segunda-feira, 13 de abril de 2026

Centrão vê Zema como “bomba eleitoral” após falas sobre Nordeste

Governador de Minas é cotado para ser vice de Flávio Bolsonaro, mas parlamentares do Centrão resistem

           Romeu Zema (Foto: Dirceu Aurélio / Imprensa MG )

Lideranças do Centrão intensificaram a resistência ao nome do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como possível vice em uma eventual chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro. Segundo a jornalista Andréia Sadi, do G1, a avaliação predominante no bloco é de que declarações recentes de Zema sobre o Nordeste podem provocar forte desgaste eleitoral e impactar negativamente o desempenho da candidatura.

Interlocutores do grupo político consideram que as falas do governador representam um risco estratégico significativo, com potencial de serem exploradas por adversários, especialmente pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dentro do Centrão, cresce a preferência por alternativas consideradas mais seguras, como a ex-ministra Tereza Cristina.

Na análise de dirigentes do bloco, as declarações de Zema foram classificadas como prejudiciais do ponto de vista político. Integrantes avaliam que o episódio pode ampliar resistências regionais e comprometer a viabilidade eleitoral de uma chapa com Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, o entendimento é de que o tema tende a ganhar força durante a campanha e alimentar críticas da oposição.

O debate ganhou ainda mais visibilidade após uma publicação conjunta nas redes sociais, feita no último sábado (11), em que Zema e Flávio Bolsonaro aparecem em tom descontraído. No vídeo, o governador mineiro diz: “Pessoal, estou aqui fazendo um convite para o Flávio ser meu vice. O que vocês acham?”. Em resposta, o senador reage com ironia: “Será?”, antes de ambos brindarem e rirem.

A repercussão negativa também se estendeu a entidades regionais. Em nota, o Consórcio Nordeste afirmou que Zema demonstra “uma leitura preocupante do Brasil” e destacou que as regiões Norte e Nordeste foram historicamente prejudicadas por políticas de desenvolvimento nacional.

Nos bastidores políticos, o episódio é visto como mais um elemento de tensão na articulação de alianças para as eleições presidenciais, evidenciando divergências dentro do campo político que busca consolidar uma candidatura competitiva.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

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