quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

“A democracia será a grande derrotada se a gente permitir o crescimento da extrema direita”, diz Lula

O presidente concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira

     Lula (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (30), que considera o ano de 2025 “o mais importante” de seu terceiro mandato. Lula relembrou o desmonte de políticas públicas promovido pelos governos anteriores e disse que o governo vai promover uma “grande colheita” daquilo que foi plantado nos últimos dois anos.

“Esse é o ano mais importante deste meu mandato, porque quando assumimos o governo, a gente tinha muita clareza da dificuldade que íamos encontrar. Era público que o país estava desmontado, as políticas públicas deixaram de existir, ministérios foram destruídos, instituições pararam de funcionar. Nós sabíamos que tínhamos que recuperar tudo.(...) Decidi que a gente deveria reconstruir o país para que a gente pudesse depois do mandato entregar o país da forma mais civilizada e democrática possível, com crescimento sustentável, com distribuição de renda e com a maior política de inclusão social que este país já teve conhecimento”, disse Lula.

“Por isso este ano é o ano mais importante do governo, porque é o ano em que a gente começa a grande colheita de tudo que foi plantado em 2023 e 2024. Foi quase que uma reconstrução das coisas do país para que a gente pudesse fazer o país voltar a funcionar, ser respeitado no mundo, que tenha importância no cenário político internacional. É isso que nós queremos agora trabalhar com o povo brasileiro”, completou.

Na sequência, o presidente falou aos jornalistas sobre a importância do diálogo para desmentir as notícias falsas e derrotar a extrema-direita. “Quero estabelecer com vocês que nós teremos mais conversas, quero me colocar à disposição de vocês para que a gente possa começar a derrotar definitivamente a mentira neste país. Não é possível o que está acontecendo no mundo com a democracia. A democracia, na verdade, será a grande derrotada se a gente permitir o crescimento da extrema direita no mundo inteiro, como está acontecendo, se a gente permitir a vitória da fake news, como está acontecendo, e se a gente permitir a mentira vitoriosa, ganhando da verdade”, alertou.

Lula também confirmou que vai retomar as viagens e percorrer o país em 2025. “Então este ano é um ano que eu vou me dedicar muito. Eu estou 100% pronto para começar a viajar o Brasil, começar a percorrer os estados brasileiros, visitar a sociedade brasileira e estabelecer uma conversa muito verdadeira para que a hora da verdade possa dizer para o país como nós estamos”, afirmou.

Economia - Durante sua fala, Lula também falou sobre o crescimento da economia brasileira. Segundo ele, o Brasil seguirá crescendo acima das previsões, assim oco ocorreu em outros mandatos. “Estou convencido de que vamos terminar o mandato em uma situação extremamente positiva. Vocês jornalistas mais experientes sabem do pessimismo que era este país quando eu cheguei à Presidência. O pessimismo era desde 2002, quando cheguei pela primeira vez. Os especialistas diziam que o Brasil estava quebrado, que o Brasil não podia fazer isso, que não tinha dinheiro para pagar suas importações, que não controlava a inflação, e este país terminou meu mandato com crescimento de 7,5%, maior crescimento do PIB, e com a maior política de inclusão social. Outra vez isso vai se repetir”, prometeu.

O presidente também destacou os resultados da indústria, defendendo a importância do programa Nova Indústria Brasil. “Há quanto tempo vocês não viam a indústria brasileira crescer? E a indústria brasileira voltou a crescer, com forte investimento público e privado, sobretudo a Nova Indústria Brasil, coordenada pelo companheiro Geraldo Alckmin, que está tendo um sucesso extraordinário e a indústria chegou a crescer 3,4%. É este Brasil que nós vamos discutir com o povo brasileiro em 2025 nas ruas”, disse.

COP 30 - Por fim, Lula falou sobre mudanças climáticas. Segundo o presidente, é preciso uma mobilização maior dos países para cumprir os acordos climáticos. “Temos que fazer uma luta muito grande nessa questão do clima. Não é uma coisa pequena. Se a gente não fizer uma coisa forte, essas COP vão ficar desmoralizadas, porque se aprovam as medidas, fica tudo muito bonito no papel e depois nenhum país cumpre”, criticou.

Lula citou o caso dos Estados Unidos, que anunciou a saída do Acordo de Paris após a posse de Donald Trump. “O Trump acabou e anunciar a saída do Acordo de Paris, mas os Estados Unidos já não tinham cumprido o Acordo de Kyoto. Ou seja, os países se comprometeram a dar US$100 bilhões por ano para os países em desenvolvimento em Copenhagen, em 2009, e até hoje não deram. Agora a necessidade é US$1,3 trilhão, e eu tenho certeza de que eles não vão dar. O nosso pessoal baixaram para US$300 bilhões, que também não vão dar”, disse.

O presidente concluiu destacando a importância da COP 30, que será realizada em Belém, em novembro deste ano. “Então é preciso que a gente faça uma discussão séria, se nós queremos discutir a questão do clima com seriedade, se queremos fazer com que haja uma transição energética de verdade, se queremos mudar o nosso planeta para a gente poder sobreviver nele e chegarmos a ter no máximo 1,5ºC de caloria, ou se vamos brincar de falar na questão do clima. Essa COP 30 vai ser um balizamento do que vamos querer daqui para frente”, completou.

Fonte: Brasil 247

Autoridades dos EUA acreditam que não há sobreviventes em acidente envolvendo avião e helicóptero

A fuselagem do avião foi encontrada quebrada, e os destroços estão espalhados em três seções diferentes

     Local do acidente aéreo em Washington (Foto: Reuters)

As autoridades de Washington D.C. informaram que não há mais expectativa de encontrar sobreviventes após o trágico acidente envolvendo um avião da American Airlines e um helicóptero militar na noite de quarta-feira (29), no Rio Potomac. De acordo com informações da Casa Branca, mais de 30 corpos foram resgatados das águas, e agora as operações estão focadas na recuperação dos destroços. A tragédia gerou comoção e levantou questões sobre as causas do incidente. As informações são da CNN Brasil.

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (30), o chefe dos bombeiros de Washington D.C., John Donnelly, confirmou que a busca por sobreviventes foi oficialmente encerrada. “Estamos agora em um ponto em que mudamos de uma operação de resgate para uma de recuperação. Neste momento, não acreditamos que haja sobreviventes deste acidente”, afirmou Donnelly. A autoridade também destacou que os esforços de resgate e recuperação continuam, com equipes trabalhando arduamente nas águas geladas do rio.

A colisão, que envolveu um jato da American Airlines e um helicóptero militar, ocorreu em uma noite aparentemente tranquila, sem condições climáticas adversas. O Secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, esclareceu que ambos os veículos estavam em trajetos de voo normais. “Foi uma noite clara, o helicóptero estava normal. Se você mora na área de DC, verá helicópteros subindo e descendo o rio. Foi um voo padrão ontem à noite”, explicou Duffy.

O secretário ressaltou ainda que o jato da American Airlines, que se aproximava do aeroporto, estava executando um pouso regular. “Isso não era incomum, uma aeronave militar voando no rio e uma pousando”, destacou. Além disso, ele afirmou que não houve falhas nas comunicações entre os pilotos e as autoridades de controle de tráfego aéreo.

As equipes de resgate e recuperação estão enfrentando desafios devido ao local do acidente, com as águas do Rio Potomac na altura da cintura dificultando o acesso aos destroços. A fuselagem do avião foi encontrada quebrada, e os destroços estão espalhados em três seções diferentes. O trabalho deve continuar nas próximas horas, com o objetivo de recuperar as partes restantes da aeronave.

O Secretário Duffy também mencionou que, enquanto os trabalhos de recuperação prosseguem, as análises sobre as causas do acidente começam a ser realizadas em parceria com a Administração Federal de Aviação (FAA). “À medida que a recuperação da fuselagem da aeronave ocorre, as análises também começarão, fazendo parceria com a FAA com todas as informações que temos para obter os melhores resultados possíveis para o povo americano”, declarou.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

O Brasil precisa de um projeto nacional de desenvolvimento para enfrentar as incertezas globais, afirma José Dirceu

"Sem isso, seguiremos à mercê das instabilidades e incertezas internacionais", disse o ex-ministro

      (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)

 Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (30), o ex-ministro José Dirceu (PT) defendeu que o presidente Lula (PT)promova um projeto nacional de desenvolvimento para superar as instabilidades econômicas e geopolíticas. Dirceu afirma que a criação desse projeto é necessária diante da eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, o que torna o cenário ainda mais imprevisível.

“Esse cenário exige, mais do que nunca, um projeto nacional de desenvolvimento, ancorado na Nova Indústria Brasil, no PAC e na transição energética e ambiental —tema no qual venho insistindo, especialmente com a necessidade do Brasil buscar autonomia tecnológica e financeira, cuja ausência pode fazer com que o país termine por perder a capacidade de construir seu próprio destino. Sem isso, seguiremos à mercê das instabilidades e incertezas internacionais, perdendo o bonde das transformações geopolíticas e econômicas”, escreveu o ex-deputado.

Dirceu também afirma que o Brasil precisa encontrar um equilíbrio no cenário internacional diante da polarização entre China e Estados Unidos. “Mais do que nunca, o Brasil precisa equilibrar-se entre a ascensão da China e do Sul Global, que são a força emergente do século 21, e nossas históricas relações com os EUA e a Europa. Para esse equilíbrio ser bem-sucedido, porém, o Brasil precisa de uma estratégia capaz de preparar o país para enfrentar as consequências das medidas que Trump adotará e, ao mesmo tempo, promover uma verdadeira revolução social capaz de preservar nossa liderança na integração da América do Sul”, defendeu.

Na sequência, o ex-ministro elenca agendas que ele considera como prioritárias para o governo Lula. Ele destaca questões econômicas fundamentais, como o crescimento sustentável, a redução da desigualdade e a promoção de políticas agrícolas eficientes, especialmente voltadas para a agricultura familiar. Além disso, Dirceu ressalta a importância da educação profissional e do enfrentamento da emergência climática, com foco na prevenção e resposta a desastres naturais.

Outro ponto crítico apontado pelo ex-ministro é a necessidade de uma articulação política mais eficaz, tanto no Congresso quanto na sociedade, para que o governo consiga implementar suas políticas. Dirceu enfatiza que a relação entre o governo e o Partido dos Trabalhadores (PT) também precisa ser aprimorada, buscando uma aliança mais ampla e consolidada.

Por fim, Dirceu destaca que, apesar das dificuldades e das adversidades políticas e econômicas, o presidente Lula tem histórico de superar crises e reorganizar sua administração. Ele lembra que, durante seu primeiro governo, Lula enfrentou a crise do mensalão e, posteriormente, a crise financeira global de 2008, conseguindo reorientar a política econômica com sucesso. "Lula sabe superar crises e impasses", afirma Dirceu.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Brasil fecha 535.547 vagas formais de trabalho em dezembro, mostra Caged

Expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters era de fechamento líquido de 402.500 vagas

Jovens olham anúncios de vagas de emprego no centro de São Paulo (Foto: Reuters/Amanda Perobelli)

Reuters - O Brasil fechou 535.547 vagas formais de trabalho em dezembro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O resultado do mês passado foi fruto de 1.524.251 admissões e 2.059.798 desligamentos e ficou acima da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters de fechamento líquido de 402.500 vagas.

No total de janeiro a dezembro de 2024, houve criação de 1.693.673 postos, resultado de 25.567.248 admissões e 23.873.575 desligamento. Segundo o ministério, o saldo de empregos em dezembro historicamente apresenta retração.

Fonte: Brasil 247 com Reuters

Neymar 'some' do top 10 brasileiros mais bem pagos; veja lista

Casemiro assume o lugar deixado pelo camisa 10 após 12 anos de hegemonia

Neymar não é mais o brasileiro mais bem pago do futebol
Reprodução / Instagram

Neymar está deixando o posto de jogador brasileiro mais bem pago no futebol após 12 anos de hegemonia no topo do ranking. Ao trocar o Al-Hilal pelo Santos, o camisa 10 abrirá mão de receber cerca de 100 milhões de euros por temporada, o que rendia aproximadamente R$ 54 milhões por mês.

No Santos, o meia-atacante será dono de 90% do uso dos seus direitos de imagem, mas terá um salário fixo de R$ 1 milhão por mês, menos de dois milhões de euros por ano, informa o jornalista PVC. Com isso, Neymar passa longe de figurar entre os 10 brasileiros mais bem pagos do mundo na atualidade.

Quem assume o lugar de Neymar no topo da lista é Casemiro, que ganha 21,7 milhões de euros (R$ 132,8 milhões) por temporada no Manchester United. Vale lembrar que o segundo lugar na lista era Oscar, na China, mas o meia também retornou ao Brasil, o que diminuiu seus vencimentos, e abriu caminho para o volante brasileiro assumir o topo do ranking.

A seguir, confira os 10 brasileiros mais bem pagos da atualidade, segundo informações do site 'Capology', especializado em finanças no futebol:

  1. Casemiro (Manchester United): 21,7 milhões de euros/ano
  2. Vinícius Jr. (Real Madrid): 20,8 milhões de euros/ano
  3. Roberto Firmino (Al-Ahli): 19 milhões de euros/ano
  4. Malcom (Al-Hilal): 18 milhões de euros/ano
  5. Marquinhos (Paris Saint-Germain): 16,8 milhões de euros/ano
  6. Gabriel Jesus (Arsenal): 16,5 milhões de euros/ano
  7. Éder Militão (Real Madrid): 14,6 milhões de euros/ano
  8. Fabinho (Al-Ittihad): 14 milhões de euros/ano
  9. Raphinha (Barcelona): 12,5 milhões de euros/ano
  10. Rodrygo (Real Madrid): 12,5 milhões de euros/ano

Desde quando trocou o Santos pelo Barcelona (há 12 anos), Neymar era o primeiro colocado da lista, e do clube espanhol em diante, os seus vencimentos mensais só aumentaram consideravelmente, o que o deixava 'isolado' no topo.

No Barça, o craque brasileiro ganhava algo em torno de 12,5 milhões de euros por ano, R$ 6,4 milhões por mês. No PSG os vencimentos subiram para 40 milhões de euros por temporada, cerca de R$ 20 milhões a cada trinta dias. Já no Al-Hilal, o salário de Neymar foi para outro patamar, chegando a 100 milhões de euros anuais, R$ 54 milhões mensais.

Fonte: IG Esportes

Lula e ministros do STF têm aumento no salário a partir de sábado

Ministros, deputados, senadores e PGR também tem aumento

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, durante reunião com chefes dos Três Poderes
Joédson Alves/ Agência Brasil - 18/04/2023
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, durante reunião com chefes dos Três Poderes

A partir deste sábado(1º de fevereiro), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ministros de Estado, os 594 deputados federais e senadores, os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, terão seus salários reajustados para R$ 46.366,19 mensais.

Esse aumento de 5,4% é a última etapa de um pacote aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro de 2022, durante a transição entre o governo de Jair Bolsonaro (PL) e a nova gestão de Lula. No total, os integrantes das cúpulas dos três Poderes tiveram reajustes que variaram de 18% a 50% nos últimos dois anos.

A aprovação dos aumentos ocorreu rapidamente no final de 2022, pouco antes das festas de fim de ano, com pouca discussão nos plenários da Câmara e do Senado. Apenas os partidos PSOL, de esquerda, e Novo, de direita, que têm pequena representatividade no Congresso, se manifestaram contra a medida. Na época, a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) criticou a decisão, ressaltando que o salário mínimo estava há quatro anos sem aumento real e que diversas categorias de servidores públicos permaneciam com vencimentos congelados.

O reajuste foi escalonado em quatro etapas, ocorrendo em janeiro e abril de 2023, fevereiro de 2024 e agora em fevereiro de 2025. Como os salários das autoridades não eram uniformes no final de 2022, o impacto do aumento variou:

  • Os ministros do STF e o procurador-geral da República tiveram um reajuste total de 18%, passando de R$ 39.293,32 para R$ 46.366,19.
  • Os deputados e senadores receberam um aumento de 37%, pois ganhavam R$ 33.763,00 em dezembro de 2022.
  • Já o presidente, o vice e seus ministros, que tinham os menores vencimentos à época (R$ 30.934,70), foram os mais beneficiados, com um reajuste acumulado de 50%.
Os novos valores superam a inflação registrada no período, que foi de 10,4% entre dezembro de 2022 e dezembro de 2024. O salário de R$ 46,4 mil também se tornou o teto do funcionalismo público, representando mais de 30 vezes o valor do salário mínimo.

Fonte: IG

Centrão sugere ao governo colocar Haddad na Casa Civil e Alckmin na Fazenda

Na visão de parlamentares, a mudança ajudaria o governo a avançar com mais facilidade na agenda econômica

     Fernando Haddad e Geraldo Alckmin (Foto: Cadu Gomes / VPR)

Parlamentares que fazem parte do Centrão sugeriram a membros do governo Lula (PT) uma troca na Esplanada dos Ministérios para realizar um “freio de arrumação”, com gestos para o mercado e para a ala política. Segundo a jornalista Andréia Sadi, do g1, a ideia desses deputados é que Lula coloque Fernando Haddad na Casa Civil, com o vice-presidente Geraldo Alckmin ocupando seu lugar no Ministério da Fazenda.

Essa mudança representaria uma “carta-compromisso” do governo Lula, trazendo Alckmin, político que representou o Centrão na chapa presidencial de 2022 e possui uma boa relação com o mercado, para a Fazenda. Na visão do Centrão, a mudança ajudaria o governo a avançar com mais facilidade na agenda econômica, já que Haddad vem encontrando resistências, apesar de ter prestígio com o mercado.

Para blindar Haddad, apontado como principal sucessor de Lula, líderes do Centrão afirmam que a solução é substituir Rui Costa por Haddad no comando da Casa Civil. Os parlamentares vem alertando o governo para dificuldades que serão encontradas no Congresso com a crise envolvendo as emendas parlamentares.

O maior obstáculo para colocar esse plano em prática seria convencer Lula, já que ele possui grande apreço por Rui Costa e demonstra não ter vontade de substituí-lo.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Série sobre os 50 anos da Itaipu estreia na TV aberta e resgata histórias da usina

Documentário de oito episódios será exibido na RIC TV e apresenta relatos de quem viveu a construção da hidrelétrica, sem narrador, apenas com depoimentos

     (Foto: Divulgação )


A RIC TV, retransmissora da Rede Record no Paraná, começa a exibir neste sábado (1º) a série documental “Itaipu Binacional – 50 anos de história”, que resgata memórias e fatos marcantes da construção da usina hidrelétrica. Os oito episódios serão transmitidos semanalmente, em horários distintos conforme a região: às 13h em Londrina, Foz do Iguaçu e Oeste do Paraná; às 13h30 em Maringá; e às 14h em Curitiba.

Produzida sob a coordenação da Comunicação Social da Itaipu, a série foi lançada em 2024 para celebrar as cinco décadas da empresa e tem um formato diferenciado: não há um narrador conduzindo a história, apenas os relatos de pessoas que participaram da construção ou testemunharam o surgimento da hidrelétrica.

Para Ana Paula Hedler, chefe da Assessoria de Comunicação da Itaipu, a exibição em TV aberta amplia o alcance da produção e reforça seu valor como registro histórico. “Itaipu é uma das obras mais icônicas do mundo e registrar a sua história, com toda a sua riqueza, é um legado que fica para essa e para as futuras gerações”, afirmou.

Com episódios de até 20 minutos, a série começa com “Antes da explosão”, que apresenta Foz do Iguaçu na década de 1970, antes do início das obras. O segundo episódio, “Estamos chegando”, homenageia os trabalhadores que ergueram a barragem. Já “Faça-se a luz” narra o início da geração de energia, enquanto “Arca de Noé” relembra a operação Mymba-Kuera, que resgatou animais da área alagada.

Os episódios seguintes abordam o impacto social e tecnológico da Itaipu. “Outras energias” destaca iniciativas sociais da binacional, enquanto “Um passo para o futuro” e “Uma usina de inovações” exploram investimentos em pesquisa e transição energética. O último episódio, “Uma usina de emoções”, fecha a série destacando o papel humano por trás da grandiosa estrutura.

Além da RIC TV, a série pode ser assistida no YouTube (http://bit.ly/3W9dTil) e no Globoplay (https://bit.ly/4fO1cR0). No streaming, os episódios estão disponíveis gratuitamente, sem necessidade de assinatura.

Fonte: Brasil 247

Ex-policial penal que matou tesoureiro do PT vai a júri popular no próximo dia 11

Pena pelo assassinato de Marcelo Arruda, que virou símbolo da luta contra a intolerância política, pode chegar a 30 anos de prisão

Macelo Arruda e Pamela Silva com os filhos (Foto: Reprodução)

O ex-agente penal e militante bolsonarista Jorge José Guaranho será julgado pelo assassinato do tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu (PR), Marcelo Arruda, nos próximo dia 11 de fevereiro, no Tribunal do Júri de Curitiba. Ele é réu por homicídio duplamente qualificado, pelo motivo fútil, associado à violência política, e perigo comum.

A vítima foi morta a tiros em 2022, durante a comemoração de seu aniversário de 50 anos. O autor do crime, desconhecido da família, invadiu a festa temática, que fazia uma homenagem ao presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores. O crime ocorreu no contexto de forte polarização eleitoral, teve repercussão internacional e amplificou o debate sobre o aumento da violência política no Brasil. A data do assassinato, 9 de julho, foi instituída como Dia de Luta contra a Intolerância Política nos calendários oficiais do estado do Paraná e do Distrito Federal.

O julgamento, que originalmente ocorreria em Foz do Iguaçu, onde o crime aconteceu, foi transferido para a capital paranaense após pedido de desaforamento feito pela defesa do réu. O caso deveria ter sido analisado no dia 4 de abril de 2024, mas o julgamento foi suspenso após os advogados de Guaranho abandonarem o plenário, em protesto contra uma série de pedidos negados pelo juízo. Remarcado para 2 de maio do ano passado, o julgamento foi suspenso novamente, desta vez em função da solicitação de mudança de foro, que foi acatada pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

⊛ Sobre o júri - O júri do caso Marcelo Arruda será conduzido pela juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1ª Vara Privativa do Tribunal do Júri da capital paranaense. A sessão está marcada para iniciar às 10h do dia 11 de fevereiro e o julgamento pode se estender por mais de um dia.

A acusação será feita pelas promotoras de Justiça Roberta Franco Massa e Ticiane Louise Santana Pereira, que atuam na Promotoria de Justiça de Crimes Dolosos Contra a Vida. A equipe de assistência de acusação é composta pelos advogados Andrea Pacheco Godoy e Daniel Godoy, Alessandra Raffaeli Boito e Rogério Oscar Botelho.

No primeiro dia de julgamento, serão definidos os membros do júri, por meio de sorteio dos jurados convocados, além da leitura de partes do processo. Na sequência, serão ouvidas as testemunhas e peritos. Concluída essa etapa, começarão os debates de acusação e defesa. Após as exposições, o conselho de sentença, formado pelos jurados, se reunirá para a decisão.

O julgamento deve ser acompanhado por manifestantes e familiares de Marcelo Arruda, em ato simbólico com o pedido de paz. “É a quarta vez que o júri é marcado e temos fé de que finalmente o autor do assassinato do Marcelo vai ser julgado e condenado. O assassino está em casa, em prisão domiciliar. E nós estamos enfrentando toda essa dor. Ele matou uma pessoa boa, pai de quatro filhos, que vão sofrer para sempre a ausência do Marcelo. Não entra na minha cabeça o que ele fez, de invadir um local privado e matar um inocente. É um crime que de forma alguma pode ficar impune. Que finalmente seja feita justiça”, diz a viúva da vítima, Pamela Silva.

⊛ Motivação política do réu - A expectativa da família da vítima e da equipe de acusação é de que o réu seja condenado à pena máxima prevista para o homicídio duplamente qualificado, pelo motivo fútil e perigo comum, e que seja reconhecida como circunstância agravante a motivação política do assassinato.

A violência política é citada na denúncia do Ministério Público do Paraná, assinada pelos promotores de Justiça Tiago Lisboa e Luís Marcelo Mafra Bernardes da Silva. Eles concluíram que o assassinato se deu em função de “preferências político-partidárias antagônicas”.

Por meio de perícia, com laudo de leitura labial feito a partir das imagens registradas por câmeras de segurança do local da festa, ficou demonstrado que o réu repetiu a frase “petista vai morrer tudo [sic]” durante o ataque. Conforme a denúncia, Guaranho invadiu o salão “provocando indistintamente todos os convivas [que não conhecia] com expressões que difamavam o opositor [‘Lula ladrão’, ‘PT lixo’] e exaltavam o político de sua preferência [‘Bolsonaro Mito’, “aqui é Bolsonaro’]”.

Ainda conforme a denúncia, a vítima foi impossibilitada de defesa, já que Guaranho atirou em Marcelo Arruda quando ele já estava caído no chão. Contra o réu também recai a qualificadora do risco comum, já que Guaranho disparou várias vezes dentro do salão de festas onde estavam os convidados do aniversário, que também poderiam ter sido alvejados.

“O ódio político é uma conduta que não está tipificada na legislação penal brasileira, mas é primordial que seja reconhecida a motivação política do réu nesse caso emblemático, em que uma família foi destruída por um assassinato a sangue frio, claramente impulsionado pela intolerância política. O júri do caso Marcelo Arruda tem grande relevância para toda a sociedade brasileira e deve ser um marco para o país. Ninguém pode ser alvo de violência em função de credo, origem ou posição política. Isso precisa acabar”, avalia o advogado Daniel Godoy Júnior.

⊛ Resumo do caso - No dia 9 de julho de 2022, o guarda municipal Marcelo Arruda, então tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu, comemorava os 50 anos com uma festa temática em homenagem ao partido e ao presidente Lula, então candidato à presidência. O réu, Jorge Guaranho, apoiador e militante do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que tentava a reeleição, estava participando de uma confraternização próximo ao local da festa.

Por meio de um amigo que tinha acesso ao sistema de câmeras do local da festa da vítima, Guaranho tomou conhecimento sobre a confraternização. E, mesmo sem conhecer a família e o aniversariante, foi até o local na intenção de provocar Arruda e os presentes. Acompanhado da mulher e do filho bebê, o réu proferiu ofensas e deixou o local depois de afirmar que voltaria e mataria “todos” que estavam na comemoração. Minutos depois, o ex-policial penal retornou sozinho ao salão e disparou vários tiros contra a vítima, que foi levada ao Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, mas não resistiu aos ferimentos.

Jorge Guaranho foi exonerado do cargo em março de 2023, pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. A pena de demissão foi definida em um Processo Administrativo Disciplinar. Na época do crime, o assassino era servidor da Penitenciária Federal de Catanduvas.

O réu permaneceu detido até setembro do ano passado, após a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná conceder o Habeas Corpus autorizando a prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.

Fonte: Brasil 247

Trump demite todos os procuradores que o processaram e abre era de vingança na Casa Branca

Decisão tomada pela nova administração aproxima os Estados Unidos de uma ditadura

Donald Trump (Foto: REUTERS/Leah Millis)

Por João Ozorio de Melo no Conjur - No dia de sua posse, no último dia 20, o presidente Donald Trump declarou que a principal missão do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) será acabar com a “weaponization” do governo federal, isto é, o uso do DOJ (além de órgãos de segurança, como o FBI) como arma de retaliação — ou de perseguição — política.

Uma semana depois, no dia 27, por ordem do presidente, o procurador-geral interino James McHenry demitiu todos os procuradores federais de carreira, designados para integrar a equipe do procurador especial Jack Smith, que foi encarregada de investigar e processar o então ex-presidente Donald Trump.

A equipe, composta por mais de uma dúzia de procuradores (de acordo com informações imprecisas, mas as únicas disponíveis até agora), trabalhou na preparação de duas ações movidas na Justiça Federal contra Trump — uma que se referia à invasão do Congresso em 6 de janeiro de 2021 e outra, à subtração ilegal de documentos confidenciais da Casa Branca.

Ambas as ações não deram em nada. Foram trancadas por duas razões: uma porque a Suprema Corte decidiu que presidentes e ex-presidentes têm ampla imunidade por seus atos oficiais; outra porque Trump foi eleito presidente. Missão não cumprida, Jack Smith pediu demissão no início de janeiro.

O Departamento de Justiça divulgou uma declaração curta, em que acusa os procuradores de carreira pela weaponization do governo, sem mencionar, obviamente, que as demissões fossem um ato de retaliação.

“Hoje, o procurador-geral interino James McHenry demitiu um número de procuradores do DOJ, que exerceram um papel significativo na persecução do presidente Trump. Em vista de suas ações, o procurador-geral interino não confia nesses procuradores para assistir fielmente na implementação do plano de governo do presidente. Esta ação é consistente com a missão de terminar a weaponization do governo.”

O procurador-geral interino enviou uma carta aos procuradores, para explicar, mais ou menos na mesma linha, a razão das demissões: “Você exerceu um papel significativo na persecução do presidente Trump. O funcionamento apropriado do governo depende, criticamente, da confiança que as autoridades superiores colocam em seus subordinados. Em vista de seu papel significativo na persecução do presidente, eu não acredito que a liderança do Departamento pode confiar em você para assistir fielmente na implementação do plano de governo do presidente”.

Demissão é questionável

O DOJ declarou que a validade das demissões dos procuradores era imediata. Surpresos, os procuradores ainda avaliam suas opções. Há dúvida, por exemplo, se vale a pena ir à Justiça ou não.

Sabe-se, no entanto, que a medida quebra as normas e tradições do DOJ. Normalmente, os procuradores de carreira permanecem no departamento após mudanças de governo. E não são punidos em virtude de seu envolvimento em investigações delicadas, mesmo de governos de outros partidos. Enfim, não há uma prática de retaliação.

Há, no entanto, uma diferença entre demitir procuradores federais de carreira e procuradores nomeados politicamente. É comum que procuradores nomeados por um presidente, depois de confirmados pelo Senado, deixem o cargo quando o presidente deixa a Casa Branca. Como em outras instituições, em outros países, eles podem ser removidos sem justa causa.

Procuradores de carreira, por sua vez, também podem ser demitidos, mas desde que observada a lei federal que protege o funcionalismo público. E também os protege contra demissões arbitrárias ou politicamente motivadas.

Mas podem ser demitidos por justa causa, tal como mau desempenho, má conduta profissional, violação de política da instituição ou por necessidade de enxugar o quadro de funcionários por limitação orçamentária.

A demissão de um procurador de carreira exige, portanto, um devido processo (tal como um inquérito administrativo), que inclui uma notificação prévia sobre a razão da demissão, uma possível oferta de correção ou melhora e o direito de apelar a um conselho — o Merit Systems Protection Board (MSPB).

Fonte: Brasil 247 com informações do Conjur

Unanimidade: alta de juros é rechaçada por patrões e empregados

Na primeira reunião comandada por Gabriel Galípolo, a taxa Selic subiu para 13,25% ao ano

Gabriel Galípolo e Roberto Campos Neto (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil – Sindicatos patronais e de trabalhadores criticaram, na noite desta quarta-feira (29), a elevação da taxa básica de juros (Selic) para 13,25% ao ano. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) condenou “veementemente” a nova alta anunciada pelo Banco Central, que deixou a categoria “frustrada”.

“Não há outra palavra para caracterizar mais este absurdo do que frustração, pois esperávamos que, sob o comando de Gabriel Galípolo [indicado pelo governo federal], houvesse uma reversão neste processo”, afirma a CUT, em nota.

“Rentistas, agiotas e seus asseclas no parlamento e nos meios de comunicação pressionam por aumentos sucessivos da taxa Selic. E o fazem em interesse próprio. Falam da inflação dos preços de bens e serviços, mas nenhuma palavra é dita sobre a inflação da dívida bruta do Brasil, que deverá aumentar em torno de R$ 50 bilhões”, acrescentou a entidade.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou a elevação dos juros injustificada e equivocada. “É mais um movimento injustificado da política monetária brasileira e que ocorre em consequência da longa cultura de juros reais elevadíssimos que persiste no Brasil”.

“Com a decisão, o Banco Central mostra que continua persistindo em uma única ferramenta de política monetária – a elevação dos juros –, no enfrentamento de expectativas de inflação. Não considera, no entanto, os efeitos impactantes dos juros e a taxa de câmbio na própria inflação. O comprometimento com o equilíbrio fiscal e com a racionalidade dos gastos públicos precisa ser exercido e cobrado por todos”, destaca a entidade.

Para a CNI, a decisão do Banco Central não leva em conta a desaceleração da atividade econômica, observada já no desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2024. “Fica evidente que o aumento da Selic foi uma decisão excessiva e na direção errada, representando somente mais custos financeiros para as empresas e os consumidores, e perda adicional e desnecessária de empregos e renda”, afirmou em nota.

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) disse que a nova alta compromete o desenvolvimento sustentável de setores estratégicos e restringe investimentos.

“A Firjan considera que o novo aumento da taxa básica de juros, de 12,25% para 13,25% ao ano, vai intensificar o processo de desaceleração da indústria nacional. Recentemente, a produção industrial teve duas quedas consecutivas e está 15% abaixo do nível máximo da série histórica”, afirma a entidade.

“A alta dos juros não apenas compromete o desenvolvimento sustentável de setores estratégicos, mas também restringe os investimentos necessários para impulsionar a produtividade”.

A Força Sindical repudiou também o aumento de juros, classificando a alta da taxa Selic de "prêmio aos especuladores". “A atual política econômica está destoando dos anseios da classe trabalhadora. Elevar os juros nesse momento traz mais incertezas. A decisão trará efeitos negativos sobre a criação de emprego e renda”, acrescenta a entidade.

“O aumento dos juros tende a desestimular o investimento e o consumo no país. O aumento é mais uma forma de asfixiar os trabalhadores. Sem cortes relevantes, há redução dos investimentos e das chances de crescimento”, conclui a Força Sindical.

Fonte: Brasil 247 com Agência Brasil

IPVA 2025 de veículos com final de placa 9 e 0 vence nesta quinta-feira

O prazo é válido tanto para quem for optar pela parcela única quanto quem for pagar apenas a primeira cota no caso do parcelamento em cinco vezes. Este é o último grupo que pode contar com o desconto de 6% no pagamento à vista.

IPVA 2025 de veículos com final de placa 9 e 0 vence nesta quinta-feira
IPVA 2025 de veículos com final de placa 9 e 0 vence nesta quinta-feira
Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A quinta-feira (30) é o último dia para que proprietários de veículos com final de placa 9 e 0 façam o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2025. O prazo é válido tanto para quem for optar pela parcela única quanto quem for pagar apenas a primeira cota no caso do parcelamento em cinco vezes.

Este é o último grupo que pode contar com o desconto de 6% no pagamento à vista. Por isso, quem pretende aproveitar a redução no valor do imposto, o ideal é não deixar para a última hora. Embora seja possível pagar até os últimos minutos de quinta-feira, os contribuintes precisam ficar atentos aos limites de horários de seus respectivos bancos.

O prazo original para o pagamento do imposto para veículos com final de placa 9 e 0 era na última sexta-feira (24), mas os paranaenses tiveram o prazo de pagamento prorrogado. A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e a Receita Estadual adiaram o calendário do IPVA 2025 após o sistema de recolhimento do imposto passar por instabilidades na semana passada. Assim, para garantir que nenhum motorista fosse prejudicado, optou-se por postergar o calendário.

Desde sexta-feira, quando o cronograma foi retomado para os proprietários de veículos com final de placa 1 e 2, a plataforma de pagamentos segue operando normalmente.

Confira o calendário atualizado para pagamentos à vista ou da primeira parcela:

⊛ Finais 1 e 2: 24/01/2025

⊛ Finais 3 e 4: 27/01/2025

⊛ Finais 5 e 6: 28/01/2025

⊛ Finais 7 e 8: 29/01/2025

⊛ Finais 9 e 0: 30/01/2025

O novo calendário, porém, não altera as datas de vencimento das demais parcelas, de fevereiro a maio. Nesse caso, os prazos divulgados anteriormente continuam os mesmos.

São eles:

⊛ Finais 1 e 2: 20/02, 20/03, 22/04, 20/05

⊛ Finais 3 e 4: 21/02, 21/03, 23/04, 21/05

⊛ Finais 5 e 6: 24/02, 24/03, 24/04, 22/05

⊛ Finais 7 e 8: 25/02, 25/03, 25/04, 23/05

⊛ Finais 9 e 0: 26/02, 26/03, 28/04, 26/05

COMO PAGAR – Os contribuintes do Paraná devem gerar as guias de recolhimento (GR-PR) para pagamento por meio dos canais oficiais. Elas devem ser emitidas pelo Portal do IPVA ou o Portal de Pagamentos de Tributos.

Também é possível emitir as guias pelo aplicativo serviços Rápidos, da Receita Estadual, disponível para iOS e Android.

O pagamento em cota única garante 6% de desconto sobre o valor total do imposto. Também é possível parcelar o IPVA 2025 em cinco vezes sem juros diretamente pela plataforma.

CUIDADO COM GOLPES – A Receita Estadual reforça mais uma vez os cuidados com golpes envolvendo o IPVA. com o início dos pagamentos, na semana passada, o surgimento de páginas fraudulentas voltou a crescer e, por isso, o pedido é para que os paranaenses redobrem a atenção na hora de fazer o pagamento.

A recomendação é que o contribuinte acesse diretamente os canais oficiais, evitando clicar em links enviados por email ou mensagens. Também é aconselhado evitar plataformas de buscas, já que muitos sites falsos se aproveitam de ferramentas de impulsionamento para aparecerem nos primeiros resultados. Ao acessar uma página, o ideal é sempre garantir que ele termine com a extensão “.pr.gov.br”.

Outra dica importante é sempre conferir o destinatário do pagamento, seja pela guia quanto no pagamento via Pix. No caso, a informação que deve constar é sempre “Governo do Paraná Secretaria de Estado da Fazenda”.

IPVA 2025 – O IPVA é a segunda maior fonte de arrecadação do Estado, atrás apenas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). No Paraná, a alíquota é de 3,5% sobre o valor venal de carros e motos em geral, e de 1% para ônibus, caminhões, veículos de aluguel, utilitários de carga ou movidos a gás natural veicular (GNV).

Para 2025, a Receita Estadual lançou um total de R$ 6,78 bilhões sobre uma frota tributável de mais de 4 milhões de veículos. Pela legislação, metade do valor arrecadado com o imposto é repassado aos municípios de emplacamento e o restante é usado pelo Estado para o financiamento de obras e custeio de atividades das áreas de saúde, educação e segurança pública.

A inadimplência com o tributo impede a emissão do Certificado e Licenciamento do Registro do Veículo (CRLV), documento de uso obrigatório para circulação. Trafegar sem ele implica em multa pelas autoridades de trânsito e na retenção do veículo até a regularização da pendência.

O não pagamento do IPVA também impossibilita a transferência de propriedade do veículo, além de restringir a obtenção de Certidão Negativa de Tributos junto à Receita Estadual.

Fonte: Agência Estadual de Notícias (AEN)

Atriz de “A Praça é Nossa” recebe ataques nas redes e ameaça “processar geral”

 

A atriz Jaqueline Santos e Carlos Alberto de Nóbrega no “A Praça é Nossa”, do SBT. Foto: Reprodução
Jaqueline Santos, influenciadora, humorista e atriz que participa do “A Praça é Nossa”, do SBT, recebeu uma série de ataques e ameaças nas redes sociais após gravar conteúdos ao lado da streamer Kabrinha. Ela mostrou uma das mensagens recebidas nas redes sociais e afirmou que vai processar os autores das ofensas.

Os ataques começaram após ela gravar uma série de vídeos para as redes sociais interpretando uma noiva abandonada pelo companheiro no altar. Durante a gravação, Kabrinha deu um selinho em Jaqueline, o que revoltou seguidores da streamer.

Jaqueline expôs um print de uma das mensagens recebidas e entre os xingamentos há ofensas como “piranha”, “puta”, “fedida” e “peito de galinha”. O texto ainda traz um incentivo a suicídio e diz que sua morte não faria “diferença na vida de ninguém”.

Ela ameaçou acionar a Justiça contra todos que enviaram mensagens do tipo. “Vou estar processando geral! Se for menor de idade, seus pais irão responder por isso. Não sou obrigada”, escreveu. 

Veja:

Mensagem recebida por Jaqueline Santos no Instagram. 
Foto: Reprodução

Fonte: DCM

Gleisi nem tomou posse como ministra e o Estadão já a ataca

 

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann: a petista já é alvo do Estadão antes mesmo de tomar posse como ministra. Foto: Reprodução

Em editorial publicado nesta quinta-feira (30), o Estadão atacou a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), atual presidente do Partido dos Trabalhadores e futura ministra da Secretaria-Geral da Presidência no governo Lula, antes mesmo da posse da petista. O jornal destacou que a escolha de Gleisi “significa tudo, menos a desejável melhora na qualidade da equipe ministerial de Lula”:

(…) Na prática, o provável embarque de Gleisi na Secretaria, passando a dar expediente diário no quarto andar do Palácio do Planalto, significa tudo menos a desejável melhora na qualidade da equipe ministerial de Lula. Não há meio-termo em relação a ela: Gleisi será a ministra da cisão enquanto o governo precisa de união, ou a porta-voz do desmonte, quando se requer reconstrução.

Só o convite feito a Gleisi representa mais do que a disposição do presidente em ter no Palácio uma petista radical, dando musculatura adicional a um grupo no qual se inclui o chefe da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha – isso num momento em que se esperaria de Lula e do PT um maior compartilhamento do poder com outros partidos que formam a coalizão governista. Se ministra for, Gleisi pode tornar-se ainda um símbolo de mais um constrangimento imposto ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Afinal, ela tem sido um ruidoso e virulento contraponto a Haddad e a qualquer premissa de responsabilidade fiscal. (…)

Gleisi diz que vai registrar candidatura de Lula ao Planalto
Lula e Gleisi: a petista é cogitada pelo presidente para ocupar a Secretaria-Geral da Presidência. Foto: Reprodução

O arsenal de Gleisi é vasto e vai além dos ataques a Haddad. A ex-ministra da Casa Civil de Dilma Rousseff costuma funcionar como uma espécie de braço retórico armado de Lula da Silva. É nessa condição que frequentemente despeja declarações furiosas contra o Banco Central (pelo menos enquanto a instituição era presidida pelo inimigo preferencial dos petistas, Roberto Campos Neto), o mercado financeiro, o mundo corporativo, o agronegócio, o Congresso, a direita (inclusive a direita que não se enquadra no bolsonarismo fundamentalista), Israel, os evangélicos, a imprensa profissional e, agora, o presidente dos EUA, Donald Trump. Por outro lado, revela-se uma afável defensora de Nicolás Maduro, de Cuba e do Partido Comunista Chinês – aos quais costuma bajular enviando missões do PT ou indo pessoalmente para trocas que decerto geram dividendos políticos à esquerda de linhagem lulopetista e constrangimento ao restante do Brasil.

Com tais atributos, resta entender a natureza do convite feito por Lula a um nome que afrontou, desautorizou e deslegitimou seu ministro da Fazenda, mesmo sabendo que inexiste na história um governo forte com um ministro da Fazenda fraco; que Gleisi exibe um modus operandi de guerrilha contra tudo e contra todos que poderiam inspirar o governo a um padrão mínimo de racionalidade e eficiência; e que a presidente do PT tem como único mérito a defesa implacável de Lula, na alegria e na tristeza. (…)

Fonte: DCM