sábado, 31 de janeiro de 2026

“Nunca vi”: Jovem citado na investigação do caso Orelha é retirado do caso


     O cão “Orelha”. Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina retirou um adolescente da investigação sobre a morte do cão Orelha em Florianópolis após concluir que ele não participou do crime. A decisão foi confirmada no fim de janeiro durante o andamento do inquérito que apura o caso ocorrido na Praia Brava. As informações foram dadas pela família do menor ao programa Balanço Geral Florianópolis.

O adolescente havia sido citado como suspeito dias após a morte do animal, registrada em 15 de janeiro. Segundo a polícia, a apuração comprovou que o jovem não estava com o grupo envolvido na agressão ao cachorro no momento do crime.

A morte do cão Orelha teve repercussão nacional e gerou comoção em todo o país. O animal, conhecido na região, foi agredido a pauladas por três adolescentes e não resistiu aos ferimentos. O caso motivou protestos e mobilizou moradores e defensores da causa animal.

Durante a investigação, a Polícia Civil identificou que o adolescente inicialmente citado estava em outro local no momento da agressão. A presença dele com um grupo diferente de jovens foi confirmada, o que levou ao descarte de sua participação no crime. A informação foi divulgada pelo Delegado-Geral da corporação, Ulisses Gabriel.

A família do adolescente falou pela primeira vez após a exclusão do nome do jovem do inquérito. Em entrevista exclusiva ao Balanço Geral Florianópolis, os pais relataram surpresa ao tomarem conhecimento da citação do filho como suspeito dias depois da morte do cão.


O pai contou que soube da acusação na manhã de 20 de janeiro e procurou o adolescente imediatamente. Segundo ele, o filho negou qualquer envolvimento e afirmou que nunca havia tido contato com o animal. A família mora há quatro anos na região da Praia Brava.

A mãe relatou os impactos emocionais causados pela exposição do caso. Ela afirmou que precisou buscar atendimento psicológico após a divulgação do nome do filho e demonstrou preocupação com as consequências futuras para a saúde emocional do adolescente.

Em coletiva de imprensa, a Polícia Civil reforçou que não divulga nomes de adolescentes envolvidos no caso, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A legislação proíbe a identificação de menores em procedimentos policiais e prevê sanções para quem descumprir a norma.

Fonte: DCM com informações do Balanço Geral Florianópolis

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