A Justiça Eleitoral do Paraná voltou a barrar a divulgação de uma pesquisa eleitoral no Estado. Desta vez, a decisão atingiu a pesquisa do Instituto Veritá, registrada sob o número PR-02424/2026, que seria divulgada neste domingo (29). A pesquisa foi contratada por R$ 154.770,00, tendo como contratante o próprio instituto Veritá.
A representação foi proposta pela Comissão Provisória Estadual do Democracia Cristã no Paraná (DC), e a liminar foi concedida pela desembargadora federal Gisele Lemke, juíza auxiliar do processo.
A ação foi movida contra o Instituto Veritá com base em uma série de apontamentos. O DC sustentou, em síntese, que houve menção genérica às fontes de dados utilizadas, sem a especificação exigida pela resolução do TSE; que o registro da pesquisa não informava corretamente todos os cargos analisados; que o questionário continha informação desatualizada sobre a filiação partidária do ex-prefeito Rafael Greca, já filiado ao MDB desde 19 de março; que não havia indicação adequada da metodologia; que o sistema de controle interno informado pela empresa era genérico e sem trilha documental suficiente; e que seria necessário acesso ao sistema interno de fiscalização da coleta de dados. Ao pedir a liminar, o Democracia Cristã argumentou que a divulgação do levantamento poderia causar dano irreparável ao equilíbrio eleitoral.
Além de suspender a pesquisa, a Justiça determinou a citação do Instituto Veritá Ltda. para apresentar defesa no prazo de dois dias e, em seguida, a remessa do caso à Procuradoria Regional Eleitoral, para parecer em um dia. O processo, portanto, seguirá seu curso, mas a divulgação do levantamento fica interrompida até nova manifestação do juízo.
Fonte: Contraponto com informações do portal HojePR
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