segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Mercado prevê inflação na meta e Selic em 12,25% em 2026, diz Boletim Focus

Projeções indicam IPCA próximo da meta, Selic em trajetória de baixa e crescimento econômico ainda visto com cautela pelo mercado

           Sede do Banco Central, em Brasília - 17/12/2024 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O primeiro Boletim Focus de 2026 sinaliza um cenário de inflação sob controle e expectativa de redução gradual dos juros, ao mesmo tempo em que revela uma postura conservadora do mercado em relação ao crescimento da economia brasileira e à situação fiscal. As estimativas indicam desaceleração dos preços e um ciclo de alívio monetário após um período prolongado de aperto.

O relatório semanal do Banco Central, divulgado no início de janeiro, aponta que a mediana das projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 é de 4,06%. O número permanece dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação de 3,5%, que admite variação de até 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

As expectativas captadas pelo Focus também indicam perda de fôlego da inflação ao longo do tempo. Para os primeiros meses de 2026, o mercado projeta índices mensais mais baixos e uma inflação acumulada em 12 meses próxima de 4%, reforçando a leitura de um ambiente mais favorável para a política monetária. Nesse contexto, a taxa básica de juros, a Selic, é estimada em 12,25% ao final de 2026, abaixo do patamar atual de 15% definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Apesar do cenário considerado benigno para preços e juros, as projeções de crescimento seguem moderadas. O Boletim Focus aponta expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,26% em 2025 e de 1,80% em 2026, revelando uma avaliação cautelosa sobre o ritmo da atividade econômica nos próximos anos. No mercado de câmbio, as estimativas permanecem praticamente inalteradas, com o dólar projetado em torno de R$ 5,50 entre 2025 e 2027.

O setor externo aparece com números expressivos, segundo as expectativas do mercado. O superávit comercial é estimado em mais de US$ 60 bilhões, enquanto o déficit em conta corrente deve se aproximar de US$ 75 bilhões em 2025, indicando desequilíbrios que ainda preocupam analistas, mesmo diante de um comércio exterior robusto.

Fonte: Brasil 247

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