segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Boulos diz que STF defendeu a democracia, mas não está acima de críticas

Ministro da Secretaria-Geral afirma que Corte foi essencial contra tentativa de golpe e comenta polêmicas envolvendo magistrados e Banco Master

Brasília (DF) 21/01/2026 - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, participa do programa Bom Dia, Ministro Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc)

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), afirmou nesta segunda-feira (23) que o Supremo Tribunal Federal (STF) teve papel decisivo na defesa da democracia brasileira, mas ponderou que a Corte não está imune a questionamentos. A declaração foi feita em meio a controvérsias que envolvem ministros do tribunal e o Banco Master.

Em entrevista ao programa “Alô Alô Brasil”, da Rádio Nacional, Boulos destacou a atuação do STF diante de ameaças institucionais. “O Supremo Tribunal Federal foi importante para o Brasil para preservar a democracia contra quem queria dar golpe de Estado [...] Isso não quer dizer que o Supremo ou qualquer outra instituição esteja acima do bem e do mal”, afirmou o ministro.

A fala ocorre em um contexto de investigações que envolvem o Banco Master, alvo de apurações por suspeitas de fraudes financeiras, e possíveis conexões com integrantes da Suprema Corte. Um dos ministros citados é Dias Toffoli. Mensagens analisadas pela Polícia Federal apontaram menções do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do banco, a supostos pagamentos cifrados ao magistrado.

Também foi revelado que um fundo vinculado ao Master destinou mais de R$ 4 milhões a um resort que pertenceu a familiares de Toffoli. À época, o ministro era o relator de processos relacionados ao banco no STF. Após a divulgação das mensagens atribuídas a Vorcaro, a relatoria do caso foi transferida para o ministro André Mendonça.

Outro integrante da Corte mencionado nas reportagens é Alexandre de Moraes. Em dezembro, o jornal O Globo publicou informações sobre um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. Segundo o jornal, Moraes também teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao menos quatro vezes para tratar de interesses ligados à instituição financeira.

Fonte: Brasil 247

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