quinta-feira, 26 de março de 2026

STF analisa hoje decisão de André Mendonça sobre prorrogação da CPMI do INSS

Suprema Corte decide se mantém medida que garante continuidade das investigações sobre fraudes no INSS

             André Mendonça (Foto: Carlos Moura/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quinta-feira (26) a decisão individual do ministro André Mendonça que determinou a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A medida assegura a continuidade dos trabalhos da comissão, que investiga possíveis fraudes envolvendo aposentados e pensionistas, informa o G1.

O caso chegou à Corte após ação apresentada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI, pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator, e pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), integrante do colegiado.

Os parlamentares alegam que houve omissão da Mesa Diretora do Congresso Nacional e do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), no processamento do pedido de prorrogação da comissão. Segundo a ação, o requerimento não foi lido em plenário — etapa considerada obrigatória para estender o funcionamento da CPMI.

De acordo com os autores do pedido, a solicitação cumpre todos os requisitos previstos na Constituição Federal e no regimento interno do Congresso. Eles também sustentam que a prorrogação não depende de decisão política da presidência do Legislativo, sendo um ato obrigatório diante do atendimento das exigências legais.

Os parlamentares afirmam ainda que a ausência de encaminhamento do pedido inviabiliza, de forma indireta, a continuidade das investigações sobre possíveis irregularidades no INSS.

Na decisão, André Mendonça estabeleceu prazo de 48 horas para que o Congresso realizasse a leitura do requerimento de prorrogação. O ministro também determinou que, caso o prazo não fosse cumprido, a leitura seria considerada automaticamente realizada, permitindo a continuidade dos trabalhos da comissão.

“O caso dos autos descortina, contudo, uma situação excepcional em que a minoria, por vontade do próprio parlamento no momento em que teceu as normas constitucionais, tem o direito de ver prevalecer a sua vontade sobre a da maioria parlamentar. Nesse contexto, preenchidos os requisitos constitucionais e regimentais aplicáveis, a Mesa Diretora e a Presidência do Congresso não dispõem de margem política para obstar o regular processamento do requerimento de prorrogação de uma CPMI, inclusive seu recebimento, leitura e publicação”, afirmou o magistrado.

Sem a prorrogação, a CPMI teria seus trabalhos encerrados até o próximo sábado (28), prazo final para a realização de depoimentos, requisições de informações e votação do relatório final. Com a decisão, caberá aos próprios parlamentares definir o novo período de funcionamento da comissão.

O caso agora será analisado pelo plenário do STF, que decidirá se mantém ou não a determinação de Mendonça. A deliberação dos ministros será decisiva para a continuidade das atividades da CPMI e o andamento das investigações.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

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