mostra que 74% se identificam como petistas ou bolsonaristas, enquanto 57% se declaram de direita ou esquerda — com vantagem da direita

Brasil segue polarizado, mas com paradoxos: Lula supera Bolsonaro, mas direita supera esquerda (Foto: Ricardo Stuckert | Reuters )

O Brasil segue mergulhado em um ambiente de forte polarização política, mas os números revelam um quadro cheio de paradoxos. Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, publicada em reportagem da Folha de S. Paulo, 74% dos brasileiros se identificam com algum dos dois principais polos políticos do país — o campo ligado ao presidente Lula e o grupo associado a Jair Bolsonaro. Nesse recorte, os petistas voltaram a ser maioria: 40%, contra 34% de bolsonaristas.

O levantamento foi realizado entre 2 e 4 de dezembro, com 2.002 entrevistas em 113 municípios, ouvindo eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Além dos dois grupos polarizados, 18% se declararam neutros, 6% disseram não apoiar nenhum dos dois, e 1% não soube responder.

Petistas voltam à dianteira após um período de empate técnico

Na rodada anterior, realizada no fim de julho, o cenário era de empate técnico: 39% se diziam mais próximos do partido de Lula e 37% alinhados a Bolsonaro. Agora, embora a variação também ocorra dentro da margem de erro, a distância deixou de configurar empate, e o grupo petista retoma a liderança numérica.

O Datafolha usa, desde dezembro de 2022, uma escala para medir essa identificação:
“considerando uma escala de 1 a 5, onde 1 é bolsonarista e 5 petista, em qual número você se encaixa?”
Quem responde 1 ou 2 é classificado como bolsonarista; quem marca 4 ou 5 entra no grupo petista; e os que respondem 3 são considerados neutros.

Segundo a própria série histórica citada na reportagem, os apoiadores de Lula foram maioria em 9 dos 11 levantamentos realizados desde então, o que reforça a estabilidade estrutural desse campo dentro da polarização.

◉ A pesquisa foi feita após a prisão e condenação de Bolsonaro

A reportagem da Folha destaca que o levantamento ocorreu em um momento politicamente decisivo: após a prisão e condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente, ainda conforme o texto, já havia sido colocado em prisão domiciliar por descumprir medidas cautelares e, antes da condenação, chegou a ser preso preventivamente em Brasília após tentar violar a tornozeleira eletrônica.

Enquanto isso, o presidente Lula aparece em posição confortável no horizonte eleitoral. A pesquisa, segundo a reportagem, aponta que Lula lidera as intenções de voto para a eleição de 2026 tanto no primeiro quanto no segundo turno.

◉ Quem é mais petista e quem é mais bolsonarista

Os dados revelam que a polarização não é homogênea: ela se distribui com nitidez por gênero, renda, religião, escolaridade e região.

De acordo com o Datafolha, o petismo é mais concentrado:

  •  Entre mulheres (42%)
  •  Entre aposentados (45%)
  •  Entre quem tem até o ensino fundamental (52%)
  •  Na região Nordeste (49%)
  •  Entre católicos (48%)

◉ Já o bolsonarismo prevalece:

  •  Entre homens (37%)
  •  Entre empresários (41%)
  •  Entre quem ganha de cinco a dez salários mínimos (42%)
  •  Na região Sul (41%)
  •  Entre evangélicos (47%)

◉ Polarização cresce com a idade: 84% entre eleitores acima de 60 anos

A polarização também se intensifica entre os mais velhos. Entre pessoas com 60 anos ou mais, 84% se encaixam como petistas ou bolsonaristas, sendo 46% mais próximos de Lula e 38% inclinados a Bolsonaro. Esse dado indica que, para essa faixa etária, a disputa entre os dois líderes segue estruturando a forma como se percebe a política nacional.

◉ O paradoxo central: direita supera esquerda, apesar da vantagem de Lula na polarização

É nesse ponto que surge o principal paradoxo revelado pela pesquisa. Embora o campo petista seja numericamente maior do que o bolsonarista, a identificação ideológica mostra um país mais inclinado à direita do que à esquerda.

De acordo com o levantamento, 57% dos entrevistados se definem como de direita ou esquerda, sendo:

  •  35% de direita
  •  22% de esquerda

Outros segmentos se distribuem no centro:

  •  7% centro-esquerda
  •  17% centro
  •  11% centro-direita
  •  8% não souberam responder

Ou seja: o eleitorado que se vê como “de direita” é significativamente maior do que o que se vê como “de esquerda”, mesmo em um cenário em que o grupo identificado como petista é maior do que o bolsonarista.

◉ Trânsito de votos expõe contradições ideológicas

Outro dado destacado pela reportagem reforça essa complexidade: a autodeclaração ideológica não determina de forma automática o voto.

Entre os que se disseram de esquerda, 9% afirmaram ter votado em Bolsonaro em 2022. No grupo identificado como de direita, 22% declararam ter votado em Lula. Isso indica que parte relevante do eleitorado se move por fatores que não se reduzem à identidade ideológica.

Quando o recorte é feito dentro dos grupos polarizados, esse trânsito parece menor, mas ainda presente:

  •  5% dos bolsonaristas disseram ter votado em Lula
  •  7% dos petistas afirmaram ter votado em Bolsonaro

◉ O que a pesquisa sugere sobre o Brasil de 2026

O retrato traçado pelo Datafolha sugere um Brasil em que a polarização segue predominante, mas em que as identidades políticas convivem com contradições profundas. Lula lidera o polo mais numeroso, mas o país se declara majoritariamente de direita, o que tende a manter o ambiente de tensão política e disputa simbólica em alta.

A pesquisa indica também que, apesar da centralidade de Lula e Bolsonaro como polos estruturadores, há uma camada significativa que se vê como neutra, centrista ou sem alinhamento direto, e que pode voltar a ser decisiva no jogo eleitoral.

Em resumo, o Brasil segue polarizado — mas a fotografia é mais complexa do que o simples embate entre dois líderes. Ela revela um país onde a disputa entre petismo e bolsonarismo continua determinante, mas em que o eixo ideológico direita-esquerda aponta para uma inclinação conservadora, mesmo quando o petismo aparece numericamente à frente.

Fonte: Brasil 247 com reportagem da Folha de S. Paulo

Quem é Renata Mendonça, jornalista da Globo atacada pelo presidente do Flamengo


Renata Mendonça, comentarista esportiva da Globo, em evento de divulgação da cobertura da Copa do Mundo da FIFA 2022. Foto: Globo/Reprodução

A jornalista Renata Mendonça, comentarista do Grupo Globo, foi alvo de ofensas do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap. O dirigente chamou a profissional de “nariguda” durante uma apresentação de dados financeiros do clube.

Renata Mendonça atua na emissora há cinco anos e comenta partidas na TV aberta, no SporTV e no Premiere. Aos 35 anos, ela também é colunista de esporte da Folha de S.Paulo e acumula passagens por veículos como ESPN Brasil e BBC ao longo da carreira jornalística.

Além do trabalho na televisão, a jornalista é uma das fundadoras do portal Dibradoras, criado em 2015 com o objetivo de ampliar a visibilidade das mulheres no esporte. O site se consolidou como referência na cobertura de temas ligados ao futebol feminino, igualdade de gênero e condições de trabalho para atletas.

As declarações ofensivas ocorreram enquanto Bap apresentava números sobre receitas do futebol feminino do Flamengo, especialmente valores relacionados aos direitos de transmissão. Ao abordar o tema, o dirigente afirmou que há desequilíbrio na distribuição de recursos entre clubes e emissoras.

“A audiência crescente, tem relevância na TV aberta e fechada. Se compara ao futebol masculino? Não, mas não pode ser essa diferença. A TV fica com os lucros do pacote de marketing e não distribui”, disse o presidente do clube durante o evento.

BAP rebate jornalista Renata Mendonça
Na sequência, Bap fez o ataque direto à jornalista. “Tem lá a nariguda da Globo que fica falando mal da gente, que o futebol não estimula. Dá vontade de falar: ‘Filha, convence a sua empresa a botar R$ 10 milhões por ano, R$ 20 milhões por ano, em direito de transmissão. Aí, a coisa fica melhor’. Pau que dá em João, tem que bater em Maria também. Somos nós que temos que pagar as contas”, afirmou.

Após a repercussão, a Globo divulgou nota oficial repudiando a fala do dirigente. A emissora classificou o episódio como um “ataque gratuito e misógino” e reafirmou o respeito às mulheres e ao exercício de críticas que não envolvam ofensas pessoais.

Até a última atualização, Renata Mendonça não havia se manifestado publicamente sobre o episódio. O caso gerou ampla repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre machismo, liberdade de crítica e as condições do futebol feminino no Brasil.

Fonte: DCM

VÍDEO – Presidente do Flamengo chama jornalista da Globo de “nariguda”

BAP rebate jornalista Renata Mendonça

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como BAP, atacou a jornalista Renata Mendonça durante uma apresentação sobre as finanças do clube, realizada na terça-feira (23). Ao comentar críticas feitas ao futebol feminino rubro-negro, o dirigente usou uma expressão ofensiva ao se referir à profissional, que atua na TV Globo.

“Tem lá a nariguda da Globo que fica falando mal da gente e tudo mais, do futebol, que não estimula (o futebol feminino). Dá vontade de falar: ‘filha, convence a sua empresa a botar R$ 10 milhões por ano, R$20 milhões por ano em direitos de transmissão que aí a coisa fica melhor”, disse BAP.

As críticas do dirigente fazem referência a um vídeo publicado em outubro por Renata Mendonça em parceria com o portal Dibradoras. O material mostrou problemas estruturais no centro de treinamento do time feminino do Flamengo, incluindo vestiários danificados, água barrenta nas pias, ausência de espaços adequados de fisioterapia e um campo de treino com dimensões inferiores às oficiais.

O conteúdo teve grande repercussão nas redes sociais ao expor as condições enfrentadas pelas jogadoras. Procurada, a CNN Brasil repercutiu o episódio, que reacendeu o debate sobre investimento, estrutura e responsabilidades no desenvolvimento do futebol feminino no país.

Fonte: DCM

Daniela Lima contraria Malu Gaspar sobre reuniões de Moraes


       A colunista Daniela Lima. Foto: Reprodução

A jornalista Daniela Lima afirmou, durante participação no canal UOL News, que as reuniões realizadas em Brasília entre o ministro STF Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, trataram dos impactos da Lei Magnitsky e incluíram apenas menções ao Banco Master, segundo relatos de fontes ouvidas por ela. A fala foi apresentada em contraposição a informações divulgadas pela jornalista do Globo Malu Gaspar.

Segundo Daniela Lima, “por conta da imposição da Magnitsky, o ministro lá atrás teve de trocar a bandeira do cartão de crédito dele por uma bandeira 100% formada no Brasil, a bandeira da Elo, que está ali vinculada ao Banco do Brasil”. Ela acrescentou que “temia-se que, utilizando uma bandeira que tem conexões com os Estados Unidos, o provedor do cartão de crédito fosse sancionado pelo governo americano”.

A jornalista afirmou que as dúvidas levaram instituições financeiras a buscar interlocução política. “Daniela, só o presidente do Banco Central foi acionado? Não”, relatou. Segundo ela, “os bancos acionaram o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia”, que à época presidia um grupo ligado a fintechs conectado à Febraban.

Daniela Lima disse que Maia era procurado “por ser uma pessoa que tinha trânsito com o ministro Alexandre de Moraes há muito tempo, inclusive na esfera pessoal”. Segundo o relato, as conversas giravam em torno de questionamentos como “o que que a gente faz?” e “como é que a gente organiza isso?”.

No vídeo, Daniela Lima afirmou que “foram feitas conversas” e que “sim, o Banco Master foi citado”. Ela relatou ter ouvido de uma fonte: “Daniela, eu acompanhei uma visita do Marcelo Rubens Paiva ao Banco Central”. Segundo o relato, durante o encontro, ele teria perguntado a Gabriel Galípolo: “E o Master?”.

Ainda de acordo com a jornalista, a fonte afirmou que a menção ocorreu “de uma maneira que, obviamente, não era o tema central da reunião”. Ela disse que a resposta atribuída a Galípolo foi: “Leviano insinuar que houve qualquer tipo de pedido, cobrança ou gestão em direção ao Banco Master”. Segundo o relato, “as reuniões tratavam rigorosamente da Magnitsky” e, se houve menção, “foi como assunto de interesse geral, porque só se falava disso em Brasília naquela época”.

Após a divulgação do vídeo, as contradições nas falas de Malu Gaspar passaram a circular nas redes sociais. Em uma das publicações, um usuário afirmou: “É uma delícia ver Dani Lima contrariando a Malu Gaspar e a GloboNews trazendo o que realmente aconteceu nas reuniões do Xandão com Galípolo”. Veja a repercussão:

Fonte: DCM

Moraes libera filhos de Bolsonaro a visitarem hospital


      Carlos Bolsonaro fala com jornalistas do lado de fora do hospital DF Star, em Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes autorizou a visita dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro ao hospital DF Star, em Brasília, onde ele está internado para a realização de uma cirurgia. A decisão foi tomada após pedido da defesa e vale para todo o período de internação.

Bolsonaro foi hospitalizado nesta quarta-feira (24) com diagnóstico de hérnia inguinal bilateral e deve passar por procedimento cirúrgico no dia de Natal. A necessidade da cirurgia foi confirmada por perícia médica da Polícia Federal, conforme informado no processo analisado pelo STF.

Inicialmente, os advogados solicitaram que o ex-vereador Carlos Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro fossem autorizados a acompanhar o pai como acompanhantes secundários, pedido que foi negado. Diante disso, a defesa fez nova solicitação, desta vez para permitir visitas, o que acabou sendo aceito pelo ministro.

Na decisão, Moraes determinou que as visitas dos filhos poderão ocorrer durante todo o período de internação, desde que sejam respeitadas “as regras gerais estabelecidas pelo hospital DF Star para todos os pacientes”. A autorização também foi estendida a outros filhos do ex-presidente, incluindo Jair Renan Bolsonaro e Laura Bolsonaro.

Ministro do STF Alexandre de Moraes. Foto: Divulgação
Mais cedo, Carlos Bolsonaro esteve na porta do hospital para acompanhar a chegada do pai e falou com jornalistas. “Aqui estou em um espaço público”, disse o ex-vereador do Rio de Janeiro à imprensa, em um momento em que ainda não havia autorização formal para a visita.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro já havia sido autorizada a acompanhar Bolsonaro desde a noite anterior. Segundo os advogados, a estratégia inicial era garantir ao menos a presença dos filhos mais próximos durante a internação, o que acabou sendo parcialmente atendido.

Esta será a oitava cirurgia de Jair Bolsonaro desde o atentado a faca sofrido durante a campanha presidencial de 2018. Desde então, o ex-presidente enfrenta uma série de complicações médicas e sequelas decorrentes do ataque.

Na decisão mais recente, Alexandre de Moraes reforçou as restrições já impostas. “Reitero que deverão ser observadas todas as medidas determinadas na decisão de 23/12/25, inclusive quanto à vedação de ingresso no quarto hospitalar de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos e que todas as demais visitas deverão ser previamente autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal”, escreveu o ministro.

Fonte: DCM