De acordo com investigadores, a inexistência de um testamento formal pode favorecer Suzane von Richthofen
A morte do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, ocorrida em São Paulo, abriu uma nova frente de disputa judicial envolvendo a herança estimada em cerca de R$ 5 milhões. Segundo informações apuradas pelas autoridades policiais e judiciais, o médico não deixou testamento definindo o destino de seus bens, que incluem imóveis, aplicações financeiras e um sítio. Os relatos foram publicados no Metrópoles.
De acordo com dados reunidos pela investigação e por registros judiciais, a inexistência de um testamento formal pode favorecer Suzane von Richthofen, sobrinha de Miguel Abdalla Netto, que disputa judicialmente o patrimônio com Silvia Magnani, mulher que afirma ter mantido uma união estável com o médico.
O corpo de Miguel Abdalla Netto foi localizado no dia 9 de janeiro em sua residência, situada na Vila Congonhas, na Zona Sul da capital paulista. O cadáver estava em avançado estado de decomposição e não apresentava sinais aparentes de violência. O médico vivia sozinho no imóvel, segundo informações levantadas pela polícia.
As autoridades trabalham com a hipótese de morte por causas naturais. No entanto, a confirmação oficial sobre a causa do falecimento depende da conclusão dos laudos periciais, que ainda estão em análise.
◎ Disputa pela herança
A ausência de um testamento abriu caminho para que os herdeiros legais reivindiquem os bens deixados pelo médico. Nesse contexto, Suzane von Richthofen, sobrinha de Miguel, passou a figurar como uma das possíveis beneficiárias diretas do patrimônio.
O embate judicial se dá principalmente contra Silvia Magnani, que declarou às autoridades ter sido companheira do médico e afirmou que ambos mantinham uma união estável. Caso essa relação seja reconhecida pela Justiça, Silvia poderá ter direito a parte ou até à totalidade da herança.
Entretanto, a alegação é contestada nos autos. Em 2024, Miguel Abdalla Netto ingressou com uma ação de reintegração de posse contra Silvia Magnani, que residia em um imóvel de sua propriedade. O médico venceu o processo em outubro do ano passado. Na decisão, a Justiça determinou que Silvia deveria pagar valores retroativos pelo uso do imóvel e registrou que Miguel negava a existência de união estável entre eles.
◎ Reviravolta após a morte
Após o falecimento do médico, uma nova controvérsia surgiu quando Suzane tentou liberar o corpo do tio em uma delegacia, mas foi impedida porque o procedimento já havia sido realizado por Carmen Silvia Magnani, prima de Miguel. À polícia, Carmen se apresentou como responsável pelas decisões relacionadas ao sepultamento e declarou ser a última companheira do médico.
As declarações foram posteriormente questionadas judicialmente, especialmente diante da decisão anterior que afastava o reconhecimento da união estável alegada.
Caso a Justiça rejeite o pedido de reconhecimento da relação, a herança deverá ser destinada exclusivamente aos herdeiros legais, que são os sobrinhos Andreas e Suzane von Richthofen.
◎ Histórico de Suzane
Suzane von Richthofen foi condenada pelo assassinato dos próprios pais, Marísia von Richthofen, irmã de Miguel Abdalla Netto, e Manfred von Richthofen. O crime ocorreu em 31 de outubro de 2002, na residência da família, na capital paulista.
Ela admitiu participação no homicídio, executado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos. À época, o irmão mais novo de Suzane, Andreas, tinha 15 anos e não participou do crime.
Suzane foi condenada a 39 anos e quatro meses de prisão. Desde 2023, cumpre pena em regime de liberdade condicional. Atualmente, estuda Direito, é casada e tem um filho nascido em janeiro de 2024, vivendo no interior do estado de São Paulo.
A definição sobre o destino do patrimônio deixado por Miguel Abdalla Netto dependerá das decisões judiciais em andamento, especialmente quanto ao reconhecimento ou não da alegada união estável, o que será determinante para o desfecho da disputa sucessória.
Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles
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