A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante discurso a trabalhadores do setor petrolífero no estado de Anzoátegui, no leste do país. Foto: Reprodução
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste domingo (25) que está “farta” das ordens vindas de Washington, ao criticar a atuação dos Estados Unidos após o sequestro de Nicolás Maduro. A declaração foi feita em um discurso a trabalhadores do setor petrolífero no estado de Anzoátegui, no leste do país.
“Chega de ordens de Washington sobre os políticos na Venezuela. Deixemos que a política venezuelana resolva nossas diferenças e conflitos internos. Chega de potências estrangeiras”, disse Rodríguez, ao defender que os rumos do país sejam decididos internamente.
Depois da derrubada de Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o governo interino de Rodríguez estaria sob tutela americana. Segundo a Casa Branca, os EUA passaram a controlar o petróleo venezuelano. Naquele momento, Trump e a presidente interina chegaram a conversar por telefone.
“Falamos sobre muitas coisas, e acho que estamos nos dando muito bem com a Venezuela”, afirmou Trump. “E ela é uma pessoa incrível. Quero dizer, é alguém com quem temos trabalhado muito bem.”
Apesar do tom inicial, o presidente norte-americano endureceu o discurso posteriormente. Em entrevista à revista The Atlantic, afirmou que Rodríguez poderá sofrer consequências severas caso não coopere com Washington. “Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro”, declarou.
Escolha considerada “aceitável”
De acordo com o jornal The New York Times, semanas antes da operação que resultou no sequestro de Maduro, autoridades dos EUA já avaliavam que o nome de Delcy Rodríguez seria “aceitável”, ao menos de forma temporária.
No plano interno, a manutenção de Rodríguez no cargo foi decidida pelo Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela logo após a retirada de Maduro do poder. De acordo com a decisão, ela assumiu a presidência interina para “garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.
Após o posicionamento do Supremo, as Forças Armadas venezuelanas também reconheceram Rodríguez como chefe do Executivo interino. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, confirmou em pronunciamento que ela permanecerá no cargo por 90 dias.
Fonte: DCM
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