quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Operação mira fraude com falso mandado de prisão contra Lula e Moraes

Polícia apura ataque hacker a sistemas do CNJ e do Judiciário de Goiás com uso indevido de dados de autoridades

Braslia (DF) - 18/04/2023 - O presidente Luiz Incio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Foto: Jodson Alves/Agncia Brasil)

Uma operação policial foi deflagrada para apurar um esquema de fraude cibernética que resultou na inserção de mandados de prisão falsos em sistemas oficiais do Judiciário brasileiro. A investigação envolve ataques a plataformas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), com uso indevido de dados de autoridades públicas, entre elas o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As informações são do Metrópoles.

A ação é conduzida por policiais civis da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), da Polícia Civil de Goiás, em atuação conjunta com o Núcleo de Segurança Institucional do TJGO.

A ofensiva policial teve início na manhã desta quinta-feira (5) e cumpre mandados nos estados de Goiás, no Distrito Federal e em Minas Gerais. O foco da investigação são fraudes interestaduais que atingiram sistemas sensíveis do Judiciário, incluindo o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e processos digitais do Projudi, plataforma utilizada pelo TJGO.

Segundo os investigadores, os criminosos conseguiram inserir registros fraudulentos que simulavam decisões judiciais, incluindo mandados de prisão inexistentes. Entre os nomes utilizados de forma indevida estavam os de Lula e de Alexandre de Moraes, com tentativas de vincular os dados pessoais das autoridades a supostas ordens judiciais.

O ataque hacker ocorreu em janeiro. Na ocasião, o CNJ identificou alterações irregulares no BNMP, que envolveram a troca e a substituição de dados de um mandado judicial legítimo por informações associadas às duas autoridades. Houve ainda a substituição dos números de CPF do presidente da República e do ministro do STF.

Apesar das manipulações detectadas, os responsáveis pela invasão não conseguiram concluir a emissão efetiva dos mandados falsos de prisão. As irregularidades foram identificadas pelos sistemas de segurança, o que permitiu o bloqueio da fraude e o início das investigações.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Nenhum comentário:

Postar um comentário