domingo, 18 de janeiro de 2026

UE avalia sanções e ameaça a bases americanas para conter pressão de Trump por “aquisição” da Groenlândia

The Economist diz que Europa pode usar tarifas, sanções e até a retirada de instalações militares dos EUA

      Groenlândia (Foto: Reuters)

A União Europeia pode recorrer a sanções econômicas, à imposição de tarifas comerciais e até à ameaça de eliminar bases militares dos Estados Unidos em território europeu para pressionar Washington na disputa sobre o futuro da Groenlândia, segundo análise publicada pela revista The Economist.

A informação foi divulgada pela agência russa TASS neste domingo (18), ao relatar os principais pontos do texto da revista britânica sobre a escalada de tensões após novos anúncios do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolvendo tarifas contra países europeus vinculadas ao tema da Groenlândia.

☉ Pressão econômica e o “ponto sensível” das bases

De acordo com a The Economist, seria “extremamente difícil” para os EUA projetarem poder militar para regiões como África e Oriente Médio sem acesso a bases europeias estratégicas, como Ramstein, na Alemanha.

O texto citado pela TASS afirma ainda que operações recentes — como o sequestro de petroleiros na costa da Venezuela — dependeram diretamente do acesso a recursos em aeródromos militares britânicos, o que evidenciaria a relevância da infraestrutura europeia para a atuação externa de Washington.

☉ Ártico exige cooperação com aliados e com a própria Groenlândia

A avaliação destacada pela revista aponta que a capacidade da Casa Branca de monitorar e conter ameaças no Ártico exigiria cooperação com a Groenlândia, Islândia, Reino Unido e Noruega, além de outros aliados da OTAN.

Nesse contexto, o argumento central é que a Europa dispõe de instrumentos de pressão, mas que o próprio funcionamento da estratégia americana no Ártico passa por coordenação multilateral, reduzindo o espaço para uma política de imposição sem custo diplomático.

☉ Por que a revista considera improvável um confronto direto

Apesar de listar opções de retaliação, a The Economist afirma que uma confrontação frontal com os EUA seria improvável, porque exigiria que a União Europeia elevasse rapidamente seus gastos militares, diante da dependência do continente de tropas americanas e do setor militar-industrial dos EUA.

Além disso, uma guerra comercial imporia um peso elevado aos orçamentos europeus, ampliando o custo político e econômico de uma escalada prolongada.

☉ Tarifas anunciadas por Trump ligam comércio à “aquisição” da Groenlândia

Segundo o relato, Trump anunciou em 17 de janeiro, na rede Truth Social, que seu governo impôs tarifas de 10% sobre Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Finlândia e Países Baixos. As medidas, afirmou, permaneceriam em vigor até que haja um acordo sobre a “aquisição completa e final da Groenlândia” pelos Estados Unidos.

Ainda de acordo com a publicação, o presidente disse que a decisão entra em vigor em 1º de fevereiro e que, a partir de 1º de junho, a alíquota subiria para 25%.

Trump também criticou a intenção europeia de enviar forças para a Groenlândia, chamando a iniciativa de “um jogo muito perigoso”, e sustentou que a posse do território seria necessária para reforçar a segurança nacional dos EUA e viabilizar a implantação do sistema de defesa antimísseis “Golden Dome”.

Fonte: Brasil 247 com informações publicada pela revista The Economist

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