quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Marcelo de Carvalho se revolta com Daniela Lima por rir de Bolsonaro: “Lixo de pessoa”


                            Marcelo de Carvalho, apresentador da RedeTV! Foto: reprodução

O apresentador Marcelo de Carvalho, que recentemente vendeu sua parte na RedeTV!, se revoltou com o tom descontraído da jornalista Daniela Lima, do Uol, ao comentar a queda do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na superintendência da Polícia Federal.

Ao mudar de pauta, Daniela perguntou para sua colega de bancada, com humor, “quem caiu da cama”. Revoltado com a cena, Carvalho chamou a jornalista de “lixo de pessoa”. Ele ainda deu uma carteirada de “fundador e ex-proprietário de grupo de comunicação” para dizer o óbvio: “Não há qualquer veículo isento”.

“O que me espanta nesse episódio, repito, goste-se ou não de Bolsonaro, é a falta de editoria (pelo contrário, há o aparente endosso), e até a insistência em deixar uma pessoa claramente, reiteradamente irresponsável solta no vídeo cometendo todo tipo de atrocidade”, argumentou.

Fonte: DCM

Heloísa de Carvalho, filha de Olavo, é encontrada morta em casa


        Heloísa de Carvalho. Foto: Reprodução

Heloísa de Carvalho Martin Arribas, filha do guru da extrema-direita Olavo de Carvalho, morreu na noite de quarta (7), em Atibaia, interior de São Paulo. O Boletim de Ocorrência relatou que seu corpo foi encontrado por um amigo que entrou em contato com a Polícia Civil.

Quando os agentes chegaram à residência, encontraram Heloísa na cama, com um copo contendo líquido alaranjado ao lado. A perícia também encontrou bebidas alcoólicas, medicamentos e dois frascos de Epilenil, um anticonvulsivante.

Heloísa era a primogênita de Olavo, mas foi a única de seus oito filhos a ser excluída do testamento do pai, falecido em 2022. A exclusão está relacionada às diferenças políticas entre eles.

Enquanto Olavo era de extrema-direita, Heloísa seguiu um caminho contrário, filiando-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). A divergência resultou em um rompimento definitivo em 2017, quando ela publicou a “Carta aberta a um pai” e, posteriormente, o livro “Meu pai, o guru do presidente”.

Olavo de Carvalho. Foto: Reprodução
Heloísa acusava Olavo de negligenciar a educação dela durante a infância e de causar um grande distanciamento emocional na família, além de abandono intelectual que sofreu, sendo alfabetizada pelo programa de alfabetização de adultos, Mobral.

Ela também criticava as escolhas de Olavo, como ter levado a família para morar nos fundos da Escola Júpiter, enquanto ele se relacionava com outra esposa na parte da frente do local. Além disso, ela mencionou o fato de Olavo ter se convertido ao islamismo e ter três esposas muçulmanas simultaneamente.

A relação de Heloísa com Olavo foi marcada por disputas jurídicas. Em 2017, o filósofo processou a filha por calúnia e difamação após a publicação da carta, mas os dois chegaram a um acordo judicial, no qual Heloísa deletou sua conta no Facebook e Olavo encerrou o processo.

Em 2021, Heloísa tentou abrir e comandar o inventário de Olavo, prometendo investigar se empresários financiavam a “máquina de ódio” de seu pai. Porém, essa tentativa também foi marcada por disputas familiares, especialmente sobre a gestão da herança.

Fonte: DCM

‘O 8 de janeiro é o dia da vitória da democracia’, diz Lula

Presidente afirma que diálogo entre os Poderes permitiu governar mesmo sem maioria e celebra indicadores econômicos e sociais do terceiro mandato

Brasília (DF) - 08/01/2026 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após participar da cerimônia relativa aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e assinatura do veto integral ao PL da Dosimetria, no Palácio do Planalto (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o 8 de janeiro entrou para a história como o dia da vitória da democracia brasileira e destacou que a preservação do Estado de Direito foi fundamental para garantir estabilidade política, avanços sociais e recuperação econômica. O discurso foi feito durante um ato alusivo aos ataques golpistas, em que Lula ressaltou a importância do diálogo institucional e da participação popular para o fortalecimento do regime democrático.

No pronunciamento, o presidente também fez um balanço dos três primeiros anos de seu terceiro mandato, destacando conquistas obtidas mesmo em um Congresso considerado adverso ao governo. Segundo ele, a data simboliza não apenas o aniversário do mandato, mas um momento de celebração nacional pela manutenção das instituições democráticas.

O presidente destacou que a governabilidade foi possível graças à convivência entre os Poderes, mesmo sem maioria parlamentar. “O que nós provamos nesses três anos de mandato é que a democracia é a arte da convivência democrática na diversidade”, disse, ao lembrar que seu partido conta com apenas nove senadores e pouco mais de 70 deputados em um Congresso de maioria oposicionista.

Entre os principais marcos citados, Lula mencionou a aprovação da PEC da Transição, que garantiu recursos para áreas essenciais logo no início do governo. “A PEC da Transição fez com que, pela primeira vez na história da humanidade e da democracia, alguém começasse a governar antes de tomar posse”, declarou. Segundo ele, a medida permitiu ampliar investimentos em saúde e educação e enfrentar passivos herdados da gestão anterior, sem recorrer a ataques políticos.

Ao tratar da economia, Lula afirmou que o país alcançou resultados históricos. “Nós conseguimos viver a menor inflação acumulada dos últimos quatro anos desde o Plano Real”, disse. O presidente também apontou o maior aumento da massa salarial já registrado, o recorde de empregos com carteira assinada e o menor nível de desemprego da história recente.

Lula destacou ainda que previsões pessimistas feitas no início do ano não se confirmaram. “Todas as previsões pessimistas faladas no mês de janeiro foram derrotadas. E quem estiver apostando outra vez no negativismo vai perder outra vez”, afirmou, em tom enfático.

No trecho mais duro do discurso, o presidente classificou o 8 de janeiro como uma tentativa de ruptura democrática derrotada pelas instituições. “Oito de janeiro está marcado pela história como o dia da vitória da nossa democracia. Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular”, declarou. Ele mencionou ainda grupos que, segundo disse, defendiam a ditadura, a tortura e um regime de exceção no país.

Ao elogiar a atuação do Supremo Tribunal Federal, Lula afirmou que a Corte agiu com firmeza e imparcialidade. “Quero parabenizar a Suprema Corte pela conduta irrepreensível ao longo de todo esse processo. Julgou e condenou no estrito cumprimento da lei”, afirmou, destacando que os acusados tiveram amplo direito de defesa.

Encerrando o discurso, o presidente alertou que a democracia exige vigilância permanente e participação ativa da sociedade. “A democracia é muito mais do que votar no dia da eleição. Ela requer a participação efetiva da sociedade nas decisões de governo”, disse. Lula concluiu defendendo um país menos desigual, com mais direitos e menos privilégios, e reafirmou: “Viva a democracia brasileira”.

Fonte: Brasil 247

Sem Motta e Alcolumbre, Lula veta dosimetria em ato do 8/1

O presidente Lula durante assinatura do veto ao PL da Dosimetria nesta quinta (8). Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula vetou nesta quinta (8) o projeto aprovado pelo Congresso Nacional que reduz penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O texto foi aprovado em dezembro e o anúncio do petista foi feito durante evento no Palácio do Planalto em memória da data e em defesa da democracia.

Segundo o Blog do Valdo Cruz, no g1, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informaram previamente ao governo que não compareceriam ao evento para deixar Lula à vontade para formalizar o veto.

De acordo com integrantes do governo, o veto já era esperado, pois Lula havia sinalizado desde a tramitação da proposta que não sancionaria um texto que aliviasse punições ligadas à tentativa de golpe.

O projeto aprovado no Congresso altera critérios de dosimetria das penas aplicadas aos envolvidos nos ataques, o que reduz o tempo de prisão de condenados. Entre os beneficiados estaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar e planejar a tentativa de impedir a posse de Lula.

O objetivo do veto é mandar uma mensagem de que o Estado brasileiro não deve flexibilizar punições para quem atentou contra a ordem democrática e as instituições da República.

Momento em que Lula assina veto do PL da Dosimetria. Foto: Reprodução/TV Brasil

Durante discurso no evento, o presidente afirmou que “talvez a prova mais contundente do vigor da democracia brasileira seja o julgamento dos golpistas pelo STF”. Ele afirmou que o ato realizado nesta quinta “é uma exaltação a este momento que estamos vivendo, de manutenção do Estado Democrático de Direito de estado democrático, e ao comportamento da Suprema Corte”.



“Eles foram derrotados. O Brasil e o povo brasileiro venceram. As tentativas do golpe de estado de 2023 veio nos lembrar que a democracia não é uma conquista inabalável. Ela será sempre uma obra em construção, sujeita ao permanente assédio a novos candidatos a ditadores. Por isso, a democracia precisa ser velada com carinho e defendida com unhas e dentes dia após dia”, disse o petista.

Com a formalização do veto, o texto retornará ao Congresso, onde deputados e senadores vão analisar a decisão, podendo mantê-la ou derrubá-la. Para que a decisão do presidente seja revertida, são necessários ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado.

Veja o discurso do presidente na íntegra:

Fonte: DCM com informações do G1

Bolsonaro pede autorização para reduzir pena de 27 anos de prisão por trama golpista lendo livros

Programa permite abatimento de até 48 dias de prisão por ano com leitura de livros; solicitação ainda não foi analisada pelo ministro Alexandre de Moraes

Ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília onde cumpre prisão domiciliar - 03/09/2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que ele participe do programa de remição de pena pela leitura. O mecanismo permite a redução de parte da condenação mediante a leitura e a elaboração de resenhas de obras previamente autorizadas pelo sistema prisional, desde que haja aval do Judiciário. Segundo o G1, o pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução das penas relacionadas à condenação pela trama golpista. A solicitação ainda não foi analisada pelo magistrado.

◉ Pedido será analisado pelo Supremo

Segundo a defesa, Bolsonaro pretende aderir ao programa previsto nas normas do sistema penitenciário, que autoriza o abatimento de quatro dias da pena a cada livro lido e avaliado. O limite é de 12 obras por ano, o que pode resultar em uma redução máxima de 48 dias a cada ano, caso todos os critérios sejam cumpridos. Preso desde o fim de novembro, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

A autorização judicial é obrigatória para cada preso interessado na remição de pena por leitura, especialmente em casos sob relatoria direta do Supremo Tribunal Federal, como ocorre com os condenados no inquérito da trama golpista.

◉ Como funciona a remição de pena pela leitura

A possibilidade de reduzir a pena por meio de atividades educacionais e laborais está prevista na Lei de Execuções Penais desde 2011. Pela legislação, presos podem abater um dia da pena a cada 12 horas de frequência escolar ou a cada três dias de trabalho.

A remição específica pela leitura foi regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça em 2021. A norma permite que presos em regime fechado ou semiaberto leiam e resenhem livros previamente aprovados, desde que atendam aos critérios estabelecidos pela administração penitenciária e pelo Judiciário.

◉ Livros autorizados no sistema prisional do DF

No Distrito Federal, o sistema penitenciário adota uma lista própria de obras aptas para a remição de pena. Entre os títulos permitidos está “Ainda estou aqui", de Marcelo Rubens Paiva, livro biográfico que revisita memórias familiares e aborda a trajetória de Rubens Paiva, ex-deputado federal morto durante a ditadura militar. A obra foi adaptada para o cinema e venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025.

Também consta na lista “Democracia”, de Philip Bunting, livro ilustrado que apresenta conceitos sobre cidadania, política, acesso à informação e uso das mídias digitais. Outro título autorizado é “Crime e Castigo”, de Fiódor Dostoiévski, clássico da literatura russa que retrata o conflito psicológico de um estudante após cometer um assassinato.

A eventual adesão de Bolsonaro ao programa dependerá da decisão do ministro Alexandre de Moraes, responsável por autorizar a execução das penas impostas no processo.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

8 de janeiro: quase 70% dos golpistas tiveram penas inferiores a 1 ano

Mais de 40% dos responsabilizados pela tentativa de golpe firmaram Acordo de Não Persecução Penal

8 de janeiro: quase 70% dos golpistas tiveram penas inferiores a 1 ano (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Balanço do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgado nesta quinta-feira (8) sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 revela que a maior parte dos envolvidos recebeu punições de menor duração. De acordo com os dados consolidados, quase 70% dos réus responsabilizados criminalmente tiveram penas inferiores a um ano de prisão ou foram alcançados por medidas alternativas previstas na legislação penal.

As informações constam de relatório elaborado pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que apresenta um panorama detalhado das condenações, acordos firmados e sanções impostas aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado

Segundo o documento, dos 1.399 réus responsabilizados criminalmente, 564 — o equivalente a 40,3% do total — firmaram Acordos de Não Persecução Penal (ANPPs). Esses acordos, previstos em lei, foram aplicados nos casos de crimes menos graves, como incitação ao crime e associação criminosa, e exigiram confissão formal de culpa, além do cumprimento de medidas como prestação de serviços à comunidade, restrições de direitos e pagamento de multa.

Outro grupo expressivo é formado pelos condenados a penas de até um ano. O relatório aponta que 415 pessoas, correspondentes a 29,7% dos responsabilizados, receberam penas privativas de liberdade iguais ou inferiores a 12 meses, em geral convertidas em sanções alternativas, como serviços comunitários e multas. Somados aos ANPPs, esses dois grupos representam quase 70% do total de envolvidos punidos judicialmente pelos atos de 8 de janeiro.

Em contraste, uma parcela menor foi enquadrada nos crimes considerados mais graves. Apenas 29 réus integram os núcleos principais da organização criminosa, responsabilizados por delitos como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada e dano qualificado ao patrimônio público. Nesses casos, as penas aplicadas chegaram a até 27 anos de prisão, conforme detalhado nas ações penais já julgadas pelo Supremo.

O relatório também demonstra que 391 pessoas foram condenadas por crimes graves, mas fora do núcleo central, enquanto 420 réus receberam penas privativas de liberdade acompanhadas de multas e indenizações por danos morais coletivos, que somam R$ 30 milhões. Outros 415 tiveram penas convertidas em medidas restritivas de direitos, com indenizações adicionais no valor de R$ 5 milhões.

Ao detalhar o perfil das punições, o levantamento evidencia que o sistema de Justiça adotou respostas penais diferenciadas, de acordo com o grau de envolvimento e a gravidade das condutas praticadas durante os ataques às sedes dos Três Poderes.

Fonte: Brasil 247 com informações do STF

Três anos após a tentativa de golpe, STF detalha punições e números do 8 de janeiro

Documento do gabinete de Alexandre de Moraes apresenta balanço completo das condenações, prisões e investigações sobre os atos golpistas de 2023

            Alexandre de Moraes e atos golpistas de 8 de janeiro (Foto: STF )

STF - O Supremo Tribunal Federal consolidou, em um relatório institucional, o mais amplo levantamento já divulgado sobre a responsabilização penal dos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O documento apresenta dados detalhados sobre condenações, penas aplicadas, prisões em vigor e procedimentos ainda em andamento, traçando um panorama do impacto judicial das ações que atentaram contra o Estado Democrático de Direito.

As informações constam do relatório elaborado pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que sistematiza decisões judiciais, estatísticas processuais e a tipificação dos crimes atribuídos aos réus envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Segundo o levantamento, 1.399 pessoas foram responsabilizadas criminalmente pelos acontecimentos. Desse total, 29 integram os núcleos principais da organização criminosa, enquadrados nos crimes mais graves, como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado. Outros 391 réus respondem por crimes considerados graves, enquanto 415 foram enquadrados em delitos de menor gravidade, como associação criminosa e incitação ao crime. Há ainda 564 acordos de não persecução penal firmados, todos com confissão formal de culpa.

O relatório também detalha as sanções impostas. Em 420 casos, foram aplicadas penas privativas de liberdade, multas e indenizações por danos morais coletivos que somam R$ 30 milhões. Em outros 415 processos, as penas de prisão foram convertidas em prestação de serviços à comunidade, restrições de direitos e pagamento de multa, além de R$ 5 milhões em danos morais coletivos. Os acordos de não persecução penal resultaram em medidas alternativas, como serviços comunitários e sanções pecuniárias.

No recorte das ações penais relacionadas aos núcleos considerados cruciais — estratégico, executores e desinformação — o STF realizou 21 sessões de julgamento ao longo dos meses de setembro a dezembro. Foram analisados 31 réus, com 25 condenações integrais, duas condenações parciais, duas desclassificações e duas absolvições. As penas aplicadas nesses casos variam de 1 ano e 11 meses até 27 anos de prisão, a depender da gravidade dos crimes reconhecidos.

O capítulo dedicado às prisões mostra que, no momento do fechamento do relatório, havia 179 pessoas presas em decorrência dos processos relacionados ao 8 de janeiro. Desse total, 114 cumprem pena em regime fechado após condenação definitiva. O documento também registra prisões preventivas, prisões domiciliares antes e depois da condenação e apresenta a distribuição dos presos por faixa etária e gênero, indicando predominância de homens entre os condenados em regime fechado.

Por fim, o STF informa que ainda há um volume expressivo de procedimentos em curso. Estão em andamento 98 denúncias oferecidas, 346 ações penais em diferentes fases processuais e 518 investigações, envolvendo tanto crimes graves quanto delitos de menor potencial ofensivo. O balanço reforça que a responsabilização judicial pelos atos de 8 de janeiro segue ativa e abrangente, com desdobramentos que continuam a ser acompanhados pela Corte.


Fonte: Brasil 247


AO VIVO: Lula participa de cerimônia do 8 de janeiro em defesa da democracia no Planalto

 


O presidente Lula participa, nesta quinta-feira (8), a partir das 10h, de uma cerimônia em referência aos atos golpistas de 8 de janeiro.

O evento, promovido no Salão Nobre do Palácio do Planalto, também prevê atividade na área externa e contará com a participação de diversas autoridades e representantes da sociedade civil.

Realizada anualmente, a cerimônia tem por objetivo reforçar os valores da democracia, que sofreu abalo nessa data, em 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Além do evento com Lula, outras atividades também marcarão a data. No Supremo Tribunal Federal, a partir das 14h30, haverá programação aberta ao público, com exposição, exibição de documentário e debates sobre a reconstrução da Corte.

Mais cedo, movimentos sociais e entidades ligadas ao PT realizam atos em Brasília, com concentração prevista para as 8h em frente ao Palácio do Planalto.

Veja a agenda de atos confirmados:

  • Brasília (DF): em frente ao Palácio do Planalto, às 10h30
  • Brasília (DF): dentro do Palácio do Planalto, no Salão Nobre, às 10h (ato do governo)
  • Brasília (DF): no STF, a partir das 14h30 (voltado para servidores)
  • Campo Grande (MS): Avenida Afonso Pena com 14 de Julho, às 17h
  • Rio de Janeiro (RJ): Cinelândia, às 16h
  • São Paulo (SP): Largo São Francisco, Faculdade de Direito da USP, às 18h
  • Ubatuba (SP): Pistinha de Skate, às 19h
  • Belo Horizonte (MG): Praça Fuad Noman, às 17h
  • Vitória (ES): Rua Sete de Setembro, às 16h
  • Boa Vista (RR): Ponto de Cultura Ulysses Manaças, às 18h30
  • Porto Velho (RO): Estrada de Ferro Madeira Mamoré, às 15h
  • Natal (RN): Midway Mall, às 16h
  • Mossoró (RN): Em frente ao Pax, às 15h30
  • Aracajú (SE): Praça General Valadão, às 16h
  • Maceió (AL): Centro de Inovação do Jaraguá, às 18h
  • Fortaleza (CE): Praça do Ferreira, às 15h
  • Recife (PE): Rua 7 de Setembro com a Conde de Boa Vista, às 15h
  • São Luís (MA): Largo do Carmo, às 16h
  • Teresina (PI): Praça Pedro II, às 16h
  • Belém (PA): Boulevard da Gastronomia, às 17h
  • Campina Grande (PB): Praça da Bandeira, às 16h
  • João Pessoa (PB): Busto do Tamandaré, às 16h
  • Curitiba (PR): Praça Santos Andrade, às 17h
  • Maringá (PR): Cruzamento da Av. Brasil com a Av. Getúlio Vargas, às 18h
  • Londrina (PR): Em frente ao Cine Teatro Ouro Verde, às 17h
  • Porto Alegre (RS): Esquina Democrática, às 17h
  • Lisboa (Portugal): Praça Camões, às 19h
Fonte: DCM

Influenciadores que atacaram BC foram pagos por empresa ligada a sócio do Brazil Journal e antigo operador de Aécio

Relações entre Flávio Carneiro, Banco Master, mídia e política revelam rede de influência por trás de ofensiva digital

                                   Daniel Vorcaro (Foto: Divulgação (Banco Master))

A revelação de que influenciadores digitais receberam pagamentos milionários para atacar o Banco Central trouxe à tona uma complexa rede de relações empresariais, midiáticas e políticas que converge em torno do empresário Flávio Carneiro. Sócio em grupos de comunicação, operador conhecido do banqueiro Daniel Vorcaro e personagem de episódios ligados ao deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), Carneiro surge como figura central em uma estratégia destinada a defender o Banco Master e pressionar a autoridade monetária.

A existência da articulação pela contratação de influenciadores para defender o Master foi revelada pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a partir de documentos, mensagens e comprovantes bancários que indicam a contratação de criadores de conteúdo alinhados à direita para questionar publicamente o processo de liquidação do Banco Master conduzido pelo Banco Central. A iniciativa era chamada internamente de “projeto DV”, em referência direta a Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira.

Os contratos previam valores elevados e metas precisas de publicações. Um influenciador com mais de 1 milhão de seguidores recebeu proposta de R$ 2 milhões por três meses, com a obrigação de fazer oito postagens mensais. Para perfis com menos de 500 mil seguidores, o valor oferecido foi de R$ 250 mil, nas mesmas condições de tempo e volume de conteúdo. Em pelo menos um caso, o pagamento foi feito antes da veiculação das postagens.

Segundo relatos de dois influenciadores que participaram das negociações, a contratante final seria a Agência MiThi, controlada por Thiago Miranda, ex-CEO e sócio do Grupo Leo Dias, que possui 10% da empresa. Comprovantes bancários apontam que ao menos um dos pagamentos partiu diretamente da conta pessoal de Miranda. O principal sócio da MiThi, com 60% de participação, é Flávio Carneiro.

Meses atrás, o Brasil 247 ouviu o fundador do Brazil Journal, Geraldo Samor, que confirmou ser sócio de Flávio Carneiro, mas negou que ele seja sócio formal de Daniel Vorcaro. Apesar da negativa, no mercado financeiro Carneiro é amplamente identificado como operador de Vorcaro, atuando em negociações e articulações estratégicas ligadas ao Banco Master.

Pequeno império de comunicação

De acordo com a reportagem do Brasil 247 publicada em novembro de 2025, Vorcaro vinha montando nos bastidores um projeto de expansão de influência na mídia nacional. Por meio de Flávio Carneiro e de Antônio Freixo, conhecido como “mineiro”, o banqueiro teria investido em participações acionárias ou parcerias em veículos relevantes, como o Brazil Journal, a operação digital da IstoÉ e da IstoÉ Dinheiro, o portal PlatôBR e o site de celebridades de Léo Dias. O objetivo seria criar um ecossistema midiático capaz de sustentar seus interesses econômicos e políticos.

A estratégia incluía ainda tentativas de assumir o controle de jornais tradicionais, como o Correio Braziliense e o Estado de Minas, pertencentes aos Diários Associados, por meio do uso de precatórios para o pagamento de dívidas fiscais. Com maior presença na mídia e articulação política em Brasília, Vorcaro acreditava que poderia destravar a venda do Banco Master para o BRB, operação posteriormente barrada pelo Banco Central.

O Grupo Entre, controlador das revistas IstoÉ e IstoÉ Dinheiro, divulgou nota em 2025 negando qualquer vínculo societário ou de governança com Daniel Vorcaro ou com o Banco Master, afirmando que suas empresas mantêm gestão editorial independente e estrutura societária pública e regular.

Aécio Neves

O histórico de Flávio Carneiro também inclui sua ligação com o deputado federal Aécio Neves. Ele foi citado na operação “E o Vento Levou”, que investigou desvios milionários da Cemig, estatal mineira. Segundo a Polícia Federal, recursos desviados teriam sido lavados por meio de empresas de fachada e parte do dinheiro entregue em espécie a Flávio Jacques Carneiro, em São Paulo. O montante investigado teria origem em um esquema de desvio estimado em R$ 40 milhões.

Amigo pessoal de Aécio Neves, Carneiro já foi apontado como intermediário no repasse de propinas ao parlamentar. A soma dessas conexões — com o Banco Master, com veículos de imprensa e com figuras centrais da política brasileira — ajuda a compreender o alcance e o peso da operação que tentou influenciar o debate público e institucional em torno da atuação do Banco Central.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

No 8 de janeiro, Lindbergh convoca mobilização popular e "pré-Carnaval do 'sem anistia'"

Deputado diz que pressão popular será fundamental para manter o veto de Lula ao PL da Dosimetria

Lindbergh Farias (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil | Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Três anos após a intentona golpista que atacou as sedes dos Três Poderes, o Brasil voltou às ruas nesta quinta-feira (8) para reafirmar o compromisso com a democracia. A data será marcada por atos, debates e atividades culturais em diversas cidades do país, com destaque para Brasília, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa de uma programação oficial em memória do 8 de janeiro de 2023 e deve anunciar sua decisão sobre o chamado Projeto de Lei da Dosimetria.

No contexto dessas mobilizações, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) divulgou um vídeo nas redes sociais, acompanhado de uma legenda publicada nesta quinta-feira (8), em que convoca a sociedade a se organizar para impedir o avanço de iniciativas que, segundo ele, representam anistia aos responsáveis pela tentativa de golpe. Na postagem, o parlamentar afirma: “8 de janeiro de 2026. Há três anos tentavam dar um golpe na nossa democracia. De lá pra cá, vivemos muita coisa. Mas o fato é que temos pela primeira vez na nossa história um ex-presidente e generais presos por tentativa de golpe”.

No vídeo, Lindbergh relembra o ambiente vivido em Brasília durante os ataques e faz um balanço do período posterior. “Eu me lembro, estava aqui em Brasília há três anos, daquela tentativa de golpe. De lá para cá houve muita coisa. Tentaram obstruir, Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos fazendo pressão, Lei Magnitsky, sanções, tarifas. Mas o fato é que a gente chega hoje, 8 de janeiro de 2026, com generais golpistas e com o ex-presidente Jair Bolsonaro julgados, condenados e presos”, declarou. Segundo ele, o desfecho representa uma vitória institucional: “Foi uma longa luta. Ganhou o Brasil, ganhou a nossa soberania”.

O deputado também comentou a expectativa em torno da decisão do presidente Lula sobre o projeto aprovado pelo Congresso que reduz penas de condenados pelos atos golpistas. Para Lindbergh, a proposta não corresponde ao que seu nome sugere. “Hoje o presidente Lula deve vetar aquele projeto da Dosimetria, que não é dosimetria coisa nenhuma. É anistia para golpista”, afirmou, defendendo que a pressão social será decisiva na etapa seguinte do processo legislativo.

Na avaliação do parlamentar, o Congresso vai tentar derrubar um eventual veto presidencial, o que exigiria ampla mobilização. “Esse é um teste para a democracia brasileira. É um escândalo o Legislativo achar que pode interferir diretamente num julgamento concreto para diminuir a pena de Jair Bolsonaro”, disse. Ele lembrou o placar da votação anterior e projetou o desafio político: “Na hora da votação do projeto eles tiveram 291 votos na Câmara e 48 no Senado. (…) Eles precisariam ter 257 votos na Câmara. Se a gente trabalhar direito a gente consegue reverter 34 votos”.

Como estratégia de engajamento, Lindbergh propôs transformar o período que antecede o Carnaval em um momento de protesto contínuo. “A gente tem que fazer agora nesse pré-Carnaval o pré-Carnaval do ‘sem anistia’, ‘dosimetria não’, ‘sem anistia para golpista’”, afirmou, defendendo que a articulação social pode alterar o cenário político.

As declarações do deputado se somam a uma ampla agenda nacional de atividades em defesa do Estado Democrático de Direito. Em Brasília, além dos atos na Praça dos Três Poderes e no Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal promove o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”, com exposição, documentário e debates sobre os impactos institucionais dos ataques de 2023.

Manifestações também ocorrem em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Belém, além de cidades do interior. Com o lema “Brasil nas ruas pela democracia”, a mobilização busca manter viva a memória dos ataques, reforçar a responsabilização dos envolvidos e consolidar o 8 de janeiro como um marco permanente de defesa das liberdades democráticas no país.

Fonte: Brasil 247

Fundo Nacional de Segurança Pública bate recorde em 2025 com execução de mais de R$ 1,4 bi

Uso dos recursos das transferências fundo a fundo registra o melhor resultado da história e supera em quase R$ 300 milhões a execução de 2024

             Viaturas da Polícia Militar do Rio de Janeiro (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) registrou em 2025 o melhor desempenho desde sua criação, com a execução de mais de R$ 1,4 bilhão em recursos transferidos aos estados e ao Distrito Federal. O volume supera em quase R$ 300 milhões o montante aplicado em 2024 e consolida um novo patamar na utilização das verbas destinadas à segurança pública no país.

O resultado é fruto de um conjunto de mudanças estruturais adotadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública ao longo de 2024, voltadas à racionalização, ao planejamento e ao fortalecimento da governança do Fundo.

De acordo com os dados oficiais, os recursos foram repassados por meio da modalidade de transferência obrigatória conhecida como fundo a fundo, mecanismo que garante o envio direto das verbas aos entes federativos. O desempenho de 2025 é considerado o maior da série histórica do FNSP e reflete, segundo o governo federal, a implementação de novos parâmetros de gestão, monitoramento e transparência.

Entre as iniciativas apontadas como decisivas estão a criação da Rede Interfederativa do Fundo Nacional de Segurança Pública, em abril de 2024, e a edição das Portarias MJSP nº 685/2024, nº 736/2024 e nº 737/2024. As normas estabeleceram critérios mais claros para o planejamento e a execução dos recursos, além de reforçar os mecanismos de controle.

O secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, avalia que os números evidenciam uma mudança na relação entre a União e os estados. “Os resultados expressivos demonstram que o diálogo estabelecido pela Senasp, a partir de março de 2024, foi fundamental para que os recursos pudessem efetivamente se transformar em melhoria da segurança pública para a população brasileira”, afirmou.

O montante liquidado em 2025 considera recursos do FNSP transferidos desde 2019, que somam quase R$ 7 bilhões. Desse total, mais de R$ 4,2 bilhões foram efetivamente executados até o fim do ano passado, o que corresponde a uma taxa acumulada de execução de 61%. O percentual representa um avanço de cerca de 20 pontos percentuais em relação a março de 2024, período anterior à adoção das novas medidas de governança.

Esse conjunto de mudanças foi reconhecido pelo Tribunal de Contas da União, que validou as novas práticas de gestão do Fundo em janeiro de 2025. Para o governo, o aval do TCU reforça a segurança jurídica e a credibilidade do modelo adotado.

Os repasses do FNSP têm peso relevante na composição do orçamento da segurança pública nos estados e no Distrito Federal. Isso porque grande parte dos recursos locais é comprometida com despesas obrigatórias, como o pagamento de pessoal, o que reduz a margem para investimentos. Nesse cenário, as transferências federais viabilizam ações estruturantes e projetos considerados prioritários.

As verbas possuem destinação específica e são submetidas a regras legais rigorosas, além de mecanismos permanentes de controle interno e externo. Esse desenho, segundo o Ministério da Justiça, exige uma gestão técnica e planejada para garantir eficiência e resultados concretos.

A diretora do Fundo Nacional de Segurança Pública, Camila Pintarelli, destacou a consolidação do instrumento como eixo central das políticas de financiamento do setor. “Os números apresentados comprovam o acerto e a consistência das medidas de gestão iniciadas em 2024, com resultados diretos nas políticas públicas de segurança e na melhoria do diálogo com os estados e o DF. O Fundo se consolidou como ferramenta central na estruturação da segurança dos entes federativos, seja por meio das transferências fundo a fundo, seja por meio da Plataforma ComprasSusp, a maior plataforma de compras públicas em segurança no Brasil”, afirmou.

O FNSP é a principal ferramenta de financiamento das políticas de segurança pública no país. Ele é composto, entre outras fontes, por receitas das loterias federais e por emendas parlamentares. Parte desses recursos é transferida obrigatoriamente aos estados e ao Distrito Federal, mediante a apresentação e aprovação de planos de aplicação.

A utilização das verbas é regulamentada pela Portaria MJSP nº 685/2024, que define áreas temáticas, procedimentos, metas e indicadores de resultados. O normativo também estabelece limites e vedações, como a proibição do pagamento de pessoal e da compra de materiais de escritório, além de orientar a destinação dos recursos para ações estratégicas, com foco na prevenção da violência, no uso de tecnologia e na capacitação das forças de segurança.

Fonte: Brasil 247

PF vai abrir inquérito sobre influenciadores pagos para atacar o BC e defender banco Master

Investigação mira possível ação coordenada paga para questionar a liquidação do Banco Master e defender interesses da instituição

Segurança do lado de fora do Banco Master, após a prisão do acionista controlador do banco, Daniel Vorcaro, em São Paulo - 18 de novembro de 2025 (Foto: REUTERS/ Amanda Perobelli)

A Polícia Federal vai instaurar um inquérito para investigar a possível contratação de influenciadores digitais com o objetivo de atacar o Banco Central (BC) e defender o Banco Master, instituição que teve a liquidação decretada pela autoridade monetária. A abertura da apuração foi confirmada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e busca esclarecer se houve pagamento e coordenação nas ações realizadas nas redes sociais. As informações são do G1.

A iniciativa surge após relatos de influenciadores que afirmaram ter recebido propostas para difundir uma narrativa crítica à decisão do Banco Central. Segundo esses relatos, a estratégia consistiria em divulgar vídeos e publicações que colocassem em dúvida a atuação do BC e ecoassem posições favoráveis ao banco liquidado.

Na mesma semana, os influenciadores de direita Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite tornaram público que teriam sido procurados para impulsionar conteúdos com esse teor em seus perfis. A ideia, conforme apurado, era questionar a rapidez da decisão do Banco Central e reforçar argumentos contrários à medida adotada pela autoridade financeira.

Procurada, a defesa do Banco Master afirmou não ter conhecimento sobre qualquer contratação de influenciadores para difamar o Banco Central. Ainda assim, a apuração ganhou força após a identificação, pela GloboNews, de publicações semelhantes feitas por outros influenciadores no mesmo período. Somados, esses perfis alcançam mais de 36 milhões de seguidores apenas no Instagram, o que levantou suspeitas sobre a dimensão e o impacto da possível campanha.

Além de mapear quem participou das postagens, a Polícia Federal pretende apurar se houve remuneração e atuação coordenada entre os influenciadores. O foco é verificar se a mobilização nas redes configurou um ataque articulado contra o Banco Central em meio à crise envolvendo o Banco Master.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também se manifestou sobre o episódio. Em nota, a entidade afirmou que “foi identificado, no final de dezembro, volume atípico de postagens com menções à entidade e seus representantes, referentes ao noticiário sobre liquidação de instituição financeira”. A federação acrescentou que “está analisando se as postagens identificadas naquele período caracterizariam ou não eventual ataque coordenado à entidade, sendo que já se observou nos últimos dias uma redução significativa daquele volume atípico”.

Paralelamente a esse novo inquérito, a Polícia Federal dará continuidade às investigações sobre possíveis fraudes praticadas pelo Banco Master antes de sua liquidação. Conforme revelou o blog do jornalista Valdo Cruz, no g1, a expectativa é colher novos depoimentos ainda neste mês de janeiro para aprofundar as apurações.

Integrantes da corporação avaliam já existirem indícios concretos de irregularidades bancárias cometidas pela instituição financeira. Estão previstos novos depoimentos de ex-diretores do Banco Master e do Banco de Brasília (BRB), que deverão ocorrer após a acareação realizada no Supremo Tribunal Federal entre Daniel Vorcaro, proprietário do banco liquidado, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.

A condução dessa acareação, determinada pelo ministro Dias Toffoli, relator do inquérito no STF, foi alvo de críticas de juristas, que apontaram a realização do procedimento antes da tomada de depoimentos formais no curso da investigação. Enquanto isso, a Polícia Federal segue analisando documentos, celulares e computadores apreendidos durante a operação “Compliance Zero”, deflagrada em 18 de novembro do ano passado. Na ocasião, Daniel Vorcaro e outros dirigentes do Banco Master chegaram a ser presos, mas foram liberados posteriormente mediante medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1