Levantamento com 23 mil pessoas em 29 países aponta avanço do Brasil e destaca amor, fé e relações familiares como fatores centrais para a felicidade
O Brasil ocupa a sétima posição no ranking dos países mais felizes do mundo, segundo o Ipsos Happiness Report, levantamento internacional que ouviu mais de 23 mil pessoas em 29 países. O estudo indica que 28% dos brasileiros se consideram “muito felizes”, um aumento de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior, evidenciando uma melhora na percepção de bem-estar no país, informa o jornal O Globo.
De acordo com a pesquisa da Ipsos, apesar do avanço, uma parcela relevante da população ainda enfrenta dificuldades: 20% dos entrevistados afirmaram estar “não muito felizes” ou “nada felizes”. O levantamento também posiciona o Brasil entre os dez países com maior índice de felicidade, atrás de Indonésia, Países Baixos, México, Colômbia, Malásia e Tailândia.
Entre os brasileiros que se declaram “muito felizes”, os homens aparecem em maior proporção, com 29%, enquanto as mulheres registram 26%. No entanto, quando considerada a categoria mais ampla de pessoas que se dizem “felizes”, o cenário se inverte: 54% das mulheres se identificam dessa forma, contra 50% dos homens.
O estudo revela que os principais fatores associados à felicidade no Brasil estão ligados a aspectos afetivos e subjetivos. Sentir-se amado lidera as respostas, sendo citado por 34% dos participantes. Em seguida, aparecem saúde física e mental, além do relacionamento com familiares e filhos. A espiritualidade também tem peso significativo: 22% dos brasileiros apontaram a fé ou a vida religiosa como determinantes para a felicidade — mais que o dobro da média global, de 10%.
A análise por faixa etária mostra que a felicidade tende a cair ao longo da vida adulta, especialmente por volta dos 50 anos, mas volta a crescer na terceira idade. No Brasil, pessoas entre 50 e 74 anos apresentam uma taxa elevada de bem-estar, com 82% se declarando felizes. Já entre os mais jovens, especialmente da Geração Z, está a maior concentração de indivíduos que se dizem “nada felizes”, com 6%.
No campo das causas da infelicidade, a situação financeira aparece como principal fator, mencionada por 54% dos entrevistados. Em seguida, surgem questões relacionadas à saúde mental e ao bem-estar (37%), além das condições de moradia e de vida (27%). A pesquisa também aponta uma relação direta entre renda e felicidade: pessoas com maior poder aquisitivo tendem a se declarar mais felizes (79%) do que aquelas com menor renda (67%).
A diretora de pesquisas de marca da Ipsos, Lucymara Andrade, destacou a influência das condições financeiras sobre o bem-estar. “Não importa a sua idade, onde você mora ou quanto você ganha. Se você está infeliz, suas finanças pessoais são a causa mais provável dessa infelicidade”, afirmou.
O levantamento foi realizado de forma online e contou com a participação de 23.268 adultos em 29 países. No Brasil, a amostra incluiu mil entrevistados, compondo o retrato nacional sobre percepção de felicidade e qualidade de vida.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
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