quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Anúncio de Gleisi como ministra deve ocorrer antes do fechamento da reforma ministerial

Mudança na Secretaria-Geral da Presidência está em fase avançada e pode ser confirmada antes da reorganização completa da Esplanada

      Gleisi Hoffmann (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

O PT tem avançado nas negociações para que sua presidente nacional, a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), assuma um ministério no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo informações do Valor Econômico, as tratativas indicam que a parlamentar deve ser nomeada para a Secretaria-Geral da Presidência, hoje ocupada por Márcio Macêdo (PT-SE), e que o anúncio pode ocorrer antes mesmo da reforma ministerial completa, prevista para fevereiro ou até mesmo março.

O acordo vem sendo articulado pelo líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), mas sua formalização ainda depende de ajustes dentro do partido. Caso a mudança se confirme, Gleisi precisaria deixar a presidência do PT antes do término de seu mandato, previsto para julho.

Inicialmente, a deputada era cotada para assumir o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), atualmente comandado por Wellington Dias. No entanto, segundo interlocutores, Lula resiste a essa alternativa por considerar a pasta estratégica para sua gestão e sua eventual reeleição em 2026. Como ministros que desejam disputar eleições devem deixar seus cargos meses antes do pleito, Gleisi teria que sair do MDS em 2026, o que, para o presidente, poderia comprometer a condução da área social no período pré-eleitoral. Já Wellington Dias, por ser senador, pode permanecer no ministério sem essa limitação.

A articulação coloca Márcio Macêdo em situação delicada. Ainda não há definição sobre seu futuro dentro do governo, mas ele nega que esteja de saída. Aliados do ministro destacam que ele segue focado em sua participação na 14ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), que acontece em Recife nos dias 29 e 30 de janeiro, além de estar coordenando o planejamento estratégico do ministério para os anos de 2025 e 2026.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal Valor Econômico

No aniversário de Apucarana, senador entrega recursos e equipamentos


Senador Sergio Moro: “Falei para o Rodolfo que a função é estar no Congresso, legislar, fiscalizar o Poder Executivo, mas existem esses recursos das emendas parlamentares. A nossa preocupação sempre foi de que esse dinheiro tem que ser bem empregado, bem destinado para quem precisa e ser utilizado na finalidade”

O senador Sergio Moro prestigiou o aniversário da cidade e, ao lado do prefeito Rodolfo Mota, fez a liberação de R$ 1,1 milhão para entidades. Os dois também repassaram equipamentos para Guarda Municipal e Agentes de Trânsito, além de fazerem a entrega de melhorias no Aeroporto Capitão João Busse. Moro também visitou as barracas gastronômicas instaladas na Praça Rui Barbosa, conversou com a população e tirou fotos.

O senador lembrou que a liberação dos recursos da emendar parlamentar iniciou a partir de uma conversa que manteve com Rodolfo Mota, ainda em 2022. “Falei para o Rodolfo que a função é estar no Congresso, legislar, fiscalizar o Poder Executivo, mas existem esses recursos das emendas parlamentares. A nossa preocupação sempre foi de que esse dinheiro tem que ser bem empregado, bem destinado para quem precisa e ser utilizado na finalidade”, afirmou o senador, lembrando que na época Rodolfo Mota indicou as entidades que estão recebendo os recursos.

Rodolfo Mota lembra que Moro havia sido eleito senador, quando os dois conversaram sobre o trabalho das entidades. “Uma parte do trabalho do senador é garantir que recursos de Brasília cheguem na ponta e atendam quem mais precisa. Pela confiança e pelo relacionamento que a gente foi criando nesses últimos anos, o senador acreditou, visitou as entidades, conheceu o trabalho e liberou os recursos”, pontua Rodolfo Mota.

RECURSOS E INVESTIMENTOS

☉ – R$ 154 mil Edhucca (emenda parlamentar)

☉ – R$ 140 mil Lar Sagrada Família (emenda parlamentar)

☉ – R$ R$ 600 mil UTFPR (emenda parlamentar)

☉ – Guarda Civil Municipal e Agentes de Trânsito: R$ 100 mil (recursos municipais) para compra de equipamentos

☉ – Aeroporto Capitão João Busse: melhorias com equipe e recursos municipais

Fonte: Prefeitura de Apucarana

APUCARANA: Guardas e agentes de trânsito recebem novos equipamentos


Rodolfo Mota disse que guardas municipais estavam compartilhando os equipamentos na troca de turno por falta de material. Segundo ele o colete todo suado passava para o próximo guarda que estava entrando


De acordo com secretário municipal de Segurança, Vilson Laurentino da Silva, os materiais vão aumentar a proteção durante o serviço. “Foram compradas 46 placas no colete balístico nível A3, para um impacto até de uma pistola 9mm”

Em ato realizado na Praça Rui Barbosa, o senador Sergio Moro e o prefeito Rodolfo Mota fizeram a entrega de equipamentos para a Guarda Civil Municipal (GCM) e Agentes de Trânsito. Foram adquiridos coletes balísticos, algemas e porta-algemas para os integrantes da corporação. O investimento é de cerca de R$ 100 mil.

Rodolfo Mota afirma que guardas municipais estavam compartilhando os equipamentos na troca de turno para falta de material. “O colete todo suado passava para o próximo guarda que estava entrando. Quando eu assumi o mandato, mandei de imediato, na primeira semana, fazer a compra dos equipamentos de uso pessoal dos guardas, que não podiam nunca ter sido compartilhados na troca do turno”, afirmou o prefeito, destacando o trabalho da corporação durante os festejos de aniversário da cidade.

De acordo com secretário municipal de Segurança, Vilson Laurentino da Silva, os materiais vão aumentar a proteção durante o serviço. “Foram compradas 46 placas no colete balístico nível A3, para um impacto até de uma pistola 9mm”, exemplifica, lembrando que os materiais também atendem os agentes de trânsito. “Eles participam de operações, blitz com Polícia Militar, com a Guarda, sendo muito importante que eles também tenham esse equipamento de proteção individual”, explica o secretário.

Fonte: Prefeitura de Apucarana


Aeroporto de Apucarana recebe melhorias



A agenda do senador Sergio Moro em Apucarana foi finalizada no Aeroporto Capitão João Busse, onde foram entregues diversos serviços de melhoria. “Roçagem, faxina e limpeza geral com a retirada de uma árvore caída, pintura e alguns reparos, além da sinalização viária externa”, cita o prefeito Rodolfo Mota.

De acordo com o prefeito, o objetivo é promover paulatinamente o resgate de diversos espaços públicos. “A exemplo do que fizemos recentemente no Bosque Municipal, quando uma força-tarefa coordenada pelas secretarias de Meio Ambiente e Serviços Públicos fez a revitalização. Devolvemos este espaço, em melhores condições, para os passeios com as famílias e visitação”, frisa Rodolfo Mota.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

Perseguição a imigrantes apavora comércio: 'por favor, não nos dedurem'

O impacto é especialmente grave no setor de restaurantes, que depende fortemente da mão de obra imigrante

    Donald Trump (Foto: Carlos Barria / Reuters)

Desde que Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos, sua política de repressão a imigrantes sem documentação tem causado pânico entre trabalhadores e empresários. Como reportado pelo UOL, a ofensiva anti-imigratória da nova administração tem levado muitos profissionais a faltarem ao trabalho e impedido crianças de frequentarem a escola por medo de deportações.

O impacto é especialmente grave no setor de restaurantes, que depende fortemente da mão de obra imigrante. Na última semana, diversos estabelecimentos não conseguiram abrir as portas por falta de funcionários. Segundo a Associação Nacional de Restaurantes dos EUA, 21% dos trabalhadores do setor são imigrantes legalizados, mas a presença de indocumentados é significativa e dificilmente mensurável.

O temor de operações do Serviço de Controle de Imigração (ICE, na sigla em inglês) faz com que muitos donos de restaurantes evitem falar publicamente sobre o tema. Em um restaurante famoso de Chicago, a preocupação foi estampada em um bilhete pregado na cozinha: "Não deixe o ICE entrar no prédio!", dizia a mensagem escrita à mão. "E nada de dedurar!", completava o recado, em solidariedade aos trabalhadores sem documentos.

Para conter o pânico, chefs e empresários têm recorrido a advogados especializados em imigração, orientando seus funcionários sobre direitos e procedimentos em caso de abordagens das autoridades. Enquanto isso, protestos contra as medidas anti-imigratórias se multiplicam em cidades como Chicago, onde comunidades imigrantes tentam reagir às ameaças.

A presença imigrante na gastronomia

Os restaurantes são um dos principais setores que absorvem trabalhadores estrangeiros recém-chegados aos Estados Unidos. Diferentemente de outras profissões que exigem fluência no idioma local ou certificações específicas, cozinhar e vender comida permite uma integração mais rápida.

Esse fenômeno não se restringe aos EUA. Em São Paulo, por exemplo, muitos restaurantes foram fundados por imigrantes que fugiam de crises e guerras. Inicialmente, esses estabelecimentos serviam comida para suas comunidades, mas logo se tornaram parte do cenário gastronômico da cidade, misturando influências culturais. Hoje, é comum ver quibes ao lado de coxinhas em padarias, assim como pastéis dividindo espaço com temakis.

Nos Estados Unidos, a presença imigrante é ainda mais evidente. Segundo um levantamento da Escola Escoffier, 41% dos restaurantes do país são geridos por minorias étnicas, um percentual bem acima dos 30% registrados em outros setores. Entre as diversas comunidades, a asiática se destaca, estando super-representada no setor de alimentação em mais de 196%.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Prestes a assumir ministério, Gleisi celebra arrecadação recorde e tributação dos super-ricos

Atual presidente do PT e futura ministra, ela destaca ainda o grande esforço fiscal do País e a retomada do crescimento

      Lula e Gleisi Hoffmann (Foto: RICARDO STUCKERT)

A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), atual presidente do Partido dos Trabalhadores e futura ministra da Secretaria-Geral da Presidência, comemorou os avanços econômicos alcançados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2024. Em uma publicação nas redes sociais, ela destacou a arrecadação recorde de R$ 2,709 trilhões no ano passado, impulsionada pelo crescimento econômico, pelo aumento da tributação sobre os mais ricos e pela expansão de investimentos no setor produtivo.

"A forte recuperação da economia durante o Governo Lula, consequência da expansão dos programas sociais, em especial do Bolsa Família, da isenção do IR para quem ganha até dois salários mínimos, do aumento real do salário mínimo, da retomada da produção industrial e do aumento de investimentos e empregos, o que colocou mais dinheiro em circulação, permitiu que o Brasil registrasse a arrecadação recorde de R$ 2,709 trilhões em 2024", escreveu Gleisi.

A futura ministra também ressaltou que o ajuste fiscal promovido pelo governo foi um dos mais expressivos do mundo, reduzindo o déficit das contas públicas de 2,4% do PIB em 2023 para apenas 0,1% no ano seguinte. "Fator importante para o equilíbrio fiscal das contas públicas, que registraram uma queda do déficit de 2,4% do PIB em 2023, para 0,1% em 2024, um dos maiores esforços fiscais dentre todos os países. Arrecadação maior e despesas feitas com critério estão levando o país ao equilíbrio das contas públicas", afirmou.

Gleisi destacou ainda que a tributação dos fundos offshore e exclusivos, que atingem os super-ricos, foi uma das principais medidas que impulsionaram o aumento na arrecadação. Essa tributação foi implementada pela primeira vez na história do Brasil e representou um avanço significativo na busca por maior justiça tributária.

Outro fator relevante apontado pela parlamentar foi o crescimento de 24,7% na importação de bens de capital em 2024, acompanhado pela expansão da fabricação doméstica de máquinas e equipamentos. Como consequência, houve um aumento expressivo na arrecadação de impostos, com crescimento de 33,7% no imposto de importação e no IPI vinculado. Apenas no mês de dezembro, a arrecadação com máquinas e equipamentos registrou uma alta de 37,51%, o que sugere uma continuidade da recuperação do setor industrial nacional.

"Isso mostra que o Brasil está crescendo, este ano deve ultrapassar 3,5% em relação ao PIB, de forma sustentada", projetou Gleisi, reforçando a expectativa otimista para o desempenho econômico do país em 2025.

Mudanças no governo Lula

Enquanto comemora os avanços econômicos, Gleisi Hoffmann também se prepara para assumir um dos principais cargos do Palácio do Planalto. Segundo informações da Reuters, Lula decidiu que ela substituirá Márcio Macêdo na Secretaria-Geral da Presidência, cargo que lhe garantirá acesso direto ao chefe do Executivo e grande influência sobre a agenda política do governo.

A troca é parte de uma reestruturação ministerial prevista para ocorrer em fevereiro, logo após as eleições para as mesas diretoras da Câmara e do Senado. O objetivo das mudanças é aprimorar a gestão e reacomodar forças políticas dentro da base governista.

Com a chegada de Gleisi ao Planalto, o governo ganha uma articuladora experiente e fiel às diretrizes do PT, o que pode fortalecer ainda mais a implementação das políticas econômicas e sociais que vêm garantindo a retomada do crescimento. 

Confira a postagem de Gleisi:

Fonte: Brasil 247

Governo Trump oferece a 2 milhões de funcionários federais incentivos financeiros para deixar cargos

"Programa de demissão diferida" permite que os funcionários recebam salários até setembro, sem ter que trabalhar presencialmente e tendo funções reduzidas

      Agentes do Serviço Secreto dos EUA na Casa Branca (Foto: Reuters/Tasos Katopodis)

Reuters - O governo Trump afirmou na terça-feira que está oferecendo incentivos financeiros para que 2 milhões de funcionários federais civis em tempo integral deixem os cargos, como parte dos planos para reduzir drasticamente o tamanho do governo dos Estados Unidos.

O "programa de demissão diferida" permitiria que os funcionários federais permanecessem na folha de pagamento até 30 de setembro, mas sem ter que trabalhar presencialmente e possivelmente tendo suas funções reduzidas ou eliminadas nesse meio tempo, de acordo com um email enviado aos funcionários federais e visto pela Reuters.

O email dá aos funcionários federais até 6 de fevereiro para decidir se querem participar. Ele instruía os funcionários interessados a responder ao email de uma conta do governo e digitar a palavra "renúncia".

A oferta abrange funcionários civis, exceto aqueles em cargos relacionados à imigração e segurança nacional e pessoas que trabalham para o Serviço Postal dos EUA.

A medida sem precedentes ocorre em um momento em que o presidente republicano Donald Trump usa seus primeiros dias no cargo para reduzir, expurgar e reprogramar o governo federal dos EUA para se adequar às suas prioridades políticas.

Há cerca de 2,3 milhões de funcionários civis nos EUA, excluindo o Serviço Postal. As agências relacionadas à segurança são responsáveis pela maior parte da força de trabalho federal, mas centenas de milhares de pessoas trabalham em todo o país em funções que supervisionam o atendimento médico dos veteranos, inspecionam a agricultura e pagam as contas do governo, entre outras funções.

A participação dos funcionários federais como porcentagem da força de trabalho total não agrícola, atualmente abaixo de 2%, vem diminuindo há décadas.

O email dizia que o governo espera ver uma "força de trabalho mais simplificada e flexível".

Fonte: Brasil 247 com Reuters

Prefeita bolsonarista em cidade do Maranhão cancela carnaval e anuncia festival gospel no lugar

Tradicionalmente marcada pelos quatro dias de folia de Momo, a festa de carnaval foi cancelada pela prefeita bolsonarista Flavinha Cunha (PL)

      Jcomp/Freepik (Foto: Jcomp/Freepik)

A cidade de Zé Doca, no Maranhão, viveu uma reviravolta em sua programação para o Carnaval de 2025. Tradicionalmente marcada pelos quatro dias de folia de Momo, a festa de carnaval foi cancelada pela prefeita bolsonarista Flavinha Cunha (PL), que anunciou, em suas redes sociais, a realização do "Primeiro Festival Gospel de toda a região". A decisão, tomada em parceria com o deputado estadual Josimar de Maranhãozinho (PL), causou grande repercussão e dividiu a população, conforme reportado pelo portal Meio Norte.

Em um vídeo divulgado nas plataformas digitais da Prefeitura e da própria prefeita, Flavinha Cunha se apresenta ao lado de Maranhãozinho e anuncia a "grande" novidade para a cidade. " Serão 4 dias de muito louvor e adoração a Deus", declarou o deputado. A prefeita também enfatizou a importância do evento, destacando que ele visa "agradar a população". "Se prepare para nosso primeiro Adora Zé Doca", completou Flavinha, referindo-se ao festival gospel que ocorrerá nos dias 1º a 4 de março.

A postagem gerou quase 600 comentários e muitos manifestaram críticas contundentes, principalmente por questionarem a substituição do tradicional carnaval, uma celebração popular, por um evento religioso patrocinado pelo poder público. Dois dias após o anúncio do cancelamento do carnaval, a Prefeitura de Zé Doca publicou outro vídeo, informando que serão realizadas prévias carnavalescas nos dias 21, 22 e 23 de fevereiro, no formato de um "carnaval fora de época".

Fonte: Brasil 247 com informações do portal Meio Norte

Dólar tem ligeira baixa nesta quarta com decisões de Fed e BC e leilão em foco

Na terça-feira, o dólar à vista fechou em baixa de 0,74%, a R$ 5,86, a menor cotação desde 26 de novembro do ano passado

      Dólar (Foto: Reuters)

Por Felipe Moreira, InfoMoney - O dólar à vista operava com leve baixa perante o real nesta quarta-feira (29), com os investidores à espera das decisões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central mais tarde, enquanto também aguardam um novo leilão a ser realizado pela autarquia ainda no período da manhã.

Qual é a cotação do dólar hoje? - Às 9h25, a moeda norte-americana à vista caía 0,16%, aos R$ 5,859 na compra e R$ 5,860 na venda. Na B3 o dólar para fevereiro — atualmente o mais líquido — tinha estabilidade, aos 5.858 pontos.

Na terça-feira, o dólar à vista fechou em baixa de 0,74%, a 5,8691 reais — a menor cotação desde 26 de novembro do ano passado, quando encerrou em 5,8096 reais.

Dólar comercial
    ☉ Compra: R$ 5,859
    ☉ Venda: R$ 5,860

Dólar turismo
    ☉ Compra: R$ 5,967
    ☉ Venda: R$ 6,147

O que acontece com o dólar hoje? - O Banco Central anunciou na véspera que realizará um leilão de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) nesta quarta, com oferta total de 2 bilhões de dólares. A operação será realizada das 10h20 às 10h25 e tem o objetivo de rolar linhas que vencerão em 4 de fevereiro.

A autarquia ainda fará nesta sessão um leilão de até 15.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 5 de março de 2025.

Fonte: Brasil 247 com Infomoney

Brasileiros em pânico nos EUA deixam de frequentar cultos e até supermercados

Muitas dessas pessoas, que haviam se acostumado a uma rotina estável, agora cogitam voltar ao Brasil diante da escalada de operações de deportação

      (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A crescente tensão entre imigrantes brasileiros nos Estados Unidos tem sido palpável, especialmente após a posse de Donald Trump e suas recentes políticas de imigração. Segundo a BBC, que ouviu relatos da comunidade, o clima de incerteza e medo tem se intensificado nas últimas semanas, com muitos brasileiros em situações regulares e irregulares se sentindo ameaçados pelas novas medidas do governo republicano.

O influenciador mineiro Junior Pena, que tem mais de 1 milhão de seguidores no TikTok e reside nos Estados Unidos há 15 anos, afirma que sua caixa de mensagens está repleta de relatos alarmantes de famílias brasileiras. Muitas dessas pessoas, que haviam se acostumado a uma rotina estável, agora cogitam voltar ao Brasil diante da escalada de operações de deportação. “O medo é geral. As pessoas estão com receio até de sair de casa e estão mudando sua rotina de forma drástica”, relata Pena.

Desde a posse de Trump, em 20 de janeiro, o governo americano tem implementado uma série de medidas que afetam diretamente a imigração. Uma das mais preocupantes é a flexibilização das detenção de imigrantes em espaços considerados seguros, como igrejas, escolas e clínicas. Além disso, agentes de várias esferas do governo, como policiais do Departamento Antidrogas e os Marshals, receberam ordens para atuar na captura de imigrantes sem documentos.

Essas medidas têm gerado um impacto direto em ambientes frequentados pela comunidade brasileira, como mercados e igrejas evangélicas. Em relatos ouvidos pela BBC News Brasil, membros da comunidade afirmam que muitos cultos estão significativamente mais vazios, com o medo de que alguém possa ser detido durante o evento. "Os cultos estão bem mais vazios, as pessoas estão com medo até de ir para a Igreja", conta Fernanda*, uma estudante brasileira de teologia que vive em uma das cidades americanas com maior concentração de imigrantes brasileiros.

Embora o governo de Trump tenha afirmado que suas operações visam especificamente imigrantes "criminosos", muitos brasileiros temem que o chamado "dano colateral" — termo utilizado para descrever a prisão de imigrantes sem antecedentes criminais — se torne uma realidade cada vez mais presente. "As pessoas estão bem assustadas e com muito medo. Se você estiver no lugar errado, na hora errada, vai acabar sendo pego", afirma Ricardo*, brasileiro que também atua como influenciador e tem acompanhado de perto a situação de seus seguidores.

De fato, essa sensação de insegurança é reforçada por episódios como o ocorrido na cidade de Newark (Nova Jersey), onde, segundo o prefeito Ras Baraka, agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) realizaram prisões sem mandado de busca, levando tanto imigrantes sem documentos quanto cidadãos americanos. Outro caso alarmante foi o de uma mulher venezuelana, detida enquanto aguardava uma audiência para regularizar seu status migratório.

A ordem do governo de Trump de deportar imigrantes ilegais, incluindo aqueles sem antecedentes criminais, tem gerado ainda mais apreensão. Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, afirmou recentemente que “qualquer pessoa que tenha migrado irregularmente para os EUA é um criminoso”. As palavras de Leavitt apenas aprofundam o temor generalizado entre os imigrantes, que temem que a definição de "criminoso" seja ampliada e atinja trabalhadores que nunca tiveram problemas com a justiça.

Para muitos imigrantes, as novas políticas significam uma vida de constantes precauções. “A orientação dos advogados é não frequentar lugares com grande concentração de imigrantes, como mercados brasileiros ou festas de imigrantes. Temos que tomar cuidado para não acabar sendo levados sem querer”, diz Rafael*, um brasileiro que vive na Flórida e está no processo de regularizar sua situação.

Mesmo para aqueles que têm os documentos em dia, a ansiedade é palpável. Fernanda, que além de estudar teologia também vende comida brasileira em Massachusetts, diz que tem evitado frequentar lugares públicos e até diminuiu sua presença nas atividades da igreja. "A gente nunca sabe o que pode acontecer", comenta, refletindo sobre a insegurança vivida pela comunidade.

Junior Pena, conhecido por sua presença nas redes sociais, tem orientado seus seguidores a evitarem chamar atenção. "Eu digo para dirigir no limite de velocidade, não furar o sinal vermelho", alerta. Pena, que também trabalha na construção civil e vive nos EUA sem documentos, revela que, mesmo estando há 15 anos na mesma situação, nunca enfrentou uma sensação de medo tão forte. "Eu tinha viagem marcada para o Alasca, mas não vou mais. Não é o momento para arriscar."

Essa instabilidade também tem afetado a vida religiosa da comunidade brasileira. Algumas igrejas, como em Nova York, chegaram a colocar avisos nas portas informando que o ICE não pode entrar nas dependências sem uma ordem judicial. Para os imigrantes em situação irregular, essas medidas simbolizam uma tentativa de resistência contra o clima de opressão instaurado pelas novas políticas de imigração.

O clima de "terror psicológico", como descreve Pena, tem sido vivido por muitos brasileiros que, mesmo estando longe de casa, sentem-se presos em um cenário de incertezas. A combinação de operações de deportação e a possibilidade de serem levados de surpresa têm gerado pânico. "Muitas pessoas estão só esperando o momento de ir embora. Não sabem mais o que fazer", afirma um brasileiro em uma mensagem enviada à BBC News Brasil.

Enquanto isso, outros imigrantes, como Igor*, residente em Utah, minimizam a situação e apontam que o pânico é exagerado. "Para mim, não mudou nada desde a chegada de Trump. Está tudo igual", comenta. Para ele, as notícias de blitzes e operações são exageros em grupos de WhatsApp, muitas vezes não confirmadas.

No entanto, para muitos outros, o impacto das novas políticas é inegável, e o medo de que a vida como a conheciam seja interrompida a qualquer momento é real. As próximas semanas prometem ser decisivas para a comunidade de imigrantes brasileiros, que, em sua maioria, ainda tenta entender os reais efeitos das novas ordens executivas e se ajustar a uma realidade que, para muitos, parece cada vez mais incerta.

Fonte: Brasil 247

Chegada de Gleisi ao Planalto deve melhorar comunicação do governo e relação com o Congresso

Além disso, o nome de Gleisi Hoffmann deve reaproximar o governo de sua base eleitoral

     Gleisi Hoffmann (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

A nomeação da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, à Secretaria-Geral da Presidência deve melhorar a relação do governo Lula (PT) com o Congresso e o reaproximar da base eleitoral, avaliam integrantes do Planalto. A chegada de Gleisi ao Planalto faz parte de uma série de movimentações que começaram com a indicação do novo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira. As informações são do g1.

A ideia de Lula é recalcular a rota da política no governo de olho nas eleições presidenciais de 2026. Além da Secretaria-Geral, a Secretaria de Assuntos Institucionais também está na pauta. Gleisi confirma que Lula estuda fazer ajustes e pretende fazer mudanças nos ministros do PT, mas negou que tenha sido procurada pelo presidente.

Ao ser questionada sobre a possibilidade de assumir a Secretaria-Geral, a presidente do PT disse que está disposta a ajudar. No Planalto, também existe a avaliação de que a entrada de Gleisi no governo resolveria a disputa pelo comando do partido. Lula tem grande gratidão pela deputada por conta da mobilização feita por ela nos anos que esteve preso em Curitiba.

Segundo integrantes do governo, a atuação de Gleisi no cargo do Palácio do Planalto deve melhorar a relação com o Congresso. A presidente do PT foi peça fundamental para garantir o apoio do partido a Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara, evitando disputas internas. Apesar de ser alinhado à direita, Motta tem ótima relação com políticos de esquerda, incluindo Gleisi. O parlamentar é o grande favorito para vencer as eleições na Câmara.

Além de melhorar a articulação política do Planalto, a nomeação de Gleisi como secretária-geral da Presidência é vista como um aceno à base eleitoral do PT. A ideia é alinhar a comunicação com Sidônio Palmeira e realizar ações estratégicas voltadas para a camada mais pobre da sociedade quanto para a classe média.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Santos: torcedores esgotam plano mais caro de sócios do clube

Próximo de Neymar, clube ganhou mais de 10 mil associados em poucos dias

Neymar está próximo de retornar ao Santos após 12 anos
Foto: Raul Baretta/ Santos FC

O Santos viu seu programa de sócio-torcedor registrar um salto significativo desde que acertou o retorno do atacante Neymar Jr.

No dia 19 de janeiro, quando surgiram as primeiras informações sobre a volta do camisa 10 ao clube, o Santos tinha 46.754 sócios. Até o fechamento desta reportagem, em 29 de janeiro, o número subiu para 59.525 – um crescimento expressivo.

O aumento na adesão fez com que a categoria Black, plano mais caro e com maior prioridade na compra de ingressos, se esgotasse.

“O Santos FC informa que a adesão para categoria Black, do programa Sócio Rei, está esgotada. O limite de cinco mil associados para o plano foi atingido. Faça a sua adesão para o Sócio Gold ou Silver e ganhe vantagens exclusivas”, disse o Santos em nota.

Retorno de Neymar

Neymar retorna ao time da Vila Belmiro após 12 anos, quando deixou a equipe para atuar pelo Barcelona, da Espanha, e dar início a sua carreira internacional. Além dos espanhóis, o camisa 10 também passou pelo PSG (da França) e recentemente pelo Al-Hilal (da Arábia Saudita).

O brasileiro volta a sua 'casa' para reencontrar seu alto nível e técnico, em busca de se preparar para a Copa do Mundo de 2026, a qual Neymar j á afirmou que será sua última com a camisa da seleção brasileira.

Nos últimos anos, Neymar tem sofrido com lesões, especialmente com o rompimento dos ligamentos de um dos joelhos, considerada a pior de sua carreira. Ao todo, o brasileiro atuou em somente sete partidas pelo Al-Hilal desde sua chegada em 2023, marcando um gol.

Fonte: IG Esportes

Neymar e mais 10! Veja possíveis titulares do Santos com reforços

Peixe se movimenta no mercado para formar uma equipe competitiva em torno do seu principal jogador

Neymar deve ser apresentado pelo Santos nessa semana
Divulgação / Al-Hilal
Neymar deve ser apresentado pelo Santos nessa semana

Neymar está retornando ao Santos e deseja jogar ao lado de um time forte para competir por títulos. No entanto, a situação financeira do Peixe é complicada e pode demorar para que nomes 'de peso' cheguem à Vila Belmiro para acompanhar o craque.

Existe a expectativa de como ficaria o time titular do Santos com a chegada de reforços que estão com negociações encaminhadas, ou concretizadas, com o Peixe, como Neymar, David Washington e Zé Rafael.

Uma escalação que Caixinha pode usar quando tiver todas as peças à disposição seria: Gabriel Brazão; Leo Godoy, Zé Ivaldo, Luan Peres e Escobar; Rincón (Schmidt), Diego Pituca e Zé Rafael; Neymar, Soteldo e Tiquinho Soares (David Washington)

Além dessas opções que estão com negociações mais adiantadas, o Santos também sonha com outras chegadas, segundo o 'UOL'. Arhur Melo, da Juventus, e Leandro Paredes, da Roma, são nomes que o clube vê uma chance maior de negócio. Ambos já jogaram com Neymar no passado e a diretoria conta com a ajuda do jogador.

Entre os sonhos mais 'altos', existem algumas outras opções que também foram debatidas nos bastidores da Vila Belmiro, mas não existem negociações nesse momento, acrescenta o portal. 

Veja a lista: 

    ● Pogba (livre no mercado)
    ● Sergio Ramos (livre no mercado)
    ● Paulo Henrique Ganso (Fluminense)
    ● Marcelo (livre no mercado)
    ● Thiago Silva (Fluminense)

Entre em nossa página e fique por dentro de tudo que acontece nos esportes ao redor do mundo.

Fonte: IG Esportes

Efeito Neymar? Santos entra no top-5 dos mais seguidos do Brasil

Peixe deve anunciar oficialmente o retorno do craque nas próximas horas

Neymar está próximo de retornar ao Santos após 12 anos
Foto: Divulgação/Santos FC
Neymar está próximo de retornar ao Santos após 12 anos

O Santos ainda não anunciou oficialmente o retorno do atacante Neymar Jr. em sua página no Instagram, mas o clube já começa a colher os frutos.

A conta do Peixe na rede social saltou de 3,8 milhões para 4,3 milhões de seguidores em poucos dias. Com isso, o Santos superou o Vasco da Gama e assumiu a quinta posição entre os clubes brasileiros com mais seguidores na plataforma.

Veja abaixo o top-10


1-     Flamengo 21,4 milhões
2-     Corinthians 13 milhões
3-     Palmeiras 7 milhões
4-     São Paulo 6,9 milhões
5-     Santos 4,3 milhões
6-     Vasco da Gama 3,5 milhões
7-     Grêmio 3,4 milhões
8-     Atlético-MG 3,3 milhões
9-     Cruzeiro 3,1 milhões
10-   Fluminense 2,5 milhões


Neymar retorna ao time da Vila Belmiro após 12 anos, quando deixou a equipe para atuar pelo Barcelona, da Espanha, e dar início a sua carreira internacional. Além dos espanhóis, o camisa 10 também passou pelo PSG (da França) e recentemente pelo Al-Hilal (da Arábia Saudita).

O brasileiro volta a sua 'casa' para reencontrar seu alto nível e técnico, em busca de se preparar para a Copa do Mundo de 2026, a qual Neymar já afirmou que será sua última com a camisa da seleção brasileira.

Nos últimos anos, Neymar tem sofrido com lesões, especialmente com o rompimento dos ligamentos de um dos joelhos, considerada a pior de sua carreira. Ao todo, o brasileiro atuou em somente sete partidas pelo Al-Hilal desde sua chegada em 2023, marcando um gol.

Fonte: IG Esportes

Compras internacionais têm recuo no Brasil em 2024, mas arrecadação sobe 40%

Aumento na arrecadação é reflexo direto da nova alíquota de 20% aplicada sobre encomendas de até US$ 50, popularmente chamada de "taxa da blusinha"

      (Foto: Reprodução | Freepik)

A Secretaria da Receita Federal divulgou nesta quarta-feira (29) que as compras internacionais feitas pelos brasileiros recuaram 11% em 2024 na comparação com o ano anterior. No entanto, a arrecadação com tributos sobre importações cresceu 40,7%, atingindo um recorde de R$ 1,98 bilhão. O aumento se deve, principalmente, à nova alíquota de 20% aplicada sobre encomendas de até US$ 50, popularmente chamada de "taxa da blusinha", relata o g1.

Os números indicam que, apesar da retração no volume de compras – que caiu de 209,58 milhões de encomendas em 2023 para 187,12 milhões no ano passado –, o governo conseguiu ampliar significativamente a receita com a taxação. Além da tributação federal, os estados também elevaram a alíquota do ICMS de 17% para 20%, mudança que entrará em vigor em abril de 2025.

Aumento da arrecadação e impacto no comércio exterior - Segundo a Receita Federal, 91,5% das importações realizadas em 2024 foram feitas pelo Programa Remessa Conforme, criado em 2023 para regularizar o comércio de mercadorias estrangeiras no Brasil. A política, que inicialmente previa isenção do imposto de importação para compras de até US$ 50, passou por mudanças que resultaram na aplicação da alíquota de 20% sobre todas as remessas.

O governo defende que o crescimento da arrecadação comprova a eficácia do programa. "O aumento da arrecadação vai ao encontro da criação do Programa Remessa Conforme e do estabelecimento, pelo Congresso Nacional, da tributação sobre todas as remessas, independentemente do valor da importação", afirmou a Receita Federal em nota. Já o setor de varejo nacional celebra a medida como um avanço rumo à isonomia tributária.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Governo Milei ameaça remover feminicídio do código penal da Argentina

A proposta causou forte reação entre grupos feministas e especialistas em direitos humanos

     Javier Milei (Foto: Reuters/Denis Balibouse)

O governo do presidente argentino Javier Milei anunciou mais um passo na sua política de desmonte das garantias de direitos das mulheres. De acordo com declaração do ministro da Justiça, Mariano Cúneo Libarona, a administração pretende "eliminar a figura do feminicídio do código penal argentino", sob o argumento de que "nenhuma vida vale mais que outra". A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.

A proposta causou forte reação entre grupos feministas e especialistas em direitos humanos, que apontam o risco de retrocessos no combate à violência de gênero. O feminicídio foi incorporado ao código penal argentino em 2012 como um fator agravante do homicídio, garantindo penas mais severas para crimes cometidos contra mulheres em razão de seu gênero. A punição para esse tipo de crime pode chegar à prisão perpétua.

Milei já havia criticado a existência da tipificação do feminicídio em seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos. O presidente afirmou que "a igualdade perante a lei já existe no Ocidente" e que "todo o resto é apenas busca por privilégios". Ele também argumentou que, ao diferenciar homicídios comuns de feminicídios, a lei estaria, na prática, conferindo maior valor à vida das mulheres do que à dos homens. "E isso acarreta uma punição mais séria do que se você matasse um homem simplesmente com base no sexo da vítima – legalmente fazendo com que a vida de uma mulher valha mais do que a de um homem", declarou.

◉ Cortes e desmonte de políticas de gênero

A ofensiva do governo Milei contra direitos das mulheres não é recente. Desde sua posse, o presidente eliminou o Ministério das Mulheres e dissolveu a subsecretaria responsável pela proteção contra violência de gênero. Além disso, cortou programas que forneciam suporte a vítimas de violência doméstica. Em novembro, a Argentina foi o único país a votar contra uma resolução da Assembleia Geral da ONU que propunha medidas para prevenir e eliminar todas as formas de violência contra mulheres e meninas.

A decisão do governo argentino ocorre em um momento de crescente articulação de lideranças da extrema direita mundial contra políticas de gênero e diversidade. Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump – que chamou Milei de seu "presidente favorito" – também intensificou críticas a iniciativas voltadas à equidade. Na semana passada, Trump classificou programas de diversidade, igualdade e inclusão como "perigosos, degradantes e imorais", revogando ordens destinadas a prevenir discriminação com base em identidade de gênero e orientação sexual.

◉ Alerta de retrocesso em um país marcado pela luta feminista

Especialistas alertam para os impactos da possível revogação da tipificação do feminicídio no código penal. Segundo um levantamento do Observatório Argentino de Feminicídios da Defensoria do Povo, 295 mulheres foram vítimas desse crime entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano passado.

A Argentina tem um histórico de mobilizações femininas de grande impacto, como o movimento Onda Verde, que em 2020 foi determinante para a legalização do aborto seguro no país. Agora, com as sucessivas medidas do governo Milei, setores da sociedade civil se preparam para novos protestos em defesa dos direitos conquistados.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

PF desmantela quadrilha de crimes financeiros e bloqueia R$ 300 milhões

Operação Fortuito 2 cumpre mandados no RJ, MG e SP e sequestra mansão de luxo na Barra da Tijuca avaliada em mais de R$ 100 milhões

     Fachada do Prédio da Polícia Federal em Brasília (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (29) a Operação Fortuito 2, um desdobramento de investigações sobre uma organização criminosa especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Segundo informações divulgadas pela PF, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 300 milhões em bens ligados ao grupo, incluindo o sequestro de imóveis de alto valor, como uma mansão na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, avaliada em mais de R$ 100 milhões.

A operação mobilizou agentes federais para cumprir oito mandados de busca e apreensão em diferentes estados. Os alvos estão localizados no Rio de Janeiro, nos bairros da Barra da Tijuca e de Campo Grande, além de Armação dos Búzios (RJ), Uberaba (MG) e São José dos Campos (SP).

As investigações apontam que o grupo operava um esquema sofisticado de movimentação ilícita de recursos, utilizando mecanismos de evasão de divisas e emissão fraudulenta de valores mobiliários sem registro ou autorização. A rede criminosa também administrava instituições financeiras clandestinas e praticava gestão fraudulenta para dissimular a origem ilícita dos recursos.

A ação desta quarta é resultado de um desdobramento de uma prisão em flagrante realizada em maio de 2024, na Barra da Tijuca. Na ocasião, uma mulher foi detida por posse ilegal de arma de fogo, o que levou as autoridades a aprofundarem as investigações sobre sua conexão com a organização criminosa.

Os envolvidos poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, emissão irregular de valores mobiliários, gestão fraudulenta e operação de instituição financeira sem autorização. Se condenados, as penas somadas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

A Polícia Federal segue com as investigações para identificar outros integrantes do esquema e o destino dos recursos desviados.

Fonte: Brasil 247

Trump revoga proteção a 600 mil venezuelanos nos EUA

O TPS foi implementado para proteger estrangeiros que não podem retornar aos seus países de origem por motivos de guerra, desastres naturais ou crises

     Donald Trump (Foto: Reuters/Carlos Barria)

A secretaria de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, revogou uma extensão do Status de Proteção Temporária (TPS, na sigla em inglês) que beneficiava cerca de 600 mil venezuelanos residentes no país, informa a Folha de S. Paulo. A decisão foi revelada pelo The New York Times nesta terça-feira, 28 de janeiro, e tem gerado preocupação entre os imigrantes afetados.

O TPS foi inicialmente implementado para proteger estrangeiros que não podem retornar aos seus países de origem por motivos de guerra, desastres naturais ou outras crises. Durante a presidência de Joe Biden, o programa foi ampliado para incluir cidadãos de diversos países, incluindo a Venezuela.

O governo dos Estados Unidos têm destacado que a situação política e econômica do país, sob o regime de Nicolás Maduro, justifica a permanência dos venezuelanos nos EUA. O programa foi prolongado por 18 meses, pouco antes de Biden deixar a presidência, com a promessa de uma abordagem mais humanitária para os imigrantes.

O Pew Research Center estima que, até março de 2024, aproximadamente 1,2 milhão de migrantes nos Estados Unidos possam ser beneficiados ou já tenham sido aprovados para participar do TPS. A maioria desses imigrantes vem da Venezuela, que enfrenta uma crise política após a reeleição de Maduro, acusado de fraude pela oposição, o que reforça a argumentação dos defensores do TPS de que a situação no país ainda é instável e perigosa.

Donald Trump, sucessor de Biden na Casa Branca, tentou em seu primeiro mandato revogar o TPS, mas a Justiça o impediu de implementar essa mudança. Agora, com a nova administração, a secretária Kristi Noem tem até sábado, 1º de fevereiro, para decidir sobre a situação dos venezuelanos cujo status de proteção expira em abril. Caso ela não se pronuncie até essa data, a extensão será renovada automaticamente por mais seis meses.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo