sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Lula pede comparação com Temer e Bolsonaro e faz alerta para eleições: “tem muita gente mentindo nesse país”

“Não coloquem uma raposa para tomar conta do galinheiro”, diz Lula em alerta ao eleitorado

Brasília (DF) - 08/01/2026 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta sexta-feira (23), que a população compare os resultados de seu atual mandato com os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro ao avaliar o futuro do país. A declaração foi feita durante um evento em Maceió (AL), que celebrou a marca de 2 milhões de moradias contratadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida e a entrega de mais de 1.337 unidades habitacionais na capital alagoana.

Ao discursar no encontro, Lula afirmou que o momento político e econômico do Brasil deve ser analisado à luz de dados concretos e da experiência recente. Segundo ele, a comparação entre gestões permitirá ao eleitorado decidir “quem cuidou mais” do país, em áreas como saúde, educação, infraestrutura e políticas sociais, ressaltando que a escolha deve recair sobre quem conhece a realidade da população.

Durante o evento, o presidente lembrou sua trajetória pessoal para destacar a importância da política habitacional. “Já vivi situações muito ruins, em lugar que dava enchente, já acordei de noite com rato, barata, cocô, tendo que levantar as coisas para não perder o que tinha. Isso me fez compreender a necessidade de garantir que o povo mais humilde tenha acesso a uma casa”, afirmou. Para Lula, cada família contemplada passa a ter um patrimônio que precisa ser preservado.

O presidente também destacou a opção do governo de priorizar as mulheres na titularidade dos imóveis e no acesso às políticas sociais. “A gente dá as chaves para a mulher, que nos dá garantias que não vai abandonar sua família. A gente dá preferência para a mulher na entrega da chave, no pagamento das políticas sociais, para que a gente garanta que a mulher não seja espoliada por um marido que não cuida da família”, declarou, acrescentando sentir orgulho a cada entrega de moradias.

Lula classificou o Minha Casa, Minha Vida como o maior programa habitacional da história do Brasil, ressaltando sua escala e impacto social. “Nunca na história do país foi feito um programa habitacional que chegasse em tão pouco tempo a construir quase 10 milhões de casas para o povo pobre”, disse, ao defender a continuidade das obras como caminho para reduzir o déficit habitacional, que chamou de “uma coisa sagrada”.

No campo econômico, o presidente citou indicadores para sustentar sua avaliação positiva do atual governo. Ele afirmou que o país encerra o terceiro ano de mandato com a menor inflação acumulada em quatro anos, o menor desemprego da história, 103 milhões de trabalhadores registrados e a maior restituição da massa salarial. Também mencionou o maior fluxo de exportações já registrado, de US$ 628 bilhões, e afirmou que o Brasil passa por um “ano da verdade” após um período de reconstrução institucional.

Segundo Lula, os dois primeiros anos do mandato foram dedicados a recuperar um país que teria sido deixado “desmantelado”. “Resolvemos reconstruir o Brasil, preparar a terra, plantar, aguar, e agora estamos colhendo”, disse. Ele anunciou que o atual período será marcado pela comparação direta entre políticas públicas de seu governo e as adotadas nas gestões anteriores, citando exemplos como o programa Mais Médicos, que, segundo ele, passou de 12 mil para 28 mil profissionais.

O presidente também elencou áreas que, em sua avaliação, devem ser comparadas pelo eleitorado, como construção de universidades e institutos federais, acesso ao ensino superior, investimentos no ensino fundamental e na escola de tempo integral, além da regularização de territórios quilombolas e terras indígenas. “Cada coisa nós vamos comparar para que vocês possam decidir na hora que vocês tiverem que escolher alguém para cuidar de vocês”, afirmou.

Em tom de alerta, Lula criticou o que classificou como disseminação de mentiras no debate público. “Não podemos continuar acreditando na mentira. Não coloquem nunca uma raposa para tomar conta do galinheiro, porque ela vai comer até o galo”, declarou, reforçando que a decisão final cabe à população. “Este ano, quando digo que é o ano da verdade, não é o Lula que vai ter que fazer a comparação. São vocês.”

Ao encerrar, o presidente questionou promessas feitas por governos anteriores e afirmou que o desempenho econômico recente do país serve como lição. “Tem muita gente mentindo nesse país, e não podemos permitir que a mentira volte a governar”, disse, ao lembrar que, segundo ele, o Brasil só voltou a crescer acima de 3% ao ano após seu retorno à Presidência.

Fonte: Brasil 247

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