terça-feira, 16 de dezembro de 2025

No Ceará, Ciro lidera em cenário com Elmano, mas Camilo vence em disputa direta

Paraná mostra cenários variados para o governo estadual em 2026; aprovação de Elmano cai para 55,9%

     Ciro Gomes (Foto: Reuters)

Uma pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas entre os dias 12 e 15 de dezembro de 2025, com 1.508 eleitores cearenses e margem de erro de 2,6 pontos percentuais, revelou um quadro eleitoral dinâmico e segmentado para o Governo do Estado em 2026. Os dados, divulgados na terça-feira (16), mostram que o desempenho dos pré-candidatos varia significativamente dependendo dos nomes presentes na disputa.

No cenário estimulado mais abrangente, que inclui Ciro Gomes (PDT), Elmano de Freitas (PT) e Eduardo Girão (Podemos), Ciro lidera com 46% das intenções de voto, seguido por Elmano, atual governador, com 33,2%. Girão aparece com 9,6%. No entanto, se o ex-governador Camilo Santana (PT) entrar na corrida, o quadro se inverte: Camilo assume a dianteira com 45%, Ciro cai para 36,8% e Girão para 8,2%. Em um terceiro cenário, sem Ciro e Camilo, Elmano lidera com 42,2%, à frente de Roberto Cláudio (23,1%) e Eduardo Girão (15,5%).

A rejeição é um fator relevante. Eduardo Girão (25,9%) e Elmano de Freitas (25,3%) lideram o índice de eleitores que afirmam não votar neles "de jeito nenhum". Ciro Gomes tem a menor rejeição entre os principais nomes, com 11,7%.

A pesquisa também investigou a situação para o Senado Federal. Na pergunta espontânea, 81,8% não souberam ou não opinaram sobre um candidato, indicando baixo protagonismo da disputa até o momento. Em cenário estimulado, Eunício Oliveira (37,3%), Eduardo Girão (28,8%) e José Guimarães (24,3%) surgem como os mais citados. José Guimarães também lidera a rejeição para a vaga de senador, com 21,2%.

⊛ Avaliação do Governo

A administração do governador Elmano de Freitas tem aprovação de 55,9% e desaprovação de 40,9%. Em comparação com maio de 2025, houve uma queda de 2,8 pontos percentuais na aprovação e um aumento de 3,8 pontos na desaprovação. A avaliação positiva ("ótima" ou "boa") soma 39,8%, enquanto a negativa ("ruim" ou "péssima") atinge 30,5%. A avaliação "regular" é a mais frequente, com 28,2%.

A aprovação é mais alta entre eleitores do sexo feminino (58%), com 60 anos ou mais (61,2%), com ensino fundamental (64,7%) e entre os não economicamente ativos (60,2%). A desaprovação é maior entre homens (45,5%), eleitores de 25 a 34 anos (49,8%) e com ensino superior (48,4%).

⊛ Perfil da Amostra

A pesquisa ouviu 793 mulheres e 715 homens. A maioria (68,5%) faz parte da População Economicamente Ativa (PEA). Em termos de escolaridade, 79,8% dos entrevistados têm até o ensino médio completo. A faixa etária mais representada é a de 45 a 59 anos (24,3%).

Fonte: Brasil 247

Saiba quanto Zezé Di Camargo faturou com shows em cidades pequenas


      O sertanejo bolsonarista Zezé Di Camargo. Foto: Reprodução/SBT

O bolsonarista Zezé Di Camargo recebeu, entre 2024 e 2025, pelo menos R$ 2,21 milhões de prefeituras para shows em cidades pequenas. Um exemplo é o show em Teresina de Goiás, com 2.701 habitantes, onde a prefeitura pagou R$ 380 mil, equivalente a R$ 141 por habitante.

Em outras cidades, os valores também foram elevados, de R$ 400 a R$ 500 mil. O cantor chegou a ser contratado pela prefeitura de São José do Egito (PE) para uma apresentação em 2026, mas o show foi cancelado

Em Nazário (GO), com 8.189 habitantes, a prefeitura desembolsou R$ 400 mil para um show durante o rodeio, uma quantia que se aproxima do total destinado ao Fundo Municipal de Meio Ambiente, que somou R$ 508 mil.

Em Ribeirão Branco (SP), com 18.627 habitantes, o cachê pago foi de R$ 480 mil, enquanto em Inhapim (MG), com 22.692 habitantes, o contrato chegou a R$ 454,5 mil. O maior cachê registrado foi pago por Jales (SP), com 48.776 moradores, que desembolsou R$ 500 mil para o show.

Todos esses contratos foram firmados sem licitação, baseados na inexigibilidade de licitação para artistas de renome, conforme prevê a lei.

Zezé Di Camargo ao lado de Jair e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

Parte desses shows foram contratados com recursos federais, que são destinados pelo governo, atualmente chefiado por Lula. O bolsonarista virou notícia nesta semana por atacar o SBT após um convite para que o petista participasse da inauguração do canal de notícias da emissora.

Ele afirmou que as filhas de Silvio Santos, fundador do SBT, estariam se “prostituindo”. Ele rompeu com o canal, atualmente comandado por Patrícia Abravanel, Daniela Beyruti, Silvia Abravanel e Renata Abravanel, e pediu para que seu especial de Natal não seja exibido.

Fonte: DCM

Lula vence Flávio, Tarcísio e outros nomes da direita em 2026, diz Quaest


O presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça (16) mostra que o presidente Lula venceria todos os nomes da direita em um segundo turno nas eleições presidenciais de 2026. Em um cenário contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), agora pré-candidato, o petista lidera com 46% das intenções de voto, enquanto o parlamentar tem 36%.

Na última vez em que o cenário foi testado, em agosto, Lula tinha 48% e Flávio, que anunciou sua pré-candidatura no início de dezembro, 32%.

Os resultados foram similares em um confronto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), onde Lula obteve 45% contra 35% do governador. Indecisos são 3% e branco, nulo ou não vai votar somam 15%.

A pesquisa também incluiu cenários com outros nomes da direita, como o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD); o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União); e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O presidente mantém vantagem em todos os cenários.

Cenários de segundo turno em 2026. Foto: Reprodução/Quaest

No cenário com Ratinho Jr., Lula também superaria o governador, com 45% contra 35%. Em relação a Caiado, o presidente teria 44%, enquanto o governador de Goiás ficaria com 33%. No caso de Zema, Lula lideraria com 45% das intenções de voto, contra 33% de Zema.

Os cenários apresentaram um número alto de eleitores indecisos, com uma média de 3% a 4% em todos os casos. Eleitores que votariam branco, nulo, ou não votariam variam entre 15% e 20%, dependendo do cenário testado.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre 11 e 14 de dezembro, entrevistando 2.004 eleitores em todo o Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: DCM

Motta recua e desiste de pautar cassação de Ramagem no plenário


      O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Foto: Reprodução

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu não levar para votação no plenário o pedido de perda do mandato do deputado bolsonarista Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na trama golpista. Em vez disso, o parlamentar optou por deixar a decisão nas mãos da Mesa Diretora da Casa, seguindo o mesmo procedimento adotado pela Corte em relação à ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP).

Segundo aliados de Motta ouvidos pela coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, a ideia é amenizar o clima tenso com o STF. A medida também reflete uma tentativa de reduzir as pressões relacionadas ao caso de Zambelli e à operação da Polícia Federal contra uma ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL).

A Mesa Diretora da Câmara, composta por vários parlamentares, terá agora a responsabilidade de decidir sobre a cassação dos mandatos de Ramagem e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que já acumulou faltas suficientes para perder o cargo. Ambos os casos estão sendo acompanhados de perto pela imprensa e por diferentes setores do governo.

Ramagem fugiu para os Estados Unidos e está atualmente em Orlando. A decisão de Hugo Motta gerou surpresa dentro do PL, seu partido. O líder da sigla na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou que não foi informado previamente sobre a postura do presidente da Casa e que, apesar de uma conversa recente entre eles, o assunto não foi abordado.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
A expectativa agora gira em torno do posicionamento da Mesa Diretora da Câmara, que deve decidir nos próximos dias sobre a cassação de Ramagem e de Eduardo.

A Primeira Turma do Supremo já havia determinado que a perda do mandato fosse decretada pela Mesa Diretora da Câmara, com base em um entendimento que considera a impossibilidade de um parlamentar condenado a prisão em regime fechado de comparecer às sessões.

O STF determinou a perda do mandato de Ramagem com base no entendimento de que o artigo 56 da Constituição prevê a cassação de parlamentares ausentes por mais de 120 dias.

Fonte: DCM

O único réu do núcleo 2 da trama golpista que Moraes absolveu


     O delegado da Polícia Federal Fernando Oliveira. Foto: Divulgação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (16) pela absolvição do delegado da Polícia Federal Fernando Oliveira no caso da tentativa de golpe de Estado em 2022.

Ex-secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, ele foi acusado de integrar o “núcleo 2” de uma organização criminosa que planejava garantir a permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, mesmo após sua derrota nas urnas.

Moraes defendeu que Oliveira fosse exonerado de todos os crimes pelos quais foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Entre os crimes atribuídos ao delegado estavam golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, organização criminosa e dano qualificado.

O ministro concluiu que não havia elementos suficientes para sustentá-lo entre os réus condenados pela trama golpista. Em sua decisão, ele explicou que a organização criminosa agiu desde meados de 2020 para perpetuar seu poder político.

Ele também destacou que a atuação de pessoas como o general Mário Fernandes e outros réus foi decisiva para a realização de ações de monitoramento de autoridades e elaboração de planos que visavam subverter a ordem democrática.

O ministro Alexandre de Moraes. Foto: Divulgação
Para Moraes, as provas mostravam claramente a tentativa de utilizar o aparato estatal para impedir a votação, especialmente no Nordeste, durante as eleições de 2022. A acusação da PGR apontou que o grupo de réus coordenou ações para manter Bolsonaro no poder e também estava envolvido no planejamento dos ataques de 8 de janeiro, quando os prédios dos Três Poderes foram invadidos.

Outros envolvidos no caso, como o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, e o ex-assessor de Bolsonaro Filipe Martins, foram condenados. Porém, o caso de Oliveira se destacou devido à sua absolvição, o que gerou repercussão no cenário político.

O ministro também se manifestou contra o uso indevido das forças policiais para implementar esse plano. Ele afirmou que o direcionamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o segundo turno das eleições foi um claro desvio de finalidade, com o objetivo de obstruir a votação de eleitores que simpatizavam com o adversário político.

A ministra Cármen Lúcia também criticou a tentativa de desrespeitar o Estado Democrático de Direito, enfatizando a importância da ética e da dignidade profissional dentro das instituições públicas. A sessão foi suspensa após o voto de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin ainda deverão emitir seus votos.

Fonte: DCM

Flávio Bolsonaro comete erro de português ao atacar Lula nas redes sociais

Candidato da extrema direita ao Planalto fala que pesquisas começaram a “capitar” sua candidatura

    Flávio Bolsonaro (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

O senador Flávio Bolsonaro voltou a usar as redes sociais para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comentar pesquisas de opinião, mas acabou chamando atenção por um erro de português cometido na própria publicação.

No texto, o parlamentar afirma que os levantamentos eleitorais já começam a refletir um movimento político contrário ao governo, mas utiliza de forma equivocada o verbo “capitar”, quando o correto, no contexto, seria “captar”. A postagem original foi publicada no X.

“As pesquisas, mesmo as petistas, começam a capitar a onda que nasceu nos últimos dias. Mas ainda estão longe de mostrar todo o retrato. Vamos para cima! Nossa missão é impedir Lula de destruir o Brasil”, escreveu Flávio Bolsonaro.

O erro gramatical gerou comentários e críticas nas redes, onde usuários destacaram a falta do domínio sobre a própria língua por um candidato à Presidência.

 

Fonte: Brasil 247

Garotinho prevê prisão de deputados e afastamento de Cláudio Castro após nova operação da PF

Polícia Federal prendeu desembargador e realizou buscas em endereços ligados a Rodrigo Bacellar e Macário Júdice Neto

     Anthony Garotinho e Cláudio Castro (Foto: ABr)

Uma nova fase das investigações da Polícia Federal no Rio de Janeiro reacendeu a crise política no estado nesta terça-feira (16), com a prisão do desembargador Macário Júdice Neto e o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, além de pessoas próximas a ambos. A operação tem como foco a apuração de vazamentos de informações sigilosas e a suposta conexão entre agentes públicos e o crime organizado.

As informações e avaliações sobre a ofensiva policial foram divulgadas pelo ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, em publicações feitas em suas redes sociais ao longo do dia. Segundo ele, a prisão do desembargador está relacionada à suspeita de vazamento de dados de investigações sensíveis que teriam beneficiado integrantes do Comando Vermelho.

De acordo com Garotinho, a Polícia Federal prendeu Macário Júdice Neto por suspeita de ter vazado detalhes da operação que mirava o deputado conhecido como TH Joias, investigado por envolvimento com tráfico de drogas e associação criminosa. A ação faz parte da chamada Operação Unha e Carne, que, segundo o ex-governador, busca identificar como informações confidenciais teriam obstruído a Operação Zargun.

“O STF ordenou à Polícia Federal que investigasse laços entre agentes públicos e criminosos no Rio. Ao todo, são dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão”, afirmou Garotinho ao detalhar o alcance da operação, que ocorreu tanto no Rio de Janeiro quanto no Espírito Santo.

Nas declarações, o ex-governador sustentou que a investigação avança sobre o que classificou como um “núcleo político-jurídico do Comando Vermelho”. “Há outros detalhes muito importantes nessa segunda fase da operação que tenta desmontar o núcleo político-jurídico do Comando Vermelho. O Rodrigo Bacellar é alvo de novas buscas e apreensões. Eu avisei e está tudo acontecendo. Vai ser um estrago”, disse.

Garotinho também relacionou a prisão do desembargador a episódios anteriores envolvendo Bacellar. Segundo ele, “o desembargador Macário Júdice é aquele que, quando foi decretada a prisão do Bacellar, o ministro Alexandre de Moraes pediu informações ao desembargador sobre a Operação Oricalco”, operação que, de acordo com suas palavras, “visa a prisão de outros deputados e do próprio Rodrigo Bacellar”.

O ex-governador afirmou ainda que a Polícia Federal estaria próxima de prender o operador financeiro ligado a Bacellar. “Está praticamente confirmada: será nos próximos dias a prisão do operador financeiro de Rodrigo Bacellar. Ele é o empresário do ramo de combustíveis chamado Fernando Trabach”, declarou. Em tom de alerta, acrescentou: “Fernando Trabach já meteu o pé e já saiu do Brasil. Está fugido”.

Outro ponto destacado foi a suspeita de que recursos do Comando Vermelho teriam sido lavados por meio de empresas do setor de combustíveis. “É, em grande parte, nos postos de gasolina dele [Trabach] que os recursos do Comando Vermelho são lavados”, afirmou Garotinho.

As suspeitas sobre o vazamento de informações incluem relatos de encontros pessoais entre os investigados. “O desembargador Macário Júdice estava jantando com o Rodrigo Bacellar no momento em que Bacellar telefonou para TH Joias informando da operação que haveria contra ele no dia seguinte”, disse, acrescentando que “o desembargador é hoje o maior suspeito de ter vazado as informações”.

Segundo Garotinho, as investigações já teriam identificado conversas frequentes entre Macário Júdice e Bacellar a partir da análise do telefone do ex-presidente da Alerj. “Mas olha, o principal ainda não aconteceu. Esperem. Os senhores vão ver o que vai vir por aí”, afirmou.

Entre os alvos das buscas está Rui Bulhões, descrito por Garotinho como uma das pessoas mais próximas a Bacellar. “Ele, dentro da Assembleia, era uma espécie de presidente sem mandato. Ele que dava ordens”, disse, ao relatar o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência de Bulhões, em Campos.

Garotinho avaliou que a situação na Assembleia Legislativa tende a se agravar. “A Polícia Federal pede a prisão de mais cinco deputados. A situação na Assembleia do Rio vai se agravando a cada momento”, declarou, mencionando ainda que parlamentares que votaram pela soltura de Bacellar “devem estar profundamente arrependidos”.

Ao final de suas declarações, o ex-governador projetou desdobramentos mais amplos da crise. “Não se surpreendam se acontecer alguma coisa envolvendo o governador Cláudio Castro. Minha avaliação é que Cláudio Castro vai ser afastado em breve”, afirmou.

As investigações também alcançaram familiares do desembargador preso. Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido no Espírito Santo, na residência de Flávia Ferraço Lops Júdice, esposa de Macário Júdice. Segundo Garotinho, ela ocupava cargo de confiança na Diretoria-Geral da Alerj e pediu demissão após o caso vir a público.

Fonte: Brasil 247

Lindbergh nega problemas pessoais com Motta, mas critica agenda da Câmara

Líder do PT diz que temas pautados no plenário de modo "meio errático" surpreenderam a base aliada

     Lindbergh Farias (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), negou ter qualquer problema pessoal com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), mas fez duras críticas à forma como a agenda legislativa vem sendo conduzida. Segundo o parlamentar, divergências recentes estiveram relacionadas exclusivamente às pautas levadas ao plenário e à maneira como decisões foram tomadas, o que, na avaliação dele, gerou instabilidade política.

Lindbergh destacou que os embates com a presidência da Casa não dizem respeito a relações individuais, mas ao conteúdo e ao ritmo das votações. “Eu nunca tive problema, nunca tivemos problema pessoal. O problema de tudo foi a agenda que foi colocada aqui em curso, que não tem jeito. Com agenda como aquela, a gente teve que demarcar o campo e fazer disputa política”, afirmou.

O líder petista também criticou o que classificou como um comportamento “meio errático” na definição das pautas, apontando que a falta de previsibilidade contribuiu para momentos de tensão entre o Legislativo e o Executivo. Para ele, decisões tomadas sem articulação adequada acabaram surpreendendo o governo em votações estratégicas.

Entre os episódios citados, Lindbergh lembrou derrotas sofridas pelo Planalto, como a derrubada do decreto do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), a tramitação da chamada PEC da Blindagem, a aprovação da urgência do PL da Anistia e a perda de validade da medida provisória que tratava de alternativas ao aumento do IOF. Segundo ele, em alguns casos, o governo sequer teve tempo de se preparar para o resultado em plenário.

“A gente soube da votação do IOF no Twitter, às 11 horas da noite. Nós fomos para a votação e a votação foi anunciada com a maior derrota de todos os tempos. A gente não teve 100 votos, teve 98 votos. Mas eu posso dizer que ali começou a virada de jogo nossa aqui no Parlamento e também do governo na sociedade. Aquilo é o marco do início de uma recuperação”, declarou.

Na avaliação do deputado, os confrontos no Congresso tiveram papel relevante na recomposição da imagem do governo junto à sociedade. Ele considera que, a partir desses episódios, o Executivo iniciou um processo de fortalecimento político que pode refletir positivamente no cenário eleitoral. “O governo entra em 2026 mais forte”, avaliou.

Sobre a relação institucional com Hugo Motta, Lindbergh afirmou que o diálogo foi retomado após um período de tensão. No fim de novembro, o presidente da Câmara havia anunciado o rompimento das relações com o líder do PT, em meio a conflitos sobre a articulação de projetos considerados prioritários pelo governo. O parlamentar confirmou que novas conversas ocorreram recentemente, mas ponderou que o ambiente segue marcado por divergências políticas.

“Aqui a relação é política. É que teve muitos temas que surgiram e foi meio errático”, disse. Ao tratar de possíveis acordos para as eleições de 2026, especialmente na Paraíba, Lindbergh avaliou que o cenário ainda é incerto. Segundo ele, eventuais alianças, como para a disputa ao Senado, dependerão da atuação futura de Hugo Motta em projetos sensíveis, como o PL da Dosimetria e outras propostas de interesse do governo.

Fonte: Brasil 247

Alessandro Vieira vota para rejeitar PL da Dosimetria no Senado

O projeto “abre as portas das prisões”, disse o senador

     Alessandro Vieira (Foto: Marcos Oliveira/Ag. Senado)

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou voto pela rejeição do chamado Projeto da Dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A manifestação foi protocolada nesta terça-feira (16) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, onde a proposta está em análise. As informações são do g1.

No documento, Vieira faz críticas diretas ao conteúdo do projeto e às consequências que ele pode gerar no sistema penal brasileiro.

Em seu voto, o senador afirma que a proposta cria uma contradição no discurso institucional do Parlamento. “O Senado Federal não pode incorrer na incoerência de endurecer o discurso contra o crime organizado com uma mão, prometendo rigor à sociedade, mas, com a outra, aprovar uma legislação que abre as portas das prisões sem qualquer razoabilidade”, escreveu Alessandro Vieira.

O parlamentar sustenta que o projeto não se limita aos casos específicos para os quais foi concebido e pode produzir efeitos amplos e indesejados. Segundo ele, a iniciativa acaba enfraquecendo o enfrentamento à criminalidade e pode incentivar outros condenados a buscar a redução de suas penas com base no mesmo precedente.

Vieira também destaca impactos estruturais da proposta sobre o ordenamento jurídico. Para o senador, a análise do texto evidencia que “as soluções legislativas adotadas geram preocupantes repercussões sistêmicas no ordenamento jurídico brasileiro, extrapolando consideravelmente o âmbito de aplicação originalmente pretendido, e criando insegurança jurídica que, em hipótese alguma, pode ser permitida”.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Moraes vota para condenar cinco réus e absolver delegado da PF em julgamento da trama golpista

Ministro detalha atuação do núcleo 2 e aponta uso indevido da máquina pública após as eleições de 2022

     Ministro Alexandre de Moraes (Foto: Antonio Augusto/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) avançou no julgamento do chamado núcleo 2 da trama golpista investigada após as eleições de 2022, com o voto do ministro Alexandre de Moraes pela condenação de cinco dos seis réus acusados de integrar uma organização criminosa voltada à manutenção do ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, mesmo após a derrota nas urnas. O magistrado também votou pela absolvição do delegado da Polícia Federal Fernando de Sousa Oliveira.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), os acusados atuaram de forma coordenada em ações de monitoramento e neutralização de autoridades públicas, além de participarem da elaboração de um decreto que previa a adoção de medidas excepcionais no país. A acusação também aponta tentativas de interferência no processo eleitoral, com foco em impedir a votação de eleitores, especialmente na região Nordeste.

O núcleo 2 é composto por seis réus: Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal e ex-secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal; Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva e ex-assessor de Jair Bolsonaro; Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor especial de Assuntos Internacionais; Marília Ferreira de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça; Mário Fernandes, general da reserva e ex-secretário-geral da Presidência; e Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal.

◍ Voto de Moraes

Antes de entrar no mérito das acusações, Alexandre de Moraes rejeitou questionamentos processuais levantados pelas defesas, como a alegação de incompetência do STF para julgar o caso e supostos prejuízos decorrentes do volume de provas reunidas. Em seguida, passou a examinar individualmente a conduta atribuída a cada réu.

“A organização criminosa planejava, desde meados de 2020, a sua manutenção do poder”, afirmou o ministro. Em outro trecho, acrescentou: “Uma sucessão de atos executórios, todos eles relacionados entre si, demonstra a forte atuação dessa organização criminosa. Tendo esses réus participado de pelo menos seis momentos importantes nessa tentativa de consumação da perpetuação de poder de um grupo político que se tornou uma verdadeira organização criminosa no país”.

Ao tratar da atuação do general da reserva Mário Fernandes, Moraes destacou a postura do réu diante do cenário político. “É impressionante como essa confusão mental, na mente do réu, faz com que se tente justificar uma atitude golpista, um atentado contra o Estado Democrático de Direito”, disse, ao apontar que o acusado se colocava como um “salvador da pátria” e difundia ataques ao sistema eleitoral.

◍ Atuação da Polícia Rodoviária Federal

O ministro também dedicou parte de seu voto à análise das operações da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições de 2022. Segundo Moraes, houve desvio de finalidade e utilização da máquina estatal em benefício do grupo político investigado.

“Nós sabemos que não é normal, não é legal a utilização da Polícia Federal para produzir boletins de inteligência com base em votação para que a operação seja realizada pela Polícia Rodoviária Federal para obstruir só determinados eleitores tendentes a votar num candidato”, afirmou. Ele ainda rebateu o argumento de que as ações tinham como objetivo o combate ao crime organizado e à compra de votos. “Não é nem função da Polícia Rodoviária Federal”, ressaltou.

Em outro momento, o ministro foi enfático ao criticar a conduta institucional: “Então, claramente houve aqui um desvio de finalidade absolutamente ilícito para auxiliar um determinado grupo político que se transformou em organização criminosa para se manter no poder. Talvez, ministro Zanin, [esse seja] um dos momentos mais vexatórios da história de uma instituição respeitada como a Polícia Rodoviária Federal”.

◍ Posição de Cármen Lúcia e denúncia da PGR

Durante o julgamento, a ministra Cármen Lúcia também se manifestou, destacando o impacto das condutas sobre os valores profissionais e democráticos. “O golpe é isso, é golpear uma estrutura organizada posta numa Constituição”, afirmou. Em seguida, completou: “É muito melancólico a gente ver que as pessoas numa convivência social, num convivência política, não respeitam o Estado de Direito, que vem para impedir que a ânsia por cargos, a ânsia por poder”.

A ministra ainda enfatizou a importância da ética no serviço público. “É importante que não se desconsidere o que são os valores de dignidade profissional, de ética nas carreiras, e que é preciso que realmente se tenha um cuidado com isso. Porque, como eu já lembrei mais de uma vez, a democracia vive do princípio da confiança”.

De acordo com a PGR, o grupo foi responsável por gerir as principais iniciativas da organização criminosa, incluindo o uso das forças policiais para sustentar o ex-presidente no poder, a coordenação do monitoramento de autoridades, a interlocução com lideranças ligadas aos atos de 8 de janeiro de 2023 e a elaboração da chamada minuta do golpe. Os réus respondem por cinco crimes: golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e organização criminosa.

Fonte: Brasil 247

Bolsonaristas temem que PL da Dosimetria fique para depois das eleições de 2026

Alterações articuladas no Senado podem fazer projeto voltar à Câmara e adiar decisão final

São Paulo (SP) - 14/12/2025 - Manifestantes ocupam a Avenida Paulista, na região central da capital paulista, para protestar contra o Congresso Nacional por causa da aprovação do Projeto de Lei (PL) da Dosimetria (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Lideranças ligadas ao bolsonarismo acompanham com apreensão as movimentações no Senado em torno do Projeto de Lei da Dosimetria. O receio é que as mudanças em discussão, conduzidas pelo relator da proposta, senador Esperidião Amin (PP-SC), acabem retardando a tramitação do texto e empurrem a conclusão do processo legislativo para depois das eleições de 2026, informa Igor Gadelha, do Metrópoles.

Segundo a avaliação desse grupo político, eventuais alterações de mérito feitas pelos senadores obrigariam o projeto a retornar à Câmara dos Deputados para uma nova rodada de análise. O cenário, na prática, comprometeria a expectativa de aprovação definitiva ainda no atual calendário legislativo.

Na segunda-feira (15), Esperidião Amin sinalizou que deve acolher uma emenda com o objetivo de deixar explícito no texto que os benefícios previstos no projeto se aplicam exclusivamente aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. A negociação em torno dessa redação ocorre desde a votação da proposta na Câmara e reflete o temor de que, sem esse esclarecimento, o projeto possa ser interpretado de forma a alcançar também crimes comuns.

Para evitar um novo atraso, lideranças bolsonaristas no Senado passaram a atuar nos bastidores para convencer o relator a limitar eventuais ajustes às chamadas emendas de redação. Esse tipo de modificação altera a forma do texto, mas não seu conteúdo, e por isso dispensa uma nova apreciação pela Câmara dos Deputados. Até o momento, contudo, não há consenso sobre essa estratégia.

O PL da Dosimetria foi aprovado pela Câmara na madrugada de quarta-feira (10), após intensa articulação política liderada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A proposta avançou depois de um longo processo de negociações, que envolveu diferentes alas do Congresso e agora enfrenta seu momento mais sensível no Senado.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Zezé di Camargo teria outros incômodos com o SBT e criou narrativa de cancelamento como pretexto para romper com a emissora

A crise entre Zezé Di Camargo e o SBT ganhou novos contornos

      Cantor Zezé Di Camargo (Foto: Reprodução / Instagram)

A crise entre Zezé Di Camargo e o SBT ganhou novos contornos nos bastidores e não se resume apenas às críticas políticas feitas pelo cantor à emissora. Apuração da coluna Fábia Oliveira, no Metrópoles, divulgada nesta segunda-feira (15), indica que a insatisfação do sertanejo estaria ligada também a problemas comerciais envolvendo o especial de Natal gravado para o canal.

O caso veio à tona após Zezé publicar, na madrugada de segunda-feira, um vídeo nas redes sociais com duras críticas ao SBT e às filhas de Silvio Santos, em reação ao convite feito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a inauguração do SBT News. A declaração teve ampla repercussão e culminou no cancelamento do programa especial que iria ao ar nesta quarta-feira (17).

Segundo fontes ouvidas pela coluna, o principal estopim da revolta do artista teria sido o fracasso na venda das cotas de patrocínio do especial de Natal. Nos bastidores, o desempenho comercial do projeto ficou muito abaixo do esperado e gerou incômodo no cantor.

De acordo com as informações apuradas, a tabela cheia do especial girava em torno de R$ 400 mil por cota. Diante da dificuldade em atrair anunciantes, o SBT teria oferecido descontos agressivos, que chegaram a 90% do valor inicial. Ainda assim, as marcas não demonstraram interesse suficiente, e as negociações não avançaram.

O especial, intitulado Natal é Amor, estava programado para ir ao ar às 23h15 da próxima quarta-feira. No entanto, após a repercussão negativa do vídeo publicado por Zezé Di Camargo, a emissora decidiu cancelar a exibição.

Na gravação, o cantor criticou a direção do SBT e fez ataques diretos às herdeiras de Silvio Santos. Em um dos trechos mais polêmicos, Zezé afirmou que as filhas do fundador da emissora estariam “se prostituindo” politicamente e chegou a pedir publicamente que o especial fosse cancelado.

Diante da crise, o SBT se pronunciou oficialmente e confirmou a retirada da atração da grade. Em nota, a emissora declarou: “A Assessoria de Comunicação informa que, após avaliações internas, a cúpula do SBT decidiu por não exibir o Especial ‘Natal é Amor’, que estava programado para a próxima quarta-feira, às 23h00. A emissora divulgará em breve a atração que ocupará o horário.”

A soma entre a frustração comercial do projeto e a controvérsia política teria criado o ambiente para a ruptura pública entre Zezé Di Camargo e o SBT, transformando um impasse interno em um episódio de grande repercussão nas redes sociais e na mídia.

Fonte: Brasil 247

Deputado Antônio Doido é alvo de operação da PF e joga celulares pela janela

O deputado federal Antônio Doido. Foto: reprodução

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão no apartamento funcional do deputado federal Antônio Leocádio dos Santos (MDB-PA), conhecido como Antônio Doido, em operação deflagrada nesta terça-feira (16), a Polícia Federal encontrou celulares arremessados pela janela.

Os aparelhos foram localizados no gramado do prédio e registrados em vídeo pelos agentes, segundo a jornalista Andréia Sadi, da GloboNews. No imóvel, os policiais também apreenderam dinheiro em espécie.

Antônio Doido é um dos principais alvos da Operação Igapó, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. De acordo com a PF, o grupo desviava verbas de emendas parlamentares e recursos estaduais por meio de fraudes em processos licitatórios, utilizando o dinheiro para pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio.

A investigação indica que os valores desviados eram movimentados por meio de um esquema estruturado, com uso de intermediários para dificultar o rastreamento da origem dos recursos. A tentativa de se desfazer dos celulares durante a ação é vista pelos investigadores como indício de obstrução das apurações, já que os aparelhos podem conter mensagens e registros relevantes para o inquérito.

Saques milionários

Policial militar Francisco Galhardo foi preso com R$ 5 milhões em dinheiro vivo em Castanhal (PA), às vésperas das eleições de 2024; valores teriam ligação com esquema investigado pela PGR – Foto: Reprodução

A Procuradoria-Geral da República passou a investigar Antônio Doido após a prisão de dois aliados próximos do deputado, flagrados com grandes quantias em dinheiro vivo em momentos estratégicos do calendário eleitoral.

Em outubro de 2024, o policial militar Francisco Galhardo foi preso ao sacar R$ 5 milhões em espécie em uma agência bancária em Castanhal, no Pará, dois dias antes do primeiro turno das eleições municipais em Ananindeua, cidade onde Doido disputava a prefeitura e acabou derrotado.

Em janeiro de 2025, outro episódio reforçou as suspeitas: Jacob Serruya Neto, então assessor do parlamentar, foi detido ao sacar R$ 1,1 milhão em dinheiro. Após a prisão, ele foi exonerado do cargo na Câmara dos Deputados.

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontam que Francisco Galhardo realizou ao menos 15 saques entre 2023 e 2024, somando R$ 48,8 milhões. Para a PGR, há indícios de que o dinheiro pertencia ao deputado e era movimentado por meio de um “complexo e sofisticado mecanismo de lavagem”.

Conversas obtidas pela Polícia Federal também indicam a participação direta de Antônio Doido na liberação de pagamentos. No dia em que os R$ 5 milhões foram apreendidos, mensagens mostram que o deputado teria ordenado a entrega de R$ 380 mil a um homem identificado como Geremias, encontrado pela polícia com o valor dentro de um carro estacionado nas proximidades da agência bancária.

Segundo o Ministério Público, os recursos desviados teriam origem em contratos públicos e teriam sido usados tanto para corromper agentes quanto para financiar campanhas eleitorais, com concentração de saques nos meses que antecederam as eleições.

Deputado federal pelo MDB, Antônio Leocádio dos Santos iniciou a carreira política como prefeito de São Miguel do Guamá, no Pará. Eleito para a Câmara em 2022 com 126.535 votos, declarou R$ 2,5 milhões em bens em 2024 e destinou R$ 37,8 milhões em emendas parlamentares naquele ano, principalmente para áreas de saúde e infraestrutura.

Fonte: DCM com informações da GloboNews