sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Nikolas se hospeda em hotel na sua “caminhada pela liberdade” e é detonado nas redes

A manifestação reúne apoiadores e aliados do deputado para defender pessoas condenadas por ações golpistas

       Nikolas Ferreira (Foto: Kayo Magalhaes/Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) esteve hospedado no município de Cristalina, em Goiás, durante a participação em um protesto político batizado de “caminhada pela liberdade”. O parlamentar ficou hospedado no Hotel Quartzo, com diárias que variam entre R$ 285 e R$ 332. A cidade goiana iAntegra o percurso da mobilização, que atravessa diferentes municípios até Brasília (DF).

A manifestação reúne apoiadores e aliados do deputado ao longo de um trajeto de aproximadamente 200 quilômetros, que liga Paracatu, em Minas Gerais, à capital federal. A caminhada teve início na segunda-feira (19) e está programada para ser concluída neste fim de semana.

A mobilização tem caráter político e reúne manifestantes que defendem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras pessoas condenadas por participação em ações golpistas. Bolsonaro foi sentenciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão no âmbito do inquérito que apurou a chamada trama golpista, recebendo a pena mais elevada entre as 29 condenações resultantes desse processo.

Os atos investigados pelo STF incluem os ataques de 8 de janeiro de 2023, quando sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram depredadas. Essas ações integraram uma apuração mais ampla conduzida pela Corte sobre a tentativa de ruptura institucional. No julgamento específico relacionado às manifestações daquele dia, o STF condenou 1.399 pessoas por envolvimento nos atos.

Conforme números divulgados em 8 de janeiro deste ano, 179 pessoas permanecem presas em decorrência dessas condenações. Desse total, 114 cumprem pena em regime fechado, enquanto outras 50 estão em prisão domiciliar. Também existem 15 prisões preventivas em vigor, entre elas a de Felipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro.

A caminhada liderada por Nikolas Ferreira se insere nesse contexto de mobilização política em defesa dos condenados e ocorre enquanto seguem em andamento os desdobramentos judiciais relacionados aos ataques às instituições democráticas brasileiras.

 

 

Fonte: Brasil 247

Moraes aciona PGR para avaliar prisão de Filipe Martins após uso do LinkedIn

O ex-assessor de Bolsonaro foi condenado a 21 anos de prisão no inquérito da trama golpista

      Filipe Martins (Foto: Artur Max/MRE)

 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um requerimento para emitir um posicionamento sobre um pedido de reconsideração da prisão de Filipe Martins, condenado pelo STF a 21 anos de prisão no inquérito da trama golpista, que registrou 29 condenações, entre elas a de Jair Bolsonaro (27 anos de reclusão).

O magistrado do STF determinou a prisão preventiva de Martins em 2 de janeiro. Segundo Moraes, o ex-assessor de Bolsonaro descumpriu uma medida cautelar que proibia o uso de redes sociais. O procurador-geral Paulo Gonet terá 15 dias para emitir um parecer. O relato foi divulgado no SBT.

Em dezembro, Martins e outros condenados no processo da trama golpista passaram a cumprir prisão domiciliar. A ação ainda não tinha trânsito em julgado, quando não há mais possibilidade de recurso. Mas, de acordo com o STF, o ex-assessor violou algumas medidas cautelares determinadas pela Corte e, por consequência, foi necessaria a detenção preventiva.

Conforme o despacho do ministro, assinado na terça-feira (20), a defesa de Filipe Martins contesta a decisão e sustenta que não houve descumprimento das restrições judiciais. Os advogados argumentam que o registro identificado no LinkedIn no fim do ano passado não configurou uso ativo da rede social.

No pedido encaminhado ao STF, a defesa classificou o episódio como um evento técnico, sem intenção de comunicação ou interação. Segundo os advogados, o acesso teria ocorrido de forma automática, sem qualquer ação deliberada por parte de Martins.

“Não houve utilização da plataforma LinkedIn, nem se verificou qualquer modalidade de uso comunicacional de redes sociais, próprias ou por intermédio de terceiros, tampouco a prática de ato voluntário, consciente ou finalisticamente orientado a frustrar, ou contornar a finalidade da cautelar imposta", afirma a defesa no documento apresentado ao Supremo.

A manifestação da Procuradoria-Geral da República será analisada por Alexandre de Moraes antes de uma decisão definitiva sobre a manutenção ou eventual revisão da prisão preventiva de Filipe Martins, que segue detido por ordem do STF no contexto das investigações sobre a tentativa de ruptura institucional.

Fonte: Brasil 247

Chico Lucas deixa o Piauí e assume papel-chave na segurança do governo Lula

Ex-secretário estadual assume secretaria nacional com missão de ampliar políticas baseadas em dados, integração policial e tecnologia

       Francisco Lucas Costa Veloso, o "Chico Lucas" (Foto: Governo do Piauí)

Francisco Lucas Costa Veloso, conhecido como Chico Lucas, foi escolhido para comandar a Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. Aos 41 anos, o advogado piauiense chega a Brasília após três anos à frente da pasta no Piauí, onde apostou no uso intensivo de dados, na integração das forças policiais e no diálogo com a academia para reduzir indicadores de violência. A nomeação o coloca no centro de uma das áreas mais sensíveis do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com a tarefa de articular políticas nacionais e enfrentar a expansão do crime organizado, informa a Folha de São Paulo.

O convite partiu do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e contou com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), que reúne os chefes das pastas estaduais. A escolha reflete o peso político e técnico acumulado por Chico Lucas no Piauí, estado governado por Rafael Fonteles (PT), de quem é aliado de longa data. Filiado ao PT, ele construiu uma trajetória que mescla atuação jurídica, experiência institucional e protagonismo na formulação de políticas públicas.

Formado em direito pela Universidade Federal do Piauí, Chico Lucas é procurador do estado desde 2009. Iniciou a carreira ainda jovem, aos 19 anos, na Polícia Rodoviária Federal, e tornou-se procurador aos 25. Entre 2016 e 2018, presidiu a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Piauí. A relação com Rafael Fonteles vem da juventude, quando estudaram na mesma escola, e se consolidou politicamente ao longo dos anos.

Ao assumir a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, em 2023, adotou uma estratégia de forte presença policial nas ruas, especialmente por meio de blitze em vias urbanas das principais cidades. A política lhe rendeu o apelido de “Chico Blitze” e marcou o início de uma gestão que combinou ações ostensivas com planejamento técnico. Paralelamente, montou uma equipe com mais de 50 pesquisadores, entre mestres e doutores, responsáveis por subsidiar a formulação de políticas de segurança baseadas em evidências.

Os resultados apareceram nos indicadores oficiais. Entre 2022 e 2025, o estado registrou redução de 31% nas mortes violentas, queda de 38% nos roubos de veículos e diminuição de 49% nos roubos em geral. As mortes decorrentes de intervenções policiais também recuaram, somando 20 casos em 2025. O desempenho contrastou com a realidade de outros estados do Nordeste governados pelo PT, como Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte, que enfrentaram crises mais agudas relacionadas à disputa entre facções criminosas.

A principal vitrine da gestão, no entanto, foi o programa de recuperação de celulares roubados e furtados. A iniciativa reduziu esse tipo de crime em 53% e possibilitou a recuperação de mais de 14 mil aparelhos no Piauí. O modelo ganhou projeção nacional, foi incorporado pelo Ministério da Justiça em 2024 e passou a ser replicado em pelo menos nove estados, entre eles São Paulo e Rio de Janeiro.

Outra frente de inovação foi o lançamento do BO Fácil, aplicativo que permite o registro de boletins de ocorrência, o envio de denúncias anônimas e o acionamento do número 190 por meio do WhatsApp. A ferramenta ampliou o acesso da população aos serviços de segurança e reforçou o uso da tecnologia como eixo central da política estadual.

No Piauí, Chico Lucas construiu a imagem de um gestor de perfil linha-dura, mas que defende a adoção de políticas alinhadas à garantia dos direitos humanos. É descrito como um articulador pragmático, disposto a enfrentar embates políticos quando necessário. Logo no início da gestão, protagonizou debates intensos ao lançar o programa “Pacto pela Ordem”, um conjunto de 13 medidas voltadas ao combate ao crime organizado. O pacote endureceu punições para crimes envolvendo policiais e criou um fundo destinado a apoiar vítimas da violência.

Entusiasta do uso de tecnologia, investiu em sistemas de videomonitoramento, abriu concurso para a contratação de 3 mil policiais e ampliou, ao longo de três anos, o número de mandados de prisão cumpridos e de apreensões de drogas. Apesar dos avanços, a gestão também lidou com desafios persistentes, como o fortalecimento das facções criminosas e o aliciamento de jovens em situação de vulnerabilidade.

Dados do governo estadual apontam que as ocorrências de tráfico de drogas cresceram 117% nos últimos dois anos, totalizando 2.650 registros. As organizações criminosas diversificaram suas atividades, passando a atuar em esquemas de lavagem de dinheiro, falsificação de bebidas e controle de postos de combustíveis. Segundo o sociólogo Arnaldo Eugênio, especialista em segurança pública, “elas disputam territórios e aliciam jovens que são vulneráveis. É preciso reforçar ações nas áreas educacional e social”.

Em dezembro, em operação integrada com a polícia de São Paulo, a Secretaria de Segurança do Piauí prendeu empresários investigados na operação Carbono Oculto 86 e interditou cerca de 40 postos de combustíveis ligados ao PCC. A ofensiva evidenciou a capacidade de articulação interestadual que agora será exigida em escala nacional.

À frente da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas terá como desafios centrais avançar nas discussões para a aprovação da PEC da Segurança no Congresso Nacional, enfrentar a resistência de governadores alinhados à direita e coordenar estratégias de combate às facções criminosas em todo o país, ampliando uma agenda que combina repressão qualificada, inteligência e políticas públicas estruturantes.

Fonte: Brsil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Tarcísio confirma candidatura à reeleição em SP e apoio a Flávio

Governador diz que não renunciará ao cargo em abril: “ajudarei o Flávio nessa caminhada”

Brasília-DF - 02/12/2025 - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (23) que não pretende deixar o cargo em abril e que seguirá à frente do Palácio dos Bandeirantes enquanto participa ativamente da articulação política nacional. Segundo ele, a prioridade será manter um projeto de longo prazo no estado, ao mesmo tempo em que prestará apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida pelo Palácio do Planalto.

“Sempre falei do meu carinho, da minha lealdade, ao presidente Bolsonaro e dizia: ‘O meu candidato é o Bolsonaro ou quem ele indicar’. Ele indicou o Flávio. Então, quem é o meu nome a partir de agora? É o Flávio Bolsonaro”, afirmou o governador paulista.

Tarcísio também descartou qualquer mudança institucional no Executivo estadual nos próximos meses, afastando a hipótese de desincompatibilização do cargo. “O que vai acontecer em abril? Nada. Vou continuar tocando o barco, não vou apresentar carta de renúncia, não vou me descompatibilizar, focarei num projeto de longo prazo em São Paulo e ajudarei o Flávio nessa caminhada”, completou.

Na noite de quinta-feira (22), o governador se pronunciou pela primeira vez após cancelar uma visita que faria a Jair Bolsonaro em Brasília, onde o ex-presidente cumpre prisão. Segundo apuração da CNN Brasil, a viagem teria sido desmarcada depois de Flávio Bolsonaro declarar, em entrevista à âncora Tainá Falcão, que o ex-mandatário pretendia receber Tarcísio para reforçar a cobrança por um apoio público e explícito à sua candidatura e à estratégia nacional do grupo político.

Publicamente, no entanto, Tarcísio alegou apenas “motivos de agenda” para justificar o cancelamento da ida à capital federal. Após o episódio, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma nova visita do governador ao ex-presidente, marcada para a próxima quinta-feira (29).

De acordo com as regras estabelecidas pela Justiça, Jair Bolsonaro pode receber visitas às quartas e quintas-feiras, nos horários de 8h às 10h, 11h às 13h ou das 14h às 16h. A expectativa é que o encontro ocorra dentro desses períodos autorizados.

Fonte: Brasil 247

Dallagnol pede que PGR apure conduta de Toffoli no caso Master

Notícia-crime cita reportagens sobre resort no Paraná e menciona dever de imparcialidade do ministro, que é relator de processos ligados ao banco

     Dias Toffoli e Deltan Dallagnol (Foto: ABr)

O ex-procurador da Lava-Jato e ex-deputado federal Deltan Dallagnol apresentou uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que sejam apurados possíveis crimes de responsabilidade atribuídos ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. A iniciativa tem como base reportagens que associam fundos ligados ao Banco Master a um resort no Paraná que teria, entre seus sócios, irmãos do magistrado.

As informações foram divulgadas pelo blog de Lauro Jardim, em O Globo, e detalhadas em reportagens da Folha de S. Paulo e do Estadão. Segundo as publicações, o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, adquiriu em 2021 parte da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá, por meio de fundos geridos pela Reag, empresa investigada por supostas fraudes envolvendo o banco.

Dias Toffoli é relator, no STF, de processos relacionados ao Banco Master e, após as revelações, passou a enfrentar pressões para deixar a relatoria. Na notícia-crime, Dallagnol pede que a PGR investigue a extensão de eventuais vínculos econômicos, benefícios indiretos, estruturas societárias e fluxos financeiros relacionados ao empreendimento citado nas reportagens.

De acordo com a peça, os fatos divulgados repercutem em três planos: o dever de imparcialidade e possíveis hipóteses de impedimento ou suspeição; eventual responsabilização político-jurídica; e a necessidade de apuração de fluxos e estruturas patrimoniais, como fundos, empresas e offshores, para afastar ou confirmar riscos de opacidade e de benefícios indevidos. O documento é assinado pelo advogado Leandro Rosa.

Entre os pontos destacados, está o uso frequente do resort por Toffoli, apontado por funcionários como o “proprietário de fato” do espaço, elemento que, segundo a peça, poderia indicar benefício indireto ou vínculo econômico relevante. O texto também cita o endereço supostamente de “fachada” da empresa dos irmãos do ministro e a transferência de ativos para uma offshore por parte de um fundo no qual familiares de Toffoli teriam participação.

PGR arquiva pedido de deputados para afastar Toffoli

Paralelamente, a Procuradoria-Geral da República decidiu arquivar um pedido apresentado por deputados federais para afastar Dias Toffoli da relatoria do caso do Banco Master. O requerimento foi protocolado após o ministro ter viajado para Lima, no Peru, para assistir à final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, no mesmo voo particular que um advogado que defende um diretor do banco.

O pedido foi apresentado pelos deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC), que solicitaram a declaração de impedimento e suspeição de Toffoli na investigação sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, alvo da operação Compliance Zero. No requerimento, os parlamentares afirmam: “À conta de suposta viagem realizada pelo ministro relator a Lima, no Peru, em 28.11.2025, na mesma aeronave em que se encontrava o advogado Augusto Arruda Botelho, defensor do diretor de compliance da instituição referida, Luiz Antônio Bull”.

Na decisão, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não havia providências a serem adotadas, uma vez que o tema já está sob análise do Supremo Tribunal Federal. “O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”, escreveu Gonet, ao justificar o arquivamento, assim como de outros três pedidos sobre o mesmo assunto.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo, Folha de S. Paulo e o Estadão

Lula pede comparação com Temer e Bolsonaro e faz alerta para eleições: “tem muita gente mentindo nesse país”

“Não coloquem uma raposa para tomar conta do galinheiro”, diz Lula em alerta ao eleitorado

Brasília (DF) - 08/01/2026 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta sexta-feira (23), que a população compare os resultados de seu atual mandato com os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro ao avaliar o futuro do país. A declaração foi feita durante um evento em Maceió (AL), que celebrou a marca de 2 milhões de moradias contratadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida e a entrega de mais de 1.337 unidades habitacionais na capital alagoana.

Ao discursar no encontro, Lula afirmou que o momento político e econômico do Brasil deve ser analisado à luz de dados concretos e da experiência recente. Segundo ele, a comparação entre gestões permitirá ao eleitorado decidir “quem cuidou mais” do país, em áreas como saúde, educação, infraestrutura e políticas sociais, ressaltando que a escolha deve recair sobre quem conhece a realidade da população.

Durante o evento, o presidente lembrou sua trajetória pessoal para destacar a importância da política habitacional. “Já vivi situações muito ruins, em lugar que dava enchente, já acordei de noite com rato, barata, cocô, tendo que levantar as coisas para não perder o que tinha. Isso me fez compreender a necessidade de garantir que o povo mais humilde tenha acesso a uma casa”, afirmou. Para Lula, cada família contemplada passa a ter um patrimônio que precisa ser preservado.

O presidente também destacou a opção do governo de priorizar as mulheres na titularidade dos imóveis e no acesso às políticas sociais. “A gente dá as chaves para a mulher, que nos dá garantias que não vai abandonar sua família. A gente dá preferência para a mulher na entrega da chave, no pagamento das políticas sociais, para que a gente garanta que a mulher não seja espoliada por um marido que não cuida da família”, declarou, acrescentando sentir orgulho a cada entrega de moradias.

Lula classificou o Minha Casa, Minha Vida como o maior programa habitacional da história do Brasil, ressaltando sua escala e impacto social. “Nunca na história do país foi feito um programa habitacional que chegasse em tão pouco tempo a construir quase 10 milhões de casas para o povo pobre”, disse, ao defender a continuidade das obras como caminho para reduzir o déficit habitacional, que chamou de “uma coisa sagrada”.

No campo econômico, o presidente citou indicadores para sustentar sua avaliação positiva do atual governo. Ele afirmou que o país encerra o terceiro ano de mandato com a menor inflação acumulada em quatro anos, o menor desemprego da história, 103 milhões de trabalhadores registrados e a maior restituição da massa salarial. Também mencionou o maior fluxo de exportações já registrado, de US$ 628 bilhões, e afirmou que o Brasil passa por um “ano da verdade” após um período de reconstrução institucional.

Segundo Lula, os dois primeiros anos do mandato foram dedicados a recuperar um país que teria sido deixado “desmantelado”. “Resolvemos reconstruir o Brasil, preparar a terra, plantar, aguar, e agora estamos colhendo”, disse. Ele anunciou que o atual período será marcado pela comparação direta entre políticas públicas de seu governo e as adotadas nas gestões anteriores, citando exemplos como o programa Mais Médicos, que, segundo ele, passou de 12 mil para 28 mil profissionais.

O presidente também elencou áreas que, em sua avaliação, devem ser comparadas pelo eleitorado, como construção de universidades e institutos federais, acesso ao ensino superior, investimentos no ensino fundamental e na escola de tempo integral, além da regularização de territórios quilombolas e terras indígenas. “Cada coisa nós vamos comparar para que vocês possam decidir na hora que vocês tiverem que escolher alguém para cuidar de vocês”, afirmou.

Em tom de alerta, Lula criticou o que classificou como disseminação de mentiras no debate público. “Não podemos continuar acreditando na mentira. Não coloquem nunca uma raposa para tomar conta do galinheiro, porque ela vai comer até o galo”, declarou, reforçando que a decisão final cabe à população. “Este ano, quando digo que é o ano da verdade, não é o Lula que vai ter que fazer a comparação. São vocês.”

Ao encerrar, o presidente questionou promessas feitas por governos anteriores e afirmou que o desempenho econômico recente do país serve como lição. “Tem muita gente mentindo nesse país, e não podemos permitir que a mentira volte a governar”, disse, ao lembrar que, segundo ele, o Brasil só voltou a crescer acima de 3% ao ano após seu retorno à Presidência.

Fonte: Brasil 247

Magno Malta tenta invadir Papudinha para ver Bolsonaro sem autorização


O Senador Magno Malta (PL-ES). Foto: Reprodução

O senador Magno Malta (PL) tentou visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro no Complexo Penitenciário da Papudinha, no Distrito Federal, mas foi impedido por não possuir autorização do Supremo Tribunal Federal. A tentativa ocorreu na sexta-feira (17), segundo documento da Polícia Militar do DF citado pela reportagem do UOL.

De acordo com os agentes responsáveis pela segurança do local, o parlamentar foi informado de que a visita só poderia ser realizada mediante autorização expressa do STF. A exigência decorre das regras estabelecidas para visitas ao ex-presidente, que está preso por decisão judicial.

Durante a tentativa de acesso, Magno Malta questionou se seria possível realizar uma oração no local. No entanto, foi informado de que a assistência religiosa ao ex-presidente foi definida previamente pelo STF, sem previsão para novas autorizações naquele momento.

O ministro Alexandre de Moraes autorizou apenas a atuação do bispo Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra, e do deputado distrital e pastor Thiago Manzoni (PL) para a prestação de assistência religiosa a Bolsonaro.

Magno Malta tenta entrar com seu carro na Papudinha sem autorização
Após cerca de 30 minutos de diálogo com a equipe de segurança, o senador deixou o local voluntariamente. Atualmente, Bolsonaro pode receber visitas de familiares próximos, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos, além de uma tia, em dias e horários previamente estabelecidos.

A cela ocupada por Bolsonaro na Papudinha possui área total de 64,8 metros quadrados, incluindo espaços cobertos e área externa. A estrutura conta com banheiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala, conforme informações oficiais divulgadas pelas autoridades do Distrito Federal.

Fonte: DCM com informações do UOL

Oscar 2026: Brasileiros ocupam redes de “Sirat” após diretor atacar “O Agente Secreto”


     O cineasta Oliver Laxe e comentários de brasileiros. Foto: Reprodução

Brasileiros passaram a comentar em massa nas redes sociais do filme Sirat após declarações do diretor espanhol Oliver Laxe sobre a atuação de votantes brasileiros no Oscar 2026. A movimentação se concentrou no perfil oficial do longa no Instagram, já que o cineasta não possui conta própria na plataforma.

A reação teve início após entrevista concedida por Laxe ao talk show espanhol “La Revuelta”, na qual o diretor comentou a disputa pelo prêmio de Melhor Filme Internacional. “Sirat” concorre na categoria ao lado de O Agente Secreto, produção brasileira dirigida por Kleber Mendonça Filho.

Durante a entrevista, Laxe afirmou que há muitos brasileiros entre os membros da Academia e declarou: “Os brasileiros na Academia são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”. A frase passou a circular amplamente nas redes sociais poucas horas após a exibição do programa.

Em seguida, usuários brasileiros começaram a acessar as publicações mais recentes do perfil de “Sirat”. Em poucos minutos, os posts foram tomados por centenas de comentários, muitos deles acompanhados por emojis de sapato, em referência direta à fala do diretor.

Além dos emojis, apareceram mensagens curtas como “respeita o brasil”, “o choro é livre” e “ele queria engajamento?”. Também houve comentários irônicos e memes, com usuários recuperando falas conhecidas da cultura pop brasileira.

Entre elas, foi repetida a frase da personagem Carminha, da novela “Avenida Brasil”: “Obrigada pelo toque, Lucinda. A coisa que eu mais prezo nessa vida é conselho de mendiga”. Enquanto isso, “O Agente Secreto”, estrelado por Wagner Moura, segue na disputa do Oscar 2026 em quatro categorias, incluindo Melhor Filme e Melhor Filme Internacional.

Fonte: DCM

Bem humorado, Lula fala sobre imagem de IA: “Janja nunca ganhou uma joia minha”

O presidente Lula (PT) durante cerimônia de assinatura de contratos no âmbito do Programa Mar Aberto. Foto: Reprodução


O presidente Lula (PT) comentou, nesta terça-feira (20), durante cerimônia de assinatura de contratos no âmbito do Programa Mar Aberto, sobre as fotos feitas com inteligência artificial que mostram ele e a primeira-dama Janja caminhando em uma praia.

“Ontem o cara veio me mostrar uma foto minha, de bermuda, com as minhas coxonas lá para todo mundo ver, de roupa branca, dando uma joia para a Janja. E aí o cara que me mostrou a foto disse: ‘Olha, presidente, como o senhor e a Janja estão bonitos’”, disse. “Eu e a Janja falamos: ‘Não, mas esses aí não somos nós, não. Isso é inteligência artificial’. A coitada da Janja nunca ganhou uma joia minha.”

O presidente ainda fez um alerta: “Nós estamos virando algoritmo. A gente está vendo a mentira em tempo recorde. Para desmontar essa fábrica de mentiras, tem que ser vocês. Viu uma coisa que é mentira? Denuncie ou delete, não passe para a frente.”

Assista abaixo:

Fonte: DCM

Parlamentares da Venezuela aprovam em 1ª votação reforma que abre o setor de petróleo a empresas privadas

Novo projeto de lei de hidrocarbonetos reduz carga tributária, prevê arbitragem internacional e mantém maioria estatal em joint ventures

Protesto contra ordem do presidente dos EUA, Donald Trump, de bloquear a entrada e saída de petroleiros sancionados da Venezuela - 17 de dezembro de 2025 (Foto: REUTERS)

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou, em primeira discussão, um novo projeto de lei de hidrocarbonetos que pode abrir de forma ampla o setor de petróleo e gás à atuação de empresas privadas, incluindo companhias estrangeiras. O texto, votado na tarde de quinta-feira, propõe reduzir a participação do Estado na renda petrolífera, flexibilizar regras de operação e autorizar mecanismos de arbitragem internacional para litígios, sinalizando uma mudança relevante após décadas de predominância estatal.

A informação foi divulgada pelo Financial Times, que afirmou ter tido acesso ao conteúdo do projeto e aos termos detalhados da proposta. Segundo o jornal, a lei pode representar um recuo em relação ao modelo consolidado durante a era Hugo Chávez e mantido sob Nicolás Maduro, ao permitir que empresas privadas operem e comercializem campos de petróleo com maior autonomia.

☉ O que muda no novo marco do petróleo

De acordo com o texto visto pelo Financial Times, a proposta permite que empresas privadas, venezuelanas ou estrangeiras, possam operar e comercializar campos petrolíferos, com redução da fatia de arrecadação do governo. Um ponto central é a autorização para que empresas privadas venezuelanas operem campos “por sua própria conta”, assumindo custos e operação, dentro das novas regras.

O projeto preserva, porém, a exigência de maioria estatal em empreendimentos conjuntos. As joint ventures continuariam a demandar participação majoritária de uma estatal, mantendo formalmente o controle do Estado sobre parte relevante da estrutura societária em projetos compartilhados.

Outro elemento-chave está na cobrança de royalties. A proposta manteria uma alíquota-base de 30%, mas abriria espaço para reduções a 20% e até 15% em determinados casos, com a justificativa de “alcançar a viabilidade econômica” dos projetos. Na prática, a flexibilização pode funcionar como incentivo para atrair capital externo a campos maduros, áreas de risco ou regiões com pouca infraestrutura.

☉ Arbitragem internacional e fim da obrigatoriedade de tribunais locais

O texto também remove a exigência de que disputas sejam obrigatoriamente resolvidas na Justiça local. Em seu lugar, prevê a possibilidade de arbitragem internacional em caso de conflito, um dispositivo frequentemente demandado por investidores estrangeiros em países com histórico de litígios e de mudanças contratuais.

Esse ponto se conecta diretamente ao passado recente do setor. Sob Chávez, a Venezuela promoveu expropriações de ativos de petroleiras americanas, incluindo ExxonMobil e ConocoPhillips, e aprofundou o controle estatal por meio da Petróleos de Venezuela SA (PDVSA), com forte politização da gestão.

☉ Quem escreveu o projeto e a acusação de influência de Washington

Durante a sessão, a proposta foi apresentada por Orlando Camacho, parlamentar do bloco pró-governo. Um integrante de sua equipe afirmou que o projeto teria sido redigido pelo Poder Executivo venezuelano. Já um parlamentar governista, falando sob condição de anonimato, deu outra versão e atribuiu influência direta aos Estados Unidos na composição do texto.

Na fala relatada, o deputado afirmou: "Há muitas coisas que foram ordenadas pelos gringos" e completou: "Essa lei vem dos Estados Unidos". A divergência expõe a tensão política em torno do novo desenho institucional do setor, sobretudo porque a reforma ocorre em um momento de forte interferência externa no destino do país.

☉ Contexto político: sequestro de Maduro e apoio dos EUA ao governo interino

O projeto é apresentado após um episódio de grande impacto descrito pelo Financial Times como uma ação de forças especiais dos Estados Unidos em 3 de janeiro, em Caracas, que teria capturado o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, enviando-os para Nova York para enfrentar acusações de tráfico de drogas.

Após a operação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, segundo o relato do jornal, que Washington iria “comandar” a Venezuela e, na prática, controlar seu setor petrolífero. O Financial Times também informou que os EUA apreenderam sete petroleiros sancionados, que teriam sido usados para transportar petróleo venezuelano.

Nesse cenário, o governo de transição teria passado a ser liderado por Delcy Rodríguez, citada como “presidente interina” apoiada por Trump para atrair investimento estrangeiro ao petróleo venezuelano. A própria Delcy indicou, na semana anterior à votação, que mudanças profundas estavam em curso.

Ela disse aos parlamentares: "Isso permitirá que fluxos de investimento sejam direcionados a novos campos, a campos onde nunca houve investimento e onde não há infraestrutura".

☉ “Petróleo no subsolo é inútil”, diz o presidente do Legislativo

A aprovação em primeira discussão ocorreu com o Legislativo preparando nova votação na semana seguinte, etapa necessária para a aprovação final. O presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy, defendeu a reforma como condição para elevar a produção.

Segundo a fala citada, ele afirmou: "Essas reformas são necessárias para permitir um aumento da produção de petróleo" e reforçou: "Como a presidente interina disse, petróleo no subsolo é inútil".

☉ Reservas gigantes, produção em queda e o peso das sanções

A Venezuela possui as maiores reservas provadas de petróleo do mundo, estimadas em cerca de 300 bilhões de barris, e chegou a produzir aproximadamente 3 milhões de barris por dia no início dos anos 2000. O colapso veio depois, impulsionado por corrupção e má gestão, levando a produção a cerca de 500 mil barris por dia em 2020.

O Financial Times destacou que sanções amplas dos EUA ao setor, impostas durante o primeiro governo Trump, também complicaram o cenário. Em 2025, a produção teria subido para aproximadamente 950 mil barris por dia, impulsionada em grande parte pela Chevron, que opera com uma licença de isenção vinculada às sanções e seria, segundo o jornal, a única grande petroleira americana ativa no país.

O novo projeto de lei ampliaria os contratos estabelecidos com a Chevron em 2022, criando base jurídica para estender e diversificar modelos de parceria com agentes privados.

☉ Chevron, garantias e o temor de expropriação

Grupos empresariais dos EUA, ainda segundo o jornal, afirmam precisar de “garantias sérias” antes de investir na reconstrução da infraestrutura petrolífera venezuelana. Entre as exigências, estariam reformas que permitam contratos com empresas locais e proteção contra expropriação de ativos.

A Chevron não comentou especificamente os detalhes das novas reformas, mas reiterou seu compromisso de continuar investindo. A companhia afirmou: "Estamos prontos para ajudar a construir um futuro melhor enquanto fortalecemos a energia dos EUA e a segurança regional".

Do lado de Washington, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse em entrevista à Bloomberg Television que a Casa Branca "não vai se envolver em fornecer segurança no terreno" para empresas que atuem na Venezuela. A declaração sugere que o governo americano pretende estimular investimento, mas sem assumir custos diretos de proteção operacional.

☉ A disputa sobre legitimidade e a crítica de sindicalistas

Um dos maiores obstáculos à atração de capital pode não ser apenas o desenho econômico da lei, mas a legitimidade política do governo que a implementa. Observadores citados no Financial Times questionam se a administração Rodríguez teria autoridade suficiente para aprovar reformas capazes de garantir segurança jurídica a investidores.

O jornal apontou que Delcy Rodríguez era vice-presidente de Maduro quando ele foi retirado do poder por Washington e registrou que Maduro é amplamente visto como responsável por ter “roubado” a reeleição em 2024.

Iván Freites, dirigente sindical ligado aos trabalhadores da PDVSA e atualmente vivendo no exílio na Flórida, criticou a falta de legitimidade do Legislativo para discutir o tema e alertou para o peso político do processo.

Ele disse: "A lei não está sendo discutida por uma autoridade legítima, o que tira dela peso jurídico e político". Em seguida, acrescentou apoio condicionado à abertura do setor, com ressalvas sobre garantias de proteção a investidores: "Sabemos que esses caras roubaram eleições e cometeram violações generalizadas de direitos humanos, então, embora apoiemos abrir o setor de petróleo, isso precisa ser feito com garantias para essas empresas de que seus investimentos não serão roubados ou expropriados".

☉ O que está em jogo na votação final

Se aprovada em definitivo na nova votação prevista para a semana seguinte, a lei pode marcar uma virada na estratégia energética venezuelana, ao combinar incentivo fiscal, arbitragem internacional e ampliação da atuação privada. Ao mesmo tempo, o processo ocorre sob intensa contestação política, com denúncias de influência externa e dúvidas sobre a estabilidade institucional do governo que promete conduzir a reestruturação.

Entre a promessa de elevar a produção e a necessidade de reconstruir infraestrutura, a Venezuela volta a colocar seu petróleo no centro de uma disputa que mistura economia, soberania e geopolítica, com o Estado buscando preservar controle formal e, ao mesmo tempo, oferecer condições mais atraentes a quem dispõe de capital e tecnologia para extrair e comercializar a maior riqueza do país.

Fonte: Brasil 247 com informação foi divulgada pelo Financial Times

Influencers denunciam golpe de agência e calote de 500 mil

Com mais de 2,5 milhões de seguidores nas redes sociais, o casal afirma que as irregularidades só foram percebidas após um longo período

Facebook, TikTok, Twitter, YouTube e Instagram são exibidos em um smartphone. (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)

Os influenciadores Gustavo Catunda e Robert Rosselló, criadores do perfil 2depais, afirmam ter identificado um prejuízo superior a R$ 500 mil em um acordo firmado com a agência Hello Group, responsável por intermediar campanhas publicitárias e administrar os pagamentos recebidos em nome do casal. O caso veio à tona após os dois decidirem confrontar informações repassadas pela empresa com dados obtidos diretamente junto às marcas.

As informações foram relatadas em entrevista ao G1. Com mais de 2,5 milhões de seguidores nas redes sociais, o casal afirma que as irregularidades só foram percebidas após um longo período de orientações para que eles se mantivessem afastados de marcas, colegas de profissão e até de comparações de valores praticados no mercado.

Segundo Gustavo e Robert, a agência justificava o isolamento como uma forma de “cuidar da imagem” dos influenciadores. “Era sempre assim: ‘nunca conte qual é o seu trabalho, quanto você está ganhando, nunca fale com as pessoas, porque isso vai te derrubar’”, relatou Robert. Ele afirma que a condução era marcada por um discurso de controle e medo. “Deixa que eu tomo conta de tudo, eu resolvo tudo”, completou.

O contrato previa que 70% dos valores das campanhas seriam repassados aos influenciadores, enquanto a agência ficaria com 30% de comissão. No entanto, de acordo com o casal, os pagamentos começaram a atrasar com frequência, sempre acompanhados de explicações genéricas, como dificuldades do mercado ou burocracias internas das empresas contratantes.

No início, os atrasos pareceram pontuais. “A gente via briefing, valor, prazo. Mas, quando chegava a parte do pagamento, sempre tinha um porém”, lembrou Robert. Como toda a comunicação com as marcas era feita exclusivamente pela agência, eles afirmam que não tinham meios de confirmar as informações.

A parceria teve início em 2021, quando o perfil ainda era pequeno e retratava a rotina do casal rumo à paternidade. Naquele momento, o dono da agência teria prometido profissionalizar o conteúdo e ampliar as oportunidades comerciais. O acordo concedia à Hello Group exclusividade para negociar campanhas, assinar contratos, emitir notas fiscais, receber pagamentos e fazer os repasses.

De acordo com os influenciadores, nos primeiros meses a relação parecia funcionar. O perfil cresceu, as campanhas aumentaram e eles se mudaram para São Paulo. “Ele entregou tudo o que prometeu no começo”, disse Gustavo. Com o tempo, porém, os atrasos se tornaram recorrentes e o acesso às informações financeiras passou a ser cada vez mais restrito.

Sem relatórios formais ou prestação de contas, o casal decidiu montar uma planilha própria para controlar campanhas e valores. A desorganização aparente levou à suspeita de que algo não estava certo. “Quando alguém se coloca como amigo, como protetor, você não quer acreditar”, afirmou Robert.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1