A caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL) chegou ao fim neste domingo (25), em Brasília, com adesão abaixo da expectativa alimentada por aliados e por perfis bolsonaristas nas redes sociais. Apesar do discurso de mobilização nacional, o ato final reuniu um público reduzido e não produziu impacto relevante na capital federal. São, nas palavras da CNN, “centenas de apoiadores”.
O grupo percorreu os últimos quilômetros entre o Park Way e a Praça do Cruzeiro, encerrando um trajeto iniciado em Paracatu (MG), apresentado pelos organizadores como uma demonstração de força popular. Na prática, porém, a mobilização não ocupou áreas centrais de Brasília nem provocou alterações significativas na rotina da cidade.
Durante entrevistas, Nikolas tentou atribuir peso político ao ato ao mencionar denúncias contra autoridades e escândalos financeiros, como o caso do Banco Master e supostas fraudes no INSS. As falas, no entanto, repetiram discursos recorrentes do bolsonarismo e não trouxeram fatos novos, limitando a repercussão ao próprio círculo de apoiadores.

O deputado também chamou atenção ao usar um colete à prova de balas, afirmando que a medida teria sido adotada por orientação da segurança institucional diante de ameaças. O gesto acabou assumindo caráter simbólico e reforçou a leitura de que a caminhada teve forte apelo performático, sem correspondência em mobilização concreta.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro esteve presente no encerramento da caminhada. Em vídeo compartilhado nas redes sociais, ela chamou Nikolas de “nosso líder” e pediu que os participantes seguissem suas orientações. Nos bastidores, a declaração gerou desconforto no núcleo familiar do ex-presidente, especialmente entre seus filhos, que viram o gesto como uma sinalização de deslocamento de protagonismo dentro do bolsonarismo.
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