Operação Dataleaks apura organização criminosa suspeita de obter, adulterar e vender informações sigilosas
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (5) a Operação Dataleaks, voltada a desarticular uma organização criminosa suspeita de acessar, modificar e comercializar ilegalmente dados pessoais e sensíveis extraídos de bases governamentais e privadas, informa Camila Bomfim, do G1. As investigações indicam que informações relacionadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foram manipuladas e inseridas em uma plataforma que vendia esse tipo de conteúdo.
☉ Operação Dataleaks mira rede de venda de dados sensíveis
Segundo a Polícia Federal, a operação tem como objetivo interromper a atuação de uma estrutura criminosa especializada em obter e negociar informações sigilosas. O esquema também é suspeito de adulterar registros antes de comercializá-los ou divulgá-los ilegalmente.
Até o momento, as autoridades não detalharam quais tipos de dados relacionados a Alexandre de Moraes teriam sido manipulados ou inseridos na plataforma investigada. A apuração segue em andamento.
☉ Moraes aparece como relator e possível vítima do caso
O ministro do STF ocupa uma posição singular na investigação: ele é o relator do processo e, ao mesmo tempo, figura como possível vítima da violação de dados. Situação semelhante já ocorreu em outras apurações conduzidas por Moraes no Supremo, nas quais o magistrado acabou vinculado simultaneamente à condução do inquérito e aos fatos investigados.
☉ Investigação envolve acesso a dados na Receita Federal
O caso também se conecta a outra linha investigativa conduzida pela Polícia Federal, que apura supostos acessos ilegais a informações fiscais de autoridades do Supremo Tribunal Federal.
Nesse contexto, investigadores analisam o possível uso indevido de servidores da Receita Federal para consultar dados de Alexandre de Moraes e de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. A investigação busca esclarecer se essas consultas teriam sido realizadas sem autorização e posteriormente utilizadas para alimentar o esquema de vazamento ou comercialização de informações sensíveis.
Leia, abaixo, nota da Polícia Federal sobre a Operação Dataleaks:
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5/3), a Operação Dataleaks, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na obtenção, na adulteração, na comercialização e na disseminação ilícita de dados pessoais e sensíveis provenientes de bases governamentais e privadas.
As investigações tiveram início após a identificação de uma base de dados não oficial, abastecida por meio de acessos indevidos a sistemas e a bases governamentais, contendo informações pessoais de ministros do STF.
Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo, de Tocantins e de Alagoas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, de invasão de dispositivo informático, de furto qualificado mediante fraude, de corrupção de dados, de lavagem de dinheiro, entre outros.
Fonte: Brasil 247 com informações do G1
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