quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

EUA dominam o poder bélico mundial, mas dois países desafiam sua supremacia

O presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado de militares americanos. Foto: Getty Images

A crescente tensão geopolítica, especialmente após os ataques dos Estados Unidos à Venezuela, levantou questionamentos sobre o real poder militar americano e se outras potências, como a China e a Rússia, seriam capazes de desafiar esse domínio.

Segundo dados do Global Fire Power, em 2025, o país continua a ser a maior potência bélica do mundo, seguidos pela Rússia e China. No entanto, em áreas específicas, os dois países têm se mostrado capazes de competir, especialmente no que se refere ao poderio convencional, como armamentos e aeronaves.

A Rússia e a China têm investido em um planejamento estratégico focado no desenvolvimento de armamentos modernos, enquanto os EUA, apesar de seus elevados gastos, não apresentam uma produção tão eficiente.

Ambos os países asiáticos têm se destacado na inovação tecnológica, com a China, por exemplo, avançando na produção de aeronaves de 6ª geração, que fazem frente às de 5ª geração dos EUA, como o F-35. Esses avanços são vistos como uma ameaça crescente ao domínio aéreo americano.

Míssil nuclear russo na Praça Vermelha, em Moscou, Rússia. Foto: Mikhail Svetlov/Getty Images
A China também tem se destacado em áreas como cibersegurança, desenvolvendo sistemas de monitoramento e câmeras extremamente avançadas. O país asiático investe também em tecnologias críticas que impactam diretamente na soberania nacional.

A Rússia segue um caminho mais pragmático, com um foco em armas desenvolvidas de forma mais eficiente para combate, mas sem a sofisticação das tecnologias ocidentais.

Apesar dessas potências estarem cada vez mais próximas dos EUA em termos de capacidade militar, especialistas alertam que o risco de um confronto direto entre essas potências continua baixo. As tensões militares podem continuar, mas as potências se concentrarão em manter e expandir suas áreas de influência.

A Rússia e a China focam mais em suas regiões de interesse, enquanto os EUA continuarão a se concentrar na América Latina, sob a justificativa do combate ao narcotráfico.

Fonte: DCM

Bolsonaristas reagem e prometem derrubar veto de Lula ao PL da Dosimetria


O presidente Lula durante assinatura do veto ao PL da Dosimetria nesta quinta (8). Foto: Ricardo Stuckert/PR

A oposição reagiu ao veto integral do presidente Lula ao “PL da Dosimetria”, anunciado nesta quinta (8), e prometeu que vai tentar derrubar a decisão. O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade), relator do projeto, afirmou que o petista “desconsidera a construção coletiva do Congresso”.

Para o parlamentar, o veto recria tensões que já haviam sido superadas e envia um “sinal perigoso” de que o Brasil não busca paz institucional, mas sim confronto constante. Paulinho da Força também disse ter compromisso em derrubar o veto e que vai “contribuir para a pacificação institucional do Brasil, com firmeza, responsabilidade e compromisso com a democracia”.

O deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, foi outro opositor do veto. Em suas redes sociais, ele afirmou que o presidente sabe que a sua decisão será derrubada na primeira sessão do Congresso. O bolsonarista acusou o governo de agir com “ódio” contra os “patriotas, a direita e os conservadores”, interpretando o veto como um ataque direto a esses grupos.

O deputado Onyx Lorenzoni (PL-RS) classificou o veto como uma decisão “calculada” e “cruel”. Segundo ele, a atitude de Lula demonstrava um ato de “vingança” e um desrespeito às instituições democráticas.

Bolsonaristas durante o ataque de 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, descreveu o veto como “vingança”. “O que se assiste não é Justiça, é vingança, não é democracia, é exceção permanente”, escreveu o ex-vereador.

O veto de Lula se deu ao projeto aprovado pelo Congresso que reduziria as penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O projeto foi aprovado em dezembro e o anúncio foi feito pelo presidente durante uma cerimônia no Palácio do Planalto em memória à data.

Lula, em seu discurso, disse que o veto é uma defesa da democracia e do Estado de Direito, mencionando o julgamento dos golpistas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como “a prova mais contundente do vigor da democracia brasileira”.

Com a formalização do veto, o projeto retornará ao Congresso, onde deputados e senadores terão que decidir se mantêm ou derrubam a decisão de Lula. Para que o veto seja revertido, serão necessários pelo menos 257 votos favoráveis na Câmara e 41 no Senado.

Fonte: DCM

"Ato premeditado", diz Fachin sobre intentona golpista do 8 de janeiro

Presidente do STF diz que Corte deve evitar que o tempo banalize ataques à democracia

          Edson Fachin (Foto: Gustavo Moreno/STF)

Na abertura da exposição 8 de janeiro: Mãos da Reconstrução, realizada no Espaço do Servidor do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, afirmou que os ataques golpistas às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, não foram fruto de improviso ou descontrole momentâneo. Segundo ele, os episódios representaram uma ofensiva planejada contra a ordem democrática. As informações são do G1.

⊛ Discurso de Fachin marca abertura de exposição

Durante o evento, Fachin classificou os ataques como resultado de uma ação deliberada. “Foi um ato premeditado, pautado pela negação do diálogo”, afirmou. Em seguida, destacou a responsabilidade institucional do Supremo diante da gravidade dos acontecimentos. “O dever da Corte é evitar que o tempo promova uma anestesia do mal feito”, acrescentou.

A exposição integra uma série de iniciativas do STF voltadas à preservação da memória dos ataques e à reafirmação dos valores democráticos, reunindo registros do processo de reconstrução após a depredação das sedes dos Poderes.

⊛ Supremo retoma julgamentos após recesso

Com o fim do recesso do Judiciário, o Supremo retoma o julgamento das ações penais relacionadas às invasões e à destruição do patrimônio público. Ao todo, a Corte abriu 1.734 processos referentes aos atos de 8 de janeiro, com base em denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR).

As acusações incluem crimes como organização criminosa, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano ao patrimônio. Parte expressiva desses processos ainda segue em tramitação.

⊛ Condenações, acordos e reparação de danos

Atualmente, 346 ações penais estão em fase final de julgamento no STF. Além disso, há 98 denúncias em etapa de defesa prévia, a maioria relacionada aos financiadores das ações ilegais. Com a retomada dos trabalhos, esses casos podem avançar e resultar em novos processos.

Até agora, o Supremo já proferiu 810 condenações por participação nos atos golpistas. Paralelamente, autorizou 564 acordos de não persecução penal, firmados entre o Ministério Público e os investigados. Esses acordos preveem a reparação dos danos e o cumprimento de medidas restritivas, evitando a prisão. Segundo dados da Corte, mais de R$ 3 milhões já foram destinados ao ressarcimento dos prejuízos causados.

⊛ Trama golpista segue sob análise da Corte

Além dos réus acusados de participação direta nos ataques, o Supremo também julga ações penais relacionadas à chamada trama golpista, que envolve a organização criminosa voltada à ruptura democrática. De acordo com a PGR, essas ações têm ligação direta com os eventos de 8 de janeiro.

No ano passado, quatro ações deste núcleo foram julgadas, resultando em 29 condenações e duas absolvições. O processo referente ao núcleo considerado crucial já foi encerrado, levando sete réus ao cumprimento de pena, entre eles Jair Bolsonaro (PL). Outras três ações penais ainda devem avançar para a fase de recursos no tribunal.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Morta hoje, Heloisa de Carvalho foi vítima e algoz de seu pai Olavo


      Heloisa de Carvalho, que sempre denunciou a extrema direita na família

Morreu na noite de quarta (7) a ativista Heloisa de Carvalho Martin Arribas, que foi filiada ao PT e ao PSOL. Filha primogênita do guru bolsonarista Olavo de Caralho, ela denunciou o próprio pai desde 2017.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, divulgado pela Revista Fórum, seu corpo foi encontrado por um amigo que entrou em contato com a Polícia Civil. Os agentes chegaram em sua residência em torno das 22h52 e ficaram no local até às duas da madrugada.

Foi após uma carta aberta publicada em setembro de 2017, rompendo relações com Olavo, que Heloisa de Carvalho concedeu uma entrevista exclusiva ao Diário do Centro do Mundo, o DCM, falando sobre como ocorreu a mudança do guru para os Estados Unidos. Heloisa contou, com documentos e informações checadas, como o empresário Guilherme Almeida bancou Olavo nos Estados Unidos.

Guilherme é filho de Cecílio do Rêgo Almeida, fundador da construtora CR Almeida. Morto em 2008, Cecílio deixou um império avaliado em 5 bilhões de reais.

O pai nunca perdoou as filha pelas entrevistas com denúncias e ordenou que seus seguidores a atacassem em todas as frentes. Excluiu Heloisa do testamento após sua morte, em 24 de janeiro de 2022. A filha primogênita, de esquerda, defendia até o fim de sua vida que o pai teria morrido por complicações de covid, uma vez que ele era negacionista da vacinação na pandemia.

Olavo, por outras vias, destruiu a saúde psicológica de sua própria filha.

Em uma reviravolta na disputa entre os herdeiros, os irmãos de Heloisa, muitos deles bolsonaristas, se uniram à irmã excluída da herança na disputa contra a madrasta Roxane e seus filhos nos Estados Unidos.

Muitas denúncias contra o bolsonarismo

Heloisa não só se colocou contra o pai, mas também foi a primeira a descobrir a localização de Fabricio Queiroz, o ex-faz-tudo de Bolsonaro, em Atibaia e tentou avisar a imprensa antes da chegada da polícia.

Graças às suas denúncias, ela brigou publicamente com Fred Wassef, que foi advogado da família Bolsonaro. Heloisa de Carvalho também denunciou a teia de seguidores de Olavo que criaram o gabinete das sombras no governo Bolsonaro durante a pandemia, entre muitas outras denúncias

Heloisa e Olavo de Carvalho
Heloisa e Olavo de Carvalho

O adeus

Heloisa e eu mantínhamos contato próximo como jornalista e fonte. No último domingo (4), ela me pediu ajuda para criar uma vaquinha para tratamento dentário. Sempre me deixou claro que nunca enriqueceu com as denúncias seríssimas que fez contra seu pai. Nunca foi totalmente abraçada pela esquerda e sempre foi odiada pela extrema direita.

Helô foi uma heroína que ajudou a desmontar o principal ideólogo da extrema direita. Que a luta dela inspire muitos outros a se revoltarem contra essas ideias nefastas que matam as pessoas e que mataram as pessoas nos piores anos de Bolsonaro no poder.

Que Helô encontre a sua paz, depois de muito sofrer. Obrigado por tudo o que você me fez, minha amiga.

Fonte: DCM

Ex-ministro Celso de Mello envia mensagem ao STF em memória do 8/1

 

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello. Foto: Nelson Jr/STF
O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello enviou uma mensagem ao presidente da Corte, Edson Fachin, em agradecimento pelo convite para participar das atividades relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. No documento, o ex-magistrado afirmou que não poderia comparecer devido a razões médicas.

Celso de Mello destacou a importância de lembrar o ataque às instituições da República ocorrido naquele domingo de 2023, apontando que o esquecimento é o maior aliado da barbárie. Segundo ele, a memória democrática não deve ser um exercício retórico ou um culto ao passado, mas sim uma ferramenta essencial para a proteção do futuro. “

A memória democrática não é exercício retórico nem culto ao passado: é instrumento de defesa do futuro”, afirmou. O ministro aposentado também advertiu sobre os perigos de relativizar os ataques ao Estado de Direito.

“Quando se apagam os vestígios da violência institucional, quando se relativiza o ataque aos símbolos do Estado de Direito, abre-se espaço para que a intolerância se reorganize, se legitime e volte a agir”, prosseguiu.

Bolsonaristas durante o ataque golpista de 8 de janeiro de 2023. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ele reforçou que a preservação da memória constitucional não é uma opção, mas um “imperativo cívico”, sendo fundamental para que a sociedade evite a repetição de eventos traumáticos como os do 8 de janeiro. Para Celso, a preservação da memória histórica é a única maneira de garantir que a violência institucional não se repita.

Celso de Mello se aposentou do STF em outubro de 2020, após cumprir 31 anos de serviço na Suprema Corte. Sua mensagem ao STF reflete seu compromisso com a defesa das instituições democráticas e sua preocupação com os rumos da democracia no Brasil.

Leia a carta na íntegra:

Eminente Senhor Presidente do STF, Ministro EDSON FACHIN,

Muito agradeço o honroso convite formulado por Vossa Excelência para as atividades de rememoração do episódio da invasão do prédio da Suprema Corte do Brasil!

Trata-se de importante manifestação do espírito democrático dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, tão bem e legitimamente representados por Vossa Excelência, de repulsa ao vergonhoso (e criminoso) episódio, com que mentes autoritárias, guiadas por grupo criminoso instalado na Presidência da República e nos mais altos escalões das Forças Armadas, pretenderam conspurcar a sacralidade de nossa Constituição e do regime
democrático que nos rege a todos neste País!

É preciso sempre recordar o assalto às instituições da República, para que episódios como o da invasão do edifício-sede do STF jamais voltem a ocorrer!

Essa afirmação, que provém de mentes responsáveis e preocupadas com o respeito e a subsistência do princípio democrático, traduz, com notável densidade cívica, uma advertência histórica que as Repúblicas não podem se permitir esquecer.

É preciso, sim, recordar sempre o assalto às instituições da República, porque o esquecimento é o primeiro aliado da barbárie. A memória democrática não é exercício retórico nem culto ao passado: é instrumento
de defesa do futuro.

Quando se apagam os vestígios da violência institucional, quando se relativiza o ataque aos símbolos do Estado de Direito, abre-se espaço para que a intolerância se reorganize, se legitime e volte a agir.

A invasão do edifício-sede do Supremo Tribunal Federal — assim como dos demais Poderes da República — não foi um episódio trivial, nem simples excesso episódico de inconformismo político. Tratou-se de ato consciente de negação da ordem constitucional, de tentativa deliberada de submeter a Constituição à força bruta, substituindo o império da lei pelo império da violência. Onde a turba pretende impor sua vontade pelo vandalismo, nãohá política, há regressão civilizatória.

O que pode explicar o comportamento de pessoas retrógradas e despreparadas que se valem da violência política para impor, de modo ilegítimo e autoritário, a sua distorcida concepção de mundo? Esses agentes do obscurantismo, que se notabilizaram por seu perfil intolerante e visão hostil às instituições democráticas, beneficiaram-se, paradoxalmente, da tolerância, que constitui um dos signos configuradores do próprio regime democrático!

Torna-se importante não desconhecer, neste ponto, a conhecida advertência de Karl Popper, quando, ao examinar o tema da sociedade aberta (e democrática) em face de seus inimigos, responde à seguinte indagação: até que ponto a democracia, para autopreservar-se, deve tolerar os intolerantes?

Para Popper, “A tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da própria tolerância. Se estendermos a tolerância ilimitada mesmo aos intolerantes, e se não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante do assalto da intolerância, então, os tolerantes serão destruídos e a tolerância com eles. (…)!

É inquestionável que uma sociedade fundada em bases democráticas deve ser essencialmente tolerante e, por isso mesmo, cabe-lhe estimular o respeito harmonioso na formulação do dissenso, em respeito aos que divergem de nosso pensamento, de nossas opiniões e de nossas ideias!

Mas não deve nem pode viabilizar a “tolerância ilimitada”, pois esta, se admitida, levará à supressão da própria tolerância, à eliminação dos tolerantes e à aniquilação da própria ideia e sentido de democracia!

Neste momento de nosso processo político, revela-se essencial que a cidadania comprometida com o respeito à institucionalidade empenhe-se na defesa incondicional das instituições democráticas de nosso País e na proteção das liberdades fundamentais, para que não voltem a expor-se, como sucedeu em passado recente, a ataques covardes e criminosos dos hunos que as assediaram com o subalterno (e corrosivo) propósito de vulnerá-las e de vilipendiá-las em sua integridade!

A História ensina que as democracias raramente morrem de forma súbita. Elas adoecem lentamente, quando se tolera o intolerável, quando se normaliza o discurso de ódio, quando se aceita que a força possa substituir a razão.

Reitere-se, portanto, a advertência de Karl Popper: a tolerância ilimitada conduz, paradoxalmente, à destruição da própria tolerância. Por isso, recordar é resistir.

A memória desses ataques cumpre dupla função republicana. De um lado, honra a Constituição, reafirmando que seus símbolos — tribunais independentes, parlamentos livres, sedes do Executivo intocadas — não são meros edifícios, mas reflexos físicos da soberania popular e do pacto democrático.

De outro, educa as presentes e futuras gerações , deixando claro que não há espaço legítimo para a violência política, para o golpismo travestido de inconformismo, nem para a destruição como método de ação pública.

Recordar, portanto, não é reabrir feridas por ressentimento, mas mantê-las visíveis como advertência moral. É afirmar, com clareza pedagógica, que a República não se curva ao vandalismo, que o Estado de Direito não negocia com a força e que a democracia não se defende com silêncio cúmplice.

Há, nesse dever de memória, uma exigência ética inafastável: para que jamais volte a ocorrer, é preciso que se saiba — hoje, amanhã e sempre — o que ocorreu, por que ocorreu e por que não pode ser tolerado.

A democracia vive da palavra, da lei e da razão; quando se permite que a violência substitua esses fundamentos, o próprio sentido da República se dissolve.

Por isso, a lembrança desses episódios não é opcional: é imperativo cívico. Somente uma sociedade que preserva sua memória constitucional é capaz de impedir que a História — em sua face mais sombria — se repita.

Embora não podendo ter a honra de participar das atividades que o Supremo Tribunal Federal, por feliz iniciativa de Vossa Excelência, fará realizar no dia 08 de janeiro, relembrando o que ocorreu em 2023 (“um dia que viverá em eterna infâmia”, como bem acentuou a eminente Ministra Rosa Weber, então Presidente da Corte), quero agradecer o convite que me foi dirigido e, ao mesmo tempo, destacando minha impossibilidade de comparecer por razões estritas de ordem médica, registrar minha inteira e respeitosa adesão à programação especial de nossa Corte Suprema!

Com minha sempre cordial saudação, CELSO DE MELLO

Marcelo de Carvalho se revolta com Daniela Lima por rir de Bolsonaro: “Lixo de pessoa”


                            Marcelo de Carvalho, apresentador da RedeTV! Foto: reprodução

O apresentador Marcelo de Carvalho, que recentemente vendeu sua parte na RedeTV!, se revoltou com o tom descontraído da jornalista Daniela Lima, do Uol, ao comentar a queda do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na superintendência da Polícia Federal.

Ao mudar de pauta, Daniela perguntou para sua colega de bancada, com humor, “quem caiu da cama”. Revoltado com a cena, Carvalho chamou a jornalista de “lixo de pessoa”. Ele ainda deu uma carteirada de “fundador e ex-proprietário de grupo de comunicação” para dizer o óbvio: “Não há qualquer veículo isento”.

“O que me espanta nesse episódio, repito, goste-se ou não de Bolsonaro, é a falta de editoria (pelo contrário, há o aparente endosso), e até a insistência em deixar uma pessoa claramente, reiteradamente irresponsável solta no vídeo cometendo todo tipo de atrocidade”, argumentou.

Fonte: DCM

Heloísa de Carvalho, filha de Olavo, é encontrada morta em casa


        Heloísa de Carvalho. Foto: Reprodução

Heloísa de Carvalho Martin Arribas, filha do guru da extrema-direita Olavo de Carvalho, morreu na noite de quarta (7), em Atibaia, interior de São Paulo. O Boletim de Ocorrência relatou que seu corpo foi encontrado por um amigo que entrou em contato com a Polícia Civil.

Quando os agentes chegaram à residência, encontraram Heloísa na cama, com um copo contendo líquido alaranjado ao lado. A perícia também encontrou bebidas alcoólicas, medicamentos e dois frascos de Epilenil, um anticonvulsivante.

Heloísa era a primogênita de Olavo, mas foi a única de seus oito filhos a ser excluída do testamento do pai, falecido em 2022. A exclusão está relacionada às diferenças políticas entre eles.

Enquanto Olavo era de extrema-direita, Heloísa seguiu um caminho contrário, filiando-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). A divergência resultou em um rompimento definitivo em 2017, quando ela publicou a “Carta aberta a um pai” e, posteriormente, o livro “Meu pai, o guru do presidente”.

Olavo de Carvalho. Foto: Reprodução
Heloísa acusava Olavo de negligenciar a educação dela durante a infância e de causar um grande distanciamento emocional na família, além de abandono intelectual que sofreu, sendo alfabetizada pelo programa de alfabetização de adultos, Mobral.

Ela também criticava as escolhas de Olavo, como ter levado a família para morar nos fundos da Escola Júpiter, enquanto ele se relacionava com outra esposa na parte da frente do local. Além disso, ela mencionou o fato de Olavo ter se convertido ao islamismo e ter três esposas muçulmanas simultaneamente.

A relação de Heloísa com Olavo foi marcada por disputas jurídicas. Em 2017, o filósofo processou a filha por calúnia e difamação após a publicação da carta, mas os dois chegaram a um acordo judicial, no qual Heloísa deletou sua conta no Facebook e Olavo encerrou o processo.

Em 2021, Heloísa tentou abrir e comandar o inventário de Olavo, prometendo investigar se empresários financiavam a “máquina de ódio” de seu pai. Porém, essa tentativa também foi marcada por disputas familiares, especialmente sobre a gestão da herança.

Fonte: DCM

‘O 8 de janeiro é o dia da vitória da democracia’, diz Lula

Presidente afirma que diálogo entre os Poderes permitiu governar mesmo sem maioria e celebra indicadores econômicos e sociais do terceiro mandato

Brasília (DF) - 08/01/2026 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após participar da cerimônia relativa aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e assinatura do veto integral ao PL da Dosimetria, no Palácio do Planalto (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o 8 de janeiro entrou para a história como o dia da vitória da democracia brasileira e destacou que a preservação do Estado de Direito foi fundamental para garantir estabilidade política, avanços sociais e recuperação econômica. O discurso foi feito durante um ato alusivo aos ataques golpistas, em que Lula ressaltou a importância do diálogo institucional e da participação popular para o fortalecimento do regime democrático.

No pronunciamento, o presidente também fez um balanço dos três primeiros anos de seu terceiro mandato, destacando conquistas obtidas mesmo em um Congresso considerado adverso ao governo. Segundo ele, a data simboliza não apenas o aniversário do mandato, mas um momento de celebração nacional pela manutenção das instituições democráticas.

O presidente destacou que a governabilidade foi possível graças à convivência entre os Poderes, mesmo sem maioria parlamentar. “O que nós provamos nesses três anos de mandato é que a democracia é a arte da convivência democrática na diversidade”, disse, ao lembrar que seu partido conta com apenas nove senadores e pouco mais de 70 deputados em um Congresso de maioria oposicionista.

Entre os principais marcos citados, Lula mencionou a aprovação da PEC da Transição, que garantiu recursos para áreas essenciais logo no início do governo. “A PEC da Transição fez com que, pela primeira vez na história da humanidade e da democracia, alguém começasse a governar antes de tomar posse”, declarou. Segundo ele, a medida permitiu ampliar investimentos em saúde e educação e enfrentar passivos herdados da gestão anterior, sem recorrer a ataques políticos.

Ao tratar da economia, Lula afirmou que o país alcançou resultados históricos. “Nós conseguimos viver a menor inflação acumulada dos últimos quatro anos desde o Plano Real”, disse. O presidente também apontou o maior aumento da massa salarial já registrado, o recorde de empregos com carteira assinada e o menor nível de desemprego da história recente.

Lula destacou ainda que previsões pessimistas feitas no início do ano não se confirmaram. “Todas as previsões pessimistas faladas no mês de janeiro foram derrotadas. E quem estiver apostando outra vez no negativismo vai perder outra vez”, afirmou, em tom enfático.

No trecho mais duro do discurso, o presidente classificou o 8 de janeiro como uma tentativa de ruptura democrática derrotada pelas instituições. “Oito de janeiro está marcado pela história como o dia da vitória da nossa democracia. Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular”, declarou. Ele mencionou ainda grupos que, segundo disse, defendiam a ditadura, a tortura e um regime de exceção no país.

Ao elogiar a atuação do Supremo Tribunal Federal, Lula afirmou que a Corte agiu com firmeza e imparcialidade. “Quero parabenizar a Suprema Corte pela conduta irrepreensível ao longo de todo esse processo. Julgou e condenou no estrito cumprimento da lei”, afirmou, destacando que os acusados tiveram amplo direito de defesa.

Encerrando o discurso, o presidente alertou que a democracia exige vigilância permanente e participação ativa da sociedade. “A democracia é muito mais do que votar no dia da eleição. Ela requer a participação efetiva da sociedade nas decisões de governo”, disse. Lula concluiu defendendo um país menos desigual, com mais direitos e menos privilégios, e reafirmou: “Viva a democracia brasileira”.

Fonte: Brasil 247

Sem Motta e Alcolumbre, Lula veta dosimetria em ato do 8/1

O presidente Lula durante assinatura do veto ao PL da Dosimetria nesta quinta (8). Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula vetou nesta quinta (8) o projeto aprovado pelo Congresso Nacional que reduz penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O texto foi aprovado em dezembro e o anúncio do petista foi feito durante evento no Palácio do Planalto em memória da data e em defesa da democracia.

Segundo o Blog do Valdo Cruz, no g1, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informaram previamente ao governo que não compareceriam ao evento para deixar Lula à vontade para formalizar o veto.

De acordo com integrantes do governo, o veto já era esperado, pois Lula havia sinalizado desde a tramitação da proposta que não sancionaria um texto que aliviasse punições ligadas à tentativa de golpe.

O projeto aprovado no Congresso altera critérios de dosimetria das penas aplicadas aos envolvidos nos ataques, o que reduz o tempo de prisão de condenados. Entre os beneficiados estaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar e planejar a tentativa de impedir a posse de Lula.

O objetivo do veto é mandar uma mensagem de que o Estado brasileiro não deve flexibilizar punições para quem atentou contra a ordem democrática e as instituições da República.

Momento em que Lula assina veto do PL da Dosimetria. Foto: Reprodução/TV Brasil

Durante discurso no evento, o presidente afirmou que “talvez a prova mais contundente do vigor da democracia brasileira seja o julgamento dos golpistas pelo STF”. Ele afirmou que o ato realizado nesta quinta “é uma exaltação a este momento que estamos vivendo, de manutenção do Estado Democrático de Direito de estado democrático, e ao comportamento da Suprema Corte”.



“Eles foram derrotados. O Brasil e o povo brasileiro venceram. As tentativas do golpe de estado de 2023 veio nos lembrar que a democracia não é uma conquista inabalável. Ela será sempre uma obra em construção, sujeita ao permanente assédio a novos candidatos a ditadores. Por isso, a democracia precisa ser velada com carinho e defendida com unhas e dentes dia após dia”, disse o petista.

Com a formalização do veto, o texto retornará ao Congresso, onde deputados e senadores vão analisar a decisão, podendo mantê-la ou derrubá-la. Para que a decisão do presidente seja revertida, são necessários ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado.

Veja o discurso do presidente na íntegra:

Fonte: DCM com informações do G1

Bolsonaro pede autorização para reduzir pena de 27 anos de prisão por trama golpista lendo livros

Programa permite abatimento de até 48 dias de prisão por ano com leitura de livros; solicitação ainda não foi analisada pelo ministro Alexandre de Moraes

Ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília onde cumpre prisão domiciliar - 03/09/2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que ele participe do programa de remição de pena pela leitura. O mecanismo permite a redução de parte da condenação mediante a leitura e a elaboração de resenhas de obras previamente autorizadas pelo sistema prisional, desde que haja aval do Judiciário. Segundo o G1, o pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução das penas relacionadas à condenação pela trama golpista. A solicitação ainda não foi analisada pelo magistrado.

◉ Pedido será analisado pelo Supremo

Segundo a defesa, Bolsonaro pretende aderir ao programa previsto nas normas do sistema penitenciário, que autoriza o abatimento de quatro dias da pena a cada livro lido e avaliado. O limite é de 12 obras por ano, o que pode resultar em uma redução máxima de 48 dias a cada ano, caso todos os critérios sejam cumpridos. Preso desde o fim de novembro, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

A autorização judicial é obrigatória para cada preso interessado na remição de pena por leitura, especialmente em casos sob relatoria direta do Supremo Tribunal Federal, como ocorre com os condenados no inquérito da trama golpista.

◉ Como funciona a remição de pena pela leitura

A possibilidade de reduzir a pena por meio de atividades educacionais e laborais está prevista na Lei de Execuções Penais desde 2011. Pela legislação, presos podem abater um dia da pena a cada 12 horas de frequência escolar ou a cada três dias de trabalho.

A remição específica pela leitura foi regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça em 2021. A norma permite que presos em regime fechado ou semiaberto leiam e resenhem livros previamente aprovados, desde que atendam aos critérios estabelecidos pela administração penitenciária e pelo Judiciário.

◉ Livros autorizados no sistema prisional do DF

No Distrito Federal, o sistema penitenciário adota uma lista própria de obras aptas para a remição de pena. Entre os títulos permitidos está “Ainda estou aqui", de Marcelo Rubens Paiva, livro biográfico que revisita memórias familiares e aborda a trajetória de Rubens Paiva, ex-deputado federal morto durante a ditadura militar. A obra foi adaptada para o cinema e venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025.

Também consta na lista “Democracia”, de Philip Bunting, livro ilustrado que apresenta conceitos sobre cidadania, política, acesso à informação e uso das mídias digitais. Outro título autorizado é “Crime e Castigo”, de Fiódor Dostoiévski, clássico da literatura russa que retrata o conflito psicológico de um estudante após cometer um assassinato.

A eventual adesão de Bolsonaro ao programa dependerá da decisão do ministro Alexandre de Moraes, responsável por autorizar a execução das penas impostas no processo.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

8 de janeiro: quase 70% dos golpistas tiveram penas inferiores a 1 ano

Mais de 40% dos responsabilizados pela tentativa de golpe firmaram Acordo de Não Persecução Penal

8 de janeiro: quase 70% dos golpistas tiveram penas inferiores a 1 ano (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Balanço do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgado nesta quinta-feira (8) sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 revela que a maior parte dos envolvidos recebeu punições de menor duração. De acordo com os dados consolidados, quase 70% dos réus responsabilizados criminalmente tiveram penas inferiores a um ano de prisão ou foram alcançados por medidas alternativas previstas na legislação penal.

As informações constam de relatório elaborado pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que apresenta um panorama detalhado das condenações, acordos firmados e sanções impostas aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado

Segundo o documento, dos 1.399 réus responsabilizados criminalmente, 564 — o equivalente a 40,3% do total — firmaram Acordos de Não Persecução Penal (ANPPs). Esses acordos, previstos em lei, foram aplicados nos casos de crimes menos graves, como incitação ao crime e associação criminosa, e exigiram confissão formal de culpa, além do cumprimento de medidas como prestação de serviços à comunidade, restrições de direitos e pagamento de multa.

Outro grupo expressivo é formado pelos condenados a penas de até um ano. O relatório aponta que 415 pessoas, correspondentes a 29,7% dos responsabilizados, receberam penas privativas de liberdade iguais ou inferiores a 12 meses, em geral convertidas em sanções alternativas, como serviços comunitários e multas. Somados aos ANPPs, esses dois grupos representam quase 70% do total de envolvidos punidos judicialmente pelos atos de 8 de janeiro.

Em contraste, uma parcela menor foi enquadrada nos crimes considerados mais graves. Apenas 29 réus integram os núcleos principais da organização criminosa, responsabilizados por delitos como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada e dano qualificado ao patrimônio público. Nesses casos, as penas aplicadas chegaram a até 27 anos de prisão, conforme detalhado nas ações penais já julgadas pelo Supremo.

O relatório também demonstra que 391 pessoas foram condenadas por crimes graves, mas fora do núcleo central, enquanto 420 réus receberam penas privativas de liberdade acompanhadas de multas e indenizações por danos morais coletivos, que somam R$ 30 milhões. Outros 415 tiveram penas convertidas em medidas restritivas de direitos, com indenizações adicionais no valor de R$ 5 milhões.

Ao detalhar o perfil das punições, o levantamento evidencia que o sistema de Justiça adotou respostas penais diferenciadas, de acordo com o grau de envolvimento e a gravidade das condutas praticadas durante os ataques às sedes dos Três Poderes.

Fonte: Brasil 247 com informações do STF