Índice interrompe sequência de quedas e mantém crescimento de 2,4% em 12 meses
A atividade econômica brasileira apresentou uma recuperação em novembro de 2025, após um período de desaceleração ao longo do segundo semestre. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou crescimento de 0,7% na comparação com outubro, já descontados os efeitos sazonais. O resultado interrompeu uma sequência de dois meses consecutivos de retração do indicador.
A alta observada em novembro foi a primeira desde agosto, quando o índice havia avançado 0,4%, e sugere uma reação pontual da economia após a perda de ritmo registrada nos meses anteriores.
Na comparação com o mesmo mês de 2024, o IBC-Br apresentou expansão de 1,2%, sem ajuste sazonal. Já no acumulado de 12 meses, o indicador aponta crescimento de 2,4%, evidenciando que a economia brasileira segue em trajetória de expansão, ainda que em um ritmo mais moderado do que o observado no ano anterior.
O desempenho positivo de novembro foi impulsionado principalmente pela indústria, que avançou 0,8%, e pelo setor de serviços, com crescimento de 0,6%. Em sentido oposto, a agropecuária registrou retração de 0,3% no período. Os impostos sobre produtos, que refletem o nível geral de atividade econômica, também tiveram contribuição positiva para o resultado mensal.
O IBC-Br é composto por dados da agropecuária, da indústria, dos serviços e da arrecadação de tributos, funcionando como um termômetro antecipado do PIB oficial, que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por essa razão, o indicador é acompanhado de perto por analistas e agentes do mercado financeiro.
Apesar do avanço registrado em novembro, o Banco Central tem reiterado que uma desaceleração da atividade econômica ao longo de 2025 já era esperada, em função do patamar elevado da taxa básica de juros. Atualmente, a Selic está fixada em 15% ao ano. Em comunicados recentes, a autoridade monetária tem destacado que um crescimento mais contido é considerado necessário para garantir a convergência da inflação à meta de 3%.
As projeções do mercado financeiro indicam que o PIB brasileiro deve crescer 2,26% em 2025, desempenho inferior aos 3,4% registrados em 2024, refletindo justamente os efeitos da política monetária restritiva sobre o nível de atividade econômica.
Fonte: Brasil 247
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