segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Vorcaro sugere depor ao Senado por vídeo ou em São Paulo

Banqueiro do Master aponta restrições judiciais e pede alternativa para audiência no Senado

         Vorcaro sugere depor ao Senado por vídeo ou em São Paulo (Foto: Divulgação)

O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, apresentou a senadores alternativas para prestar depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sem precisar se deslocar a Brasília na terça-feira (24), data inicialmente marcada para a oitiva, segundo Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

Vorcaro indicou que pode ser ouvido por videoconferência ou em São Paulo, onde reside. Ele teria informado aos parlamentares que o prazo é insuficiente para organizar a logística necessária para viajar à capital federal.

O empresário utiliza tornozeleira eletrônica e está impedido de deixar a cidade de São Paulo sem autorização judicial. Em razão dessa restrição, sugeriu à comissão alternativas que permitam a realização do depoimento de forma remota ou em solo paulista. Outra possibilidade levantada por ele é o adiamento da oitiva para o fim desta semana ou para o início da próxima.

Nas conversas com os senadores, Vorcaro reiterou que pretende atender ao convite da CAE. Segundo interlocutores, caso nenhuma das opções apresentadas seja considerada viável, ele estaria disposto a viajar a Brasília para comparecer pessoalmente à comissão.

Até o momento, o banqueiro não formalizou qualquer pedido à CAE. A definição sobre a forma do depoimento deve ocorrer apenas após eventual oficialização das sugestões. A comissão não dispõe de poder para obrigá-lo a prestar depoimento.

Na semana anterior, Vorcaro comunicou que não compareceria nesta segunda-feira (23) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no INSS. Embora tenha sido convocado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça decidiu que ele tinha o direito de não atender à determinação da comissão.

O banqueiro optou por não comparecer à CPMI sob o argumento de que sua atuação não se enquadra no escopo das investigações. Conforme relatado, o Banco Master não teria registrado grandes volumes de operações nem sido mencionado nas fraudes relacionadas a descontos indevidos em benefícios de aposentados do INSS.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

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