Iniciativa busca enfrentar alta dos combustíveis
O deputado federal Zeca Dirceu (PT) anunciou a criação de uma frente parlamentar com o objetivo de reestatizar a BR Distribuidora — rebatizada como Vibra Energia após sua privatização — e enfrentar o que classificou como abusos nos preços dos combustíveis no Brasil. A iniciativa foi divulgada nesta terça-feira (17), por meio de publicação na rede social X.
Segundo o parlamentar, a proposta integra um conjunto mais amplo de ações articuladas com a bancada do PT na Câmara. Em sua postagem, Zeca Dirceu afirmou: "A população precisa saber que as reduções que a Petrobras fez nos preços nestes últimos anos não foram repassadas ao consumidor, o que prova o quanto foi equivocada a privatização da BR Distribuidora, que sempre teve papel importante na estabilização dos preços."
O debate ocorre em meio a relatos de aumentos expressivos nos preços dos combustíveis em diferentes regiões do país. Especialistas do setor de petróleo, ouvidos pela Agência Brasil no último sábado (14), apontam que a perda de instrumentos de controle estatal após a privatização da BR Distribuidora contribuiu para a maior volatilidade dos valores nas bombas.
Em São Paulo, houve registros de postos vendendo gasolina por até R$ 9 o litro, mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias. De acordo com Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), os aumentos têm ocorrido de forma desproporcional em relação aos preços praticados pelas refinarias.
O cenário também foi destacado em nota da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que apontou elevação significativa nos preços em postos paulistas sem anúncios de reajustes por parte da Petrobras. Para o coordenador-geral da entidade, Deyvid Bacelar, fatores externos têm sido usados como justificativa para ampliar margens de lucro.
Em entrevista à Agência Brasil, Bacelar afirmou: "As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%".
Segundo ele, o agravamento do conflito no Oriente Médio, no final de fevereiro, tem sido utilizado como argumento para justificar os aumentos, apesar de não haver repasses proporcionais nas refinarias.
Fonte: Brasil 247 com informações da Agência Brasil
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