quinta-feira, 26 de março de 2026

Eleições no Paraná esquentam com possível candidatura de Tony Garcia

Empresário diz que pode entrar na disputa pelo governo e faz críticas a Sérgio Moro em meio às articulações eleitorais no estado

        Eleições no Paraná esquentam com possível candidatura de Tony Garcia (Foto: Reprodução)

As articulações para a sucessão estadual no Paraná ganharam novos contornos após declarações do empresário e ex-deputado Tony Garcia, que afirmou considerar uma candidatura ao governo e elevou o tom das críticas ao senador Sérgio Moro. O movimento ocorre num momento em que diferentes grupos políticos tentam se posicionar para a disputa de 2026 no estado.

As declarações foram dadas por Garcia em entrevista à TV 247, na qual ele comentou os bastidores da política paranaense, a reorganização de forças ligadas à Lava Jato e a possibilidade de entrar na corrida eleitoral.



Segundo Tony Garcia, a filiação de Sergio Moro ao PL e sua aproximação com o campo bolsonarista podem redesenhar a disputa no Paraná e produzir efeitos além das fronteiras do estado. Na avaliação dele, há uma tentativa de rearticulação de setores identificados com a Lava Jato a partir de Curitiba.

Ao descrever esse movimento, Garcia afirmou: “A Lava Jato está se aglutinando de novo a partir do Paraná, de Curitiba”. Em seguida, acrescentou que Moro pretende usar a campanha local como plataforma nacional: “Ele vai fazer a campanha no Paraná, mas vai correr o Brasil inteiro com o Flávio”.

Ao longo da entrevista, o empresário também voltou a fazer acusações contra Moro e integrantes da força-tarefa da Lava Jato, citando supostas pressões, coleta de informações e uso de material contra adversários. Em um dos trechos mais duros, declarou: “Eles vão tentar trazer o lavajatismo de volta”.

Garcia disse ainda que, em sua avaliação, a única forma de barrar politicamente o avanço de Moro seria por meio de decisões judiciais. “A única coisa que poderia barrar esse cara é a Justiça”, afirmou. Em outro momento, reforçou sua convicção de que os processos que menciona poderiam ter consequências graves para os envolvidos: “Se a Justiça for efetiva, eles não param em pé”.

Questionado sobre as ameaças, Tony Garcia afirmou que vive sob pressão permanente e que mantém medidas de segurança. “Eu recebo ameaças todos os dias, veladas ou não veladas, e sofri pressão de tudo quanto é lado, mas não vou parar”, disse. Na mesma resposta, ressaltou que não pretende recuar: “Se eles acham que eu vou recuar, não vou recuar”.

No campo eleitoral, Garcia revelou que foi procurado para disputar cargos majoritários e não descartou entrar na corrida pelo Palácio Iguaçu. Segundo ele, essa possibilidade está em análise nos próximos dias. “Eu tenho um partido que me ofereceu isso”, afirmou. Depois, deixou clara a motivação política de uma eventual candidatura: “Se eu puder ser candidato para bater de frente com ele nos debates, eu seria com o maior prazer”.

Durante a conversa, Tony Garcia também citou o nome do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, como possível candidato ao governo com apoio do grupo do governador Ratinho Júnior. Segundo ele, essa seria uma das alternativas em estudo para enfrentar Moro no estado.

Na avaliação do ex-deputado, a disputa paranaense pode ganhar relevância nacional, especialmente se Moro ampliar sua influência eleitoral. Garcia resumiu esse temor em uma frase direta: “Se ele se eleger governador, é candidato a presidente”.

Com isso, o cenário político do Paraná segue em aberto, marcado por negociações partidárias, possíveis candidaturas e um ambiente de confronto que tende a se intensificar à medida que o calendário eleitoral avançar.

Fonte: Brasil 247

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