segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Conselheiro de Trump ataca Lula após críticas ao sequestro de Maduro: “Vai se ferrar”

Jason Miller, conselheiro de Trump. Foto: Bruce Schaff

A reação do governo dos Estados Unidos às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ofensiva militar na Venezuela provocou um novo episódio de tensão diplomática. Jason Miller, um dos principais conselheiros do presidente Donald Trump, atacou Lula de forma direta nas redes sociais após o brasileiro condenar os bombardeios que resultaram no sequestro de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Em publicação no X, Miller compartilhou uma reportagem que noticiava o posicionamento crítico de Lula e escreveu: “Vai se foder, Lula. Agora todos nós sabemos qual é a sua posição”. A mensagem, divulgada em tom ofensivo, repercutiu rapidamente e elevou o grau do embate verbal entre aliados do presidente estadunidense e o Palácio do Planalto.

Horas após os ataques dos Estados Unidos à Venezuela, Lula havia se manifestado publicamente, afirmando que a ação ultrapassava uma “linha inaceitável”.

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, declarou.

Em seguida, o presidente brasileiro reforçou que “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.

Lula também afirmou que a condenação ao uso da força segue a tradição diplomática brasileira. “A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, disse.

A ofensiva militar dos Estados Unidos ocorreu no sábado (3), quando bombardeios atingiram diferentes regiões da Venezuela. Trump afirmou que Maduro e Cilia Flores foram capturados e levados de navio para Nova York, onde o líder chavista será julgado por narcoterrorismo.

Horas depois, o presidente estadunidense divulgou uma fotografia de Maduro algemado, com os olhos vendados e abafadores nos ouvidos, segurando uma garrafa de água. Segundo Trump, a imagem foi registrada a bordo do USS Iwo Jima, embarcação utilizada na transferência do prisioneiro.

Fonte: DCM

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