Levantamento Real Time Big data mostra baixa aprovação e alta visibilidade do caso entre brasileiros
Uma pesquisa nacional indica forte rejeição à deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) na presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. Segundo o Metrópoles, um levantamento realizado pela Real Time Big Data aponta que 84% dos brasileiros são contrários à indicação da parlamentar, enquanto 16% demonstram apoio. O estudo ouviu 1.200 eleitores entre os dias 17 e 18 de março de 2026, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
◉ Alto conhecimento do caso entre a população
A pesquisa revela que o tema alcançou ampla repercussão nacional. Segundo o levantamento, 82% dos entrevistados afirmaram já ter conhecimento sobre a nomeação de Erika Hilton, enquanto 18% disseram desconhecer o assunto.
◉ Diferenças por idade, gênero e renda
Os resultados mostram variações relevantes entre os diferentes grupos sociais. Entre jovens de 16 a 34 anos, o apoio à deputada chega a 25%. Na faixa de 35 a 59 anos, o índice cai para 14%, enquanto entre pessoas com mais de 60 anos recua para 8%. No recorte por gênero, 20% dos homens apoiam a indicação, contra 12% das mulheres.
A renda também influencia a percepção. O maior nível de concordância aparece entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, com 27% de apoio. Entre aqueles que ganham até dois salários mínimos, o índice é de 15%, enquanto na faixa de dois a cinco salários mínimos, chega a 11%.
◉ Recorte religioso amplia contraste
A análise por religião evidencia diferenças marcantes. Entre os católicos, 23% concordam com a indicação da deputada. Já entre os evangélicos, o apoio é significativamente menor, atingindo apenas 5%.
◉ Primeira reunião marcada por tensão
Nesta quarta-feira (19), Erika Hilton presidiu sua primeira reunião à frente da Comissão das Mulheres. A sessão foi marcada por conflitos com deputadas de direita, evidenciando o clima de polarização em torno da condução do colegiado.
◉ Declaração de Ratinho divide opiniões
O levantamento também mediu a repercussão de uma declaração do apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, sobre o caso. Para 61% dos entrevistados, a fala foi considerada correta, e esse grupo afirmou que expressaria a mesma opinião. Outros 20% avaliaram que a declaração foi correta, porém exagerada, enquanto 19% classificaram o comentário como preconceituoso.
Durante seu programa no SBT, Ratinho afirmou: “ela é trans. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher”.
Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles
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