segunda-feira, 13 de abril de 2026

Após enxurrada de críticas, Trump apaga imagem de IA em que aparecia como Jesus

Publicação gerou críticas de aliados e opositores antes de ser removida das redes sociais

          Trump publica imagem em que aparece como Jesus Cristo (Foto: Reprodução / Truth Social)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apagou uma imagem gerada por inteligência artificial após uma onda de críticas emn funççai de associar a sua pessoa a uma representação religiosa. O conteúdo provocou reações de aliados, adversários políticos e figuras do movimento conservador, levando à exclusão do post nas redes sociais.

De acordo com o G1, a retirada da imagem foi confirmada pela imprensa estadunidensena tarde desta segunda-feira. Questionado sobre o caso, Trump negou que a montagem tivesse conotação religiosa. “Não era uma representação disso. Eu publiquei, e achei que era eu como médico. Tinha a ver com a Cruz Vermelha, como um trabalhador da Cruz Vermelha, que nós apoiamos — e só a imprensa falsa poderia inventar essa interpretação”, afirmou.

◎ Imagem gerada por IA gerou controvérsia
Na ilustração, Trump aparecia vestindo uma túnica branca, semelhante à forma como Jesus é tradicionalmente retratado, enquanto abençoava um homem doente. O cenário incluía elementos simbólicos como a bandeira dos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade, aviões de guerra, aves e figuras que remetiam a divindades.

A repercussão foi imediata e atingiu diferentes setores. O jornalista Aaron Blake, da CNN Internacional, destacou que “até mesmo alguns aliados de Trump classificaram [a imagem] como blasfêmia”.

◎ Críticas vieram até da base conservadora
Entre as reações mais duras, a ex-deputada Marjorie Taylor Greene afirmou que a imagem “é mais do que blasfêmia, é o espírito do anticristo”. Outras figuras influentes do conservadorismo, como Joey Jones, Brilyn Hollyhand e Riley Gaines, também criticaram a publicação.

No campo político, o deputado Jim McGovern repudiou a postagem nas redes sociais. Já o governador da Califórnia, Gavin Newsom, comentou a exclusão do conteúdo com a frase: “Agora delete sua presidência”.

◎ Aliados saem em defesa de Trump
A influenciadora Laura Loomer, que atua como conselheira, minimizou a controvérsia ao declarar que “pessoas surtando por causa de um meme precisam se acalmar”.

Até a última atualização, a Casa Branca não havia se manifestado oficialmente sobre o episódio.

A polêmica ocorre em um contexto de forte apoio religioso ao presidente. Trump conquistou ampla maioria entre eleitores cristãos nas eleições de 2024 e ampliou sua base entre católicos, segundo análise do cientista político Ryan Burge. Após sobreviver a uma tentativa de assassinato em julho daquele ano, parte de seus apoiadores interpretou o episódio como um sinal de proteção divina.

◎ Ataques ao papa
Em publicação nas redes sociais, neste final de semana, Trump classificou o papa Leão XIV como "terrível" e "fraco", além de criticar suas posições sobre as agressões dos EUA e de Israel no Oriente Médio. Em resposta, Leão XIV afirmou que não teme o governo dos Estados Unidos e indicou que continuará defendendo pautas ligadas à paz, incluindo críticas à guerra envolvendo o Irã e à política migratória.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

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