sábado, 3 de janeiro de 2026

Trump confirma ofensiva dos EUA contra Venezuela e diz que Maduro foi capturado

Declaração foi feita em rede social e ainda não foi confirmada por autoridades venezuelanas

Donald Trump e Nicolás Maduro (Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters I Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas realizaram uma ofensiva de grande escala na Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita por meio de uma publicação em rede social e provocou imediata repercussão internacional, diante da gravidade das acusações e da ausência de confirmações independentes. As informações são do G1.

Segundo Trump, a ação teria sido conduzida em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos e resultou na retirada de Maduro e de sua esposa do território venezuelano por via aérea. Até o momento, autoridades da Venezuela não confirmaram a suposta captura.

⊛ Declaração de Trump e anúncio da operação

Na publicação, Trump escreveu: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos.”

Trump não informou para onde Maduro teria sido levado nem esclareceu qual teria sido a base legal para a realização da operação anunciada. Também não foram apresentados documentos ou registros oficiais que sustentem a versão divulgada.

⊛ Falta de confirmação oficial e silêncio de Caracas

Até a última atualização das informações, o governo venezuelano não havia se pronunciado oficialmente sobre o conteúdo da declaração nem confirmado a prisão do presidente. A ausência de posicionamento oficial mantém o cenário de incerteza em torno do anúncio feito por Trump.

Da mesma forma, a Casa Branca, o Pentágono e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ainda não divulgaram comunicados detalhando a suposta operação ou esclarecendo o papel das agências citadas pelo presidente americano.

⊛ Tensão internacional

Trump afirmou ainda que mais informações serão apresentadas em uma coletiva de imprensa marcada para às 11h, no horário local, em Mar-a-Lago, na Flórida. O anúncio ocorre em um contexto de tensões diplomáticas entre Washington e Caracas e amplia a expectativa por esclarecimentos oficiais sobre os desdobramentos do episódio.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Governo da Venezuela diz desconhecer paradeiro de Nicolás Maduro

Vice-presidente afirma não saber onde está o presidente após ação dos EUA, enquanto Trump declara que líder venezuelano foi capturado e retirado do país

       Delcy Rodríguez, vice-presidenta da Venezuela (Foto: prensa latina)

O governo da Venezuela afirmou neste sábado (3) que não sabe onde está o presidente Nicolás Maduro, após declarações do governo dos Estados Unidos sobre uma operação militar no país. A informação foi confirmada pela vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, em meio a um cenário de forte instabilidade política e tensão diplomática.

Segundo a CNN, Rodríguez declarou que o Executivo venezuelano não tem conhecimento do paradeiro de Maduro, que teria sido alvo direto de uma ação conduzida por forças especiais norte-americanas. A fala ocorreu poucas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar publicamente a operação por meio das redes sociais.

Trump afirmou que Maduro e sua esposa foram capturados e retirados da Venezuela em uma ação conjunta envolvendo forças especiais e a Polícia dos Estados Unidos. Em publicação na rede Truth Social, o presidente americano escreveu: "Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa".

A agência Reuters também noticiou as declarações de Trump, ressaltando que o presidente dos EUA afirmou que Maduro foi retirado do país. No entanto, de acordo com a própria Reuters, não houve confirmação imediata por parte do governo venezuelano sobre a captura do chefe de Estado.

Diante das declarações americanas e da incerteza sobre a localização de Maduro, o governo da Venezuela decretou emergência nacional e anunciou a ativação de planos de defesa. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, declarou que o país irá resistir à presença de tropas estrangeiras, sinalizando uma postura de enfrentamento diante da ofensiva anunciada por Washington.

Relatos de testemunhas indicam que a capital Caracas viveu momentos de tensão. Moradores afirmaram ter ouvido explosões e visto fumaça em diferentes pontos da cidade por cerca de 90 minutos, em um episódio que reforçou o clima de insegurança e apreensão entre a população.

No plano internacional, a situação gerou reações imediatas. A Colômbia expressou profunda preocupação com os desdobramentos da crise, enquanto Cuba condenou a ação dos Estados Unidos, classificando o ataque como criminoso. Outros países da região acompanham o caso com cautela, atentos aos possíveis impactos políticos e diplomáticos.

A ausência de informações oficiais sobre o paradeiro de Nicolás Maduro, somada às declarações contraditórias entre Caracas e Washington, mantém o cenário aberto e aumenta a pressão sobre o governo venezuelano, enquanto a comunidade internacional observa com atenção os próximos desdobramentos da crise.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Guerra na América do Sul: Estados Unidos agridem Venezuela e explosões são ouvidas em Caracas

Explosões e aviões em baixa altitude são ouvidos em Caracas; governo venezuelano não comenta e Maduro acusa Washington de tentar tomar o petróleo do país

       Pânico em Caracas após ataque dos Estados Unidos (Foto: AP)


Ao menos sete explosões e o som de aeronaves voando em baixa altitude foram ouvidos por volta das 2h da manhã (horário local) deste sábado em Caracas, capital da Venezuela, em um episódio que intensifica o clima de alerta e reforça a sensação de que o país entrou em uma nova fase de confronto com os Estados Unidos.

As informações foram divulgadas pela Associated Press (AP), que relatou que, até o momento, o governo venezuelano não respondeu a um pedido de comentário sobre o que ocorreu na cidade.

Moradores de diferentes bairros correram para as ruas, tentando compreender a origem dos estrondos e a movimentação aérea incomum. A agência descreve que pessoas puderam ser vistas à distância em diversas regiões de Caracas, evidenciando a dimensão do susto e a rápida disseminação do pânico noturno.

O cenário ocorre no momento em que os Estados Unidos vêm aumentando suas operações militares na região. Segundo a AP, as Forças Armadas americanas têm mirado, nos últimos dias, barcos supostamente envolvidos com tráfico de drogas, em uma ofensiva que tem sido tratada como parte de uma estratégia mais ampla de pressão contra o governo venezuelano.

Na sexta-feira, a Venezuela afirmou estar aberta a negociar um acordo com os Estados Unidos para combater o tráfico de drogas, sinalizando disposição para um entendimento formal no campo da segurança. Mesmo assim, o ambiente político segue marcado por acusações e desconfiança.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro declarou que os Estados Unidos estariam tentando forçar uma mudança de governo na Venezuela e garantir acesso às vastas reservas de petróleo do país. Segundo a AP, Maduro apontou que a pressão teria se intensificado com uma grande mobilização militar norte-americana no Mar do Caribe, iniciada em agosto, e mantida ao longo de meses.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a origem das explosões, nem sobre a natureza das aeronaves ouvidas em baixa altitude, mas o episódio se soma a uma sequência de ações militares e declarações políticas que ampliam a percepção de escalada.

A falta de esclarecimentos imediatos por parte das autoridades venezuelanas também alimenta especulações e aumenta a tensão interna, sobretudo em um contexto internacional no qual a soberania do país e o controle sobre suas riquezas naturais permanecem no centro do conflito.

O caso deve ganhar novos desdobramentos nas próximas horas, à medida que se busquem informações oficiais e que a crise entre Caracas e Washington avance em uma rota cada vez mais perigosa para toda a América do Sul.
Fonte: Brasil 247 com informações divulgadas pela Associated Press (AP)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Itaipu fecha 2025 com energia suficiente para abastecer o planeta por um dia

A produção aumentou 8,63% e reforça o papel estratégico da usina para a segurança energética do Brasil e do Paraguai

      Usina de Itaipu (Foto: William Brisida/Itaipu Binacional)

A usina de Itaipu fechou o ano de 2025 com uma produção de 72.879.287 megawatts-hora (MWh), o que representa 8,63% a mais que no ano de 2024. A maior geração decorreu de uma afluência 8,57% maior neste ano, associada a uma maior demanda dos sistemas elétricos brasileiro e paraguaio. O montante seria suficiente para abastecer todo o planeta por um dia inteiro, ou a região Sudeste do Brasil por 3 meses e meio.

De acordo com informações divulgadas pela própria usina, do total produzido em 2025, 36% foram destinados ao Paraguai, respondendo pelo atendimento de aproximadamente 87% do consumo do país. Os demais 64% foram consumidos pelo Brasil, o que representou cerca de 7% de toda a energia utilizada pelo País.

Ainda em 2025, no dia 5 de setembro, Itaipu ultrapassou a marca histórica de 3,1 bilhões de MWh produzidos desde o início da sua operação, em 1984, energia suficiente para abastecer o planeta por 44 dias. O feito consolida o protagonismo da binacional na geração de energia limpa e renovável e no desenvolvimento sustentável do Brasil e do Paraguai. A taxa de disponibilidade das unidades geradoras da usina em 2025 foi de 96,29% do tempo, superior à meta empresarial, estabelecida em 94%.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, destaca que “esses números corroboram o papel estratégico de Itaipu para a segurança energética do Brasil e do Paraguai”. Enio reforça ainda que “esse excelente desempenho é fruto de um trabalho conjunto de brasileiros e paraguaios, de profissionais que possuem elevada qualidade técnica e comprometimento, tanto da Diretoria Técnica como das demais áreas da empresa”.

Para o diretor técnico executivo, Renato Sacramento, “Itaipu encerra 2025 como mais um ano de excelentes resultados, com elevada produção, alta disponibilidade e entregando muita flexibilidade operativa para atender as demandas dos sistemas interligados do Brasil e Paraguai. No contexto de transição energética que estamos vivendo, além de fornecer muita energia firme, Itaipu responde por entregar instantaneamente a potência que os sistemas necessitam, seja quando a carga é maior que o previsto, seja quando há redução da geração solar ao fim do dia”.

Sacramento também reforça que “o trabalho integrado das diversas áreas da Diretoria Técnica garante a elevada confiabilidade e disponibilidade dos ativos necessários à produção de energia, bem como a sua melhor utilização para otimização da produção”.

Essa otimização, afirma o diretor técnico, foi importante em diversos momentos do ano, como por exemplo, no início de novembro, quando foi necessário abrir o vertedouro para controle do nível do reservatório após intensas chuvas localizadas na bacia incremental do rio Paraná superiores a todas as previsões.

Em estreita colaboração com os operadores nacionais dos sistemas, Itaipu ofertou maior quantidade de energia aos sistemas elétricos brasileiro e paraguaio, maximizando a geração. A abertura realizada em 9 de novembro de 2025 ocorreu após 696 dias sem uso operacional do vertedouro. Ao todo, o vertedouro foi aberto em 9 dias em 2025, por curtos intervalos de tempo, sendo necessário escoar 0,08% do equivalente da energia produzida.

Em relação ao uso otimizado dos equipamentos, a produtividade (quantidade de energia gerada para cada m³/s de água que chega à usina) apurada no ano de 2025 foi de 1,100 MWmédio/m³/s, o melhor resultado anual de todo o histórico de Itaipu. Esse índice é 5,8% melhor que a média histórica deste indicador, o que representa que a forma de operar a usina de Itaipu resultou, quando comparado à média, em um ganho de cerca de 3,92 milhões de MWh, apenas em 2025.

● Comparativos

Os 72,879 milhões de MWh produzidos por Itaipu em 2025 seriam suficientes para abastecer o mundo todo por 25 horas; o Brasil, por 40 dias; o Paraguai, por quase 3 anos; ou o estado de maior consumo do Brasil, São Paulo, por 6 meses e 10 dias. Também poderia abastecer simultaneamente 123 cidades do porte de Foz do Iguaçu.

A energia suprida por Itaipu ao sistema elétrico brasileiro em 2025 respondeu por 11,6% de toda a energia hidráulica utilizada no país. Comparando com outras usinas, o suprimento de Itaipu ao sistema brasileiro em 2025 é 59% superior à energia entregue por Belo Monte; 78% superior à da Usina Hidrelétrica de Tucuruí; 2,75 vezes Santo Antônio; e 2,94 vezes Jirau.

● Mudança de perfil da carga

Com a inserção massiva de fontes renováveis intermitentes no sistema elétrico nos últimos anos, principalmente as dos painéis solares, a Itaipu, assim como as demais usinas hidrelétricas, tem sido cada vez mais demandada a partir do fim da tarde, para compensar a redução na geração destas fontes intermitentes, assim como para atender de forma rápida e segura o aumento do consumo de energia elétrica nesse horário.

Nesse contexto, Itaipu possui o papel de, além de gerar muita energia, utilizar sua alta disponibilidade para atender às rampas de carga (crescimento rápido do consumo) em um curto espaço de tempo, colaborando com a segurança operacional dos sistemas elétricos brasileiro e paraguaio e funcionando como uma espécie de “bateria” natural para esses sistemas. Este é um papel que todas as usinas hidrelétricas exercem, mas Itaipu, devido ao seu grande porte, possui uma contribuição significativa também neste aspecto.

● Atualização tecnológica

Para manter esses excelentes índices de desempenho, a Itaipu Binacional está conduzindo o mais abrangente plano de atualização tecnológica da usina hidrelétrica desde sua entrada em operação, com cerca de US$ 670 milhões em investimentos já contratados.

O plano começou a ser executado em maio de 2022 e prevê 14 anos de serviços. A atualização tecnológica contempla a substituição de diversos sistemas de controle e proteção da usina, dentre eles os das 20 unidades geradoras, da subestação isolada a gás, dos serviços auxiliares da usina, das comportas do vertedouro e da barragem.

O processo prevê também a modernização da Subestação da Margem Direita. Já a substituição de equipamentos eletromecânicos pesados, como turbina, rotor e estator, não está incluída no plano, uma vez que eles estão em excelentes condições e longe do final da vida útil típica para este tipo de componente.

A Atualização Tecnológica segue avançando em diversas frentes de trabalho, com vistas à parada da primeira unidade geradora, prevista para 2026: diversos projetos executivos já foram elaborados e aprovados, grandes almoxarifados estão sendo construídos, obras preliminares estão sendo implementadas na casa de força, o novo sistema digital de supervisão e controle da usina (SCADA) está sendo testado em fábrica e muitos equipamentos já chegaram à Itaipu.

Em janeiro de 2025, foi inaugurado o Cintesc (Centro de Integração de Sistemas e Capacitação), um centro de capacitação binacional com 1.257,59 m² de área e capacidade para treinar até 100 pessoas simultaneamente, além de contar com laboratórios para testes de integração dos novos sistemas digitais que serão implantados na usina.

Um dos ganhos que o Cintesc irá proporcionar é a agilidade, redução de custos e possibilidade de treinar grandes equipes nas instalações da Itaipu, em vez de isso ser feito nas instalações dos fabricantes.

Fonte: Brasil 247

Moraes autoriza visitas regulares de filhos a Jair Bolsonaro na PF

Decisão do STF libera encontros semanais de Flávio, Carlos, Jair Renan e familiares, sem aval prévio, em dias e horários fixos

Carlos e Flávio Bolsonaro (Foto: CMRJ | Marcos Oliveira/Agência Senado)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a concessão de visitas permanentes a Jair Bolsonaro (PL) por parte de seus filhos e familiares próximos enquanto ele permanece detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A medida estabelece dias e horários fixos para os encontros, que poderão ocorrer sem necessidade de autorização individual prévia.

De acordo com o despacho desta sexta-feira (2), estão autorizados a visitar Bolsonaro o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-vereador Carlos Bolsonaro, o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), além de Laura Firmo Bolsonaro e Leticia Firmo da Silva, enteada do ex-presidente.

As visitas poderão acontecer às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h, de forma individual. Até então, os encontros já vinham sendo realizados nesses mesmos dias, mas dependiam de liberações específicas do ministro Alexandre de Moraes a cada solicitação apresentada pela defesa.

Ficou de fora da autorização o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente reside nos Estados Unidos. No mês anterior, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro já havia obtido autorização semelhante para visitar o marido de forma permanente.

Mais cedo, a defesa de Jair Bolsonaro havia protocolado pedido específico para a visita de Carlos Bolsonaro na próxima terça-feira, o que acabou sendo contemplado pela decisão mais ampla do STF. O ex-presidente retornou à Superintendência da Polícia Federal na quinta-feira (1), após permanecer uma semana internado em um hospital, onde passou por diversos procedimentos médicos.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes, conforme decisão judicial já proferida.

Fonte: Brasil 247

Moraes cita "total desrespeito" ao determinar prisão de Filipe Martins

Ex-assessor presidencial teria descumprido medida cautelar de proibição de uso de redes sociais

     Alexandre de Moraes e Filipe Martins (Foto: Nelson Jr./SCO/STF | Arthur Max/MRE)


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a conversão da prisão domiciliar do ex-assessor presidencial Filipe Martins em prisão preventiva, após concluir que ele descumpriu de forma reiterada as medidas cautelares impostas pela Justiça. A decisão foi cumprida pela Polícia Federal na manhã de sexta-feira (2), na residência de Martins, em Ponta Grossa, no Paraná.

Segundo a decisão, o magistrado avaliou que a conduta do ex-assessor representou afronta direta às normas judiciais e às instituições democráticas, ao utilizar redes sociais mesmo estando proibido de fazê-lo enquanto cumpria prisão domiciliar.

Ao justificar a adoção de uma medida mais rigorosa, Moraes foi enfático ao descrever o comportamento do investigado. “O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas”, escreveu o ministro no despacho que fundamenta a prisão preventiva.

Na avaliação do magistrado, o uso das redes sociais comprometeu a finalidade das medidas cautelares anteriormente estabelecidas, que tinham como objetivo evitar interferências externas e preservar a ordem processual. Para Moraes, a violação dessas restrições tornou incompatível a manutenção do regime domiciliar.

A decisão também destaca que a possibilidade de retorno à prisão domiciliar estava condicionada ao cumprimento rigoroso das determinações do STF, o que, segundo o ministro, não ocorreu. Diante disso, Moraes considerou necessária a adoção de uma medida mais severa para garantir a autoridade das decisões da Corte.

Filipe Martins é investigado por suposta participação na articulação da chamada “minuta do golpe”, no contexto das apurações sobre atos antidemocráticos. Ele já foi condenado no âmbito dessas investigações, mas ainda aguarda a análise de recursos apresentados por sua defesa, não cumprindo, até o momento, pena definitiva.

Fonte: Brasil 247

Após prisão de Filipe Martins, Nikolas Ferreira cobra impeachment de Moraes

Deputado critica decisão do ministro do STF que levou ex-assessor presidencial à prisão preventiva e pressiona Senado por afastamento

       Alexandre de Moraes e Nikolas Ferreira (Foto: STF I Reprodução)

A conversão da prisão domiciliar do ex-assessor presidencial Filipe Martins em prisão preventiva, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), provocou reação imediata de aliados de Jair Bolsonaro (PL). Entre eles, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) elevou o tom e passou a defender publicamente o impeachment do magistrado.

Em publicação feita nesta sexta-feira (2) em suas redes sociais, Nikolas Ferreira associou a decisão judicial a um cenário que classificou como de perseguição política. Segundo o parlamentar, “enquanto Jair Bolsonaro enfrenta 153 dias de um cárcere severo, com a saúde debilitada e restrições que impedem até o contato familiar básico, a tirania de Alexandre de Moraes inova no absurdo ao prender Filipe Martins por conta de uma suposta pesquisa no LinkedIn”. Na sequência, ele afirmou: “É a falência do sistema ver alguém ser encarcerado por uma denúncia de uma suposta busca, mesmo cumprindo todas as cautelares a ele impostas a mais de 560 dias. Repito: Ou o Senado retira Alexandre de Moraes, ou essas perseguições não terão fim”.

A decisão que motivou a crítica foi tomada por Alexandre de Moraes após a conclusão de que Filipe Martins teria descumprido as medidas cautelares impostas pela Justiça. O ministro determinou a conversão da prisão domiciliar em preventiva, medida que foi cumprida pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, na residência do ex-assessor, em Ponta Grossa, no Paraná.

De acordo com o despacho, Moraes entendeu que Martins afrontou diretamente as normas judiciais ao utilizar redes sociais, mesmo estando proibido de fazê-lo durante o cumprimento da prisão domiciliar. Para o ministro, a conduta comprometeu a finalidade das cautelares, que buscavam evitar interferências externas e preservar a ordem processual.

Ao fundamentar a decisão, o magistrado foi categórico ao avaliar o comportamento do investigado. “O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas”, escreveu Alexandre de Moraes. Na avaliação do ministro, a violação das restrições tornou incompatível a manutenção do regime domiciliar, justificando a adoção de uma medida mais rigorosa.

Fonte: Brasil 247

Bolsonaro retorna à prisão e solicita autorização para visita de Carlos

Defesa pede ao STF encontro do ex-presidente com o filho após alta hospitalar e retorno à custódia da Polícia Federal em Brasília

      Carlos Bolsonaro (Foto: Rodrigo Romeo/Flickr/Alesp)

Jair Bolsonaro (PL) está novamente preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após receber alta hospitalar nesta quinta-feira (1º). Internado desde 24 de dezembro, ele passou por uma cirurgia para correção de hérnias e por procedimentos médicos adicionais para tratar um quadro intenso de soluços, todos realizados com autorização judicial.

A defesa do ex-presidente protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para a realização de uma visita familiar. Os advogados solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes autorização para que Bolsonaro receba o filho Carlos Bolsonaro na próxima terça-feira (6).

De acordo com a defesa, o pedido foi apresentado um dia após a alta médica e o retorno do ex-presidente à prisão. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe e estava temporariamente fora da unidade prisional para tratamento de saúde em um hospital privado da capital federal.

O requerimento encaminhado ao STF é assinado pelos advogados Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser. No documento, a defesa formaliza o pedido de forma direta: "JAIR MESSIAS BOLSONARO, já qualificado nos autos em epígrafe, por seus advogados que esta subscrevem, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, requerer seja autorizada a visita de seu filho Carlos Nantes Bolsonaro, a ser realizada na próxima terça-feira, dia 06".

Fonte: Brasil 247

A bolsonarista que tira o sono de Lira e Calheiros na briga pelo Senado em AL

 

Marina JHC, Arthur Lira e Renan Calheiros. Foto: reprodução
Os bastidores da política de Alagoas entraram em ebulição, já no fim de 2025, diante da possibilidade cada vez mais concreta de a primeira-dama de Maceió, Marina Candia, disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. Embora nunca tenha concorrido a um cargo eletivo, a esposa do prefeito bolsonarista João Henrique Caldas (PL) passou a ser tratada como um nome competitivo, capaz de alterar de forma profunda o cenário que hoje aponta como favoritos dois políticos de peso nacional: o senador Renan Calheiros (MDB) e o deputado federal Arthur Lira (PP).

Carlos Madeiro, do Uol, explica que Marina tem ganhado projeção pública sobretudo pela presença constante ao lado do marido, conhecido como JHC, e pelo forte desempenho nas redes sociais. Aos 35 anos, ela soma 438 mil seguidores no Instagram, número superior ao de Lira e de Renan Calheiros.

Recentemente, inclusive, alterou o nome do perfil de Marina Candia para Marina JHC, gesto interpretado nos bastidores como sinalização política. Pesquisas internas e levantamentos já divulgados colocam seu nome à frente dos dois adversários quando testada para o Senado. Outra estratégia é se aproximar de influenciadores famosos, como Rico Melquíades, que tem mais de 10 milhões de seguidores no Instagram, e Carlinhos Maia, que rompeu a barreira dos 36,5 milhões só nesta rede social.

A entrada de Marina na disputa preservaria uma vaga do Senado nas mãos da família Caldas. Atualmente, quem ocupa o cargo é Eudócia Caldas (PL), mãe de JHC, que assumiu após a renúncia, em 2024, de Rodrigo Cunha (Podemos). Eudócia, no entanto, não deve tentar a reeleição, já que aparece mal posicionada nas pesquisas.

Ao UOL, Marina confirmou que avalia a candidatura. “É um assunto que precisa ser discutido com JHC e com o grupo político do qual ele faz parte. Mas ele sempre apoiou meus projetos e minhas escolhas — e não será diferente agora, se eu decidir pela candidatura”, afirmou.

Inicialmente, o plano ventilado nos bastidores era que Marina concorresse a uma das nove cadeiras de Alagoas na Câmara dos Deputados, repetindo o caminho trilhado por JHC entre 2015 e 2020.

A mudança de rota ganhou força nos últimos meses, quando seu nome passou a figurar com destaque nas pesquisas para o Senado. Ela reconhece que o desempenho está ligado à popularidade do marido, mas diz que há também reconhecimento por sua atuação em projetos sociais, esportivos e de incentivo ao empreendedorismo feminino, especialmente em Maceió.

JHC, prefeito de Maceió, e Marina Cândia. Foto: reprodução
A eventual candidatura de Marina se conecta a rearranjos políticos mais amplos. JHC era tratado como nome certo para disputar o governo estadual ou o Senado em 2026, mas teria selado, em julho, um acordo com o presidente Lula para a indicação de sua tia, Marluce Caldas, ao Superior Tribunal de Justiça.

O pacto, nunca confirmado oficialmente, envolveria a permanência do prefeito no cargo, abrindo caminho para as candidaturas de Renan Filho ao governo e de Renan Calheiros e Arthur Lira ao Senado. Nesse contexto, Marina surgiria como alternativa para não romper diretamente o chamado “acordo de Brasília”.

Reservado, JHC evita comentar o cenário e não sinaliza se pretende renunciar ao cargo até abril. Apesar de filiado ao PL e de ter apoiado Bolsonaro no segundo turno de 2022, mantém distância do ex-presidente e avalia até um retorno ao PSB, partido comandado nacionalmente por João Campos. Aliados avaliam que, com bom desempenho em pesquisas para o governo estadual, o prefeito ainda pode entrar na disputa. “O cavalo está passando selado”, resumiu um entusiasta.

Formada em direito e administração, Marina Candia é cuiabana e neta do ex-vice-governador de Mato Grosso José Monteiro de Figueiredo. Mudou-se para Maceió em 2020, após a eleição do marido, e é mãe de Maria Helena e José Henrique.

Em outubro, recebeu o título de cidadã alagoana da Assembleia Legislativa. Questionada sobre posicionamento ideológico, rejeita rótulos. “Acredito que a política precisa abrigar pessoas bem-intencionadas, capazes de transformar vidas”, resume.

Fonte: DCM com informações do UOL

Frigorífico que distribuiu “picanha do Bolsonaro” em helicóptero já barrou petistas e causou morte

 

Leandro Batista Nóbrega, Flávio e Jair Bolsonaro. Foto: reprodução

Nos últimos dias, as “picanhas do mito”, com fotos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foram distribuídas em diferentes contextos iniciando a corrida da eleição presidencial de 2026, repetindo práticas já consideradas criminosas associadas ao empresário Leandro Batista Nóbrega, do Frigorífico Goiás, que já teve Gusttavo Lima como sócio.

Durante o Natal, na periferia de Goiânia, pacotes de picanha com a imagem de Bolsonaro foram lançados de um helicóptero para moradores, que corriam para tentar pegar os kits. A iniciativa, batizada de “Natal solidário 2025”, foi gravada e divulgada nas redes sociais sem qualquer cuidado com a exposição das pessoas envolvidas.

Após a repercussão negativa, o empresário afirmou que não conseguiu organizar filas para a entrega e justificou o uso da aeronave como medida de segurança.



Já no Réveillon, empreiteiro Renato Araújo Renato Araújo, presidente regional do PL, entregou as “Picanhas do Flávio” a turistas em iates em Angra dos Reis (RJ).

Em setembro, o Frigorífico Goiás já havia sido alvo de decisão judicial após exibir um cartaz com a frase “Petista aqui não é bem-vindo”. A Justiça determinou a retirada da mensagem e de qualquer comunicação semelhante, após ação do Ministério Público motivada por denúncia de discriminação. Nóbrega declarou à época que não proibia a entrada de clientes por motivo político, religioso ou esportivo e que todos eram atendidos normalmente.

Cartaz em loja de carnes em Goiânia. Foto: Reprodução



Picanha eleitoreira

O histórico de crimes eleitorais começou em outubro de 2022, quando ainda tinha o cantor Gusttavo Lima como um dos sócios, durante o primeiro turno das eleições presidenciais. O frigorífico anunciou a venda da chamada “picanha mito” por R$ 22 o quilo, quando o preço real do corte era de R$ 129,99.

A promoção era condicionada ao uso da camiseta da seleção brasileira, o que gerou filas, tumulto e a intervenção da Polícia Militar. Uma mulher passou mal durante a confusão, foi atendida posteriormente e acabou morrendo dias depois, em decorrência de complicações vasculares. O caso foi registrado inicialmente como morte acidental.

Picanhas vendidas pelo Frigorífico Goiás, em Goiânia. Foto: reprodução
Após a repercussão, o Procon Goiás fiscalizou o estabelecimento, apreendeu mais de 44 quilos de carne sem informações de validade, além de produtos vencidos, e autuou a empresa. A multa prevista pode variar de R$ 754 a R$ 11,3 milhões. O órgão também notificou o frigorífico a prestar esclarecimentos detalhados sobre a promoção, estoques e preços praticados.

Na esfera eleitoral, a promoção foi suspensa por decisão judicial, que apontou indícios de abuso do poder econômico. “A venda de carne nobre em preço manifestamente inferior ao praticado no mercado revela indícios suficientes para caracterizar conduta possivelmente abusiva do poder econômico”, escreveu o juiz responsável. Especialistas em direito eleitoral avaliaram que o desconto poderia configurar incentivo ao voto, hipótese de corrupção eleitoral.

Fonte: DCM

“Desgraça e morte para todos”: Servidor é preso por ameaça com símbolo nazista

 

O servidor público Phetronio Paulo de Medeiros no centro de montagem, sorrindo
O servidor público Phetronio Paulo de Medeiros – Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Civil do Paraná prendeu preventivamente o servidor público Phetronio Paulo de Medeiros, que atua como técnico em contabilidade no Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus de Irati. A prisão ocorreu na véspera do Réveillon, no Centro de Curitiba, onde ele havia alugado um apartamento para passar a virada do ano. Com informações do g1.

Segundo a investigação, ele é suspeito de apologia ao nazismo, veiculação de símbolos nazistas e ameaças de atentado por meio de diversas redes sociais. A operação contou com o apoio do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre).

De acordo com o delegado Rafael Rybandt, responsável pelo inquérito, o investigado utilizava vários perfis nas redes para publicar a suástica associada a saudações ao regime nazista, além de mensagens com conteúdo de ameaça.

Entre as frases identificadas pelos investigadores está a expressão “vem muita desgraça e morte para todos”. Segundo o delegado, houve pedido de prisão preventiva após a constatação de que, em anos anteriores, as publicações se intensificavam próximas ao Natal e ao Réveillon.

A autoridade policial afirmou que períodos de grande circulação de pessoas motivaram a solicitação de medidas cautelares. O delegado também destacou que o fato de o investigado ser servidor público vinculado a uma instituição federal de ensino levou a polícia a agir com maior rapidez.

A Polícia Civil informou ainda que denúncias relacionadas a crimes de ódio e intolerância podem ser registradas de forma anônima pelos telefones 197 e 181. A defesa do servidor declarou que ainda não teve acesso aos autos e que se manifestará após a análise do processo.

Imagem cedida pela Polícia Civil de post sobre nazismo
Post com símbolo nazista no Instagram – Reprodução
O IFPR divulgou nota oficial informando que o servidor será afastado imediatamente das suas funções e que um processo administrativo disciplinar será instaurado para apurar o caso. A instituição afirmou repudiar práticas ligadas a apologia ao nazismo, xenofobia, misoginia, homofobia, racismo e outras formas de discriminação.

O reitor Adriano Willian da Silva Viana Pereira declarou que atitudes criminosas cometidas por membros da comunidade acadêmica são passíveis de apuração imediata, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme previsto na Constituição.

O caso atual não é o primeiro envolvendo Phetronio Paulo de Medeiros. Em 2024, ele foi condenado pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul por apologia ao nazismo. Sentença acessada pela imprensa aponta que, ao menos desde 2018, ele realizava postagens nas redes sociais utilizando a suástica para divulgar o nazismo.

Ele recebeu pena de dois anos de reclusão em regime inicial aberto e multa, posteriormente substituída por prestação de serviços à comunidade e aumento do valor da multa. A condenação transitou em julgado em dezembro de 2025.

Phetronio tem 40 anos e é natural do Rio Grande do Norte. De acordo com seu perfil institucional, é graduado em Ciências Contábeis e já atuou como professor na Universidade Federal da Paraíba, além de técnico em contabilidade na mesma instituição.

Em 2019, mudou-se para o Rio Grande do Sul, onde trabalhou na Universidade Federal de Pelotas. Em 2024, assumiu o cargo de técnico em contabilidade no IFPR em Irati, no centro do Paraná, onde permanece lotado administrativamente, agora afastado por decisão institucional.

Fonte: DCM com informações do G1