Em evento no Rio, presidente destaca investimentos, critica desinformação e reforça apoio a prefeitos e políticas públicas
19.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de abertura da Caravana Federativa, no Expo Center Norte. São Paulo - SP.
Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Ricardo Stuckert)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quinta-feira (26) da abertura da Caravana Federativa do Rio de Janeiro, em Niterói, onde defendeu os resultados de sua gestão e fez um alerta sobre a disseminação de informações falsas no país. O evento reúne gestores municipais e representantes do governo federal para facilitar o acesso a programas, recursos e políticas públicas.
Em discurso durante a cerimônia, o presidente destacou que a iniciativa busca aproximar a União das prefeituras. Segundo Lula, a proposta representa uma mudança na relação institucional com os municípios, baseada na cooperação direta e no apoio técnico às administrações locais.
Lula afirmou que o fortalecimento das cidades é essencial para o desenvolvimento nacional. “Não é possível o país dar certo se a cidade estiver errada”, declarou, ao defender a necessidade de integração entre os entes federativos. Ele também ressaltou que os investimentos são guiados pela qualidade dos projetos apresentados pelos gestores locais. “O que faz o dinheiro não é o discurso. O que faz o dinheiro é a seriedade do projeto”, disse.
O presidente também criticou gestões anteriores pela falta de diálogo com prefeitos e relembrou medidas adotadas em seus governos anteriores para ampliar o atendimento às administrações municipais, como a criação de espaços específicos para atendimento a prefeitos no Palácio do Planalto e em agências da Caixa Econômica Federal.
Durante o evento, Lula anunciou entregas na área da saúde, incluindo ambulâncias, equipamentos e investimentos em unidades básicas e hospitais. Ele afirmou que a atual gestão trabalha para reduzir filas e ampliar o acesso a exames e cirurgias. “Nós vamos atrás de vocês para fazer os exames que a sociedade precisa”, afirmou, ao mencionar a criação de carretas de atendimento médico.
O presidente também destacou programas como o Farmácia Popular e os mutirões de cirurgias, além de investimentos para reestruturar hospitais federais no Rio de Janeiro. Segundo ele, unidades estavam em condições precárias antes da intervenção do governo federal.
Na área econômica, Lula afirmou que o país vive um momento de recuperação, com aumento do emprego, crescimento da massa salarial e expansão da produção agrícola e industrial. Ele citou investimentos recentes na indústria automobilística e farmacêutica, além da ampliação do crédito por meio do BNDES. “O BNDES hoje está fazendo um bilhão de reais de indução ao crédito por dia”, destacou.
O presidente também mencionou o programa Minha Casa Minha Vida e a retomada de obras paralisadas, além de metas para a construção de novas moradias. Segundo ele, o governo encontrou milhares de projetos interrompidos e trabalha para concluí-los.
Ao abordar o cenário político, Lula afirmou que 2026 será decisivo para o confronto entre informações verdadeiras e falsas. “Esse é o ano em que a gente vai ter que provar quem é que vai vencer a luta, se é a verdade ou a mentira”, declarou. Ele criticou a disseminação de boatos nas redes sociais e pediu mobilização da sociedade contra a desinformação.
O presidente também citou medidas recentes, como a regulamentação do ECA digital e a sanção de leis voltadas ao combate ao crime organizado. Segundo ele, o governo busca enfrentar estruturas criminosas em diferentes níveis. “Eu quero ver pegar no andar de cima”, afirmou, ao criticar ações que atingem apenas a base do crime.
Na área educacional, Lula destacou avanços na alfabetização infantil e defendeu a ampliação do ensino em tempo integral. Ele também mencionou programas de permanência estudantil, como o “Pé-de-meia”, voltado a evitar a evasão escolar.
O discurso incluiu ainda críticas à violência contra mulheres e a defesa de políticas públicas de proteção. Lula afirmou que o enfrentamento do feminicídio deve envolver toda a sociedade. “A luta contra a violência contra a mulher não é da mulher, é do homem”, disse.
Fonte: Brasil 247
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