terça-feira, 7 de abril de 2026

Galípolo confirma presença na CPI do crime organizado; Campos Neto deve faltar

Presidente do BC participará como convidado em depoimento sobre caso Banco Master

          Roberto Campos Neto e Gabriel Gaílpolo (Foto: ABR)

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou que participará da CPI do Crime Organizado, em meio à reta final dos trabalhos da comissão, que tenta manter relevância ao investigar o caso Banco Master. A expectativa é de que sua presença, como convidado, contribua para esclarecer pontos sensíveis da apuração, enquanto o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, convocado, deve faltar à oitiva.

A confirmação de Galípolo ocorreu nesta terça-feira (7) e foi anunciada pelo senador Fabiano Contarato, além de ratificada pela assessoria do próprio presidente do Banco Central.

“O presidente do Banco Central confirmou presença na manhã desta terça-feira”, afirmou Contarato.

Diferentemente de outros depoentes, Galípolo foi chamado na condição de convidado, o que torna facultativa sua participação. O requerimento aprovado pela comissão, apresentado pelo senador Eduardo Girão, estabelece que o foco do depoimento será a atuação relacionada ao Banco Master, caso que está no centro das investigações.

O documento menciona a presença de Galípolo em uma reunião realizada no Palácio do Planalto, em novembro de 2024, que contou com a participação de Daniel Vorcaro, apontado como investigado no escândalo. O texto ressalta que o encontro “suscita questionamentos legítimos” e indica que a CPI busca esclarecer “a finalidade institucional da reunião” e possíveis implicações regulatórias decorrentes.

Na mesma sessão, a comissão também pretende ouvir Roberto Campos Neto. No entanto, nos bastidores, a avaliação predominante é de que o ex-presidente do Banco Central não comparecerá. Ele já recorreu anteriormente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o direito de não prestar depoimento, tendo obtido decisões favoráveis.

A confirmação de Galípolo ocorre em um momento decisivo para a CPI, que tem prazo para encerrar suas atividades no próximo dia 14 e enfrenta incertezas quanto à prorrogação. O relator, senador Alessandro Vieira, busca uma solução negociada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em tentativa de estender os trabalhos.

Nos bastidores do Congresso, entretanto, a avaliação é de que a prorrogação enfrenta resistência, especialmente em razão do calendário eleitoral e da baixa disposição política para manter comissões parlamentares de inquérito em funcionamento neste período.

A reta final da CPI tem sido marcada por dificuldades, incluindo o esvaziamento de depoimentos. Decisões recentes do STF têm permitido que convocações sejam convertidas em convites, além de assegurar aos depoentes o direito de não comparecer ou de permanecer em silêncio.

Fonte: Brasil 247

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