De acordo com a decisão, o documento deverá reunir informações como registros de visitas, atendimentos de saúde e demais atividades
Brasília (DF) - 10/09/2025 - O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no quarto dia do julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) apresente, no prazo de cinco dias, um relatório detalhado sobre as atividades de Jair Bolsonaro (PL) no 19º Batalhão da PM, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (26) e consta de despacho do próprio STF.
Segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, o documento deverá reunir informações completas sobre a rotina de Bolsonaro, incluindo registros de visitas, atendimentos de saúde e demais atividades realizadas durante o período de custódia na unidade conhecida como “Papudinha”.
Bolsonaro foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar no último dia 15, após permanecer detido na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. A mudança de local ocorreu no contexto do cumprimento da pena imposta pelo STF no inquérito que apurou a tentativa de golpe de Estado.
No despacho, Moraes solicita dados específicos sobre visitas de advogados, familiares e amigos, além de informações relativas a sessões de fisioterapia, práticas de atividades físicas, consultas e exames médicos. O relatório também deverá apontar eventuais atividades laborais, leituras e qualquer outra ocorrência relevante durante o período de detenção.
Papudinha e a trama golpista
A unidade onde Bolsonaro está preso dispõe de oito celas estruturadas como alojamentos coletivos. Cada espaço conta com cozinha, quarto, sala, banheiro com box, lavanderia e chuveiro. A cela destinada ao ex-mandatário possui 54 metros quadrados, além de uma área externa adicional de 10 metros quadrados.
O político da extrema direita foi condenado pelo STF a 27 anos de prisão no âmbito do inquérito da trama golpista. A pena foi definida após a Corte considerar Bolsonaro culpado por cinco crimes: golpe de Estado, organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado cometido com violência e grave ameaça.
A solicitação do relatório ocorre no contexto do acompanhamento contínuo das condições de custódia determinadas pelo Supremo e integra as medidas de fiscalização adotadas pela Corte após a condenação definitiva de Bolsonaro.
Fonte: Brasil 247
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