segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Lula vê risco à ONU e avalia como recusar convite de Trump para Conselho da Paz

Governo brasileiro fechou entendimento de que o risco de enfraquecimento da ONU não pode ser tratado como secundário

        Lula e Trump durante reunião na Malásia (Foto: Evelyn Hockstein/Reuters)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva analisa uma estratégia diplomática para recusar, de maneira cuidadosa, o convite feito por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, para que o Brasil e o próprio Lula integrem um chamado “conselho de paz” criado pela Casa Branca. A avaliação no Palácio do Planalto é de que a iniciativa representa um risco concreto de esvaziamento do papel das Nações Unidas como principal fórum multilateral de negociação internacional. As informações são do UOL.

O governo brasileiro fechou entendimento de que esse risco não pode ser tratado como secundário. A preocupação é que a criação de instâncias paralelas enfraqueça a ONU, justamente em um momento de intensificação de conflitos e disputas geopolíticas no cenário global.

Na última quinta-feira (22), Lula discutiu o tema em conversas com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e com Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina. Esses líderes, assim como seus países, não foram convidados por Trump a integrar o conselho, cuja primeira “missão” anunciada seria a reorganização do território da Faixa de Gaza, devastado após sucessivos ataques de Israel.

A estratégia em estudo no Planalto é ganhar tempo e adiar um posicionamento definitivo. A ideia é trabalhar com o fator temporal enquanto se constrói um discurso que reafirme a necessidade de reformas no sistema internacional, sem abrir mão da ONU como espaço legítimo e central para o debate geopolítico multilateral.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Flávio Bolsonaro tem dificuldades para viabilizar palanques no Nordeste

Pré-candidato do PL enfrenta resistência de lideranças estaduais que temem aumento de rejeição eleitoral na região

      Flávio Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, enfrenta dificuldades para estruturar palanques eleitorais competitivos nos estados do Nordeste. Nos principais colégios eleitorais da região, lideranças de centro-direita avaliam com reserva o custo político de uma associação direta ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, diante do histórico recente de vitórias da esquerda em disputas locais. As informações são da CNN Brasil.

A principal preocupação desses grupos é que o apoio a Flávio Bolsonaro seja explorado por adversários como fator de desgaste eleitoral. A avaliação é de que a vinculação ao bolsonarismo pode ampliar índices de rejeição e comprometer candidaturas aos governos estaduais em um cenário já desafiador para a direita na região.

No Ceará, o PL chegou a considerar uma aproximação com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB). No entanto, nas últimas semanas, o próprio tucano passou a questionar publicamente os benefícios de um eventual apoio a Flávio Bolsonaro. Entre aliados de Ciro, ganhou força a leitura de que um alinhamento ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), traria menos riscos à imagem do ex-governador cearense.

Na Bahia, o tema também entrou no radar de discussões. Flávio Bolsonaro chegou a tratar do assunto com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), que aparece bem posicionado nas pesquisas para o governo estadual. Dirigentes do partido, porém, têm demonstrado dúvidas sobre os efeitos de um apoio explícito ao pré-candidato do PL, avaliando que a associação pode gerar mais ônus do que ganhos eleitorais.

Em Pernambuco, o espaço para um palanque ligado a Flávio Bolsonaro é ainda mais restrito. Os dois principais nomes da disputa, João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), concentram esforços na busca pelo apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que praticamente inviabiliza uma aliança robusta com o PL no estado.

O mesmo quadro se repete em Alagoas, onde o ministro Renan Filho (MDB) conta com o respaldo de Lula. No estado, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, negocia sua saída do PL rumo ao PSB, enfraquecendo ainda mais a presença bolsonarista local.

No Maranhão, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), líder nas pesquisas, mantém negociações com forças de esquerda. Já no Piauí, o senador Ciro Nogueira (PP) ainda não definiu se entrará na disputa pelo governo estadual, mantendo indefinido o cenário para eventuais alianças.

Na Paraíba, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), que lidera as intenções de voto, já sinalizou a intenção de buscar apoio de Lula. O segundo colocado, Lucas Ribeiro (PP), também tem mantido diálogo com o PT, reduzindo o espaço político para Flávio Bolsonaro no estado.

Entre os estados nordestinos, Sergipe aparece como um dos poucos onde o cenário é relativamente menos adverso ao pré-candidato do PL. Há a possibilidade de o prefeito de Itabaiana, Valmir Francisquinho (PL), disputar o governo estadual, embora ele não figure como favorito nas pesquisas até o momento.

No Rio Grande do Norte, o quadro permanece indefinido. O senador Rogério Marinho (PL) tem sinalizado apoio ao prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União Brasil), nome mais bem colocado nas pesquisas. Alysson, entretanto, tem evitado associar sua imagem à da família Bolsonaro, mesmo sendo oposição à governadora Fátima Bezerra (PT), mantendo cautela sobre um alinhamento formal com o bolsonarismo.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Lula teria dito a aliados que Toffoli deve sair do STF ou da relatoria do caso Master

Presidente acompanha inquérito do Banco Master, critica sigilo e teme desgaste institucional do Supremo com suspeitas de abafamento

               O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria manifestado irritação com a conduta do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), na relatoria do inquérito do Banco Master, chegando a dizer a auxiliares que o magistrado deveria deixar a Corte, por renúncia ou aposentadoria. Lula acompanha de perto o andamento do caso e as repercussões políticas e institucionais sobre a atuação do relator.

As informações foram relatadas pela Folha de S.Paulo, que afirma ter colhido depoimentos de interlocutores segundo os quais Lula, em conversas reservadas com ao menos três auxiliares, fez comentários considerados duros sobre Toffoli e sinalizou que não pretende defendê-lo diante das críticas que se acumulam contra o ministro.

⊛ Irritação no Planalto e cálculo político

De acordo com os relatos citados, Lula pretende chamar Toffoli para uma nova conversa sobre sua conduta no inquérito. Os dois já discutiram o assunto no fim do ano passado. Apesar do tom dos desabafos atribuídos ao presidente, colaboradores duvidam que Lula leve adiante a ideia de pedir formalmente ao ministro que se afaste do tribunal ou mesmo que abra mão da relatoria do caso.

O incômodo, segundo aliados, tem um componente institucional: Lula estaria preocupado com o desgaste do STF provocado por notícias que passaram a expor ligações envolvendo parentes do ministro e estruturas relacionadas a fundos que integram a teia do Banco Master. Na avaliação do presidente, a credibilidade do Supremo e a confiança pública no andamento da investigação entraram no centro da crise.

⊛ O sigilo e o temor de abafamento

Outro ponto que teria ampliado o desconforto no Planalto é o regime de sigilo imposto ao processo. Segundo a reportagem, Lula reclamou com auxiliares do “sigilo elevado” e demonstrou receio de que o caso seja abafado, alimentando a percepção de impunidade em investigações que envolvem cifras bilionárias e atores com trânsito político.

Na visão exposta por aliados, o presidente defende que as investigações avancem e que o governo sustente, de forma coerente, uma postura pública de combate a fraudes sem seletividade. A preocupação é dupla: evitar que a narrativa de blindagem se imponha e impedir críticas sobre supostas interferências do Executivo em apurações sob responsabilidade do Judiciário.

Em uma fala atribuída a Lula e reproduzida no texto-base, o presidente teria reforçado essa linha ao comentar o contraste entre o peso da punição sobre os mais pobres e a tolerância com fraudes em grande escala:

Lula: "Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado enquanto tem um cidadão do Banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões"

⊛ Um caso que pode atingir diversos campos políticos

A reportagem descreve ainda a avaliação, no entorno presidencial, de que a investigação pode atingir políticos de oposição e deve prosseguir mesmo que respingue em governistas. Nesse contexto, o Planalto enxerga risco político tanto na hipótese de estagnação das apurações quanto na de escalada do caso com novos nomes e conexões.

O texto aponta que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria ligações com políticos do centrão e também com aliados do governo do PT na Bahia. É mencionada, ainda, a relação do empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, com figuras do governo, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner, líder do governo.

⊛ A decisão de sigilo e a cronologia do desgaste

Segundo o relato, Lula monitora o inquérito desde o fim do ano passado e teria ficado intrigado com a decisão de Toffoli de colocar sob sigilo elevado um pedido da defesa de Daniel Vorcaro para levar as investigações ao STF. A medida, conforme descrito, ocorreu uma semana antes de o jornal O Globo revelar que o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, tinha contrato mensal de R$ 3,6 milhões para defender interesses do Banco Master.

Ainda segundo o texto-base, um aliado teria resumido o sentimento do presidente como desconfiança de que o caso terminaria em “uma grande pizza”, expressão que traduz, no debate político brasileiro, a ideia de que escândalos acabam sem consequências proporcionais.

⊛ O almoço no Planalto e a cobrança por desfecho

Em dezembro, Lula teria convidado Toffoli para um almoço no Palácio do Planalto, com a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A conversa, descrita como amistosa, teria sido usada pelo presidente para reforçar que tudo o que o governo desvendasse deveria ser levado “às últimas consequências”, e para aferir se a disposição no Supremo seria a mesma mesmo após a decretação do sigilo.

De acordo com os relatos apresentados, Toffoli teria dito que nada seria abafado e que o sigilo era justificável. Lula, então, teria afirmado que o ministro faria a coisa certa. O texto também registra que Lula teria dito, segundo informação do colunista Lauro Jardim confirmada pela Folha, que a relatoria representaria uma oportunidade para Toffoli “reescrever sua biografia”.

⊛ As críticas ao relator e a resposta de Toffoli

O texto-base afirma que Toffoli está sob pressão por sua postura na supervisão do inquérito. As críticas incluem o regime de sigilo imposto ao caso, a viagem de jatinho com um dos advogados da causa e negócios que associariam familiares do ministro a um fundo de investimentos ligado ao Banco Master.

Segundo o relato, Toffoli teria dito a interlocutores que, neste momento, descarta abdicar do processo por não ver elementos que comprometam sua imparcialidade. Ele teria sustentado que nem a viagem na companhia do advogado nem a sociedade entre seus irmãos e o fundo de investimentos afetariam sua atuação como relator.

O texto também menciona que, historicamente, o STF só reconheceu impedimento ou suspeição de ministros em casos de autodeclaração, o que ajuda a explicar por que o relator resiste a qualquer movimento de afastamento.

⊛ Um vínculo antigo e frustrações acumuladas

A crise também é atravessada por um histórico político e pessoal. Lula foi responsável pela indicação de Toffoli ao STF e, segundo o texto-base, coleciona decepções com o ex-advogado do PT. Entre elas, é citado o episódio em que Toffoli impediu Lula de ir ao velório do irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, quando o presidente estava preso em Curitiba.

A reportagem afirma que Toffoli pediu desculpas a Lula anos depois, em dezembro de 2022, após a eleição do presidente. Vavá morreu em janeiro de 2019.

⊛ O próximo passo e o impasse institucional

O cenário descrito aponta para um impasse: de um lado, Lula quer sinalizar compromisso com investigação e punição de fraudes, sem blindagens; de outro, precisa evitar que qualquer gesto seja interpretado como pressão indevida sobre o Supremo. Nesse equilíbrio delicado, a ideia de uma nova conversa com Toffoli aparece como tentativa de reduzir o dano institucional e, ao mesmo tempo, preservar a linha política do governo.

O foco do Planalto, conforme retratado no texto-base, é que a investigação avance com credibilidade, sem que o STF seja arrastado para uma crise de confiança ampliada. Para Lula, o custo maior não está apenas nas disputas em torno da relatoria, mas no risco de o país assistir, mais uma vez, a um caso de grandes cifras perder força no caminho, alimentando a sensação de que o sistema pune o andar de baixo e protege o andar de cima.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Polícia Federal começa a ouvir nesta segunda-feira investigados do caso Master

Depoimentos envolvem diretores, empresários e ex-executivos suspeitos de fraudes bilionárias no sistema financeiro

Segurança do lado de fora do Banco Master, após a prisão do acionista controlador do banco, Daniel Vorcaro, em São Paulo - 18 de novembro de 2025 (Foto: REUTERS/ Amanda Perobelli)

A Polícia Federal inicia nesta segunda-feira (26), uma nova fase da Operação Compliance Zero, com a oitiva de oito investigados no inquérito que apura possíveis irregularidades na tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Os depoimentos serão colhidos por videoconferência ou presencialmente na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, e estão programados para ocorrer das 8h às 16h, estendendo-se até a terça-feira, 27.

Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo aponta que os investigadores devem concentrar os questionamentos em um conjunto de operações financeiras suspeitas, que envolvem a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consideradas falsas. Além disso, também estão no centro da apuração operações com fundos e ativos supostamente inflados, que teriam sido estruturadas para elevar artificialmente o patrimônio do Banco Master. Essas operações, realizadas com a participação da gestora Reag DTVM, somariam outros R$ 11,5 bilhões, conforme apontado pelo Banco Central.

O Banco de Brasília anunciou, em 28 de março de 2025, a intenção de adquirir o Banco Master, com o objetivo de criar um novo conglomerado financeiro sob controle estatal. Em 3 de setembro, o Banco Central decidiu reprovar a operação, encerrando oficialmente o processo de compra.

A partir da negativa do BC, as investigações se aprofundaram e passaram a apontar indícios de que o Banco Master, sob o comando de seu proprietário, Daniel Vorcaro, teria estruturado uma série de operações irregulares, fraudulentas ou potencialmente enganosas. De acordo com os investigadores, o objetivo seria aparentar solidez financeira e viabilizar novos negócios, mesmo diante de um cenário de fragilidade patrimonial.

Nos últimos anos, o Banco Master apresentou crescimento acelerado, impulsionado pela emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rendimentos acima da média de mercado. A estratégia de captação era fortemente apoiada na divulgação da proteção oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). As apurações, porém, indicam que o balanço da instituição refletia ativos inflados artificialmente, por meio de fundos sob suspeita de manipulação e operações de crédito consignado consideradas frágeis, enquanto os passivos seriam significativamente superiores.

A primeira fase da Operação Compliance Zero resultou na prisão de Daniel Vorcaro em 17 de novembro de 2025, um dia antes de o Banco Central determinar a liquidação do Banco Master. Após a liquidação do Banco Master, o Banco Central também decretou a liquidação da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, nova denominação da Reag Trust, no dia 15, e do Will Bank, na última quarta-feira, 21, ampliando o alcance das medidas adotadas para conter os efeitos das irregularidades identificadas no sistema financeiro.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Acusado de importunação sexual, Pedro se interna em hospital psiquiátrico após deixar o BBB

 

Pedro, participante pipoca do BBB 26 – Reprodução/ Rede Globo
Pedro Henrique Espíndola, ex-participante do Big Brother Brasil 26, está internado desde 21 de janeiro em um hospital psiquiátrico em Curitiba, no Paraná. A internação ocorreu três dias após ele desistir do reality show, depois de ser acusado de importunação sexual durante a primeira semana de confinamento. A informação foi confirmada pelo Hospital San Julian, que afirmou que o paciente está sob supervisão médica em uma unidade de tratamento supervisionado.

Segundo o hospital, Pedro foi encaminhado por um centro de saúde do Paraná e deu entrada acompanhado da mãe e de advogados. A instituição informou que o procedimento ocorreu dentro da normalidade, mas não divulgou o diagnóstico. O objetivo da internação, de acordo com a nota enviada à CNN Brasil, é a estabilização do quadro clínico do ex-BBB.

O caso ganhou repercussão após a participante Jordana Morais relatar aos colegas que Pedro tentou beijá-la sem consentimento na despensa da casa. No confessionário, ele admitiu a abordagem e afirmou ter interpretado a situação de forma equivocada. Fora do programa, Pedro Henrique Espíndola passou a ser investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, por suspeita de importunação sexual. A equipe que o representa declarou que não compactua com comportamentos que violem princípios básicos de respeito e convivência.

Fonte: DCM com informações da CNN Brasil

domingo, 25 de janeiro de 2026

Nikolas é diretamente responsável pela tragédia em Brasília

A extrema-direita brasileira, obcecada por gestos simbólicos picaretas e mobilizações de massa, cruzou uma linha perigosa neste domingo (25) na Praça do Cruzeiro, em Brasília

Marcha golpista liderada por Nikolas Ferreira. Foto: Divulgação

O que deveria ser o encerramento triunfal de uma caminhada de 240 quilômetros liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) transformou-se em um cenário de pânico e dor. A queda de um raio nas proximidades do evento deixou dezenas de feridos, expondo uma negligência organizacional que ignora não apenas os alertas da ciência meteorológica, mas a própria segurança básica do gado fanatizado.

Os números: 42 vítimas estavam estáveis, conscientes e orientadas. Outras 30 precisaram ser levadas ao Hospital de Base do DF (HBDF) e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Oito apresentavam quadro grave. Há registros de queimaduras nas mãos e no tórax, além de torções e casos de hipertermia ligados ao esforço físico e às condições climáticas.

A tragédia não foi um imprevisto. Desde a última sexta-feira, o Distrito Federal encontrava-se sob alerta laranja de perigo potencial para chuvas intensas, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Com previsões de tempestades severas e descargas elétricas, a manutenção de um ato político em campo aberto, utilizando estruturas metálicas como guindastes e grades, configura uma escolha deliberada pelo risco.

A descarga elétrica percorreu um guindaste que sustentava uma bandeira — funcionando como um para-raios improvisado no centro da multidão — e atingiu manifestantes que buscavam abrigo sob a chuva.


De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a operação de resgate foi imediata, mas a magnitude do dano reflete a gravidade da exposição ao risco.

A irresponsabilidade de Nikolas Ferreira e dos organizadores, como a deputada Bia Kicis (PL-DF), não se encerrou no momento do raio. Em seu discurso final, o parlamentar optou por ignorar solenemente as vítimas que, minutos antes, haviam sido socorridas por 25 viaturas dos bombeiros. Enquanto dezenas de seus apoiadores eram levados a hospitais com queimaduras e em estado de choque, o deputado focou sua retórica em ataques ao Supremo Tribunal Federal e em pautas eleitorais, como a “libertação do Nordeste”.

Ao convocar milhares de pessoas para uma jornada exaustiva sob condições climáticas adversas e manter a aglomeração mesmo diante de tempestades iminentes, a liderança política assume a responsabilidade direta pela integridade física de seus seguidores.

A busca por uma “chegada apoteótica” e o engajamento digital pesaram mais do que a vida dos “patriotas” que o deputado afirma defender.

Nikolas Ferreira não apenas liderou uma caminhada; ele conduziu seus eleitores para uma cilada diabólica.

Fonte: DCM

VÍDEOS: No fim do ato, Nikolas ataca Moraes e chama de Alcolumbre de “golpista”

Nikolas Ferreira, em discurso após chegar em Brasília (DF). Foto: Aline Rechmann/Gazeta do Povo


Neste domingo (25), o deputado federal Nikolas Ferreira discursou na Praça do Cruzeiro, em Brasília, ao fim da passeata golpista que promoveu desde a última quinta-feira (22). O ato marcou o encerramento da mobilização iniciada em Minas Gerais.

Durante a fala, Nikolas fez críticas diretas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e afirmou que o país não teme a atuação do magistrado. O discurso ocorreu sob forte chuva na capital federal.

Do alto de um carro de som, o parlamentar disse que havia perdido a expectativa de ver novas manifestações em Brasília, mas declarou ter recuperado a confiança após a adesão ao movimento. Segundo ele, a caminhada foi a maior já realizada no país nesse formato.

Nikolas afirmou que a mobilização não tinha como objetivo a tomada do poder, mas a reafirmação de quem o exerce. Pediu que os participantes não seguissem até a Esplanada dos Ministérios e que o ato fosse encerrado na própria praça, o que ocorreu após uma oração coletiva. No discurso, também atacou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a quem chamou de “golpista”.

Na véspera do ato, o Gabinete de Segurança Institucional cercou o Palácio do Planalto com grades, diante de preocupações com a segurança. A manifestação terminou sem a presença de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, como o senador Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O ato foi marcado por um incidente causado pela queda de um raio, que atingiu uma estrutura metálica montada na praça. Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas, e 13 precisaram ser encaminhadas a hospitais de Brasília.

A chamada Caminhada pela Liberdade começou na segunda-feira (19), em Paracatu, no noroeste de Minas Gerais. O percurso teve cerca de 240 quilômetros até a capital federal, com atos e concentrações ao longo do trajeto.

Na concentração final, Nikolas afirmou que a mobilização teve como objetivo divulgar denúncias envolvendo autoridades e cobrar mudanças no país. Ele também confirmou que utilizou colete à prova de balas durante o percurso, após relatar ameaças à própria segurança, segundo orientação da Polícia Legislativa Federal.

Veja vídeos:

Fonte: DCM

Erika Hilton condena irresponsabilidade de Nikolas e se solidariza às suas vítimas

Deputada afirma que ato foi conduzido de forma irresponsável, expôs crianças a risco e priorizou ganhos eleitorais em meio a tempestade

        Nikolas Ferreira (círculo) e Erika Hilton (Foto: Agência Câmara)

A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) criticou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) após pessoas ficarem feridas com a queda de um raio durante ato convocado pelo parlamentar. Em publicação nas redes sociais, Hilton classificou a condução do ato como “completamente irresponsável” e afirmou que os participantes foram colocados em risco em meio a uma tempestade.

“Minha solidariedade às pessoas feridas após a queda de um raio na caminhada ‘liderada’, de forma completamente irresponsável, pelo deputado Nikolas Ferreira”, escreveu Erika Hilton em sua página nas redes sociais.

Segundo ela, houve uma escolha deliberada entre preservar a segurança dos apoiadores e manter o cálculo político do evento. “Entre proteger seus apoiadores de uma tempestade ou perder o timing político, Nikolas optou por colocar pessoas em risco em nome de ganhos pessoais e eleitorais”, enfatizou.

Na publicação, a deputada destacou que registros divulgados pelo próprio Nikolas Ferreira indicariam a presença de crianças durante a caminhada, o que, para ela, agrava ainda mais a situação.

“Nikolas priorizou apenas sua chance de ouro de escantear a família Bolsonaro e roubar pra si seus eleitores. Hoje, esses eleitores estão no hospital”, enfatizou.

Hilton questionou a decisão de convocar a população para percorrer longas distâncias em condições adversas: “Quem convoca a população pra andar 200 quilômetros no acostamento de uma BR, o que já é um risco em si, precisa ter o mínimo de clareza mental para dialogar com autoridades, se atentar aos alertas de risco dos órgãos competentes, OLHAR PRA CIMA E VER AS CONDIÇÕES DO CÉU e, em caso de tempestade com raios, parar em um local protegido”, advertiu.

Erika Hilton também atribuiu responsabilidade a outros atores envolvidos no ato, além do deputado que o liderava. “E essa é uma responsabilidade que também recai, sim, sobre todos os outros políticos que acompanhavam a caminhada e os próprios manifestantes, principalmente os que levaram crianças. Pois é melhor uma responsabilidade na cabeça do que um raio", acrescentou.

E completou: “Mas, infelizmente, os políticos e manifestantes priorizaram mais a liberdade de um bandido do que a vida humana”.

Fonte: Brasil 247

Entenda como o raio atingiu os participantes da marcha golpista de Nikolas

Manifestantes da marcha golpista liderada por Nikolas momentos antes de um raio cair. Foto: Reprodução

Um raio atingiu um guindaste instalado na Praça do Cruzeiro, em Brasília, durante um forte temporal na tarde deste domingo (250, e deixou dezenas de pessoas feridas. O equipamento fazia parte da estrutura do ato final da “Caminhada pela Liberdade”, mobilização liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, que reunia apoiadores sob chuva intensa no momento do incidente.

De acordo com informações apuradas pelas equipes de resgate, a descarga elétrica percorreu o guindaste e se espalhou pela área próxima, atingindo participantes da manifestação. Pessoas que estavam próximas à estrutura sofreram choques elétricos e precisaram de atendimento imediato ainda no local.

No total, 34 pessoas foram socorridas e encaminhadas para unidades de saúde do Distrito Federal. As vítimas foram levadas principalmente ao Hospital de Base do Distrito Federal e ao Hospital Regional da Asa Norte, referência no atendimento de urgência na capital.

Segundo dados obtidos junto às autoridades de saúde, 13 pacientes deram entrada no Hospital de Base, enquanto outros 11 foram encaminhados ao Hran. O restante recebeu atendimento inicial e avaliação médica antes de eventual liberação ou transferência para outras unidades.
Manifestantes da marcha golpista de Nikolas atingidos pelo raio sendo socorridos pelo SAMU. Reprodução
Cinco dos feridos apresentaram quadro mais grave e precisaram ser levados à chamada sala vermelha. Três deles foram encaminhados ao Hran e dois ao Hospital de Base, por demandarem monitoramento intensivo e cuidados imediatos das equipes médicas.

Em outro balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros, foi informado que um raio também atingiu um poste de iluminação durante a manifestação, elevando o número total de feridos para 34 pessoas. A corporação confirmou que o choque elétrico ocorreu em meio à concentração de manifestantes.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado e enviou várias ambulâncias ao local. Macas chegaram em sequência à Praça do Cruzeiro, enquanto equipes do Samu e dos bombeiros relataram dificuldades momentâneas para acomodar todos os feridos, alguns deles desacordados.

Diante do risco de novos acidentes, os organizadores do ato determinaram a retirada imediata do sistema de som e dos guindastes que sustentavam bandeiras do Brasil. A decisão foi tomada como medida preventiva, enquanto a chuva seguia intensa na região central de Brasília.

Fonte: DCM

Após raio ferir mais de 30 pessoas, seis em estado grave, Nikolas Ferreira mantém ato sob forte chuva

Manifestação seguiu sob forte chuva; vídeo mostra momento em que descarga elétrica atinge pessoas durante caminhada

Após raio ferir mais de 30 pessoas, seis em estado grave, Nikolas Ferreira mantém ato sob forte chuva (Foto: Reprodução)

Mesmo após um raio atingir mais de 30 pessoas e deixar pessoas feridas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) manteve a realização de um ato político em Brasília neste domingo (25), sob forte chuva. O incidente ocorreu nas proximidades da Praça do Cruzeiro, onde estava previsto o encerramento da manifestação.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento exato em que a descarga elétrica atinge pessoas durante a caminhada do parlamentar.


De acordo com PlanNews, ao todo, 16 pessoas foram transportadas ao Hospital de Base, sendo seis em estado grave, de acordo com fontes na unidade de saúde. Outras 17 foram encaminhadas ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a descarga elétrica caiu em meio à concentração de apoiadores, provocando pânico e correria generalizada. Mesmo após o incidente, o ato seguiu por um período, apesar da continuidade da chuva e dos riscos associados às descargas elétricas. Até o momento, não há um balanço oficial sobre o número total de feridos.

Testemunhas relataram que várias pessoas sofreram choques elétricos no momento em que o raio atingiu a área da manifestação. Algumas vítimas caíram no chão logo após a descarga, e houve registros de pessoas desacordadas. O clima no local passou rapidamente de mobilização política para apreensão, enquanto participantes tentavam prestar socorro aos feridos.

As autoridades seguem acompanhando o caso e aguardam a consolidação das informações sobre o número de pessoas atingidas e o estado de saúde dos feridos, enquanto as imagens do vídeo que registra o momento da queda do raio reforçam a gravidade do ocorrido.

Fonte: Brasil 247 com informações da PlanNews

Marcelo Uchôa explica o raio de Brasília: bandidos expondo alienados ao risco

Jurista critica a extrema-direita em publicação no X e denuncia mentiras recorrentes e uso oportunista de narrativas religiosas

     Marcelo Uchôa explica o raio de Brasília: bandidos expondo alienados ao risco (Foto: Reprodução)

O jurista e professor Marcelo Uchôa comentou, nas redes sociais, o episódio do raio ocorrido em Brasília e usou o fato para criticar duramente o que classificou como um padrão histórico de manipulação e mentira da extrema-direita brasileira.

Um raio atingiu participantes do ato convocado pelo bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG) nas proximidades da Praça do Cruzeiro, em Brasília, onde estava previsto o encerramento do ato, neste domingo (25), provocando pânico entre os participantes e deixando pessoas feridas.

Em postagem nas redes sociais, Marcelo Uchôa ironiza a possibilidade de setores extremistas recorrerem a interpretações sobrenaturais caso o contexto político fosse outro. Segundo ele, esse tipo de leitura não é ocasional, mas parte de uma estratégia recorrente que expõe pessoas vulneráveis a riscos reais.

“Se fosse o contrário (o raio!) certamente teriam o disparate de dizer que fora aviso divino. Tem sido assim na história recente da extrema-direita brasileira: bandidos expondo pessoas alienadas aos riscos do banditismo. E sempre mentindo. Até quando isso seguirá? Só posso lamentar”, enfatizou.

Na avaliação do advogado, o uso seletivo de símbolos religiosos e de explicações místicas serve para encobrir práticas políticas irresponsáveis e para manter uma base de apoiadores em permanente estado de alienação. Ele sustenta que essa dinâmica contribui para a normalização da desinformação e para a banalização de situações que envolvem risco à integridade das pessoas.

Fonte: Brasil 247

Flopou: depois de 240 km, caminhada de Nikolas termina esvaziada em Brasília

 A caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL) chegou ao fim neste domingo (25), em Brasília, com adesão abaixo da expectativa alimentada por aliados e por perfis bolsonaristas nas redes sociais. Apesar do discurso de mobilização nacional, o ato final reuniu um público reduzido e não produziu impacto relevante na capital federal. São, nas palavras da CNN, “centenas de apoiadores”.

O grupo percorreu os últimos quilômetros entre o Park Way e a Praça do Cruzeiro, encerrando um trajeto iniciado em Paracatu (MG), apresentado pelos organizadores como uma demonstração de força popular. Na prática, porém, a mobilização não ocupou áreas centrais de Brasília nem provocou alterações significativas na rotina da cidade.

Durante entrevistas, Nikolas tentou atribuir peso político ao ato ao mencionar denúncias contra autoridades e escândalos financeiros, como o caso do Banco Master e supostas fraudes no INSS. As falas, no entanto, repetiram discursos recorrentes do bolsonarismo e não trouxeram fatos novos, limitando a repercussão ao próprio círculo de apoiadores.

Os manifestantes a caminho da Praça do Cruzeiro. Foto: Poder 360

O deputado também chamou atenção ao usar um colete à prova de balas, afirmando que a medida teria sido adotada por orientação da segurança institucional diante de ameaças. O gesto acabou assumindo caráter simbólico e reforçou a leitura de que a caminhada teve forte apelo performático, sem correspondência em mobilização concreta.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro esteve presente no encerramento da caminhada. Em vídeo compartilhado nas redes sociais, ela chamou Nikolas de “nosso líder” e pediu que os participantes seguissem suas orientações. Nos bastidores, a declaração gerou desconforto no núcleo familiar do ex-presidente, especialmente entre seus filhos, que viram o gesto como uma sinalização de deslocamento de protagonismo dentro do bolsonarismo.