O ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-deputado federal Alexandre Ramagem. Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso pelo ICE, o Serviço de Imigração dos Estados Unidos, nesta segunda (13). A informação foi confirmada à GloboNews pela Polícia Federal, que relatou que a detenção ocorreu em Orlando, na Flórida, por questões migratórias.
“A prisão é fruto da cooperação internacional Brasil-Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular”, afirmou Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.
Ramagem havia fugido do Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Segundo investigações da Polícia Federal, ele saiu do país de forma clandestina, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana antes de seguir para os Estados Unidos.
O nome do ex-deputado foi incluído na lista de difusão da Interpol por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, o que permitiu a possibilidade de detenção fora do Brasil. O Ministério da Justiça já havia formalizado o pedido de extradição junto ao governo americano no fim de 2025.

A documentação foi encaminhada pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado dos EUA, dando início ao processo formal para retorno do ex-parlamentar ao país.
Aliados diziam que Ramagem pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos. Até o momento, não há confirmação sobre eventual pedido nesse sentido após a prisão.
Enquanto esteve fora do país, Ramagem sofreu sanções administrativas, incluindo o cancelamento do passaporte diplomático pela Câmara dos Deputados e o bloqueio de vencimentos parlamentares por determinação do STF.
A investigação da PF mostrou que o garimpeiro Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, ajudou Ramagem a fugir do Brasil. Segundo a corporação, ele, Priscila de Mello (sua esposa) e Celso Rodrigo de Mello (seu filho) viabilizaram a estadia do bolsonarista em um condomínio de luxo nos Estados Unidos.
Eles também ajudaram Ramagem a conseguir documentos falsos, como uma carteira de motorista. No relatório da PF, investigadores afirmam que a família ajudou o ex-parlamentar a “ludibriar autoridades americanas”.
Fonte: DCM com informações da GloboNews
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