segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Defesa pede ao STF que Silvinei Vasques permaneça na Papudinha

Pedido aponta incerteza sobre garantia de cuidados de saúde em eventual transferência

Brasília (DF) - 27/12/2025 - O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A defesa do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, condenado a mais de 24 anos de prisão por participação na trama golpista durante as eleições de 2022, pediu que ele permaneça detido na Papudinha, em Brasília, após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a checagem de vagas em penitenciárias de Santa Catarina. Segundo os advogados, há incerteza quanto à garantia de cuidados de saúde adequados em eventual transferência. As informações foram publicadas pelo G1.

☉ Vasques está preso desde dezembro na Papudinha

Vasques está detido desde dezembro do ano passado na ala do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecida como Papudinha. O novo pedido da defesa foi protocolado na quarta-feira (21) e, até esta segunda-feira (26), não havia decisão judicial sobre o requerimento.

Silvinei Vasques foi preso no Paraguai, após tentar fugir da Justiça brasileira rumo à América Central. Ele chegou ao Brasil na noite de 26 de dezembro e passou a cumprir pena na Papudinha, onde também estão detidos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e Jair Bolsonaro (PL), condenados pela tentativa de golpe de Estado.

☉ Defesa havia solicitado transferência para Santa Catarina

Anteriormente, os advogados haviam solicitado a transferência de Vasques para Santa Catarina, sob o argumento de que ele poderia dar continuidade aos estudos de doutorado no estado. Diante da solicitação, o STF chegou a determinar que penitenciárias catarinenses informassem se havia vaga disponível para o cumprimento da pena.

Segundo a defesa, no entanto, não há garantia de que, em outra unidade prisional, Vasques teria acesso aos cuidados médicos necessários, razão pela qual pedem a manutenção da prisão em Brasília.

☉ Ex-diretor da PRF foi condenado por tentativa de golpe

O ex-diretor da PRF foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Vasques atuou para monitorar autoridades e dificultar o acesso de eleitores ao voto, especialmente na região Nordeste, durante o processo eleitoral.

Antes de ser preso, Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica e tentou deixar o país. Ele foi detido no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador com documentos falsos. Na ocasião, utilizava a identidade de Julio Eduardo e apresentou às autoridades paraguaias uma declaração em que afirmava ter câncer na cabeça e não conseguir falar. Diante dos fatos, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva do ex-diretor da PRF.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Moraes mantém prisão preventiva de Filipe Martins por uso do Linkedin

Ministro do STF diz que não há fatos novos e cita violação de medidas cautelares

     Filipe Martins (Foto: Artur Max/MRE)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva de Filipe Garcia Martins Pereira ao negar um novo pedido apresentado pela defesa. De acordo com magistrado, permanecem válidos os fundamentos que justificaram a decretação da custódia cautelar, no âmbito das ações penais que apuram os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão, segundo O Globo, segue o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que avaliou não haver fatos novos capazes de afastar os requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva.

☉ Decisão mantém fundamentos da prisão preventiva

Na avaliação do relator, a defesa não apresentou elementos que modificassem o cenário processual já analisado pela Corte. Moraes destacou que a manutenção da prisão se justifica diante do histórico recente de descumprimento das medidas cautelares impostas ao réu. Filipe Martins foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de pena, sendo 18 anos e 11 meses de reclusão e dois anos e um mês de detenção. A condenação também inclui o pagamento solidário de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

☉ Condenação e penas impostas a Filipe Martins

Ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins foi considerado culpado por crimes contra o Estado democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado e infrações ambientais, entre outros delitos reconhecidos no julgamento. Em 26 de dezembro de 2025, Moraes havia autorizado a substituição da prisão por regime domiciliar, condicionada ao cumprimento de medidas cautelares rigorosas. Entre elas estavam o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição absoluta de acesso a redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

☉ Prisão domiciliar foi revogada após uso de rede social

Quatro dias depois, no entanto, Moraes revogou a decisão ao considerar que Filipe Martins descumpriu a ordem judicial ao acessar a rede social LinkedIn em 28 de dezembro. A defesa sustentou que não houve uso comunicacional da plataforma e alegou que o acesso poderia ter ocorrido por mecanismo técnico ou algorítmico.

O argumento foi rejeitado pelo relator, que afirmou haver prova documental do acesso à rede social. Segundo Moraes, a proibição judicial não se limitava à realização de postagens, mas abrangia também o simples uso ou navegação em plataformas digitais.

☉ Moraes cita descumprimento consciente de ordem judicial

“No caso de FILIPE GARCIA MARTINS PEREIRA houve descumprimento da medida cautelar imposta, mediante a utilização da rede social, mesmo com ciência inequívoca acerca da medida cautelar de proibição, com o reconhecimento da referida violação pela própria Defesa do requerente”, afirmou o ministro do STF.

Para Alexandre de Moraes, o descumprimento das condições impostas demonstrou a insuficiência das medidas cautelares alternativas. O ministro também ressaltou que a conduta evidenciou desrespeito às determinações judiciais, o que, segundo ele, reforça a necessidade da manutenção da prisão preventiva para garantir a ordem processual.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Petrobras anuncia redução de 5,2% no preço da gasolina

Preço da gasolina caiu R$ 0,50 desde dezembro de 2022. Redução é de 26,9%, considerando a inflação, diz a empresa

  Abastecimento de veículo em posto de gasolina - 18/04/2013 (Foto: Beawiharta Beawiharta/Reuters)

A Petrobras anunciou uma redução de 5,2% no preço de venda da gasolina A para as distribuidoras, com vigência a partir desta terça-feira, 27 de janeiro. Com o reajuste, o valor médio do combustível passará a ser de R$ 2,57 por litro, o que representa uma queda de R$ 0,14 por litro em relação ao preço anterior.

Segundo a Petrobras, desde dezembro de 2022, o preço da gasolina vendida às distribuidoras já foi reduzido em R$ 0,50 por litro.

Em comunicado, a empresa destacou que, ao considerar a inflação acumulada no período, a redução real no preço da gasolina chega a 26,9%. “Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%”, informou a estatal na nota.

No caso do diesel, a Petrobras decidiu não promover alterações nos valores cobrados das distribuidoras neste momento. Ainda assim, a companhia ressaltou que o combustível também registrou queda expressiva nos últimos anos. De acordo com a empresa, a redução acumulada nos preços do diesel, considerando a inflação desde dezembro de 2022, é de 36,3%.

A estatal também explicou que o preço praticado pela Petrobras corresponde a cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos de combustíveis. O preço nas bombas é resultado de uma combinação de fatores, que inclui custos e margens de lucro de distribuidoras e revendedores, o valor do etanol anidro misturado à gasolina A para formar a gasolina C, além da incidência de impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins.

Outro componente relevante é o ICMS, imposto estadual cuja alíquota varia de acordo com cada unidade da federação, influenciando diretamente o preço final ao consumidor. Dessa forma, a redução anunciada pela Petrobras não é automaticamente refletida, na mesma proporção, no valor cobrado nos postos.

Fonte: Brasil 247

Maduro envia mensagem e pede orações por paz e unidade na Venezuela

Os venezuelanos têm se manifestado na capital do país, Caracas, exigindo a libertação do presidente Maduro e sua esposa, Cilia Flores

Nicolás Maduro e Cilia Flores em Caracas, Venezuela - 17/5/2018 (Foto: REUTERS/Carlos Jasso)

A prefeita de Caracas, Carmen Meléndez, participou no domingo (25) de uma jornada de oração pela paz e pela libertação do mandatário constitucional do país caribenho, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. Na ocasião, ela revelou que Maduro enviou no sábado (24) uma mensagem a seu filho, o deputado Nicolás Maduro Guerra. “Hoje, ele iria orar em um recinto especial, lá na prisão, e pedia ao povo que fizesse uma oração”, transmitiu a prefeita. As informações são do canal HispanTV.

“Que haja paz na Pátria e que a unidade dos venezuelanos seja cada vez maior”, disse Meléndez. “Aqui estamos, em toda a Venezuela, orando para que Deus lhe dê discernimento, inteligência e tudo o que for necessário para que ele e ela resistam nessa prisão de guerra”, afirmou a dirigente.

Maduro Guerra, por sua vez, declarou: “Estaremos elevando uma oração pela paz, pela nossa soberania, pelos mortos de 3 de janeiro, pelos feridos; para que nosso país siga um destino de paz, de dignidade e de glória, como quer o presidente Nicolás Maduro, hoje sequestrado”. “Por ele também vamos orar, pela primeira combatente Cilia Flores e pela presidente encarregada Delcy Rodríguez”, enfatizou o deputado venezuelano.

A prefeita de Caracas ressaltou a importância de seguir na luta. “E aqui estamos, na luta permanente para que haja paz em nossa pátria; para que a unidade de todos os venezuelanos e venezuelanas cresça a cada dia; para preservar a paz e a vida; para preservar a vida do nosso presidente e a estabilidade política. Não paramos. E pedimos a Deus todos os dias que nos dê essa força”, afirmou.

Em 3 de janeiro, os Estados Unidos bombardearam Caracas e diversas áreas dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, deixando ao menos 100 mortos. A agressão militar terminou com o sequestro do presidente venezuelano e de sua esposa. Desde então, os venezuelanos continuam se manifestando em todas as cidades do país, exigindo a libertação de Maduro e Flores.

Fonte: Brasil 247 com informações são do canal HispanTV

Após postagem celebrando "sorte" em 2026, irmão de Bolsonaro diz que prêmio da Mega foi sacado indevidamente

Renato Bolsonaro afirma que não conseguiu retirar valor da quadra da Mega da Virada

Jair Bolsonaro e Renato Bolsonaro (Foto: Reprodução)

O ex-vereador Renato Bolsonaro (PL-SP) afirmou que não conseguiu sacar o prêmio obtido na Mega da Virada de 2025 porque o valor já havia sido retirado por outra pessoa. Segundo ele, a aposta foi feita em conjunto com o irmão Jair Bolsonaro (PL), que está preso pela tentativa de golpe de Estado durante as eleições de 2022, no Complexo da Papuda, em Brasília (DF). As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Em publicação feita nas redes sociais em 1º de janeiro, Renato comemorou o resultado. "Começamos o ano de 2026 com sorte! Acertamos a quadra em um bolão da Mega da Virada", escreveu. Ele afirmou que o grupo costuma repetir a aposta todos os anos. "Todo ano a gente joga. Fazemos sempre bolão eu, meu irmão, o Mozart e um cunhado meu."

☉ Bolão foi registrado em nome de Jair Bolsonaro

De acordo com Renato, ele e o irmão acertaram quatro números no sorteio da Mega da Virada, o que garantiu um prêmio individual de pouco mais de R$ 216. O bolão também incluía outras pessoas e foi registrado em nome de Jair Bolsonaro.

Renato afirmou que tentou sacar o valor no último dia 20, em uma casa lotérica de Miracatu, no interior de São Paulo, mas foi informado de que o prêmio já havia sido pago. "Eu sou um jogador frequente da Mega-Sena, isso não pode acontecer", declarou. "Eles só podem pagar o prêmio com o volante, com o comprovante do jogo. Isso tem que ser corrigido. Isso não pode acontecer com outras pessoas."

☉ Ex-vereador nega ter entregado bilhete a terceiros

O ex-vereador disse ter recebido da lotérica um demonstrativo no qual consta a informação de que o prêmio já havia sido sacado. Renato afirmou ainda que publicou uma foto do bilhete premiado nas redes sociais logo após o sorteio, mas negou ter entregado o volante a qualquer outra pessoa. Segundo ele, a aposta foi feita em conjunto com Jair Bolsonaro, com quem costumava jogar regularmente.

☉ Menção ao número 22 do Partido Liberal

Renato disse que foi o organizador do bolão e mencionou o número do Partido Liberal. "Esse ano fizemos o bolão em 3 e não podia deixar meu irmão de fora. Dessa vez não saiu o 22, mas em 2026 pode anotar que o 22 vai ganhar", afirmou em publicação feita nas redes sociais.

A Mega da Virada de 2025 sorteou os números 09, 13, 21, 32, 33 e 59. Segundo a Caixa, 308.315 apostas acertaram a quadra, com prêmio individual de R$ 216,76. Outras 3.921 apostas acertaram a quina e receberam R$ 11.931,42 cada. O prêmio principal, no valor de R$ 1.091.357.286,52, foi dividido entre seis apostas, três feitas presencialmente e três pela internet. Cada uma recebeu R$ 181.892.881,09.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Senado recebe 1º pedido de impeachment contra Moraes por caso Master

Representação cita contrato de R$ 129 milhões do Banco Master com escritório da esposa do ministro do STF

Brasília (DF) - 10/09/2025 - O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O Senado Federal recebeu, nos últimos dias, o primeiro pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes relacionado ao caso do Banco Master. A iniciativa, segundo a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, foi apresentada por um cidadão comum e tem como principal fundamento um contrato firmado entre a instituição financeira e o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do magistrado, no valor de R$ 129 milhões.

◆ Pedido de impeachment e o contrato com o Banco Master

De acordo com o documento encaminhado ao Senado, o contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci é apontado como elemento central para a acusação. O autor do pedido também menciona uma reportagem publicada em setembro, que revelou a compra, pelo casal, de uma mansão em Brasília pelo valor de R$ 12 milhões.

A representação sustenta que a situação caracterizaria “conflito de interesses grave e manifesto”, além de “violação ao dever de decoro e moralidade” e “enriquecimento ilícito através de familiar”. Segundo o texto, o vínculo contratual levantaria questionamentos sobre a conduta do ministro do STF.

◆ Argumentos apresentados na representação

No pedido, o autor afirma que o envolvimento de um familiar direto do magistrado em um contrato de alto valor com uma instituição financeira configuraria incompatibilidade com as funções exercidas por Moraes na Suprema Corte. A argumentação se apoia na existência do contrato e nas informações já divulgadas publicamente sobre o patrimônio do casal.

◆ Poucas chances de avanço no Senado

Apesar de ter sido oficialmente protocolado, o pedido de impeachment enfrenta obstáculos políticos para avançar. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já declarou que não pretende abrir processos de impeachment contra ministros do STF. Segundo ele, esse tipo de iniciativa não avançaria “nem se 80 senadores apoiarem” a medida.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Padre Paulinho Amaral se despede de Colorado e recebe título de cidadão honorário de Apucarana

O padre Paulinho Amaral recebe a honraria, ao lado do secretário Beto Preto, Rose Chiquim (prefeita de Colorado) e do ex-vereador Franciley Godoi Poim

A missa de despedida do padre Paulinho Amaral, da igreja matriz de Colorado (Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora), após quatro anos de atuação, aconteceu na noite de sábado (24). Com a igreja lotada para uma missa de ação de graças, o padre Paulinho Amaral foi homenageado pela comunidade católica.

No culto, o Conselho Missionário Paroquial, representado pela presidente, Maria Padulla, destacou que o trabalho liderado pelo padre Paulinho foi de amor, serviço e compromisso. “Somos imensamente gratos por tudo o que o padre Paulinho Amaral fez pela nossa comunidade”, frisou Padulla, acrescentando que “foram quatro anos de presença, trabalho e dedicação que deixaram marcas profundas em nossos corações”.

A missa foi acompanhada pelo secretário de estado da saúde e deputado federal licenciado Beto Preto e pela prefeita de Colorado, Rose Chiquim. “Estive aqui em Colorado quando o padre Paulinho Amaral assumiu e agora estou novamente presente na sua despedida”, citou Beto Preto, lembrando dos quinze anos que ele atuou em Apucarana e que também batizou seus filhos Pedro e Cecília.

Na mesma missa de ação de graças, o padre Paulinho Amaral também recebeu uma homenagem: O título de “Cidadão Honorário de Apucarana”. A honraria havia sido aprovada em 2021 - por indicação do então presidente da Câmara de Apucarana, vereador Franciley de Godoi “Poim” - e ainda não havia sido entregue.

Com uma nova missão dada pela Igreja Católica, Paulinho Amaral assume, em fevereiro, a Paróquia São Francisco de Assis, na cidade de Lago Verde, na Diocese de Bacabal, no Estado do Maranhão. E, em função da transferência, o padre solicitou a entrega do título de Cidadão Honorário de Apucarana.

Fonte: Assessoria


 



APUCARANA: Prefeitura autoriza início da reforma e ampliação da UBS da Vila Reis, investindo na melhoria do atendimento à população e no conforto das equipes

Investimento viabilizado pela deputada federal Luisa Canziani vai mais que dobrar a estrutura da unidade, com novos consultórios, melhores condições de trabalho às equipes e ampliação do atendimento à população


Maior distrito de Apucarana, a Vila Reis em breve contará com uma super unidade básica de saúde com 301,84 metros quadrados totalmente requalificada. O início das obras de reforma e ampliação da Unidade Básica de Saúde (UBS) Pedro Barreto, investimento que integra a política municipal de requalificação das unidades de saúde, foi autorizado pelo prefeito Rodolfo Mota nesta segunda-feira (26/01) e vai possibilitar mais do que duplicar o tamanho do prédio, que atualmente possui 138,21m2.

“O distrito da Vila Reis é do tamanho de muitas cidades do Vale do Ivaí. Tem uma demanda de atendimento diário muito grande e a estrutura é a mesma de 23 anos atrás. Por isso, essa obra vai muito além de parede, metro quadrado e concreto. Ela representa cuidado com as pessoas e, principalmente, respeito com quem trabalha todos os dias e com quem precisa ser atendido”, afirmou o prefeito Rodolfo Mota, salientando que além dos moradores do distrito, a unidade atende pacientes do Jardim Curitiba, DER e comunidades rurais das adjacências. Mota também agradeceu à deputada federal Luisa Canziani pelos recursos e aos vereadores Moisés Tavares e Luciano Facchiano pela intermediação da demanda, frisando que a parlamentar viabilizou também investimentos para a reforma e ampliação das UBSs do Distrito de Pirapó e do Jardim Trabalhista.

Durante o evento, o prefeito explicou que no primeiro ano de mandato a prioridade da gestão foi enfrentar as filas de consultas especializadas, exames e cirurgias, em que muitas pessoas aguardavam atendimento por até quatro anos. “Em 2026 entramos em uma nova etapa. Continuamos enfrentando as especialidades e as cirurgias eletivas, mas a prioridade passa a ser a atenção primária. As UBSs serão o foco deste ano, com investimento em estrutura física, segurança, veículos, equipamentos e, principalmente, valorização e capacitação das equipes”, disse.



Vencedora da licitação, a empresa Engenharia Velloso Ltda ficará responsável pela execução da obra. Os serviços terão início em até dez dias e o prazo de conclusão é de seis meses. O investimento será de R$ 481.095,10, com recursos federais e contrapartida municipal. Segundo o secretário municipal de Saúde, médico Guilherme de Paula, a unidade será ampliada em 163,63 metros quadrados, passando a abrigar quatro novos consultórios, sala de triagem, copa, sala de agentes, depósito de material de limpeza e banheiro para funcionários, além de nova fossa séptica e sumidouro. A obra inclui ainda pintura, adequação de esquadrias, reforma de ambientes com demolição e construção de paredes, instalação de bancadas e cubas e substituição de revestimentos. “Desde o início da gestão sempre defendo que mudar a realidade da saúde pública não é algo impossível. Dá trabalho, exige empenho e escolhas corretas, mas é totalmente possível. Nossa missão neste ano é levar mais conforto para os servidores, elevar o padrão das unidades básicas e pensar a saúde com visão de primeiro mundo, para entregar um serviço cada vez melhor à população”, afirmou.

O secretário também lembrou que, quando a atual gestão assumiu, encontrou unidades básicas com infiltrações, telhados danificados, pilares comprometidos, salas alagando e ambientes com temperaturas inadequadas. Morador do distrito, o vice-prefeito e secretário municipal de Governo, Marcos da Vila Reis, destacou o significado do investimento. “Este lugar é a minha casa. Esta UBS tem 23 anos e foi construída em um momento em que parecia enorme para a realidade da época. Hoje, mais de duas décadas depois, estamos aqui para mais do que dobrar o seu tamanho. Isso é extremamente importante para a Vila Reis, maior distrito de Apucarana. É aqui que vacinei meus filhos, é aqui que está a minha ficha, é aqui que muitas famílias constroem sua história com a saúde pública. A estrutura já não comportava a demanda e essa obra era esperada há muito tempo”, afirmou, também agradecendo à deputada federal Luisa Canziani e aos vereadores Moisés Tavares e Luciano Facchiano pela parceria que viabilizou o projeto.

Também prestigiaram o evento o secretário municipal de Obras, engenheiro civil Mateus Franciscon Fernandes, o representante da empresa executora da obra, Deyves Velloso Rodrigues, a enfermeira-chefe da UBS, Thamires Rocha, a assessora do vereador Moisés Tavares, Ana Jéssica Cartoni, além de outros membros do secretariado municipal e da equipe da unidade de saúde.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

Serviço Social da Autarquia de Saúde de Apucarana vai atender no prédio do PAI, local estratégico e de fácil acesso

Mudança integra planejamento da gestão municipal para concentrar serviços estratégicos, ampliar a estrutura de atendimento e consolidar o local como novo polo da saúde pública em Apucarana


A Autarquia Municipal de Saúde (AMS) de Apucarana informa que, a partir desta quinta-feira (29/01), o Departamento de Serviço Social passa a atender em novo local, junto ao prédio onde já funcionam o Pronto Atendimento Infantil (PAI) e o Ambulatório de Residência Médica em Dermatologia, localizado na Rua Miguel Simião, nº 69, região central da cidade.

O prefeito Rodolfo Mota salienta que a mudança de endereço integra um planejamento maior da administração municipal. “Estamos ativando gradativamente o prédio da Miguel Simião, que foi reformado e ampliado, para consolidá-lo como um grande complexo de saúde de Apucarana, reunindo serviços estratégicos em um único local, com melhor estrutura, acessibilidade e fluxo de atendimento para a população”, explicou o prefeito.

Conforme relata o secretário municipal da Saúde, médico Guilherme de Paula, o departamento é responsável pelo acompanhamento social de pacientes no território e pelo encaminhamento e orientação para acesso a diversos benefícios e serviços de saúde, entre eles: concessão de prótese auditiva, óculos, órtese, prótese e meios auxiliares de locomoção, fornecimento de fraldas geriátricas, encaminhamento para casa de apoio, suplementação alimentar e fórmula infantil, além da distribuição de bolsas de colostomia. “A mudança tem como objetivo facilitar o acesso da população aos serviços e concentrar atendimentos em um ponto já conhecido pelos usuários do sistema público de saúde”, explica o secretário.

Até então, o departamento atende em sala junto à sede administrativa da AMS, no bairro Barra Funda. O horário de atendimento do Serviço Social permanecerá inalterado, sendo de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12 horas e das 13 às 17 horas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3422-4000.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

VÍDEO – Mara Maravilha cola em ato de Nikolas e se vende como candidata ao Senado


     Mara Maravilha durante ato de Nikolas Ferreira em Brasília. Foto: Reprodução

A ex-apresentadora infantil Mara Maravilha afirmou que considera a possibilidade de ingressar na política após participar, no domingo (25), da manifestação organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A declaração foi feita por meio de uma postagem em suas redes sociais. “Ainda não sou filiada a nenhum partido mas compartilho com vocês a ideia de ser a primeira senadora baiana eleita pelo estado de São Paulo, em prol do nosso Brasil”, escreveu.

Na publicação, ela disse que a eventual candidatura ainda está no campo das intenções e que a motivação estaria ligada à sua “origem humilde, nordestina e baiana”, além do engajamento político demonstrado ao participar do ato, que classificou como uma ação de “patriota”.

O evento do qual Mara participou foi liderado por Nikolas e integrou uma caminhada iniciada em Paracatu, no interior de Minas Gerais. O ponto de partida foi o quilômetro 30 da BR-040, com destino a Brasília.

De acordo com o deputado, o percurso total previsto é de cerca de 240 quilômetros. Após o início da mobilização, Nikolas passou a divulgar imagens e vídeos da caminhada por meio dos Stories do Instagram.

O ato organizado por Nikolas teve feridos após um raio cair na região em que ocorria a concentração, na Praça do Cruzeiro. O Corpo de Bombeiros disse que 89 pessoas foram atendidas no local, e 47 foram levadas a dois hospitais.

Fonte: DCM

Carluxo é acusado por bolsonaristas de manipular VÍDEO da caminhada de Nikolas

 

Carlos Bolsonaro e Nikolas Ferreira. Foto: Reprodução
Aliados do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) acusaram o ex-vereador Carlos Bolsonaro de manipular um vídeo divulgado nas redes sociais com imagens da caminhada realizada entre Minas Gerais e Brasília. O episódio gerou desconforto entre integrantes do entorno do parlamentar mineiro.

Segundo a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, o vídeo foi publicado por Carlos nos Stories do Instagram e mostra um trecho da caminhada quando o grupo passou pela cidade de Luziânia, na noite de sexta (23). A gravação rapidamente circulou entre apoiadores e integrantes da base bolsonarista.

Segundo aliados de Nikolas, o conteúdo divulgado teria sido editado com a inserção de um áudio falso. Na versão publicada por Carlos, é possível ouvir apoiadores gritando “Volta, Bolsonaro”, o que, de acordo com esses interlocutores, não ocorreu no local.

Ainda conforme aliados do deputado, o vídeo original mostra os participantes entoando outro canto. “Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”, diz o coro registrado nas imagens, sem qualquer menção ao ex-presidente.

A publicação foi interpretada por pessoas próximas a Nikolas como uma tentativa de associar o ato diretamente à família Bolsonaro, alterando o sentido político da mobilização. O episódio aprofundou tensões internas entre grupos que disputam protagonismo dentro do campo bolsonarista.

Veja os vídeos:


Fonte: DCM com informações da Metrópoles

Lula pede a Trump que Conselho da Paz se limite a Gaza e defende assento da Palestina


Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Lula, durante encontro na Malásia. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula telefonou para seu homólogo americano, Donald Trump, e pediu que o chamado “Conselho da Paz” proposto pelo governo dos Estados Unidos se limite à resolução da guerra na Faixa de Gaza. A conversa ocorreu após o lançamento da iniciativa durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Durante o diálogo, Lula também defendeu que o conselho “preveja assento para a Palestina”. O Brasil foi convidado a integrar o grupo, mas ainda não respondeu formalmente. Para o Palácio do Planalto, a ausência do Estado palestino, ao lado da presença de Israel, é um dos principais problemas da proposta.

O formato e o funcionamento do conselho ainda não estão definidos. A iniciativa foi anunciada pelos Estados Unidos em um evento esvaziado em Davos, sem a participação do Brasil. Até o momento, não há detalhes claros sobre atribuições, composição ou poder decisório do novo organismo.

Um dos pontos centrais da crítica de Lula é que a proposta de Trump restringe ainda mais o debate global sobre segurança internacional. O presidente brasileiro tem defendido uma reforma mais ampla da Organização das Nações Unidas (ONU), com ampliação do número de países com assento permanente no Conselho de Segurança.

Atualmente, cinco países possuem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU. A proposta americana reduziria esse poder a apenas um país, os Estados Unidos, o que vai na contramão da posição histórica defendida pelo Brasil.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o lançamento do “Conselho da Paz”. Foto: Denis Balibouse/Reuters
Até agora, o governo brasileiro não confirmou se aceitará o convite para integrar o conselho. Diplomatas afirmam ao UOL que “o martelo ainda não foi batido”, mas indicam pouco entusiasmo com a iniciativa, especialmente devido à posição de comando exercida por Trump no desenho do órgão.

Lula e Trump conversaram por cerca de 50 minutos. Segundo nota divulgada pelo Planalto, o presidente brasileiro aproveitou o contato para reiterar posições já conhecidas da diplomacia nacional no cenário internacional.

“Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança”, informou o governo brasileiro no comunicado oficial.

Segundo o Planalto, os dois ainda “trocaram impressões sobre a situação da Venezuela” e combinaram um encontro presencial durante uma visita a Washington. A viagem do petista deve ocorrer após sua volta de agenda na Índia e na Coreia do Sul, em fevereiro.

Veja o comunicado divulgado por Lula após a conversa:

Fonte: DCM

Justiça manda apreender passaporte de bolsonarista dono da Polishop por dívida com banco


       João Appolinário. Foto: Renato Pizzutto

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio e a apreensão do passaporte do empresário bolsonarista João Appolinário, fundador da Polishop, pelo prazo de 2 anos. A ordem foi expedida pelo juiz Douglas Ravacci e atende a um pedido do banco Itaú, que cobra uma dívida estimada em cerca de R$ 1,9 milhão.

Segundo o processo, obtido pela coluna de Rogério Gentile no UOL, a Polishop contratou em 2020 um empréstimo de R$ 5 milhões, a ser quitado em 42 parcelas mensais, com vencimento final previsto para dezembro de 2024.

O Itaú afirma que os pagamentos foram interrompidos em abril de 2024, o que motivou o ajuizamento da ação no ano passado. Appolinário assinou o contrato como devedor solidário, assumindo responsabilidade direta pela dívida.

Diante da inadimplência, o banco pediu a apreensão do passaporte como forma de pressionar o cumprimento da obrigação financeira. A medida também foi estendida a outro sócio da empresa. Na ação, o Itaú citou o perfil patrimonial do empresário.

Entrada de loja Polishop. Foto: reprodução
“Estamos diante de uma execução movida em face de ninguém menos do que o ‘tubarão’, João Appolinário, que declarou ao Fisco patrimônio superior a R$ 170 milhões”, afirmou o banco, citando a participação do empresário no programa “Shark Tank Brasil”.

A instituição financeira alegou ainda que, apesar da adoção de medidas tradicionais de cobrança, não houve pagamento de “um único real”. Para o Itaú, “a ausência de satisfação da dívida não é uma coincidência qualquer, mas sim decorrência do animus dos devedores em perpetrarem manobras para fins de frustrar a recuperação do crédito”.

Ao autorizar a apreensão do passaporte, o juiz afirmou que a medida é “adequada, necessária e proporcional”, podendo ser revista caso haja cooperação dos executados ou indicação de bens suficientes para garantir o crédito. A defesa de Appolinário pode recorrer.

Fonte: DCM com informações do UOL

VÍDEO: Cleitinho culpa a esquerda por raio em ato de Nikolas e transforma tragédia em palanque

O senador bolsonarista Cleitinho Azevedo (Republicanos). Foto: Reprodução

O senador bolsonarista Cleitinho Azevedo (Republicanos) atribuiu à esquerda a responsabilidade pelas reações ao incidente que deixou dezenas de pessoas feridas ao final da caminhada liderada por Nikolas Ferreira, realizada neste domingo, em Brasília.

Cleitinho criticou progressistas após a queda de um raio nas proximidades do ato organizado pelo deputado federal, afirmando que adversários políticos e influenciadores estariam debochando das vítimas.

Segundo o parlamentar, o episódio ocorreu durante a caminhada em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e estaria sendo explorado politicamente por setores da oposição.

O raio caiu por volta das 12h50, no momento em que manifestantes aguardavam a chegada de Nikolas ao local que marcou o fim da marcha iniciada em Minas Gerais. Segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, 89 pessoas receberam atendimento no local e 47 foram levadas ao pronto-socorro. Até a noite de domingo, ao menos nove permaneciam internadas.

Ao comentar o episódio, Cleitinho disse prestar solidariedade às vítimas, mas direcionou críticas à esquerda. “Pessoas infelizmente foram atingidas por raios. Fica aqui minha solidariedade, minha oração. (…) Agora, o que mais me chama a atenção disso tudo é esse pessoal de esquerda. Inclusive, já tem político e influencer debochando dessas pessoas, em vez de ter empatia. (…) Foram essas pessoas que falaram que o amor ia vencer o ódio. (…) E pode ter certeza de que neste ano a gente vira o jogo”, disse.

Na legenda da publicação, o bolsonarista reforçou o ataque: “Esse é o nível de mau caratismo da esquerda, comemorando o raio que atingiu pessoas que estavam esperando a chegada de Nikolas na caminhada pela liberdade — isso é justiça”.

De acordo com os bombeiros, os manifestantes estavam apoiados em um gradil na Praça do Cruzeiro, o que potencializou os efeitos da descarga elétrica.

Assista abaixo:

Fonte: DCM

Quem financiou e foi cúmplice do desastre de Nikolas em Brasília

Ato liderado por Nikolas Ferreira, em Brasília, neste domingo (25). Foto: Sergio Lima/AFP

O que seria o encerramento simbólico de uma caminhada de centenas de quilômetros liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) terminou em correria, gritos e ambulâncias abrindo caminho entre apoiadores feridos. A queda de um raio nas proximidades do evento, em área aberta de Brasília, deixou dezenas de pessoas machucadas e levantou uma pergunta inevitável: quem sustentou politicamente e institucionalmente uma mobilização mantida sob condições climáticas já classificadas como perigosas?

De acordo com os dados divulgados pelos serviços de emergência, 42 vítimas estavam estáveis, conscientes e orientadas. Outras 30 precisaram ser encaminhadas ao Hospital de Base do DF e ao Hospital Regional da Asa Norte. Oito apresentavam estado grave. Houve registro de queimaduras, especialmente em mãos e tórax, além de torções e quadros de exaustão térmica ligados ao esforço físico prolongado e ao tempo instável.

Não se tratava de uma mudança repentina do clima. Desde a sexta-feira anterior, o Distrito Federal estava sob alerta laranja para chuvas intensas, com risco de descargas elétricas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. Manter um ato político de grande porte em campo aberto, com estruturas metálicas elevadas — como guindastes e grades — significou expor milhares de pessoas a um cenário já descrito como perigoso por órgãos técnicos.

Testemunhos e registros em vídeo indicam que a descarga elétrica atingiu um guindaste que sustentava uma bandeira, estrutura que funcionou, na prática, como ponto de atração para o raio no meio da multidão. Manifestantes que tentavam se proteger da chuva acabaram atingidos ou feridos na confusão que se seguiu.

O Corpo de Bombeiros do DF atuou rapidamente, mobilizando dezenas de profissionais e viaturas. Ainda assim, a dimensão do atendimento revela o tamanho do risco ao qual o público foi submetido.

● Responsabilidade política e silêncio no palanque

A discussão sobre responsabilidade não se limita ao instante do raio. Minutos depois de apoiadores serem retirados em macas, o discurso final do deputado priorizou ataques a instituições e pautas eleitorais. Não houve referência direta às pessoas que, naquele momento, estavam sendo socorridas ou levadas a hospitais.

Além de Nikolas Ferreira, outros parlamentares participaram da mobilização e da organização do ato na capital, entre eles a deputada Bia Kicis (PL-DF). A decisão de manter a programação mesmo com alertas meteorológicos em vigor passa, portanto, por um conjunto de lideranças que convocaram público, estruturaram o evento e definiram sua continuidade.

● O apoio do setor produtivo

A caminhada que terminou em Brasília também recebeu respaldo público de entidades de peso do setor produtivo de Minas Gerais. Federações ligadas à indústria, ao comércio, ao agronegócio e a associações empresariais divulgaram nota defendendo mobilizações em nome da “liberdade” e da participação cívica. O texto não citava nominalmente o evento, mas fazia referências claras à iniciativa liderada por Nikolas.

Assinam o documento entidades como FIEMG, Fecomércio MG, FAEMG, Federaminas, FCDL-MG e CIEMG. Ao oferecerem apoio institucional e simbólico à mobilização, essas organizações ajudaram a conferir legitimidade política ao ato e a ampliar seu alcance.

Esse apoio não significa, por si só, responsabilidade direta pela logística ou pelas decisões operacionais do evento. Ainda assim, levanta um debate sobre o papel de atores econômicos influentes ao endossar grandes concentrações públicas sem cobrar garantias explícitas de segurança, sobretudo quando há alertas oficiais de risco climático.

● Um desastre que não veio do nada

Tempestades com descargas elétricas são fenômenos previsíveis e monitorados. Protocolos básicos de segurança recomendam evitar áreas abertas, estruturas metálicas altas e aglomerações durante esse tipo de condição. Ignorar esses parâmetros em nome de um ato político transforma um risco conhecido em escolha consciente.

O resultado foi uma cena que contrasta com o discurso de celebração planejado: pessoas feridas, equipes médicas sobrecarregadas e famílias buscando informações em meio ao caos. Mais do que um episódio isolado, o caso escancara como decisões políticas, apoio institucional e desprezo por alertas técnicos podem convergir para produzir tragédias anunciadas.

A apuração sobre responsabilidades legais e administrativas ainda deve avançar. No plano político e moral, porém, a pergunta já está posta: quem convocou, quem incentivou e quem deu aval público para que milhares de pessoas permanecessem expostas a um perigo que já estava no radar?

Fonte: DCM