Ex-modelo afirma convivência de 20 anos com o casal Trump
Amanda Ungaro ameaça governo Trump por informações ligadas ao caso Epstein (Foto: Reprodução / Youtube)
O nome da ex-modelo brasileira Amanda Ungaro voltou ao centro de uma polêmica internacional após uma série de acusações envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-dama Melania Trump no contexto do caso Epstein. A brasileira afirma ter convivido com o casal por cerca de duas décadas e diz que pretende levar o caso à Justiça. As informações são do jornal O Globo.
Em publicações nas redes sociais, Amanda contesta falas de Melania Trump, que havia negado qualquer relação com Jeffrey Epstein, e sustenta que teve proximidade com o círculo social do casal ao longo dos anos.
Amanda viveu nos Estados Unidos por mais de 20 anos e foi deportada em outubro de 2025. Em entrevista anterior ao O Globo, ela atribuiu a medida à influência de seu ex-companheiro, o empresário italiano Paolo Zampolli. Uma reportagem do New York Times apontou que Zampolli teria atuado junto a autoridades de imigração para que ela fosse encaminhada a um centro de detenção antes de eventual liberação.
Zampolli construiu sua trajetória no setor de moda em Nova York e mantém relação próxima com Donald Trump desde os anos 1990. O vínculo se fortaleceu ao longo dos anos, especialmente no período eleitoral de 2016. O empresário também afirmou ter auxiliado Melania Trump a obter documentação para trabalhar como modelo nos Estados Unidos.
Durante o relacionamento com Zampolli, Amanda afirma ter frequentado eventos exclusivos que reuniam empresários, celebridades e membros da elite internacional. Segundo seu relato, esse ambiente incluía festas privadas e encontros em que circulavam figuras influentes.
O círculo social descrito por ela incluía o financista Jeffrey Epstein, morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual. Registros oficiais mostram que o nome de Amanda aparece em documentos de voo do chamado “Lolita Express”, aeronave associada a Epstein.
A ex-modelo afirma ter participado de apenas um voo, em 2002, entre Paris e Nova York, acompanhada do agente francês Jean-Luc Brunel. Ao relatar a experiência, disse: “Tinha mais ou menos umas 30 meninas no avião. Achei aquilo muito estranho. Elas eram mais parecidas com estudantes do que com modelos. Bonitas e bem novinhas, mas não tinham perfil de modelo”.
Nas redes sociais, Amanda direcionou críticas diretas à primeira-dama dos Estados Unidos. Em uma das mensagens, escreveu: “Eu te conheço há 20 anos. Você sabia que eu estava detida no ICE. Você esteve presente na minha vida — todos os anos no aniversário do meu filho, inclusive enviando o Serviço Secreto e sendo a primeira a parabenizá-lo, lá em 2016. Algo claramente estava errado, mas eu não faço parte de nenhuma missão maligna envolvendo crianças. Então o que você fez, Melania? Você tentou me envolver, mas falhou — porque eu tenho caráter”.
Em outra publicação, afirmou que pretende divulgar informações adicionais e adotar medidas legais: “Eu vou derrubar o seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida. Eu vou até o fim — não tenho medo. Talvez você devesse ter medo do que eu sei… de quem você é e de quem é o seu marido (...) Eu não tenho mais nada a perder na minha vida. Eu vou derrubar todo o sistema — tome cuidado comigo, sua idiota”.
Amanda Ungaro já foi convidada a prestar depoimento ao Comitê de Supervisão do Congresso dos Estados Unidos, que investiga desdobramentos do caso Epstein, embora ainda não tenha sido formalmente intimada.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
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