quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Conheça o helicóptero militar Black Hawk e o jato comercial envolvidos em acidente nos EUA

 

Helicóptero militar UH-60 Black Hawk (à esquerda) e equipes de resgate investigam destroços de aeronave no mar após colisão nos EUA – Foto: Reprodução
Na noite de quarta-feira (29), um helicóptero militar e um avião comercial colidiram no ar em Washington D.C., nos Estados Unidos. Segundo as autoridades, o jato da American Airlines transportava 60 passageiros e quatro tripulantes, enquanto o helicóptero levava três soldados. O choque entre as aeronaves aconteceu durante a aproximação para pouso.

O helicóptero envolvido no acidente era um UH-60 Black Hawk, amplamente utilizado pelas forças armadas dos EUA e de outros países. Já o avião era um Bombardier CRJ700, modelo usado para voos regionais. As autoridades investigam as causas da colisão e avaliam os danos provocados pela queda dos destroços.

UH-60 Black Hawk e Bombardier CRJ700


O Black Hawk é fabricado pela empresa norte-americana Sikorsky e está em serviço há mais de 40 anos. Atualmente, mais de 4 mil unidades operam no mundo, incluindo no Exército dos Estados Unidos e na Força Aérea Brasileira, que o utilizou em operações de resgate no Brasil.

Esse helicóptero pode atingir até 300 km/h e transportar até 11 passageiros, além de 4 tripulantes. Suas funções incluem missões militares, busca e resgate, transporte de autoridades e combate a incêndios. Algumas versões são equipadas com armas avançadas para ataques estratégicos.
UH-60 Black Hawk – Foto: Reprodução


O Bombardier CRJ700, por sua vez, é um avião de pequeno porte projetado para voos curtos e médios. Ele pode transportar até 70 passageiros e atingir 876 km/h. O modelo teve seu primeiro voo em 1999 e foi um dos principais concorrentes dos aviões da Embraer no mercado regional.

Jato Bombardier CRJ700 – Foto: Reprodução


O jato é conhecido por sua eficiência e segurança, mas sua produção foi encerrada em 2020. Atualmente, cerca de 260 unidades continuam em operação ao redor do mundo. O avião envolvido no acidente foi fabricado em 2010 e era registrado na American Airlines, mas operado pela subsidiária PSA Airlines.

Os destroços das aeronaves caíram em áreas próximas ao aeroporto, e as autoridades mantêm bloqueios na região para investigações. “Estamos analisando os registros de voo para entender o que levou à colisão”, afirmou um porta-voz da Administração Federal de Aviação.

Equipes de resgate trabalham na remoção dos destroços de aeronave envolvida no acidente após na quarta-feira (29) – Foto: Reprodução
Equipes de emergência seguem no local e buscam esclarecer o impacto da queda. A Força Aérea dos EUA e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes conduzem as investigações e devem divulgar um relatório inicial nos próximos dias.

Fonte: DCM

VÍDEO: Pastor diz que padre Fábio de Melo tem depressão porque “está louco para sair do armário”

 

Padre Fábio de Melo de roupa social azul escura e óculos de grau, sentado, olhando pro lado e falando
Padre Fábio de Melo em participação em programa de TV – Reprodução/TV Globo

O pastor da Igreja Evangélica Ministério Libertos por Deus (LPD), Flávio Amaral, gerou controvérsia ao associar a depressão do padre Fábio de Melo ao medo de “sair do armário”. Durante uma transmissão ao vivo, o religioso fez comentários insinuando que o líder da Igreja Católica seria homossexual e que sua depressão estaria relacionada à falta de intimidade sexual.

Em suas declarações, o pastor disparou: “Seja mais específico, porque eu acredito, que o senhor está louco para sair do armário. Eu acredito sim, muita gente já sabe, já pensa, já fala. Padre com depressão por causa de sua vida sexual? Porque não saiu do armário, porque não casou com uma mulher, ou porque não tem um homem, ou porque não faz sexo?”.

Segurando uma bíblia, Flávio Amaral fez um comentário final, direcionado ao padre: “Querido, seja qual for o motivo, este aqui é o remédio para qualquer depressão”.

Fonte: DCM

Presidente do Republicanos diz que "tendência" do partido é estar com a centro-direita em 2026

O Republicanos tem um representante na Esplanada dos Ministérios, o ministro Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos

         Marcos Pereira e Lula (Foto: Mdic/Divulgação | Ricardo Stuckert/PR)

O presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), afirmou, em entrevista ao jornal O Globo, que a tendência do partido é apoiar um candidato de centro-direita nas eleições presidenciais de 2026. Apesar da sigla ocupar um assento na Esplanada dos Ministérios, com Silvio Costa Filho no Ministério de de Portos e Aeroportos, Pereira diz que a decisão será tomada mais adiante, conforme o cenário político se desenhar.

Em sua análise sobre o atual governo, Pereira criticou a falta de articulação da gestão Lula (PT) e apontou problemas internos. "O governo está um pouco sem rumo, sem direção. Falta entrosamento interno. Os ministros se contradizem, portarias são revogadas. É preciso haver mais pragmatismo", afirmou.

A entrevista também abordou a sucessão de Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Câmara. O Republicanos está na disputa pela cadeira com o deputado Hugo Motta (PB), que tem o apoio do partido e se apresenta como um nome capaz de manter o equilíbrio entre os Poderes. Para Marcos Pereira, a chegada de Motta ao comando da Casa tende a tornar a relação com o governo federal mais "harmoniosa", especialmente em comparação com Lira, que travou embates com o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

⊛ O futuro do Republicanos e a relação com Bolsonaro - O Republicanos tem sido um dos principais partidos da base bolsonarista, mas a posição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pode influenciar os rumos da sigla. Questionado sobre se Tarcísio será o principal herdeiro político de Jair Bolsonaro em 2026, Pereira ponderou: "eu não vejo o Tarcísio como principal nome do Bolsonaro, já que ele segue se colocando como candidato e confiando na elegibilidade".

Ainda assim, o presidente do Republicanos afirmou que Tarcísio tem sido fiel ao partido e descartou, por ora, sua migração para o PL de Bolsonaro. "Tarcísio sempre me disse que seguiria no Republicanos. É um homem de palavra, vou confiar nele".

⊛ Expansão na Esplanada e equilíbrio no Congresso - A possibilidade de uma reforma ministerial que amplie a presença do Republicanos no governo também foi abordada na entrevista. Segundo Pereira, o partido ainda não recebeu convites para ampliar seus espaços na Esplanada e avaliará qualquer proposta que surja. "É melhor esperar o governo apresentar espaços e avaliaremos", disse.

Já sobre o favoritismo de Hugo Motta na disputa pela Câmara, Pereira destacou que o nome do deputado paraibano representa uma consolidação do "equilíbrio e do diálogo" no Congresso. "Este é o perfil dele e do Republicanos. O centro debate tudo, não tem preconceitos. Não por acaso está neste lugar".

Perguntado sobre a possibilidade de Arthur Lira assumir um cargo no governo Lula, o presidente do Republicanos defendeu a ideia e afirmou que dá apoio à movimentação. "Se ele aceitar um eventual convite, terá apoio meu e do Republicanos. Isso ajudaria na articulação com o Congresso, é claro. Lira tem experiência, conhece a Casa como poucos, e é grande amigo do Hugo Motta. Seria bom para todos".

⊛ O Republicanos e sua identidade política - Sobre a identidade do Republicanos, Pereira reafirmou a posição conservadora do partido, citando seu manifesto político. "Está escrito no manifesto político do Republicanos, eu não posso retirar isto para agradar ninguém. Somos conservadores, sim".

As relações entre os setores religiosos da sigla também foram tema da conversa. Pereira negou que haja resistência da chamada "ala evangélica" à sua gestão. "Ninguém da cúpula da igreja reclamou da gestão do partido. Tenho ótima relação com todos".

Com a aproximação das próximas eleições, o Republicanos segue como um partido-chave no tabuleiro político brasileiro, equilibrando alianças com o governo e a oposição enquanto decide seus próximos passos para 2026.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Governo cria novo mecanismo para blindar concessões da oscilação de juros e câmbio

Portaria do Ministério dos Transportes estabelecerá um conjunto de indicadores financeiros para reajustes contratuais, reduzindo riscos para investidores

Rodovia Presidente Dutra (SP) (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O Ministério dos Transportes prepara uma nova portaria que visa proteger concessões de infraestrutura das oscilações de juros e câmbio, dois dos principais entraves para o sucesso de leilões no setor. A informação foi revelada pela Folha de S. Paulo, que detalhou os planos do governo para criar uma cesta de indicadores financeiros capaz de corrigir distorções nos reajustes contratuais.

Atualmente, as concessões de infraestrutura têm seus contratos ajustados exclusivamente pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador de inflação do país. No entanto, esse modelo tem se mostrado insuficiente para captar variações bruscas no custo de insumos essenciais, como asfalto betuminoso, aço e diesel. Para corrigir essa deficiência, o novo mecanismo incluirá outros índices, como o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que é amplamente utilizado na construção civil.

A proposta consiste em criar uma fórmula que leve em consideração os principais insumos de cada concessão, atribuindo pesos específicos para cada um. Dessa forma, o reajuste contratual refletirá melhor as condições reais do mercado. A portaria está em fase final de análise regulatória e deve ser publicada no Diário Oficial da União entre fevereiro e março.

Proteção contra volatilidade econômica - O novo índice pretende trazer maior previsibilidade para os investimentos mais robustos dentro das concessões, evitando prejuízos causados por reajustes descolados da realidade econômica. Em 2023, por exemplo, o preço do insumo betuminoso teve um aumento muito superior ao reajuste do IPCA, impactando diretamente o custo da pavimentação de rodovias. Como esse material está fortemente atrelado à variação cambial, a nova regra busca atenuar essas flutuações.

A proposta foi bem recebida pelo setor privado, que há tempos reivindica soluções para reduzir os riscos de investimentos em infraestrutura. Representantes do segmento destacam que a iniciativa melhora a previsibilidade dos contratos e reduz incertezas para investidores, o que pode aumentar o interesse nos futuros leilões de concessão.

Medidas complementares já adotadas - Além da nova portaria, o governo também vem adotando outras medidas para minimizar os impactos das oscilações econômicas sobre as concessões. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alterou recentemente as regras da Letra de Crédito do Desenvolvimento (LCD) para ajustar a Taxa de Longo Prazo (TLP), que rege os financiamentos da instituição.

Antes da mudança, havia um descompasso entre a taxa de juros vigente no momento do leilão e a que seria aplicada no financiamento efetivo da concessão, que pode levar de um a dois anos para ser assinado. Agora, o BNDES garante que, se os juros subirem nesse período, valerá a taxa original do leilão. Caso os juros diminuam, a concessionária se beneficiará da menor taxa, reduzindo assim os riscos do investimento.

Outro mecanismo já utilizado para lidar com oscilações cambiais e de juros é a conta-garantia, uma reserva financeira criada no início da concessão, abastecida com um valor mínimo que assegura liquidez para eventuais adversidades econômicas. Essa conta pode ser usada para cobrir perdas cambiais e evitar aumentos abruptos de tarifas para os usuários do serviço concedido.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Abertura do mercado de vale-refeição, defendida por Haddad, deve baratear alimentação fora de casa

Governo avalia regulamentação para aumentar concorrência e reduzir custos

Haddad recebe jornalistas na Fazenda (Foto: Diogo Zacarias / MF)

O governo federal estuda medidas para regulamentar o mercado de vale-refeição e vale-alimentação, travado desde 2022, com o objetivo de reduzir o custo da alimentação fora de casa. A iniciativa, defendida pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ganhou força após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrar soluções para conter a inflação dos alimentos, que tem impacto direto no poder de compra da população e na popularidade do governo. No entanto, algumas empresas do setor resistem às mudanças, segundo aponta reportagem do Estado de S. Paulo.

Hoje, restaurantes e supermercados pagam taxas que variam entre 6% e 13% sobre cada transação feita com vale-refeição ou vale-alimentação, um percentual bem superior ao das maquininhas de cartão, que cobram de 1% a 2% dependendo da modalidade de pagamento. Esse custo elevado decorre da concentração do setor em quatro grandes operadoras – VR, Sodexo, Alelo e Ticket –, que juntas dominam 80% do mercado. Essas empresas não apenas emitem os cartões, mas também são responsáveis pelo credenciamento dos estabelecimentos, mantendo redes e maquininhas próprias.

O impacto desse modelo se reflete diretamente nos preços: os lojistas repassam essas taxas ao consumidor, encarecendo as refeições. Para reduzir esses custos, o governo pretende estimular a concorrência, permitindo que todas as operadoras utilizem as mesmas maquininhas e tenham acesso à rede umas das outras. Dessa forma, o objetivo é diluir a concentração do mercado e reduzir as taxas cobradas dos estabelecimentos.

A proposta ganhou força após uma reunião, em novembro, entre Lula e representantes do setor de alimentos e supermercados. Na ocasião, a Associação Brasileira dos Supermercados (Abras) apresentou um plano de reformulação do setor, que movimenta entre R$ 150 bilhões e R$ 200 bilhões por ano. Entre as sugestões, a entidade propôs que o Banco Central regulasse o mercado e que a Caixa Econômica Federal passasse a oferecer o serviço, criando uma alternativa às empresas privadas.

O principal desafio da proposta do governo é definir quem será responsável por regular o mercado. A equipe econômica defende que o setor seja fiscalizado pelo Banco Central, para que as operadoras sigam as mesmas regras das instituições financeiras. Isso significaria limitar as taxas cobradas e garantir repasses mais rápidos aos lojistas, além de proibir tarifas extras sobre as transações.

Atualmente, as operadoras de tíquetes aplicam diversas cobranças adicionais, incluindo taxas de administração, transação, anuidade e antecipação de recebíveis. No fim, esse custo é repassado ao trabalhador, reduzindo seu poder de compra. Segundo um estudo da LCA Consultores, encomendado pelo iFood Alimentação, a abertura do mercado poderia gerar uma economia de R$ 5,21 bilhões por ano, com impacto direto nos preços das refeições.

Empresas de tecnologia querem ampliar concorrência

Nos últimos anos, fintechs como Flash, Caju e iFood Benefícios entraram nesse mercado após a aprovação de uma lei em 2022. Ao contrário das quatro líderes do setor, essas empresas utilizam as redes da Mastercard e Visa para credenciar restaurantes e supermercados, o que reduz custos operacionais.

Essas novas operadoras defendem que, se todas as empresas forem obrigadas a compartilhar a mesma rede de maquininhas e permitir a troca de operadora pelo trabalhador, a concorrência será ampliada e os preços das refeições poderão cair significativamente. Além disso, os consumidores teriam liberdade para escolher o melhor serviço, sem ficarem presos à operadora definida pelo RH da empresa.

Fonte: Brasil 247

Repórter da Globo abandona coletiva após resposta machista do presidente do Atlético-GO (vídeo)

Nathália demonstrou seu desconforto com a situação, reforçando que não havia achado a declaração apropriada

A repórter Nathália Freitas, da TV Globo e Rádio CBN, abandonou a entrevista coletiva do presidente do Atlético-GO (Foto: Reprodução)

A repórter Nathália Freitas, da TV Globo e Rádio CBN, abandonou a entrevista coletiva do presidente do Atlético-GO, Adson Batista, após receber uma resposta considerada machista durante um questionamento feito na última quarta-feira (29). O caso ocorreu após o empate do time goiano com o Goianésia, pelo Campeonato Goiano. As informações são do UOL.

Durante a coletiva, Nathália perguntou a Adson sobre uma possível saída do jogador Shaylon. O dirigente evitou responder diretamente e, em vez disso, questionou a repórter sobre quem ela achava que teve uma boa atuação na partida. A jornalista respondeu que o jogador Alê se "salvou" no confronto. Em seguida, Adson rebateu com um comentário que gerou polêmica: sugeriu que Nathália teria feito essa escolha por considerar o atleta "bonitinho".

Visivelmente incomodada, a repórter manteve o profissionalismo e rechaçou a insinuação. Diante da reação, Adson tentou minimizar a situação, justificando que a frase foi dita em tom de "brincadeira" e que ele teria "liberdade" para tal comentário com a jornalista.

Mesmo após as explicações, Nathália demonstrou seu desconforto com a situação, reforçando que não havia achado a declaração apropriada. Adson, então, pediu desculpas, mas acrescentou: "sem barraco". O presidente do Atlético-GO ainda afirmou que a repórter estava se "vitimizando". Diante do tom da conversa, Nathália decidiu se retirar da entrevista coletiva.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Alcolumbre retorna ao comando do Senado em meio a desconfianças do governo e pressão do STF sobre emendas

Senador deverá retoma a presidência da Casa sob expectativa de uma relação rigorosa com o Planalto e cobranças por transparência no Orçamento

Davi Alcolumbre (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Quatro anos após deixar a presidência do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) retorna ao posto com um novo cenário político e uma relação mais rigorosa com o governo Lula (PT). Se Rodrigo Pacheco (PSD-MG) manteve um alinhamento com o Planalto, a previsão é de que Alcolumbre adote um tom mais pragmático, exigindo maiores concessões para avançar pautas de interesse do Executivo, segundo o jornal O Globo.

A volta do senador ao comando da Casa acontece em um momento de desconfiança mútua entre o Congresso e o governo. Alcolumbre, que teve papel central na ampliação do controle parlamentar sobre o Orçamento em sua gestão (2019-2021), encontra agora um cenário de maior fiscalização por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Polícia Federal, que investigam a distribuição de emendas parlamentares sem transparência. As cobranças por transparência na aplicação dos recursos públicos podem dificultar sua gestão e impor um freio na capacidade de barganha da nova direção do Senado.

⊛ Acordos com a oposição e cálculo eleitoral - Alcolumbre retorna ao cargo após costurar uma ampla rede de alianças que inclui o PL, partido de Jair Bolsonaro, que ocupará a vice-presidência da Casa. Seu retorno reflete um movimento de acomodação política que visa garantir apoio em sua tentativa de reeleição ao Senado em 2026. No Amapá, seu reduto eleitoral, Bolsonaro obteve vantagem sobre Lula nas últimas eleições presidenciais, o que pressiona o senador a manter um equilíbrio entre atender ao Planalto e manter boa relação com a oposição.

Sinais dessa nova configuração já aparecem antes mesmo de sua posse. A oposição conseguiu avançar na ocupação de espaços estratégicos, como a presidência da Comissão de Segurança Pública, agora sob comando de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um dos temas mais sensíveis para a gestão petista.

Carlos Portinho (PL-RJ), líder do PL no Senado, avalia que a gestão de Alcolumbre pode permitir avanço da agenda da direita: "o respeito à proporcionalidade foi quebrado com a disputa passada. Com isso, a expectativa é a ocupação de espaços importantes nas comissões e suas presidências, onde poderemos pautar projetos que são do nosso interesse".

⊛ Trunfos e desafios de Alcolumbre - Apesar das tensões, Alcolumbre preserva sua habilidade de articulação, que foi essencial em sua gestão passada para fortalecer o poder do Senado frente ao Executivo. Como presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), construiu pontes tanto com o Planalto quanto com senadores independentes, negociando cargos, emendas e apoio político. A indicação de Waldez Góes, ex-governador do Amapá, ao Ministério da Integração Nacional foi um movimento que garantiu sua influência dentro do governo Lula.

Seu pragmatismo político, contudo, será testado pela desconfiança de setores do governo. No final de 2023, Alcolumbre criticou a demarcação de terras indígenas feita pelo governo, afirmando que se sentiu "enganado" pelo Planalto após o Congresso aprovar o marco temporal. O tema, que gerou atritos com o STF, reforça a posição do senador como um ator independente, capaz de jogar em diferentes frentes conforme a conveniência política.

⊛ STF e a pressão sobre as emendas - Um dos principais desafios de Alcolumbre será lidar com a pressão crescente do STF e da Polícia Federal sobre a execução de emendas parlamentares. Investigações recentes apontam que cidades do Amapá estão entre as que mais receberam recursos per capita, levantando questionamentos sobre a destinação dos valores.

Em dezembro, a Polícia Federal prendeu 17 pessoas envolvidas em um esquema de desvio de recursos do Orçamento, que pode ultrapassar R$ 1,4 bilhão. Entre os investigados está José Marcos de Moura, o “Rei do Lixo”, dirigente do União Brasil, partido de Alcolumbre. Embora o senador não seja citado diretamente, o caso pode respingar em sua gestão, especialmente pelo histórico de sua atuação na destinação de emendas.

Se por um lado oposicionistas esperam apoio a projetos como a anistia a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, governistas esperam que Alcolumbre impeça medidas que comprometam o equilíbrio fiscal. A chave do seu mandato será manter a habilidade de trânsito entre os diferentes grupos, sem se afastar completamente do governo.

Com um Senado mais dividido e um STF mais vigilante, Alcolumbre inicia seu segundo mandato em uma posição delicada: equilibrando interesses diversos e navegando em um terreno de desconfiança.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Site de turismo lista 15 destinos famosos para você não conhecer em 2025

'No List' destaca destinos onde o turismo pressiona comunidades locais

Protesto contra a crise de habitação em Lisboa, Portugal (Foto: REUTERS/Miguel Pereira)

Com o fim de janeiro e a aproximação de fevereiro, muitos turistas ainda buscam aproveitar os últimos dias de férias. No entanto, diversos destinos famosos, apesar de sua beleza e relevância cultural, estão sofrendo com os impactos da alta demanda turística. O portal Fodors, conhecido por suas análises sobre o setor, divulgou sua "No List" de 2025, destacando locais que estão "entrando em colapso pelo peso de sua própria proeminência". A lista inclui cidades e regiões turísticas que enfrentam sérios problemas devido ao excesso de visitantes e à falta de gestão adequada para lidar com o fluxo crescente de pessoas. As informações são do jornal O Globo.

Embora esses destinos sejam descritos pela Fodors como "deslumbrantes, intrigantes e culturalmente significativos", o turismo desenfreado tem causado dificuldades para os moradores locais, que veem suas prioridades negligenciadas em detrimento do setor turístico. "Os destinos apresentados na No List merecem a fama e a adoração que recebem. Eles são dignos do seu tempo e dinheiro. No entanto, os inúmeros desafios que eles enfrentam são reais e urgentes", explica a publicação.

A intenção do levantamento não é incentivar boicotes, mas sim trazer atenção para os problemas enfrentados por essas regiões. "Acreditamos que o primeiro passo para aliviar um problema é reconhecer que ele existe. A No List serve para destacar destinos onde o turismo está colocando pressões insustentáveis sobre a terra e as comunidades locais. E essas tensões precisam ser abordadas. Dessa forma, os destinos favoritos do mundo podem permanecer assim para a próxima geração."

Os 15 destinos mais afetados pelo turismo excessivo

  1. Bali, Indonésia
    O crescimento acelerado e descontrolado do turismo tem comprometido os habitats naturais da ilha, deteriorando sua herança ambiental e cultural. O excesso de plástico e lixo é um dos maiores desafios da região, que depende do turismo, mas também sofre com seus impactos.
  2. Koh Samui, Tailândia
    Com 3,4 milhões de visitantes em 2023 e projeções de aumento, a ilha enfrenta desafios ambientais e estruturais. Problemas como o acúmulo de lixo e o crescimento desordenado ameaçam a sustentabilidade do local.
  3. Monte Everest, Nepal
    O turismo massivo tem afetado a comunidade Sherpa e a montanha sagrada, que acumula toneladas de lixo e excrementos humanos. Pequenos vilarejos foram transformados em complexos hoteleiros para atender a demanda crescente.
  4. Agrigento, Sicília, Itália
    A cidade histórica enfrenta uma crise hídrica severa, agravada pelo aumento do turismo. O consumo excessivo pode comprometer ainda mais seus patrimônios culturais e a qualidade de vida da população local.
  5. Ilhas Virgens Britânicas
    A ênfase no turismo de cruzeiros tem afastado os investimentos das comunidades locais. A falta de um plano de turismo estruturado gera incertezas sobre o desenvolvimento e infraestrutura do arquipélago.
  6. Kerala, Índia
    O turismo intenso tem agravado os efeitos de desastres naturais, comprometendo os ecossistemas e comunidades locais. O crescimento do setor, embora positivo para a economia, tem gerado danos ambientais significativos.
  7. Kyoto e Tóquio, Japão
    O fenômeno da "poluição turística" preocupa os japoneses, que veem o custo de vida subir e a infraestrutura local ser sobrecarregada pelo fluxo excessivo de visitantes estrangeiros.
  8. Oaxaca, México
    Moradores locais têm protestado contra a comercialização de sua cultura e o aumento das desigualdades geradas pelo turismo. O crescimento desordenado também tem prejudicado o meio ambiente.
  9. North Coast 500, Escócia
    Criado para impulsionar o turismo na Escócia, o circuito tem gerado congestionamentos, acidentes e transtornos para os moradores locais, que veem a infraestrutura sobrecarregada.
  10. Barcelona, Maiorca e Ilhas Canárias, Espanha
    A explosão do turismo elevou os preços dos aluguéis e gerou protestos. Em Barcelona, mais de 10 mil propriedades são usadas como alojamentos turísticos, impactando negativamente os residentes.
  11. Veneza, Itália
    O turismo em massa tem causado transtornos ambientais e sociais. Apesar da implantação de taxas para visitantes de um dia, a cidade continua lidando com superlotação e degradação de sua infraestrutura histórica.
  12. Lisboa, Portugal
    Com cerca de 60% das moradias voltadas ao turismo, Lisboa enfrenta um êxodo populacional e o aumento do custo de vida. A cidade é uma das menos acessíveis financeiramente para seus próprios habitantes.
A "No List" de 2025 serve como um alerta para a necessidade de um turismo mais responsável e sustentável. Medidas de regulamentação, planejamento e educação são essenciais para garantir que esses destinos continuem atraindo visitantes sem comprometer a qualidade de vida dos moradores e a preservação ambiental.

Fonte: Brasil 247

Lula avalia indicar nome do Centrão para a liderança do governo na Câmara

O movimento facilitaria o diálogo do governo com o futuro presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta

Presidente Lula em Brasília - 16/1/2025 (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia indicar um político do Centrão para a liderança do governo na Câmara dos Deputados após as movimentações que devem ocorrer na Esplanada dos Ministérios”, informa o Metrópoles. O cargo é atualmente ocupado pelo deputado José Guimarães (PT-CE). No entanto, o parlamentar deve assumir o comando interino do PT após a ida de Gleisi Hoffmann para a Secretaria-Geral da Presidência.

Uma ala do PT defendia que Lula usasse a liderança do governo na Câmara para reacomodar o ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta (PT-RS). Contudo, o presidente foi aconselhado e passou a considerar a indicação de um deputado do MDB ao do PSD ao cargo.

O movimento facilitaria o diálogo do governo com o futuro presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com outras lideranças do Centrão. Além disso, acalmaria os parlamentares do do grupo por cargos nos” ministérios palacianos”. Desde a gestão Arthur Lira (PP-AL), uma ala do Centrão pressiona para que Lula troque o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), responsável pela articulação política do governo.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Brasil amplia exportações para Nigéria, México e EUA e fortalece agronegócio em 2025

Com 13 novos mercados abertos neste ano, governo Lula totaliza 313 oportunidades desde 2023

      (Foto: REUTERS/Bing Guan)

O Brasil segue ampliando sua presença no comércio internacional e consolidando a expansão do agronegócio. Nos últimos três dias, os governos de Nigéria, México e Estados Unidos concederam autorização para a exportação de produtos agropecuários brasileiros. As novas parcerias elevam para 13 o número de mercados abertos pelo Brasil em 2025 e totalizam 313 novas oportunidades comerciais desde o início do governo Lula (PT).

A expansão da pauta exportadora brasileira não apenas fortalece o setor agropecuário, mas também reforça a diversificação dos parceiros comerciais do país. As recentes autorizações também apontam para o potencial estratégico dessas nações, cujas economias e demandas alimentares estão em crescimento.

⊛ Exportação para a Nigéria - A Nigéria aprovou a importação de embriões bovinos e bubalinos (búfalos) do Brasil, tanto "in vivo" quanto "in vitro". Essa abertura de mercado impulsiona o setor agropecuário brasileiro no continente africano, que apresenta alto potencial para o desenvolvimento da pecuária. Com uma população superior a 223 milhões de habitantes e uma das maiores economias da África, a Nigéria importou mais de US$ 880 milhões em bens agrícolas brasileiros apenas em 2024.

⊛ Aumento da parceria com o México - O Brasil também passou a exportar ovo em pó e ovo granulado para o México, ambos destinados ao consumo animal. A medida evidencia o elevado nível de confiança internacional no sistema sanitário brasileiro e amplia o comércio bilateral entre os dois países. Em 2024, o México importou mais de US$ 2,9 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para carne bovina, complexo soja, produtos florestais e café.

⊛ Expansão nos Estados Unidos - O governo dos Estados Unidos autorizou a importação de fruto seco de macadâmia, farelo de mandioca e fibra de coco do Brasil, sem a necessidade de certificação fitossanitária. Em 2024, as exportações agropecuárias brasileiras para os EUA ultrapassaram US$ 12 bilhões, com maior representação nos setores de café, bebidas, produtos florestais, cacau e carnes. A inclusão dos novos produtos deve beneficiar pequenos e médios produtores brasileiros, permitindo acesso a um mercado de alto valor agregado.

⊛ Política de expansão internacional - Os avanços no setor agropecuário brasileiro são resultado da atuação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). A estratégia do governo Lula tem sido ampliar o alcance dos produtos brasileiros em mercados com alta demanda e fortalecer parcerias comerciais diversificadas.

A crescente integração do Brasil ao comércio global não apenas impulsiona o setor agropecuário, mas também reforça o papel do país como um dos principais fornecedores de alimentos do mundo.

Fonte: Brasil 247

Patinadores artísticos dos EUA estavam a bordo do voo da American Airlines que colidiu com helicóptero em Washington

O casal russo de patinagem artística Evgenia Shishkova e Vadim Naumov, que conquistou o título mundial de pares em 1994, estava a bordo do avião

Shishkova e Naumov, que eram casados, venceram o campeonato mundial de patinagem artística em pares em 1994 e viviam nos EUA (Foto: Reprodução)

Vários membros da comunidade de patinação artística dos Estados Unidos estão entre as vítimas do acidente aéreo que ocorreu na noite de quarta-feira (29) na região de Washington D.C. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo, com base em relatos da imprensa americana. A tragédia aconteceu quando um jato de passageiros da American Airlines colidiu no ar com um helicóptero militar e caiu no rio Potomac, próximo ao Aeroporto Nacional Ronald Reagan.

O casal russo de patinagem artística Evgenia Shishkova e Vadim Naumov, que conquistou o título mundial de pares em 1994, estava a bordo do avião. O filho, Maxim, também patinador, também poderá ter estado no avião, bem como Inna Volyanskaya, uma ex-patinadora que competiu pela União Soviética. Era treinadora do clube de patinagem artística de Washington.

A US Figure Skating, entidade que rege a patinação artística nos EUA, manifestou-se sobre o acidente: "Estamos devastados por esta tragédia indescritível e mantemos as famílias das vítimas em nossos corações", declarou a organização em nota publicada pelo Washington Post.

A CBS News reportou que pelo menos 18 corpos foram recuperados do rio Potomac, enquanto a NBC informou que "mais de doze" foram encontrados, citando fontes familiares.

● Acidente fatal

O voo 5342 da American Eagle, operado pela American Airlines, transportava 60 passageiros e quatro tripulantes e vinha de Wichita, Kansas, com destino à capital americana. Segundo a Administração Federal de Aviação (FAA), a aeronave se chocou no ar com um helicóptero militar modelo Black Hawk que realizava um "voo de treinamento". As circunstâncias do acidente ainda estão sob investigação.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o momento do impacto. "As duas aeronaves estão na água", afirmou a prefeita de Washington, Muriel Bowser, durante uma entrevista coletiva na madrugada de quinta-feira.

Em um vídeo publicado no site da companhia aérea, o CEO da American Airlines, Robert Isom, expressou "profundo pesar" pelo ocorrido.

● Testemunhas relatam cena chocante

Ari Schulman, uma testemunha que dirigia pela região no momento do acidente, descreveu o que viu ao canal CNN: "Inicialmente, eu vi o avião e parecia que estava bem, normal. Estava no ponto de terra". Em seguida, no entanto, percebeu que algo estava errado: "Três segundos depois estava completamente inclinado para a direita... Eu consegui ver a parte inferior, estava iluminado com um amarelo muito brilhante, e havia um fluxo de faíscas embaixo dele".

O Aeroporto Ronald Reagan suspendeu todos os pousos e decolagens até nova determinação. Equipes de resgate seguem trabalhando no local para recuperar vítimas e destroços das aeronaves. O senador do Kansas, Roger Marshall, comentou o ocorrido na rede social X, chamando a tragédia de "pesadelo".

As investigações continuarão nos próximos dias para determinar as causas da colisão e eventuais responsabilidades. Enquanto isso, a comunidade da patinação lamenta profundamente a perda de membros tão queridos.

Fonte: Brasil 247

Áudio do tráfego aéreo captura momentos antes, durante e depois da colisão

Um avião da American Airlines caiu no Rio Potomac, em Washington, após colidir com um helicóptero militar, nesta quarta-feira (29)

       Local do acidente aéreo envolvendo o avião e o helicóptero militar, em Washington (Foto: Street map)

Um avião da American Airlines caiu no Rio Potomac, em Washington, após colidir com um helicóptero militar, nesta quarta-feira (29). A aeronave transportava 60 passageiros e quatro tripulantes. O acidente ocorreu perto do Aeroporto Nacional Reagan, enquanto o avião se aproximava da pista. As informações são da CNN.

De acordo com a Administração Federal de Aviação (FAA), a aeronave envolvida era um jato regional Bombardier CRJ700, operado pela PSA Airlines como voo 5342 da American Airlines, que havia decolado de Wichita, no Kansas. Já o helicóptero era um Black Hawk do Exército dos EUA, que realizava um treinamento na região no momento da colisão.

Um áudio obtido pela reportagem capturou a comunicação entre os controladores de tráfego aéreo momentos antes do impacto. Um controlador perguntou ao helicóptero: “PAT 2-5, você tem o CRJ à vista?” Em seguida, instruiu: “PAT 2-5, passe atrás do CRJ”. Logo depois, a gravação registrou um forte "oooh" e suspiros audíveis, aparentemente vindos da torre de controle, indicando a reação ao acidente.

Pouco depois, a torre alertou outra aeronave sobre a situação: “Não sei se você percebeu antes o que aconteceu, mas houve uma colisão na extremidade de aproximação do 3-3. Vamos encerrar as operações por tempo indeterminado se você quiser voltar para o portão. É altamente recomendável que vocês coordenem com a empresa. Me avisem o que vocês querem fazer”, disse o controlador, referindo-se à pista 33.

Outro piloto que sobrevoava a região confirmou ter visto o acidente. Ele relatou: “Sim, estávamos na final curta e vimos sinalizadores do lado oposto do Potomac”.

O controlador de aproximação também informou sobre a gravidade da situação: “Aparentemente, ambas as aeronaves envolvidas estão no rio, uma busca e resgate estarão em andamento”.

Por conta do acidente, várias aeronaves tiveram que alterar seus planos de pouso, desviando para outros aeroportos, enquanto as operações no Aeroporto Nacional Reagan foram temporariamente suspensas.

A investigação está sendo conduzida pelo National Transportation Safety Board (NTSB) em conjunto com a FAA. Ainda não há informações oficiais sobre possíveis sobreviventes ou vítimas fatais.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Lula recebe direção do MST no Palácio do Planalto nesta quinta-feira

Movimento cobra maior empenho do governo na reforma agrária, alegando uma “paralisação” no programa de assentamentos

     Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Lula (PT) recebe nesta quinta-feira (29) integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Palácio do Planalto. O encontro ocorre poucos dias após o grupo divulgar uma carta em que pressiona o governo a cumprir o compromisso de assentar 100 mil famílias acampadas no país, relata o jornal O Globo.

No documento, assinado pela coordenação nacional do MST, o movimento cobra maior empenho do governo petista na reforma agrária, alegando uma “paralisação” no programa de assentamentos. O grupo também questiona os números apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e critica duramente o Congresso Nacional, classificando sua atuação como "perversa" em defesa do agronegócio.

A carta foi divulgada após quatro dias de reunião da cúpula do MST, realizada em Belém (PA). O movimento sustenta que as ações do governo estão aquém do prometido e que o ritmo de assentamentos é insuficiente para atender à demanda histórica por terras no país. Em dezembro, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, comandado por Paulo Teixeira (PT), afirmou que o governo Lula assentou 71,4 mil famílias ao longo de 2024. O dado, no entanto, é contestado pelo MST, que defende uma revisão nos critérios adotados pela pasta.

Além da cobrança por reforma agrária, o MST também reforçou seu apoio a pautas relacionadas à demarcação de territórios indígenas e ao reconhecimento de quilombos. No documento, o movimento se coloca ao lado de países como Cuba, Palestina e Venezuela. A proximidade com o governo de Nicolás Maduro foi demonstrada neste mês, quando uma comitiva do MST esteve presente na cerimônia de posse do mandatário venezuelano.

Outro ponto destacado pelo MST é a preocupação com a violência no campo. O grupo exige “justiça” para os militantes Valdir do Nascimento e Gleison Carvalho, assassinados em janeiro deste ano em um ataque a tiros no interior de São Paulo. O episódio evidenciou a escalada dos conflitos agrários no Brasil, que vêm aumentando desde 2021.

O encontro entre Lula e o MST ocorre em um momento delicado, no qual o governo tenta equilibrar suas promessas de campanha com a necessidade de negociar com o Congresso, onde o agronegócio possui forte influência. O desfecho da reunião pode indicar os próximos passos da política agrária do governo petista e a disposição do Planalto em atender às demandas do movimento.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Veja o momento da colisão entre avião e helicóptero nos EUA (vídeo)

Voo da American Airlines transportava 64 pessoas; presidente dos EUA diz estar "totalmente informado" sobre o acidente

     O momento da colisão (Foto: Reprodução)

Um avião da American Airlines caiu no rio Potomac, em Washington, nesta quarta-feira (29), após colidir com um helicóptero militar nas proximidades do Aeroporto Nacional Reagan. A informação foi divulgada pela CNN, que apurou os primeiros detalhes do acidente.

A aeronave, um jato regional Bombardier CRJ700 operado pela PSA Airlines, fazia o voo 5342 e havia decolado de Wichita, no estado do Kansas, com destino à capital norte-americana. A bordo estavam 60 passageiros e quatro tripulantes, segundo comunicado da companhia aérea.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar "totalmente informado" sobre o ocorrido e declarou que está "monitorando a situação e fornecerá mais detalhes conforme eles surgirem".

Acidente interrompe operações no aeroporto

A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) confirmou que a colisão aconteceu enquanto o avião se aproximava da pista de pouso. Em razão do impacto e da queda da aeronave no rio, a FAA determinou a suspensão temporária dos voos no Aeroporto Nacional Reagan.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Emergência Médica de Washington foram mobilizadas para o resgate e informaram que barcos especializados estão atuando no local do acidente. Ainda não há informações oficiais sobre vítimas.

A investigação sobre a tragédia está sob responsabilidade do National Transportation Safety Board (NTSB), que trabalhará em conjunto com a FAA para esclarecer as causas do acidente. Autoridades federais ainda não divulgaram detalhes sobre a identidade dos ocupantes da aeronave ou do helicóptero envolvido na colisão.

Veja o momento da colisão:



Fonte: Brasil 247 com informações divulgadas pela CNN