sábado, 31 de janeiro de 2026

VÍDEO – Jovem sofre racismo no primeiro emprego em SC: “Quando não c* na entrada…”


        Mulher que fez ataque racista contra Dennys. Foto: reprodução

Um atendente de 18 anos foi vítima de ofensas racistas em uma loja de celulares em Florianópolis. O crime, flagrado por câmeras de monitoramento, ocorreu na quarta-feira (28) no bairro Cachoeira do Bom Jesus. Dennys Evangelista da Silva explicou que a mulher queria trocar a tela do aparelho, mas o técnico não estava disponível.

Após a explicação, a cliente ficou irritada e partiu para ofensas racistas dizendo que “negro quando não caga na entrada, caga na saída”, antes de completar: “Por isso não gosto de negro”. “Na hora, eu fiquei em choque. Só caiu a ficha do que realmente tinha acontecido quando eu cheguei em casa, que daí eu chorei um monte”, relatou Dennys ao G1.

Ele está no primeiro emprego e registrou um boletim de ocorrência. A Polícia Civil informou que abrirá uma investigação sobre o caso. Em entrevista ao G1, a mãe do jovem também chorou ao tomar conhecimento da agressão sofrida pelo filho.

Fonte: DCM com informações do G1

Ministério da Saúde do Brasil alerta sobre vírus Nipah

Surto na Índia acende monitoramento internacional

Vírus Nipah (Foto: Reprodução/Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA)

 O Ministério da Saúde divulgou um alerta informativo após a confirmação de um surto do vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental, na Índia, que levou à infecção de profissionais de saúde e à quarentena de mais de cem pessoas. A situação mobilizou países da região, que passaram a adotar medidas preventivas em aeroportos semelhantes às implementadas durante a pandemia de Covid-19. Apesar do cenário internacional, a avaliação das autoridades brasileiras é de que a possibilidade de o patógeno chegar ao país é considerada baixa.

De acordo com a pasta, o episódio recente na Índia registrou apenas dois casos confirmados, ambos entre médicos e enfermeiros, sem indícios de transmissão comunitária ou disseminação internacional. Em nota oficial, o ministério afirmou: “Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais”. O comunicado ressalta que o Brasil mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além da atuação conjunta com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

A Organização Mundial da Saúde também avaliou que o risco de propagação do vírus é baixo e informou que não recomenda restrições a viagens ou ao comércio com a Índia em razão dos casos confirmados. Ainda assim, o Nipah integra a lista de patógenos prioritários do organismo internacional, devido ao seu potencial de provocar epidemias de grande impacto.

Identificado pela primeira vez em 1998, o vírus Nipah não é novo, mas preocupa especialistas por provocar surtos esporádicos com elevada taxa de letalidade, que pode alcançar até 75% das pessoas infectadas. A ausência de vacinas ou tratamentos específicos e o contexto de intensa circulação global de pessoas aumentam a atenção das autoridades sanitárias.

O vírus circula principalmente entre morcegos frugívoros do gênero Pteropus, considerados seus hospedeiros naturais. A transmissão pode ocorrer para outros animais e para humanos por meio do consumo de alimentos contaminados ou pelo contato direto entre pessoas infectadas. Nos seres humanos, a infecção pode se manifestar de forma variada, desde quadros respiratórios até encefalites graves e potencialmente fatais.

Os sintomas iniciais costumam incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Em alguns casos, a evolução clínica envolve tontura, sonolência, alteração do nível de consciência e sinais neurológicos compatíveis com encefalite aguda. Há registros também de pneumonia atípica e insuficiência respiratória severa, incluindo síndrome do desconforto respiratório agudo.

Nos quadros mais graves, a encefalite e as convulsões podem levar rapidamente ao coma, em um intervalo de 24 a 48 horas. O período de incubação geralmente varia de quatro a 14 dias, embora já tenham sido relatados casos com até 45 dias entre a infecção e o início dos sintomas. Atualmente, o manejo da doença se baseia em cuidados intensivos de suporte, voltados principalmente para o tratamento das complicações respiratórias e neurológicas.

Fonte: Brasil 247

Recorde de empregos vai reeleger Lula já no 1º turno, afirma Lenir de Assis

Deputada federal relaciona queda histórica do desemprego, avanço do emprego formal e aumento da renda à força política do governo

      Lenir de Assis (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

O mercado de trabalho brasileiro encerrou 2025 com indicadores inéditos, que, na avaliação da deputada federal Lenir de Assis (PT-PR), tendem a influenciar diretamente o quadro eleitoral de outubro. A taxa média de desemprego caiu para 5,6% no ano, o menor nível desde o início da série histórica, e recuou para 5,1% no último trimestre, encerrado em dezembro, confirmando uma trajetória contínua de melhora ao longo do período, segundo dados divulgados na sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ao comentar os números, Lenir de Assis afirmou que o desempenho econômico e social cria um ambiente favorável à recondução do atual presidente. “Desemprego na mínima histórica, com recorde de empregos formais. Inflação sob controle. Dólar despencando. Políticas públicas contra a desigualdade e por justiça social. Não é discurso. É trabalho dando resultado. Por isso vamos reeleger Lula no primeiro turno”, declarou a parlamentar, ao analisar os impactos do cenário econômico sobre as eleições.

De acordo com o IBGE, o total de pessoas ocupadas no Brasil atingiu 103 milhões em 2025, o maior patamar já registrado. O avanço foi impulsionado principalmente pelo crescimento do emprego formal e pela expansão do setor de serviços, que sustentaram a geração de vagas ao longo do ano.

No mesmo período, o número de desocupados apresentou queda significativa, passando de cerca de 7,2 milhões em 2024 para 6,2 milhões em 2025. O movimento reforça a percepção de uma recuperação mais sólida do mercado de trabalho, com redução consistente do desemprego e maior estabilidade nas relações de trabalho.

Outro dado destacado pelo instituto foi a taxa de subutilização da força de trabalho, que alcançou o menor nível da série histórica, acompanhada pela diminuição da informalidade. Além disso, o rendimento médio real habitual subiu para aproximadamente R$ 3.560, enquanto a massa de rendimentos chegou ao maior valor já registrado.

O conjunto dos indicadores mostra que a melhora no emprego veio acompanhada de aumento de renda e de maior segurança econômica para os trabalhadores, elementos que, na análise de Lenir de Assis, reforçam a avaliação positiva do governo e ajudam a explicar o cenário eleitoral que, segundo ela, aponta para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda no primeiro turno.

Fonte: Brasil 247

Arena do Corinthians sofre bloqueio financeiro após liquidação da Reag

Paralisação atinge pagamentos a fornecedores da Neo Química Arena após decisão do Banco Central e investigação sobre fundos ligados ao Banco Master
      Arena Itaquera, estádio do Corinthians (Foto: Divulgação)

A liquidação da gestora de fundos Reag Trust, determinada pelo Banco Central em janeiro, provocou um impacto direto na estrutura financeira responsável pela operação da Neo Química Arena, estádio do Corinthians em Itaquera, São Paulo. Desde meados do mês, pagamentos a fornecedores vinculados ao Arena Fundo de Investimento Imobiliário (FII) estão suspensos, em razão do bloqueio das contas do fundo, que era administrado pela Reag. A situação travou repasses essenciais para o funcionamento financeiro do estádio, ainda que as atividades operacionais sigam em andamento, segundo o clube informou à Folha de São Paulo.

O Arena FII estava sob administração da Reag Trust, que teve seus bens bloqueados após o Banco Central decretar a liquidação da gestora em 15 de janeiro. A medida ocorreu no contexto de investigações conduzidas pela Polícia Federal, que apuram um esquema de fundos com valores inflados artificialmente, associados a operações do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. A Reag é citada como uma das participantes desse arranjo financeiro investigado.

O impacto da liquidação foi confirmado pelo diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovesan, que detalhou as consequências imediatas da medida. “O ponto sensível no momento, em razão da liquidação da Reag, é a impossibilidade de movimentação das contas do fundo, o que impacta temporariamente o pagamento de fornecedores desde o dia 14/01”, afirmou. O dirigente não informou o volume financeiro envolvido nem quantos prestadores de serviço foram afetados pela suspensão dos pagamentos.

Segundo Piovesan, o clube trabalha para resolver a situação com a substituição da gestora e da administradora do fundo. “O clube está atuando de forma ativa para solucionar essa questão e, paralelamente, adotando todas as medidas necessárias para a substituição do gestor e do administrador do fundo”, declarou. Embora não tenha confirmado oficialmente o novo responsável, a tendência é que o acordo seja fechado com o Grupo Planner, que adquiriu a Companhia Brasileira de Serviços Financeiros (Ciabrasf), antiga administradora de fundos da Reag.

Criado para viabilizar a construção da arena, o Arena FII captou recursos junto a cotistas e, em contrapartida, passou a deter os direitos econômicos do estádio. Esses direitos incluem receitas de bilheteria, camarotes, cadeiras especiais, ingressos de temporada, eventos, publicidade, estacionamento e naming rights. O Corinthians atua como operador da arena, sendo responsável pela venda de ingressos, organização de partidas, administração de eventos e contratação de serviços.

Na dinâmica financeira, o clube arrecada os valores gerados pela operação do estádio, apura a parcela destinada ao fundo e realiza os repasses posteriormente. Com a ausência de um gestor autorizado, o Arena FII ficou sem capacidade de autorizar transferências, assinar atos de gestão ou efetuar pagamentos, o que explica a paralisação dos repasses aos fornecedores.

Apesar do impasse financeiro, o Corinthians afirma que a rotina da arena segue preservada. “Atualmente, a arena encontra-se em plena operação, não havendo, no horizonte do clube, qualquer cenário que indique a interrupção de suas atividades”, disse Piovesan. Ele também garantiu que não há impacto sobre os jogos do time profissional já programados. “Toda a operação dos jogos é realizada pelo próprio clube, incluindo a arrecadação de bilheteria e o pagamento das respectivas despesas”, acrescentou.

O balanço mais recente do Arena FII aponta valores expressivos em aberto. O fundo registra R$ 99,6 milhões em “receitas operacionais a receber” do Sport Club Corinthians Paulista. Os registros contábeis indicam que os repasses não ocorrem de forma imediata, o que faz com que valores não transferidos sejam contabilizados como crédito do fundo, afetando principalmente os cotistas.

Em nota divulgada em 16 de janeiro, o Corinthians informou que, desde agosto de 2025, após a deflagração da Operação Carbono Oculto e o avanço das investigações envolvendo a Reag, iniciou “tratativas para a substituição da administradora e da gestora do fundo, em conjunto com a Caixa Econômica Federal”.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Para 37,6%, mais pobres melhoraram de vida com Lula, aponta Paraná Pesquisas

Levantamento mostra percepção positiva sobre a situação da população mais vulnerável durante o atual governo

       Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

A situação financeira da população mais pobre do Brasil melhorou, na percepção de uma parcela significativa dos brasileiros, segundo um levantamento de alcance nacional divulgado neste sábado (31). Os dados indicam que mais de um terço dos entrevistados avalia que houve avanço nas condições de vida dos segmentos mais vulneráveis durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), revelando uma percepção positiva específica sobre esse grupo social.

De acordo com o recorte voltado à população de menor renda, 37,6% dos entrevistados afirmam que a situação dos mais pobres melhorou ao longo do atual governo. Em sentido oposto, 31,5% consideram que houve piora nas condições econômicas desse grupo, enquanto 27,6% dizem que o cenário permaneceu igual, sem mudanças perceptíveis no período analisado.

A pesquisa também aferiu a avaliação geral dos brasileiros sobre a própria situação financeira. Nesse caso, os resultados mostram um quadro de maior equilíbrio entre percepções negativas, positivas e de estabilidade. Para 31,1% dos entrevistados, a condição financeira pessoal piorou durante o governo Lula. Outros 30,1% afirmam que houve melhora, enquanto 37,2% dizem não ter percebido alterações relevantes

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08254/2026 e ouviu 2.080 pessoas em todas as regiões do país. As entrevistas foram realizadas entre os dias 25 e 28 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

◉ Segurança pública

A área da segurança pública aparece com avaliação majoritariamente negativa entre os entrevistados. Segundo o levantamento do Paraná Pesquisas, 44,3% da população afirmam que a situação da segurança pública piorou durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já 32,4% avaliam que o cenário permaneceu igual, enquanto apenas 20% dizem que houve melhora na área, percentual inferior ao dos que não perceberam mudanças

◉ Saúde pública

A pesquisa também investigou a percepção da sociedade sobre a situação da saúde pública no país. Os resultados mostram avaliações distribuídas de forma relativamente equilibrada, com leve predominância de estabilidade. Para 34,4% dos entrevistados, a situação da saúde permaneceu igual. Outros 33,8% consideram que houve piora, enquanto 28,6% afirmam que o setor apresentou melhora durante o atual governo.

Fonte: Brasil 247

Negão, Abacate e Caramelo: onda de ataques a cães choca o país

Após a morte do cão Orelha, ao menos cinco casos de violência contra animais ganharam repercussão nacional em apenas uma semana

      Cão Orelha (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A comoção provocada pelo assassinato do cachorro comunitário Orelha, em Florianópolis (SC), abriu espaço para a revelação de uma sequência de episódios de extrema violência contra cães em diferentes regiões do Brasil. Desde que o caso, ocorrido no início do mês, se tornou público, pelo menos outras cinco ocorrências semelhantes vieram à tona em um intervalo de poucos dias, ampliando o debate sobre maus-tratos e proteção animal no país, relata o jornal O Globo.

De acordo com o levantamento, três dos animais atacados não resistiram aos ferimentos e morreram. Assim como no episódio envolvendo Orelha, dois dos novos casos ocorreram na região Sul do país, além de dois no Sudeste e outros dois no Nordeste, segundo informações divulgadas após a repercussão nacional do crime inicial.

Um dos episódios mais recentes ocorreu em Campo Bom, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS). Na última terça-feira, um cachorro comunitário conhecido como Negão foi atingido por um disparo durante uma abordagem da Brigada Militar no bairro Barrinha. O animal foi socorrido pela ONG Campo Bom Pra Cachorro e levado para uma clínica veterinária parceira, onde permanece internado. O caso passou a ser acompanhado por autoridades locais e gerou forte reação após a divulgação de imagens do momento do disparo nas redes sociais. A ocorrência está sob investigação da Corregedoria-Geral da Brigada Militar, por determinação da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, e as circunstâncias da ação seguem em apuração.

Também na terça-feira, outro caso terminou de forma fatal em Toledo, no Paraná. O cachorro comunitário Abacate foi encontrado ferido por tiros durante a manhã e chegou a ser socorrido por moradores do bairro Tocantins. Encaminhado a uma clínica veterinária, o animal passou por uma cirurgia de emergência, mas não resistiu. A coordenadora de Proteção e Defesa Animal do município, Cinthia Moura, informou que a médica veterinária responsável pelo atendimento entrou em contato para relatar a gravidade do caso. A Polícia Civil do Paraná investiga o crime.

Na quarta-feira, a Zona Leste de São Paulo registrou mais um ataque brutal. O cão Caramelo, conhecido e cuidado por moradores do bairro Jardim Três Marias, foi morto a tiros nas proximidades da Avenida Ragueb Chohfi. Segundo o boletim de ocorrência, o animal foi atingido por ao menos dez disparos durante uma confusão envolvendo um homem e uma mulher nas imediações de um shopping. Após os tiros, o autor fugiu e, até o momento, não foi identificado.

No Nordeste, um episódio igualmente violento foi registrado na Barra dos Coqueiros, em Aracaju. O cachorro Zico foi atacado com golpes de facão por um morador, identificado por câmeras de segurança. O animal chegou a ser resgatado e passou por cirurgias após ter o focinho e o globo ocular atingidos, mas morreu na noite de quinta-feira. O suspeito foi preso preventivamente no dia seguinte, e a Polícia Civil segue investigando o caso, que inclui a perícia do corpo do cão.

Outro caso ocorreu em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Um cachorro cuidado por moradores do bairro Ponte Alta foi esfaqueado na noite de quinta-feira. A Polícia Militar foi acionada por uma moradora que prestou socorro ao animal e indicou o paradeiro do suspeito. Um homem de 46 anos foi localizado em Barra Mansa, cidade vizinha, e preso por suspeita de maus-tratos. O estado de saúde do cão não foi divulgado pelas autoridades.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

CPMI marca depoimentos de Vorcaro, Camisotti e presidente do INSS para quinta

O senador Carlos Viana é presidente da CPMI do INSS
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A CPMI do INSS quer ouvir, na retomada dos depoimentos na próxima quinta-feira (5), às 9h, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o empresário Maurício Camisotti e o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior.

Inicialmente, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), havia divulgado nas redes sociais que seriam ouvidos na quinta Vorcaro, investigado pela Polícia Federal no inquérito que apura a fraude financeira do Banco Master, e o presidente do BMG Luiz Félix Cardamone Neto.

Em coletiva nessa quinta-feira (29), Viana explicou que foi contactado pelo advogado do presidente do BMG. Luiz Félix Cardamone Neto estará em viagem até 21 de fevereiro, mas comparecerá à CPMI, segundo seu representante legal, sem impetrar o pedido de habeas corpus. A oitiva deverá ser marcada para 25 de fevereiro.

Além dos depoimentos, na sexta-feira (30), o presidente da CPMI informou que solicitou formalmente uma audiência com o ministro do STF Dias Toffoli para tratar da devolução do material retirado do material que já havia sido apurado pela comissão de inquérito. Viana também informou que vai se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tratar da prorrogação dos trabalhos da CPMI.

Presença de Vorcaro

Para garantir a presença de Vorcaro, Viana informou que oficiaria, ainda na quinta, Toffoli, para que ele libere a ida do banqueiro à CPMI. O convocado terá de explicar sobre os 250 mil contratos de empréstimos consignados que o Banco Master tinha em carteira, que foram suspensos pelo INSS por falta de comprovação de documentação que garantisse de fato a efetividade e a anuência dos aposentados.

— A CPMI tem uma definição muito clara quando foi criada os descontos irregulares de aposentados. (...) Ele [Vorcaro] terá de nos explicar, e é bom que ele comece a dar explicações ao povo brasileiro sobre como conseguiu esses contratos, de quem adquiriu. (...) Como ele conseguiu manter esses descontos sem uma autorização formal das pessoas que estavam sendo descontadas e quais as medidas que ele tomou pelo banco para poder, diante das reclamações das pessoas, não cobrar mais, garantir o direito de quem não concordava com os empréstimos.

O presidente da CPMI disse ainda que pretende impetrar mandado de segurança para que toda a documentação retida seja devolvida à presidência do colegiado, para que possa ser analisada pelos parlamentares.

— A minha ideia é nós entrarmos com um mandado de segurança para que todo documentação, toda documentação que foi retida pelo ministro Dias Toffoli, e que está em mãos do presidente do Senado, seja devolvida à CPMI. Não há na legislação nenhum precedente que faça com que documentos sejam retirados de uma comissão independente e sejam entregues a terceiros. Isso é outra surpresa envolvendo o nome do Vorcaro, na gravidade desse caso.

Recursos

Viana disse ainda que a oitiva do empresário Maurício Camisotti é tão importante quanto foi o depoimento de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

— Camisotti recebeu por parte do Supremo Tribunal Federal um habeas corpus que garantiu a ele não vir à CPMI se não desejasse. Nós estamos recorrendo dessa decisão. Esperamos que o STF nos dê a oportunidade de trazê-lo, cumprindo a regra da legislação da CPMI. Não há, dentro da Constituição brasileira e na legislação que criou as comissões, nenhuma possibilidade de que uma pessoa diga se ela quer vir ou não. Isso foi uma surpresa muito desagradável para nós.

Empresário do grupo Total Health, Camisotti foi convocado a partir de oito requerimentos apresentados por membros da CMPI, entre eles, do próprio presidente do colegiado. Segundo Viana, ele deve ser ouvido “em razão de seu envolvimento em graves esquemas de fraude e lavagem de dinheiro”.

Em requerimento, Viana diz que Camisotti é apontado como sócio oculto da Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), que arrecadou R$ 178 milhões entre 2019 e 2024 por meio de descontos indevidos na folha de aposentados e pensionistas, muitos dos quais desconheciam sua filiação, conforme identificou a Controladoria-Geral da União.

“Além disso, a Polícia Federal revelou que empresas vinculadas a Camisotti, como a Benfix, receberam recursos dessas associações e os repassaram de volta, caracterizando operações de lavagem de dinheiro”, afirma o presidente da CPMI.

INSS

Já o atual presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, deve falar sobre as medidas adotadas no órgão desde sua posse. E ainda avaliar a efetividade dos controles internos implementados, além de identificar responsabilidades administrativas no âmbito da gestão atual, segundo o presidente da CPMI.

— Ele tem suspendido vários contratos, tem feito aí a suspensão de repasses para os bancos. Nós queremos ouvir dele com base em que documentos, investigação, ele tomou essas decisões, inclusive o afastamento de servidores do INSS, recentemente retirados de cargos. O presidente do INSS tem explicações muito importantes a nos dar e nessa questão dos consignados pode nos dar também um direcionamento importante sobre a investigação e as falhas nos contratos — afirmou Viana.

Extensão

Viana explicou que a CPMI ainda tem 13 reuniões previstas, sendo que as duas últimas serão usadas para leitura do relatório e votação. Ele disse que vai conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na próxima semana, para solicitar mais 60 dias de trabalho.

— Para que a que a CPMI possa, de fato complementar a totalidade dos documentos que nós temos em mãos, as análises todas e também os principais atores que estão sendo convocados. Nós temos mais de 200 nomes convocados pela CPMI. Então, estamos fazendo uma seleção entre aqueles que são mais citados, aqueles que são mais preponderantes. Na semana que vem, os líderes da oposição e do governo estarão em Brasília, também trarão a sua contribuição para que a gente aproveite muito bem esse prazo.



Fonte: Agência Senado

Câmara agenda votação de MP do gás de cozinha para segunda-feira

Programa Gás do Povo pode ampliar acesso ao gás e alcançar até 50 milhões de pessoas no Brasil

Plenário da Câmara dos Deputados - 16/12/2025 (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

A Câmara dos Deputados retoma os trabalhos legislativos na próxima segunda-feira (2), com a realização da primeira sessão de votações de 2026, marcada para as 18h. Antes da deliberação das matérias, está prevista uma sessão solene para inaugurar a 4ª sessão legislativa, que corresponde ao último ano da legislatura iniciada em 2023.

Na pauta do plenário estão duas medidas provisórias consideradas prioritárias pelo governo federal. Entre elas, a MP 1313/25, que cria o Programa Gás do Povo, uma nova política pública voltada à ampliação do acesso ao gás de cozinha em todo o país. A expectativa do Executivo é que a iniciativa beneficie cerca de 50 milhões de pessoas, o equivalente a aproximadamente 15,5 milhões de residências, número três vezes maior do que o alcançado pelo antigo Auxílio Gás, informa a Agência Câmara de Notícias.

Além do programa social voltado ao consumo de gás de cozinha, os deputados também devem analisar a MP 1312/25, que autoriza a abertura de crédito extraordinário no valor de R$ 83,5 milhões para o setor rural. Os recursos serão destinados à prevenção e ao enfrentamento de emergências agropecuárias relacionadas à gripe aviária, em razão da declaração de estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional.

O montante também será utilizado no combate a pragas que afetam a produção agrícola, como a mosca-da-carambola, a monilíase do cacaueiro e a vassoura-de-bruxa da mandioca, doenças que representam riscos econômicos e sanitários para diferentes cadeias produtivas do campo.

Com a retomada das votações, a expectativa é de que o plenário avance na análise das medidas provisórias que aguardam apreciação do Congresso, abrindo oficialmente o calendário legislativo de 2026 na Câmara dos Deputados.

Fonte: Brasil 247 com informações da Agência Câmara

Corrida ao Senado em SP pode ter Tebet e Marina Silva no PT; entenda


      Marina Silva, Lula e Simone Tebet. Foto: reprodução

A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), acertou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a transferência de seu domicílio eleitoral para São Paulo e deve disputar o Senado em uma chapa que também teria o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), como candidato ao governo paulista. A eleição para o Senado em 2026 terá duas vagas em disputa no estado.

Em paralelo, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), afirmou que também considera concorrer ao cargo e disse estar “disposta” a participar de uma construção eleitoral em São Paulo.

Segundo o Globo, Lula e Tebet trataram do cenário eleitoral durante viagem oficial ao Panamá, onde participaram do Fórum Econômico Internacional do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF). A ministra tem até o dia 4 de abril para transferir seu título eleitoral do Mato Grosso do Sul, estado onde construiu sua trajetória política e pelo qual já foi senadora, para São Paulo.

Ainda não está definido se Tebet deixará o MDB. A ministra recebeu convite para se filiar ao PSB, mas lideranças petistas paulistas avaliam a possibilidade de ela concorrer ao Senado mantendo a filiação atual. O cenário, porém, é complexo.

Em São Paulo, o MDB está alinhado ao projeto de reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e integrou a coligação que reelegeu o prefeito Ricardo Nunes (MDB) em 2024, acordo costurado com participação do presidente nacional do partido, Baleia Rossi.

Questionada na sexta-feira (30), após um evento em São Paulo, sobre a mudança de domicílio eleitoral, Tebet afirmou: “Deixo o Ministério do Planejamento até o dia 30 de março ou quando o presidente definir. Porque o presidente avalia que sou importante no processo eleitoral e entende que é importante a minha candidatura”.

Simone Tebet, ministra do Planejamento. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em seguida, detalhou: “Discutimos apenas a minha candidatura ao Senado. Fizemos alguns raciocínios para ver onde eu posso cumprir melhor a minha missão. Não fechamos nada. Ele queria me ouvir. O presidente tem a virtude de nunca impor nada”.

Segundo a ministra, uma nova conversa com Lula deve ocorrer antes do Carnaval. No entorno do presidente, a avaliação é de que São Paulo oferece melhores condições eleitorais a Tebet do que o Mato Grosso do Sul. No estado, o MDB integra o governo de Eduardo Riedel, que se aproximou do bolsonarismo, e a ministra sofreu desgaste após apoiar Lula no segundo turno de 2022, quando Jair Bolsonaro venceu no território sul-mato-grossense.

Em São Paulo, o palanque de Lula ainda não está fechado. Haddad tem resistido publicamente à ideia de disputar o governo estadual, mas aliados apostam que ele pode ceder à pressão do PT.

Tebet comentou o cenário: “Eu entendo que São Paulo tem dois nomes de peso, relevantes, importantes, que têm condições de performar muito bem, de levar inclusive para um segundo turno, que são o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Não entramos em detalhes (sobre isso). Estou aqui apenas externando uma mera opinião”.

Marina Silva também articula seu futuro político. A ministra afirmou que deve conversar com Lula e definir “a melhor forma de contribuir” para a construção eleitoral em São Paulo.

Ela negocia deixar a Rede e avalia retornar ao PT. “Eu me vejo no desenho da construção para o Senado. São Paulo ajudou a salvar a minha vida biológica e me recolocou na cena política de uma forma incrível, quando eu nem queria mais ser candidata”, declarou.

Marina afirmou ainda estar em diálogo com diversas siglas: “Estou dialogando com o PT, sim, e tive uma primeira conversa muito boa com o Edinho (Silva). Uma conversa já aconteceu com a presidente do PSOL, Paula Coradi. Tem pedidos de conversa do PSB, do PV, de vários partidos. Uma análise está sendo feita”.

Fonte: DCM

Flávio Bolsonaro pede ao irmão Eduardo que não critique Tarcísio para não aumentar o racha na direita

Senador atua para conter atritos públicos e preservar alianças da direita diante da pré-candidatura ao Planalto

      Eduardo e Flávio Bolsonaro (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) procurou diretamente o irmão, Eduardo Bolsonaro, para pedir moderação nas críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A iniciativa ocorreu após um desgaste causado pela ausência de um apoio mais enfático de Tarcísio à pré-candidatura de Flávio à Presidência da República, movimento que gerou incômodo dentro do grupo político ligado à família Bolsonaro.

Segundo informações publicadas pelo UOL, Flávio telefonou para Eduardo na semana passada com o objetivo de conter declarações públicas que pudessem aprofundar divergências internas. Eduardo tem um histórico de críticas ao governador paulista, mas, desta vez, ouviu do irmão um apelo por paciência e por evitar reclamações abertas que possam ampliar o mal-estar.

A avaliação de Flávio é de que manifestações públicas mais duras contra Tarcísio poderiam comprometer a estratégia de manter a direita unida. O senador trabalha para consolidar seu nome como pré-candidato ao Palácio do Planalto e considera que ataques entre aliados em potencial enfraquecem esse esforço.

Dentro desse contexto, a orientação foi para reduzir o tom e evitar confrontos públicos que possam afastar setores do campo conservador. A preocupação central é impedir que disputas internas dificultem a construção de uma base política mais ampla em torno da pré-candidatura.

Fonte: Brasil 247

Alexandre de Moraes pede explicações sobre lei do RJ que cria bônus por "neutralização de criminosos"

PSOL aponta inconstitucionalidade e pede suspensão da gratificação a policiais civis

     Ministro Alexandre de Moraes, do STF (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e o governador Cláudio Castro (PL) prestem esclarecimentos sobre a recriação da chamada "gratificação faroeste", benefício que prevê pagamento adicional a policiais civis por apreensão de armas ou pela "neutralização de criminosos" em confrontos. As informações são do jornal O Globo.

A decisão foi tomada no âmbito de uma ação apresentada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que questiona a constitucionalidade do dispositivo incluído em uma lei de reestruturação de parte da Polícia Civil do estado. Segundo o texto, o trecho que institui a gratificação foi inserido por deputados estaduais durante a tramitação do projeto. O governador Cláudio Castro chegou a vetar o dispositivo, mas o veto foi derrubado em plenário, fazendo com que a norma entrasse em vigor.

◉ PSOL aponta vício de iniciativa e violação de direitos fundamentais

O PSOL sustenta que há vício de iniciativa, uma vez que parlamentares não podem criar despesas para o Poder Executivo. O partido também argumenta que a gratificação viola o princípio da dignidade da pessoa humana e normas constitucionais que asseguram direitos das pessoas investigadas, além de mecanismos de controle de abusos por agentes do Estado.

No pedido encaminhado ao STF, o PSOL solicita a suspensão imediata do trecho da lei que trata da gratificação e requer que o governo estadual seja impedido de efetuar qualquer pagamento relacionado ao benefício enquanto o mérito da ação não for julgado. Antes de analisar o pedido, Alexandre de Moraes solicitou manifestações formais da Alerj e do governo do Rio de Janeiro. O ministro também requisitou pareceres da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

◉ Legislativo articula extensão do benefício à Polícia Militar

O texto aprovado pela Alerj prevê o pagamento da gratificação a policiais civis que apreenderem armas de grande calibre ou de uso restrito, bem como nos casos de "neutralização de criminosos" durante operações. Há, segundo o noticiário político do estado, articulações internas no Legislativo fluminense para estender o mesmo tipo de pagamento a integrantes da Polícia Militar.

A chamada "gratificação faroeste" já havia sido adotada no Rio de Janeiro na década de 1990, durante o governo Marcello Alencar. O benefício foi extinto em 1998 após pressão de entidades da sociedade civil, em meio a denúncias de que a medida incentivava execuções sumárias. Anos depois, alguns policiais obtiveram decisões judiciais favoráveis para reincorporar valores da gratificação aos salários.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Presidente da EPTI deixa cargo após divulgação de e-mails racistas

Mensagens antigas atribuídas a Yuri Coriolano geram reação imediata e levam à exoneração do dirigente estadual

       Yuri Coriolano (Foto: Divulgação)

O presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal de Pernambuco (EPTI), Yuri Coriolano, deixou o cargo na sexta-feira (30) após a divulgação de e-mails com conteúdo racista e misógino, escritos em 2012. As mensagens vieram a público e provocaram forte repercussão política, com cobranças por sua exoneração ainda nas primeiras horas após a revelação.

Em uma delas, ele escreveu que “preto é a praga da humanidade”. Em outro momento, ao discutir aborto seguro, afirmou: “Mas que porra. Que porra de direito de mulher decidir. Direito de decidir ela tem de copular com ou sem camisinha. Não de matar um outro indivíduo. Já tou ficando puto com esse assunto, vou me abster de tecer maiores comentários”.

As mensagens geraram reações imediatas de atores políticos e de setores da sociedade, que passaram a exigir o afastamento do então presidente da EPTI. Pouco depois, Yuri Coriolano se manifestou em seu perfil no Instagram, que é fechado, reconhecendo a autoria das frases e pedindo desculpas públicas.

“Errei e venho me retratar publicamente. As frases remontam há 14 anos, quando eu tinha 19 anos de idade, em um grupo da faculdade. Essas frases não representam o que penso e defendo e nem quem eu sou: filho de pai preto, casado com uma mulher preta e advogado militante”, declarou.

Na sequência, Coriolano afirmou que amadureceu ao longo dos anos e destacou que esse tipo de posicionamento não deve ser naturalizado. Ao mesmo tempo, criticou o uso político do episódio. “A revelação deste episódio do passado reforça a importância de não mais repetir erros que não devem jamais ser naturalizados. Amadureci, como também a sociedade evoluiu, em pautas tão sensíveis e indispensáveis. O vale-tudo da velha política se manifesta nas mais diversas formas, inclusive por meio de tentativa de assassinato de reputação”, disse.

Advogado eleitoral, Yuri Coriolano atuava na gestão da governadora Raquel Lyra desde o início do governo. Até poucos dias antes do episódio, exercia a função de secretário executivo da Casa Civil, responsável por articulações políticas. Ele assumiu a presidência da EPTI após a saída do dirigente anterior, em meio a denúncias envolvendo a empresa de ônibus do pai da governadora.

Na sexta-feira (30), Raquel Lyra cumpriu agendas administrativas ao longo do dia e não se pronunciou publicamente sobre o caso. A exoneração de Coriolano foi confirmada ao Blog Cenário por uma fonte do Palácio do Campo das Princesas e deve ser publicada no Diário Oficial do sábado (31). O governo estadual ainda não informou quem assumirá a presidência da EPTI.

Após a publicação da reportagem, Yuri Coriolano divulgou uma nota oficial comunicando seu desligamento do cargo. “Apresentei, nesta sexta-feira, 30, meu pedido de exoneração do cargo de presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI). As frases divulgadas hoje na imprensa não deveriam ter sido ditas e não refletem meus valores, minha trajetória pessoal nem profissional. Reconheço o erro e peço desculpas por qualquer interpretação ou impacto causado”, afirmou.

Na nota, ele acrescentou: “Minha vida e minha atuação sempre foram pautadas pelo respeito às pessoas e pela rejeição a qualquer forma de preconceito — valores que fazem parte da minha formação pessoal, familiar e profissional. Entendo que, neste momento, a decisão de deixar o cargo é a medida mais responsável para preservar a instituição, o governo e o regular funcionamento da administração pública, evitando que questões de natureza individual produzam ruídos indevidos. Reitero meu respeito ao Governo de Pernambuco, à governadora Raquel Lyra, aos servidores públicos e à sociedade pernambucana”.

Fonte: Brasil 247

Governo Lula avança em mais de 90% das políticas públicas para crianças e adolescentes, segundo levantamento inédito

Monitoramento da Agenda 227 analisa 81 metas em 22 áreas e identifica progresso majoritário entre 2023 e 2025

        Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Um monitoramento inédito divulgado pela Agenda 227 aponta avanços significativos nas políticas públicas voltadas a crianças e adolescentes no Brasil durante os quase três primeiros anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento analisou 81 metas em 22 áreas temáticas e identificou progresso em 91,36% delas, enquanto 8,64% não apresentaram evolução ou registraram retrocessos.

Segundo a Agenda 227, movimento que reúne mais de 500 organizações da sociedade civil, o estudo avaliou o período entre janeiro de 2023 e julho de 2025 e teve como base o Plano País para a Infância e a Adolescência, documento lançado em 2022 com 137 propostas de políticas públicas. A iniciativa teve como objetivo verificar se as ações implementadas resultaram em avanços concretos na garantia de direitos dessa faixa da população.

De acordo com o relatório, 12 metas, o equivalente a 14,81%, foram integralmente cumpridas, sobretudo em áreas como saúde materno-infantil, educação profissional e igualdade racial. Outras 30 metas, correspondentes a 37,04%, apresentaram progressos significativos, com avanços estruturais e operacionais consolidados. Já 32 metas, ou 39,51%, tiveram apenas progressos pontuais, restritos a iniciativas locais, pilotos ou sem alcance nacional. O levantamento também aponta que 7,41% das metas não tiveram avanços relevantes e 1,23% registraram retrocessos, especialmente em temas ligados à proteção de crianças e adolescentes LGBTQIA+.

◉ Sociedade civil reforça foco na prioridade absoluta da infância

"Esse monitoramento é fruto de um dedicado trabalho da sociedade civil brasileira, ao longo dos últimos anos, reforçando o foco na prioridade absoluta de crianças e adolescentes no nosso país. É um diagnóstico do que avançou nesse período e também servirá de insumo para que a Agenda 227 apresente novas propostas aos candidatos(as) e gestores públicos para o próximo ciclo eleitoral", afirmou Miriam Pragita, representante da equipe executiva do movimento.

Entre os principais pontos de avanço destacados no relatório está a aprovação da Lei nº 15.211 de 2025, conhecida como ECA Digital, que estabelece um marco legal para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, regulando plataformas, conteúdos e práticas comerciais. A norma foi aprovada pelo Congresso Nacional em agosto de 2025.

◉ Saúde materno-infantil registra avanços expressivos

Na área da saúde materno-infantil, o relatório aponta o fortalecimento da atenção primária com a criação da Rede Alyne, voltada à redução da mortalidade materna e infantil. A iniciativa contou com a triplicação de recursos, alcançando R$ 194 milhões, destinados à contratação de pediatras e gineco-obstetras e à integração da regulação obstétrica.

Outro destaque é a ampliação do Programa Nacional de Triagem Neonatal. Em 2023, a cobertura do teste do pezinho chegou a 82% no país, com a habilitação de 28 laboratórios regionais e 29 serviços de referência em todos os estados. Em 2024, o Governo Federal destinou mais de R$ 30 milhões anuais para modernização do programa, melhoria da logística e capacitação de profissionais.

Na área de imunização, a estratégia de busca ativa contribuiu para reduzir de 418 mil para 103 mil o número de crianças sem a primeira dose da vacina pentavalente entre 2022 e 2023. O governo investiu R$ 151 milhões e instituiu a Estratégia Nacional de Vacinação nas Escolas.

◉ Educação avança com políticas estruturantes

O relatório também destaca avanços na educação, como a instituição da Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, por meio do Decreto nº 12.603 de 2025, que prevê a criação de vagas em escolas de tempo integral e novos campi de Institutos Federais no âmbito do Novo PAC. A aprovação do Sistema Nacional de Educação, pela Lei Complementar nº 220 de 2025, também é citada como medida que fortalece o regime de colaboração entre os entes federativos e vincula financiamento a padrões mínimos de qualidade.

O monitoramento utilizou como referência 81 metas selecionadas a partir do Plano País para a Infância e a Adolescência, abrangendo 22 áreas temáticas organizadas em três eixos estratégicos. São eles o Estatuto da Criança e do Adolescente, com 36 metas monitoradas; os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, com 27 metas; e o eixo de Inclusão, Diversidade e Interseccionalidades, com 18 metas.

◉ Metodologia envolveu 146 organizações da sociedade civil

Ao todo, 146 organizações da sociedade civil participaram do processo, sendo responsáveis pela definição das metas, pela coleta de evidências e dados e pela elaboração das análises sobre o grau de implementação das políticas públicas. Cada meta foi classificada em cinco categorias, que vão de plenamente concretizada a registro de retrocessos.

O relatório aponta que o Governo Federal foi o principal executor das ações, respondendo por 91,36% das metas analisadas. O Congresso Nacional teve atuação concentrada em propostas legislativas, mas com desempenho considerado frágil e com registros de retrocessos em temas sensíveis. Já o Poder Judiciário atuou de forma complementar, com destaque para iniciativas relacionadas à socioeducação, por meio do Conselho Nacional de Justiça.

As análises se basearam em fontes oficiais, como o Diário Oficial da União, portais do Congresso Nacional, relatórios governamentais e dados produzidos por organizações da sociedade civil.

◉ Pontos de atenção

Apesar do saldo positivo, o monitoramento identifica também desafios. Um dos principais é o enfrentamento das violências contra crianças e adolescentes. Mesmo com avanços normativos, como a Lei da Escuta Protegida, a implementação das políticas é descrita como desigual e fragmentada. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 indicam que 2.356 crianças e adolescentes foram vítimas de mortes violentas intencionais em 2024, um aumento de 3,7% em relação ao ano anterior. No mesmo período, foram registrados 87.545 casos de estupro e estupro de vulnerável, sendo 61% das vítimas com até 13 anos.

O eixo de Inclusão, Diversidade e Interseccionalidades apresentou os piores resultados do levantamento. Apenas 38,89% das metas desse eixo tiveram progressos significativos ou foram plenamente concretizadas. A agenda LGBTQIA+ registrou retrocessos em 25% de suas metas, em um contexto de resistência política e cultural no Congresso Nacional e na sociedade. Pesquisas citadas no relatório indicam que 86% dos estudantes LGBTQIA+ sofrem agressões verbais nas escolas.

Fonte: Brasil 247