O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ganhou força dentro do PT para disputar o governo de São Paulo, mesmo com o presidente Lula preferindo vê-lo candidato ao Senado, conforme informações do Estadão.
Nas últimas semanas, petistas passaram a defender que ele concorra ao comando do Estado, avaliando que o partido precisa de um nome forte para montar palanque no maior colégio eleitoral do país.
A mudança de cenário ocorre porque a cúpula petista considera cada vez mais consolidado que Geraldo Alckmin não disputará o governo paulista. Segundo dirigentes, o vice-presidente quer continuar na chapa de Lula.
Sem Alckmin, Haddad aparece como o único nome capaz de viabilizar a candidatura estadual e garantir estrutura ao presidente na campanha.
Essa movimentação contraria o plano inicial de Lula. Fontes afirmam que o presidente gostaria que Haddad tentasse uma vaga no Senado, onde petistas acreditam que ele teria maiores chances de vitória e poderia atuar como contraponto à tentativa do bolsonarismo de ampliar a maioria a partir de 2027.

Haddad diz que não pretende ser candidato
O ministro da Fazenda, porém, resiste à ideia de entrar na disputa. Em entrevista em novembro de 2025, declarou: “Foi no ano passado que falei para ele que eu não tinha intenção de ser candidato em 2026”. No fim do ano passado, também afirmou que pretende deixar o ministério para ajudar na campanha de Lula de alguma forma.
Relatos internos indicam que Haddad cumpre missões importantes para o partido, mas estaria cansado e desejando um período fora do governo. Mesmo assim, petistas avaliam que ele não recusaria um convite definitivo caso o partido defina sua candidatura.
Na visão de aliados, Haddad não retornaria à Fazenda. Ele próprio disse, na transição de 2022, que aceitaria a Fazenda ou a Casa Civil no terceiro mandato de Lula, e acabou assumindo o primeiro cargo enquanto Rui Costa ficou com o segundo.
Se concorrer ao governo de São Paulo, dificilmente terá protagonismo na campanha presidencial, embora petistas considerem praticamente certa sua indicação para um ministério de primeiro escalão se perder a eleição para o atual governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Fonte: DCM com informações do Estadão
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