quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Três anos após a tentativa de golpe, STF detalha punições e números do 8 de janeiro

Documento do gabinete de Alexandre de Moraes apresenta balanço completo das condenações, prisões e investigações sobre os atos golpistas de 2023

            Alexandre de Moraes e atos golpistas de 8 de janeiro (Foto: STF )

STF - O Supremo Tribunal Federal consolidou, em um relatório institucional, o mais amplo levantamento já divulgado sobre a responsabilização penal dos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O documento apresenta dados detalhados sobre condenações, penas aplicadas, prisões em vigor e procedimentos ainda em andamento, traçando um panorama do impacto judicial das ações que atentaram contra o Estado Democrático de Direito.

As informações constam do relatório elaborado pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que sistematiza decisões judiciais, estatísticas processuais e a tipificação dos crimes atribuídos aos réus envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Segundo o levantamento, 1.399 pessoas foram responsabilizadas criminalmente pelos acontecimentos. Desse total, 29 integram os núcleos principais da organização criminosa, enquadrados nos crimes mais graves, como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado. Outros 391 réus respondem por crimes considerados graves, enquanto 415 foram enquadrados em delitos de menor gravidade, como associação criminosa e incitação ao crime. Há ainda 564 acordos de não persecução penal firmados, todos com confissão formal de culpa.

O relatório também detalha as sanções impostas. Em 420 casos, foram aplicadas penas privativas de liberdade, multas e indenizações por danos morais coletivos que somam R$ 30 milhões. Em outros 415 processos, as penas de prisão foram convertidas em prestação de serviços à comunidade, restrições de direitos e pagamento de multa, além de R$ 5 milhões em danos morais coletivos. Os acordos de não persecução penal resultaram em medidas alternativas, como serviços comunitários e sanções pecuniárias.

No recorte das ações penais relacionadas aos núcleos considerados cruciais — estratégico, executores e desinformação — o STF realizou 21 sessões de julgamento ao longo dos meses de setembro a dezembro. Foram analisados 31 réus, com 25 condenações integrais, duas condenações parciais, duas desclassificações e duas absolvições. As penas aplicadas nesses casos variam de 1 ano e 11 meses até 27 anos de prisão, a depender da gravidade dos crimes reconhecidos.

O capítulo dedicado às prisões mostra que, no momento do fechamento do relatório, havia 179 pessoas presas em decorrência dos processos relacionados ao 8 de janeiro. Desse total, 114 cumprem pena em regime fechado após condenação definitiva. O documento também registra prisões preventivas, prisões domiciliares antes e depois da condenação e apresenta a distribuição dos presos por faixa etária e gênero, indicando predominância de homens entre os condenados em regime fechado.

Por fim, o STF informa que ainda há um volume expressivo de procedimentos em curso. Estão em andamento 98 denúncias oferecidas, 346 ações penais em diferentes fases processuais e 518 investigações, envolvendo tanto crimes graves quanto delitos de menor potencial ofensivo. O balanço reforça que a responsabilização judicial pelos atos de 8 de janeiro segue ativa e abrangente, com desdobramentos que continuam a ser acompanhados pela Corte.


Fonte: Brasil 247


AO VIVO: Lula participa de cerimônia do 8 de janeiro em defesa da democracia no Planalto

 


O presidente Lula participa, nesta quinta-feira (8), a partir das 10h, de uma cerimônia em referência aos atos golpistas de 8 de janeiro.

O evento, promovido no Salão Nobre do Palácio do Planalto, também prevê atividade na área externa e contará com a participação de diversas autoridades e representantes da sociedade civil.

Realizada anualmente, a cerimônia tem por objetivo reforçar os valores da democracia, que sofreu abalo nessa data, em 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Além do evento com Lula, outras atividades também marcarão a data. No Supremo Tribunal Federal, a partir das 14h30, haverá programação aberta ao público, com exposição, exibição de documentário e debates sobre a reconstrução da Corte.

Mais cedo, movimentos sociais e entidades ligadas ao PT realizam atos em Brasília, com concentração prevista para as 8h em frente ao Palácio do Planalto.

Veja a agenda de atos confirmados:

  • Brasília (DF): em frente ao Palácio do Planalto, às 10h30
  • Brasília (DF): dentro do Palácio do Planalto, no Salão Nobre, às 10h (ato do governo)
  • Brasília (DF): no STF, a partir das 14h30 (voltado para servidores)
  • Campo Grande (MS): Avenida Afonso Pena com 14 de Julho, às 17h
  • Rio de Janeiro (RJ): Cinelândia, às 16h
  • São Paulo (SP): Largo São Francisco, Faculdade de Direito da USP, às 18h
  • Ubatuba (SP): Pistinha de Skate, às 19h
  • Belo Horizonte (MG): Praça Fuad Noman, às 17h
  • Vitória (ES): Rua Sete de Setembro, às 16h
  • Boa Vista (RR): Ponto de Cultura Ulysses Manaças, às 18h30
  • Porto Velho (RO): Estrada de Ferro Madeira Mamoré, às 15h
  • Natal (RN): Midway Mall, às 16h
  • Mossoró (RN): Em frente ao Pax, às 15h30
  • Aracajú (SE): Praça General Valadão, às 16h
  • Maceió (AL): Centro de Inovação do Jaraguá, às 18h
  • Fortaleza (CE): Praça do Ferreira, às 15h
  • Recife (PE): Rua 7 de Setembro com a Conde de Boa Vista, às 15h
  • São Luís (MA): Largo do Carmo, às 16h
  • Teresina (PI): Praça Pedro II, às 16h
  • Belém (PA): Boulevard da Gastronomia, às 17h
  • Campina Grande (PB): Praça da Bandeira, às 16h
  • João Pessoa (PB): Busto do Tamandaré, às 16h
  • Curitiba (PR): Praça Santos Andrade, às 17h
  • Maringá (PR): Cruzamento da Av. Brasil com a Av. Getúlio Vargas, às 18h
  • Londrina (PR): Em frente ao Cine Teatro Ouro Verde, às 17h
  • Porto Alegre (RS): Esquina Democrática, às 17h
  • Lisboa (Portugal): Praça Camões, às 19h
Fonte: DCM

Influenciadores que atacaram BC foram pagos por empresa ligada a sócio do Brazil Journal e antigo operador de Aécio

Relações entre Flávio Carneiro, Banco Master, mídia e política revelam rede de influência por trás de ofensiva digital

                                   Daniel Vorcaro (Foto: Divulgação (Banco Master))

A revelação de que influenciadores digitais receberam pagamentos milionários para atacar o Banco Central trouxe à tona uma complexa rede de relações empresariais, midiáticas e políticas que converge em torno do empresário Flávio Carneiro. Sócio em grupos de comunicação, operador conhecido do banqueiro Daniel Vorcaro e personagem de episódios ligados ao deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), Carneiro surge como figura central em uma estratégia destinada a defender o Banco Master e pressionar a autoridade monetária.

A existência da articulação pela contratação de influenciadores para defender o Master foi revelada pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a partir de documentos, mensagens e comprovantes bancários que indicam a contratação de criadores de conteúdo alinhados à direita para questionar publicamente o processo de liquidação do Banco Master conduzido pelo Banco Central. A iniciativa era chamada internamente de “projeto DV”, em referência direta a Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira.

Os contratos previam valores elevados e metas precisas de publicações. Um influenciador com mais de 1 milhão de seguidores recebeu proposta de R$ 2 milhões por três meses, com a obrigação de fazer oito postagens mensais. Para perfis com menos de 500 mil seguidores, o valor oferecido foi de R$ 250 mil, nas mesmas condições de tempo e volume de conteúdo. Em pelo menos um caso, o pagamento foi feito antes da veiculação das postagens.

Segundo relatos de dois influenciadores que participaram das negociações, a contratante final seria a Agência MiThi, controlada por Thiago Miranda, ex-CEO e sócio do Grupo Leo Dias, que possui 10% da empresa. Comprovantes bancários apontam que ao menos um dos pagamentos partiu diretamente da conta pessoal de Miranda. O principal sócio da MiThi, com 60% de participação, é Flávio Carneiro.

Meses atrás, o Brasil 247 ouviu o fundador do Brazil Journal, Geraldo Samor, que confirmou ser sócio de Flávio Carneiro, mas negou que ele seja sócio formal de Daniel Vorcaro. Apesar da negativa, no mercado financeiro Carneiro é amplamente identificado como operador de Vorcaro, atuando em negociações e articulações estratégicas ligadas ao Banco Master.

Pequeno império de comunicação

De acordo com a reportagem do Brasil 247 publicada em novembro de 2025, Vorcaro vinha montando nos bastidores um projeto de expansão de influência na mídia nacional. Por meio de Flávio Carneiro e de Antônio Freixo, conhecido como “mineiro”, o banqueiro teria investido em participações acionárias ou parcerias em veículos relevantes, como o Brazil Journal, a operação digital da IstoÉ e da IstoÉ Dinheiro, o portal PlatôBR e o site de celebridades de Léo Dias. O objetivo seria criar um ecossistema midiático capaz de sustentar seus interesses econômicos e políticos.

A estratégia incluía ainda tentativas de assumir o controle de jornais tradicionais, como o Correio Braziliense e o Estado de Minas, pertencentes aos Diários Associados, por meio do uso de precatórios para o pagamento de dívidas fiscais. Com maior presença na mídia e articulação política em Brasília, Vorcaro acreditava que poderia destravar a venda do Banco Master para o BRB, operação posteriormente barrada pelo Banco Central.

O Grupo Entre, controlador das revistas IstoÉ e IstoÉ Dinheiro, divulgou nota em 2025 negando qualquer vínculo societário ou de governança com Daniel Vorcaro ou com o Banco Master, afirmando que suas empresas mantêm gestão editorial independente e estrutura societária pública e regular.

Aécio Neves

O histórico de Flávio Carneiro também inclui sua ligação com o deputado federal Aécio Neves. Ele foi citado na operação “E o Vento Levou”, que investigou desvios milionários da Cemig, estatal mineira. Segundo a Polícia Federal, recursos desviados teriam sido lavados por meio de empresas de fachada e parte do dinheiro entregue em espécie a Flávio Jacques Carneiro, em São Paulo. O montante investigado teria origem em um esquema de desvio estimado em R$ 40 milhões.

Amigo pessoal de Aécio Neves, Carneiro já foi apontado como intermediário no repasse de propinas ao parlamentar. A soma dessas conexões — com o Banco Master, com veículos de imprensa e com figuras centrais da política brasileira — ajuda a compreender o alcance e o peso da operação que tentou influenciar o debate público e institucional em torno da atuação do Banco Central.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

No 8 de janeiro, Lindbergh convoca mobilização popular e "pré-Carnaval do 'sem anistia'"

Deputado diz que pressão popular será fundamental para manter o veto de Lula ao PL da Dosimetria

Lindbergh Farias (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil | Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Três anos após a intentona golpista que atacou as sedes dos Três Poderes, o Brasil voltou às ruas nesta quinta-feira (8) para reafirmar o compromisso com a democracia. A data será marcada por atos, debates e atividades culturais em diversas cidades do país, com destaque para Brasília, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa de uma programação oficial em memória do 8 de janeiro de 2023 e deve anunciar sua decisão sobre o chamado Projeto de Lei da Dosimetria.

No contexto dessas mobilizações, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) divulgou um vídeo nas redes sociais, acompanhado de uma legenda publicada nesta quinta-feira (8), em que convoca a sociedade a se organizar para impedir o avanço de iniciativas que, segundo ele, representam anistia aos responsáveis pela tentativa de golpe. Na postagem, o parlamentar afirma: “8 de janeiro de 2026. Há três anos tentavam dar um golpe na nossa democracia. De lá pra cá, vivemos muita coisa. Mas o fato é que temos pela primeira vez na nossa história um ex-presidente e generais presos por tentativa de golpe”.

No vídeo, Lindbergh relembra o ambiente vivido em Brasília durante os ataques e faz um balanço do período posterior. “Eu me lembro, estava aqui em Brasília há três anos, daquela tentativa de golpe. De lá para cá houve muita coisa. Tentaram obstruir, Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos fazendo pressão, Lei Magnitsky, sanções, tarifas. Mas o fato é que a gente chega hoje, 8 de janeiro de 2026, com generais golpistas e com o ex-presidente Jair Bolsonaro julgados, condenados e presos”, declarou. Segundo ele, o desfecho representa uma vitória institucional: “Foi uma longa luta. Ganhou o Brasil, ganhou a nossa soberania”.

O deputado também comentou a expectativa em torno da decisão do presidente Lula sobre o projeto aprovado pelo Congresso que reduz penas de condenados pelos atos golpistas. Para Lindbergh, a proposta não corresponde ao que seu nome sugere. “Hoje o presidente Lula deve vetar aquele projeto da Dosimetria, que não é dosimetria coisa nenhuma. É anistia para golpista”, afirmou, defendendo que a pressão social será decisiva na etapa seguinte do processo legislativo.

Na avaliação do parlamentar, o Congresso vai tentar derrubar um eventual veto presidencial, o que exigiria ampla mobilização. “Esse é um teste para a democracia brasileira. É um escândalo o Legislativo achar que pode interferir diretamente num julgamento concreto para diminuir a pena de Jair Bolsonaro”, disse. Ele lembrou o placar da votação anterior e projetou o desafio político: “Na hora da votação do projeto eles tiveram 291 votos na Câmara e 48 no Senado. (…) Eles precisariam ter 257 votos na Câmara. Se a gente trabalhar direito a gente consegue reverter 34 votos”.

Como estratégia de engajamento, Lindbergh propôs transformar o período que antecede o Carnaval em um momento de protesto contínuo. “A gente tem que fazer agora nesse pré-Carnaval o pré-Carnaval do ‘sem anistia’, ‘dosimetria não’, ‘sem anistia para golpista’”, afirmou, defendendo que a articulação social pode alterar o cenário político.

As declarações do deputado se somam a uma ampla agenda nacional de atividades em defesa do Estado Democrático de Direito. Em Brasília, além dos atos na Praça dos Três Poderes e no Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal promove o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”, com exposição, documentário e debates sobre os impactos institucionais dos ataques de 2023.

Manifestações também ocorrem em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Belém, além de cidades do interior. Com o lema “Brasil nas ruas pela democracia”, a mobilização busca manter viva a memória dos ataques, reforçar a responsabilização dos envolvidos e consolidar o 8 de janeiro como um marco permanente de defesa das liberdades democráticas no país.

Fonte: Brasil 247

Fundo Nacional de Segurança Pública bate recorde em 2025 com execução de mais de R$ 1,4 bi

Uso dos recursos das transferências fundo a fundo registra o melhor resultado da história e supera em quase R$ 300 milhões a execução de 2024

             Viaturas da Polícia Militar do Rio de Janeiro (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) registrou em 2025 o melhor desempenho desde sua criação, com a execução de mais de R$ 1,4 bilhão em recursos transferidos aos estados e ao Distrito Federal. O volume supera em quase R$ 300 milhões o montante aplicado em 2024 e consolida um novo patamar na utilização das verbas destinadas à segurança pública no país.

O resultado é fruto de um conjunto de mudanças estruturais adotadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública ao longo de 2024, voltadas à racionalização, ao planejamento e ao fortalecimento da governança do Fundo.

De acordo com os dados oficiais, os recursos foram repassados por meio da modalidade de transferência obrigatória conhecida como fundo a fundo, mecanismo que garante o envio direto das verbas aos entes federativos. O desempenho de 2025 é considerado o maior da série histórica do FNSP e reflete, segundo o governo federal, a implementação de novos parâmetros de gestão, monitoramento e transparência.

Entre as iniciativas apontadas como decisivas estão a criação da Rede Interfederativa do Fundo Nacional de Segurança Pública, em abril de 2024, e a edição das Portarias MJSP nº 685/2024, nº 736/2024 e nº 737/2024. As normas estabeleceram critérios mais claros para o planejamento e a execução dos recursos, além de reforçar os mecanismos de controle.

O secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, avalia que os números evidenciam uma mudança na relação entre a União e os estados. “Os resultados expressivos demonstram que o diálogo estabelecido pela Senasp, a partir de março de 2024, foi fundamental para que os recursos pudessem efetivamente se transformar em melhoria da segurança pública para a população brasileira”, afirmou.

O montante liquidado em 2025 considera recursos do FNSP transferidos desde 2019, que somam quase R$ 7 bilhões. Desse total, mais de R$ 4,2 bilhões foram efetivamente executados até o fim do ano passado, o que corresponde a uma taxa acumulada de execução de 61%. O percentual representa um avanço de cerca de 20 pontos percentuais em relação a março de 2024, período anterior à adoção das novas medidas de governança.

Esse conjunto de mudanças foi reconhecido pelo Tribunal de Contas da União, que validou as novas práticas de gestão do Fundo em janeiro de 2025. Para o governo, o aval do TCU reforça a segurança jurídica e a credibilidade do modelo adotado.

Os repasses do FNSP têm peso relevante na composição do orçamento da segurança pública nos estados e no Distrito Federal. Isso porque grande parte dos recursos locais é comprometida com despesas obrigatórias, como o pagamento de pessoal, o que reduz a margem para investimentos. Nesse cenário, as transferências federais viabilizam ações estruturantes e projetos considerados prioritários.

As verbas possuem destinação específica e são submetidas a regras legais rigorosas, além de mecanismos permanentes de controle interno e externo. Esse desenho, segundo o Ministério da Justiça, exige uma gestão técnica e planejada para garantir eficiência e resultados concretos.

A diretora do Fundo Nacional de Segurança Pública, Camila Pintarelli, destacou a consolidação do instrumento como eixo central das políticas de financiamento do setor. “Os números apresentados comprovam o acerto e a consistência das medidas de gestão iniciadas em 2024, com resultados diretos nas políticas públicas de segurança e na melhoria do diálogo com os estados e o DF. O Fundo se consolidou como ferramenta central na estruturação da segurança dos entes federativos, seja por meio das transferências fundo a fundo, seja por meio da Plataforma ComprasSusp, a maior plataforma de compras públicas em segurança no Brasil”, afirmou.

O FNSP é a principal ferramenta de financiamento das políticas de segurança pública no país. Ele é composto, entre outras fontes, por receitas das loterias federais e por emendas parlamentares. Parte desses recursos é transferida obrigatoriamente aos estados e ao Distrito Federal, mediante a apresentação e aprovação de planos de aplicação.

A utilização das verbas é regulamentada pela Portaria MJSP nº 685/2024, que define áreas temáticas, procedimentos, metas e indicadores de resultados. O normativo também estabelece limites e vedações, como a proibição do pagamento de pessoal e da compra de materiais de escritório, além de orientar a destinação dos recursos para ações estratégicas, com foco na prevenção da violência, no uso de tecnologia e na capacitação das forças de segurança.

Fonte: Brasil 247

PF vai abrir inquérito sobre influenciadores pagos para atacar o BC e defender banco Master

Investigação mira possível ação coordenada paga para questionar a liquidação do Banco Master e defender interesses da instituição

Segurança do lado de fora do Banco Master, após a prisão do acionista controlador do banco, Daniel Vorcaro, em São Paulo - 18 de novembro de 2025 (Foto: REUTERS/ Amanda Perobelli)

A Polícia Federal vai instaurar um inquérito para investigar a possível contratação de influenciadores digitais com o objetivo de atacar o Banco Central (BC) e defender o Banco Master, instituição que teve a liquidação decretada pela autoridade monetária. A abertura da apuração foi confirmada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e busca esclarecer se houve pagamento e coordenação nas ações realizadas nas redes sociais. As informações são do G1.

A iniciativa surge após relatos de influenciadores que afirmaram ter recebido propostas para difundir uma narrativa crítica à decisão do Banco Central. Segundo esses relatos, a estratégia consistiria em divulgar vídeos e publicações que colocassem em dúvida a atuação do BC e ecoassem posições favoráveis ao banco liquidado.

Na mesma semana, os influenciadores de direita Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite tornaram público que teriam sido procurados para impulsionar conteúdos com esse teor em seus perfis. A ideia, conforme apurado, era questionar a rapidez da decisão do Banco Central e reforçar argumentos contrários à medida adotada pela autoridade financeira.

Procurada, a defesa do Banco Master afirmou não ter conhecimento sobre qualquer contratação de influenciadores para difamar o Banco Central. Ainda assim, a apuração ganhou força após a identificação, pela GloboNews, de publicações semelhantes feitas por outros influenciadores no mesmo período. Somados, esses perfis alcançam mais de 36 milhões de seguidores apenas no Instagram, o que levantou suspeitas sobre a dimensão e o impacto da possível campanha.

Além de mapear quem participou das postagens, a Polícia Federal pretende apurar se houve remuneração e atuação coordenada entre os influenciadores. O foco é verificar se a mobilização nas redes configurou um ataque articulado contra o Banco Central em meio à crise envolvendo o Banco Master.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também se manifestou sobre o episódio. Em nota, a entidade afirmou que “foi identificado, no final de dezembro, volume atípico de postagens com menções à entidade e seus representantes, referentes ao noticiário sobre liquidação de instituição financeira”. A federação acrescentou que “está analisando se as postagens identificadas naquele período caracterizariam ou não eventual ataque coordenado à entidade, sendo que já se observou nos últimos dias uma redução significativa daquele volume atípico”.

Paralelamente a esse novo inquérito, a Polícia Federal dará continuidade às investigações sobre possíveis fraudes praticadas pelo Banco Master antes de sua liquidação. Conforme revelou o blog do jornalista Valdo Cruz, no g1, a expectativa é colher novos depoimentos ainda neste mês de janeiro para aprofundar as apurações.

Integrantes da corporação avaliam já existirem indícios concretos de irregularidades bancárias cometidas pela instituição financeira. Estão previstos novos depoimentos de ex-diretores do Banco Master e do Banco de Brasília (BRB), que deverão ocorrer após a acareação realizada no Supremo Tribunal Federal entre Daniel Vorcaro, proprietário do banco liquidado, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.

A condução dessa acareação, determinada pelo ministro Dias Toffoli, relator do inquérito no STF, foi alvo de críticas de juristas, que apontaram a realização do procedimento antes da tomada de depoimentos formais no curso da investigação. Enquanto isso, a Polícia Federal segue analisando documentos, celulares e computadores apreendidos durante a operação “Compliance Zero”, deflagrada em 18 de novembro do ano passado. Na ocasião, Daniel Vorcaro e outros dirigentes do Banco Master chegaram a ser presos, mas foram liberados posteriormente mediante medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Empresa de marketing tentou contratar vereador para atacar o Banco Central

Proposta envolvia defesa do Banco Master nas redes sociais e críticas ao BC após a liquidação extrajudicial da instituição financeira

          Sede do Banco Central em Brasília-DF - 29/10/2019 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Uma empresa de marketing sediada em Brasília é apontada como responsável por tentar contratar o vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim, no Rio Grande do Sul, para produzir conteúdos nas redes sociais com ataques ao Banco Central e em defesa do Banco Master, instituição que teve sua liquidação extrajudicial decretada em novembro de 2025. O caso veio à tona após o próprio parlamentar divulgar um vídeo relatando a abordagem, informa o jornal O Estado de São Paulo.

Segundo Rony Gabriel, que soma cerca de 1,7 milhão de seguidores no Instagram, o contato ocorreu no dia 20 de dezembro, quando foi procurado por uma empresa que se apresentava como especializada em “gerenciamento de reputação para um grande executivo”.

No vídeo publicado em suas redes sociais, o vereador afirmou que a proposta consistia na produção de vídeos para sustentar a narrativa de que o Banco Master teria sido vítima do Banco Central. “A ideia era dizer que o Banco Master era uma vítima do Banco Central”, relatou o parlamentar, acrescentando que recusou a oferta.

De acordo com a GloboNews, o contato com Rony Gabriel foi feito por um homem identificado como André Salvador, que consta na Receita Federal como um dos sócios da Unltd Network Brazil, empresa que atua na área de marketing. O primeiro contato teria ocorrido por meio de um assessor do vereador, também no dia 20 de dezembro.

Ainda segundo o relato, a empresa informou que estaria conduzindo um trabalho de gerenciamento de crise para um “grande executivo” e buscava recrutar influenciadores e perfis alinhados à direita para atuar em uma disputa política descrita como travada “contra o sistema”, com envolvimento de setores da esquerda e do centrão. O projeto teria o nome de DV, iniciais de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Como parte do processo, André Salvador teria encaminhado um contrato de confidencialidade ao assessor do vereador. O documento previa multa de R$ 800 mil em caso de descumprimento das cláusulas. Após a assinatura do termo, as partes participaram de uma reunião remota, na qual Rony Gabriel recebeu mais detalhes sobre a iniciativa.

Durante o encontro, o vereador foi orientado a gravar vídeos criticando o Banco Central, questionando a rapidez da liquidação do Banco Master e levantando dúvidas sobre “a quem interessaria” o encerramento de um banco que estaria em expansão. Entre as diretrizes, também estava a defesa da abertura de um inquérito no Tribunal de Contas da União para apurar a atuação do BC no caso. Os valores que seriam pagos pela produção dos conteúdos não foram informados.

A liquidação extrajudicial do Banco Master foi anunciada pelo Banco Central no dia 18 de novembro de 2025. A decisão foi assinada pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo, e encerrou um processo marcado por crescimento acelerado do banco, baseado na captação de recursos com juros acima da média do mercado e na aquisição de ativos de baixa liquidez, como empresas em dificuldades financeiras, precatórios e direitos creditórios.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Exportações de carne bovina batem recorde e receita dispara em 2025

Dados da Abiec mostram avanço histórico do setor, com alta de 40% no faturamento e liderança da China nas compras

Exportações de carne bovina batem recorde e receita dispara em 2025

O Brasil alcançou em 2025 o maior resultado de sua história nas exportações de carne bovina, com crescimento expressivo tanto no volume embarcado quanto na receita obtida. Ao longo do ano, os embarques somaram 3,5 milhões de toneladas, alta de 20,9% em relação a 2024, enquanto o faturamento chegou a US$ 18,03 bilhões, avanço de 40,1%.

A carne bovina in natura respondeu pela maior parcela das vendas externas. Foram exportadas 3,09 milhões de toneladas dessa categoria, crescimento de 21,4% na comparação anual, com geração de US$ 16,61 bilhões em receita. Considerando todas as categorias — incluindo produtos industrializados, miúdos, tripas, gorduras e carnes salgadas —, o Brasil exportou carne bovina para mais de 170 países ao longo de 2025.

A China manteve-se como o principal destino da carne bovina brasileira, concentrando 48% do volume total exportado. O país asiático importou 1,68 milhão de toneladas no ano, com faturamento de US$ 8,90 bilhões. Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com compras de 271,8 mil toneladas e receita de US$ 1,64 bilhão.

Na sequência aparecem o Chile, com 136,3 mil toneladas e US$ 754,5 milhões; a União Europeia, com 128,9 mil toneladas e US$ 1,06 bilhão; a Rússia, com 126,4 mil toneladas e US$ 537,1 milhões; e o México, com 118,0 mil toneladas e US$ 645,4 milhões.

Em relação a 2024, houve aumento do volume exportado para a maior parte dos principais mercados. As vendas para a China cresceram 22,8%, enquanto os embarques destinados aos Estados Unidos avançaram 18,3%. A União Europeia registrou expansão de 132,8%, e o Chile, de 29,8%. Também se destacaram os aumentos para Argélia, com alta de 292,6%, Egito, com 222,5%, e Emirados Árabes Unidos, com 176,1%.

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, avaliou que os resultados refletem a consistência do setor exportador. “O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo, conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional”, afirmou. Segundo ele, “mesmo com impactos temporários, como o tarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida”.

A avaliação para 2026 é de otimismo com cautela, após dois anos consecutivos de forte crescimento. “Entramos em 2026 com negociações ativas e perspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia”, disse Perosa. De acordo com o dirigente, a estratégia passa por um “crescimento mais qualificado, com previsibilidade, competitividade e maior valor agregado, sempre atento às questões geopolíticas”.

No recorte mensal, dezembro de 2025 também apresentou desempenho elevado. No período, os embarques brasileiros de carne bovina somaram 347,4 mil toneladas, com receita de US$ 1,85 bilhão. A China liderou as compras no mês, com 153,1 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos, com 27,2 mil toneladas, pelo Chile, com 17,0 mil toneladas, e pela União Europeia, com 11,9 mil toneladas.

Fonte: Brasil 247

Flávio Bolsonaro fala em "equívoco" por uso de verba do Senado em viagem de pré-campanha

Parlamentar pediu reembolso de R$ 13,6 mil por viagem a evento com empresários em São Paulo

Flávio Bolsonaro (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse ter cometido um "equívoco" ao usar recursos da cota parlamentar para custear uma viagem a São Paulo durante uma viagem de sua pré-campanha presidencial. Em nota, o parlamentar disse que sua equipe cometeu “um erro” e que já providenciou a devolução do valor de R$ 13,6 mil ao Legislativo. "O senador Flávio Bolsonaro informa que a assessoria cometeu um equívoco ao pedir o ressarcimento da viagem. Esse erro já foi corrigido e o Senado será reembolsado pelo parlamentar", diz o comunicado, segundo o jornal O Globo.

☉ Viagem custeada com recursos públicos

A viagem questionada ocorreu entre os dias 11 e 12 de dezembro de 2024, quando Flávio participou de um almoço com empresários do mercado financeiro paulista. O encontro aconteceu uma semana após o senador anunciar sua pré-candidatura à Presidência da República, em movimento visando uma aproximação com o setor econômico.

Segundo dados disponibilizados no Portal da Transparência do Senado, o parlamentar solicitou reembolso de passagens aéreas entre Brasília e o Aeroporto de Congonhas para ele e o assessor Fernando Nascimento Pessoa. Os registros mostram que Flávio inicialmente comprou dois bilhetes de ida e volta, com previsão de retorno à capital federal na noite do dia 12 de dezembro. Posteriormente, o senador adquiriu novos tíquetes para antecipar a volta para a tarde do mesmo dia, elevando o valor total dos gastos.

☉ Uso indevido da cota parlamentar

A legislação que regulamenta a cota parlamentar estabelece que os recursos devem ser utilizados exclusivamente para atividades relacionadas ao exercício do mandato legislativo. O uso dessas verbas em eventos de natureza eleitoral configura desvio de finalidade dos valores públicos.

O principal compromisso da agenda foi um almoço realizado na sede do Banco UBS, em São Paulo. O evento reuniu importantes nomes do empresariado brasileiro, como Flávio Rocha, proprietário da rede de vestuário Riachuelo, e Richard Gerdau, executivo do grupo siderúrgico que leva o sobrenome da família.

Também esteve presente Gustavo Montezano, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de outros empresários ligados ao mercado financeiro. O encontro representou uma tentativa de Flávio de estabelecer diálogo com representantes da Faria Lima, tradicional centro financeiro do país.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Quem é o presidente bolsonarista do CFM intimado por Moraes a depor na PF


              José Hiran, presidente do CFM. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O bolsonarista presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, deve ser ouvido pela Polícia Federal após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O depoimento está relacionado à abertura de sindicância no CFM para apurar suposta falha de assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O procedimento foi posteriormente anulado por Moraes.

José Hiran da Silva Gallo é médico ginecologista e obstetra. Ele se formou pela Universidade do Estado do Pará (UFPA) e tem longa atuação em entidades médicas. Foi vice-presidente do Conselho Regional de Medicina de Rondônia e ocupou cargos na direção do CFM em diferentes períodos.

Gallo preside o CFM desde 2022. Assumiu inicialmente após eleição suplementar e, em 2024, foi reeleito para mandato que se estende até 2029. Sob sua gestão, o conselho publicou normas e posicionamentos em temas ligados à pandemia, aborto legal e prática médica.

Durante a pandemia de covid-19, Gallo adotou posições contrárias ao uso de máscaras. Em 2023, o CFM enviou ofício à Anvisa afirmando que o uso do equipamento poderia representar “sinalização de virtude” e “ideologia”. O posicionamento gerou reação de entidades científicas.

Jair Bolsonaro e o presidente do Conselho Federal de Medicina, José Hiran da Silva Gallo. Foto: Divulgação/CFM
No tema do aborto legal, o CFM, sob sua presidência, editou norma que restringia procedimentos em casos de interrupção de gravidez após 22 semanas. A regra foi suspensa por decisão do ministro Alexandre de Moraes. Em audiência no STF, Gallo também declarou que “a autonomia da mulher” sobre o próprio corpo tinha “limite” e afirmou que o método de assistolia fetal seria “uma crueldade”.

Em artigo publicado em 2018, ele escreveu que “a esperança venceu o medo” ao se referir ao resultado eleitoral. Na pandemia, defendeu Bolsonaro afirmando que o presidente não deveria ser responsabilizado pela crise e declarou: “Se ele cometeu deslizes na comunicação dessa crise, por outro lado, não se pode ignorar que seu Governo se desdobrou para aumentar a oferta de leitos de internação e de UTI”.

Fonte: DCM

Vazamento de inquérito contra Lulinha foi motivado por racha na PF, segundo o Planalto


             Sede da PF. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil



A cúpula do governo Lula (PT) avalia que a investigação da Polícia Federal envolvendo menções ao nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no caso de desvios de aposentadorias do INSS, expõe uma disputa de poder dentro da corporação. Ministros do Planalto descrevem o cenário como uma “guerra interna”, com grupos conflagrados e interesses conflitantes que, segundo eles, ajudariam a explicar os vazamentos recentes.

A percepção, segundo o Estadão, é de que a PF se tornou mais um ponto de tensão institucional a ser administrado pelo governo.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e que já representou o filho do presidente, afirmou que acionará o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para que seja aberta investigação formal sobre o que chamou de “vazamentos seletivos”.

Segundo ele, a exposição das citações ao nome de Fábio Luís ocorreu sem apresentação de provas concretas e repete métodos que, na sua avaliação, lembram episódios da Operação Lava Jato. “Vou solicitar à Polícia Federal uma apuração rigorosa desses vazamentos seletivos”, disse.

“O grave não são as acusações porque elas não estão calçadas em provas e o Fábio não é alvo de qualquer procedimento de investigação. O grave são os vazamentos com métodos que reproduzem o que houve de pior na Lava Jato”.

Fábio Luis, o Lulinha. Foto: Greg Salibian/Folhapress

A revelação de que o nome de Lulinha aparece em conversas interceptadas ocorreu após a PF informar ao ministro André Mendonça, do STF, que encontrou menções ao filho do presidente durante a apuração sobre possíveis vínculos com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como líder do esquema de fraudes.

A defesa de Fábio Luís nega qualquer relação. A corporação frisou, na própria representação ao Supremo, que as referências aparecem em falas de terceiros e que não há indícios de participação direta do filho do presidente no esquema.

O tema reacendeu o debate no Congresso. Parlamentares da oposição voltaram a defender que Lulinha seja convocado para depor na CPI do INSS, retomada prevista para fevereiro, após o recesso legislativo. Nos bastidores, opositores avaliam que a simples menção ao nome do filho do presidente cria um ambiente político favorável à pressão por novos depoimentos, ainda que a PF não o trate como investigado.

Lula já havia se pronunciado sobre o tema em dezembro, durante café da manhã com jornalistas. Questionado sobre a operação deflagrada naquele dia, afirmou que não fará qualquer interferência na apuração. “Se tiver filho meu metido nisso, será investigado”, declarou.

“É importante que haja seriedade para que a gente possa investigar todas as pessoas envolvidas. Ninguém ficará livre”, emendou o presidente.

Fonte: DCM com informações do Estadão

Dosimetria: Aliados afirmam que Motta e Alcolumbre têm votos para derrubar veto de Lula

Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, e Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução

Aliados dos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), afirmam que os dois avaliam já ter votos suficientes no Congresso para derrubar um eventual veto do presidente Lula (PT) ao projeto da dosimetria, aprovado no fim de 2025. Segundo interlocutores, a articulação está em andamento entre as cúpulas das duas Casas. Com informações do Globo.

A expectativa é que Lula anuncie o veto nesta quinta-feira (8), durante a cerimônia em referência aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A avaliação interna é que o simbolismo da data reforça o caráter político da decisão e dialoga diretamente com o recado institucional que o governo deseja enviar após os julgamentos do STF, que resultaram na prisão de Bolsonaro e outros envolvidos na tentativa de golpe de Estado.

Motta e Alcolumbre não participarão do ato, o que é interpretado como movimento de cautela. Parlamentares avaliam que o tema contaminou o ambiente político do 8 de janeiro e reforçou o desgaste entre Executivo e Legislativo.

O presidente Lula (PT). Foto: Reprodução

Ciro Nogueira diz que veto seria “desrespeito ao Legislativo”

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), aliado de Motta, afirmou que o Congresso tem votos suficientes para derrubar o veto e que a iniciativa de Lula seria “um desrespeito ao Legislativo”.

Segundo ele, não faria sentido os presidentes da Câmara e do Senado participarem de um evento que pode sacramentar um veto rejeitado pela maioria do Parlamento.

O projeto foi aprovado por 291 a 148 na Câmara e por 48 a 25 no Senado. Para derrubar o veto presidencial, são necessários 257 deputados e 41 senadores.

Motta e Alcolumbre, que já vinham se afastando de atos relacionados ao 8 de janeiro, mantêm posição discreta e evitam confronto público direto com o governo.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

Ostentação: Neymar exibe R$ 300 milhões em avião, helicóptero e batmóvel


                  Neymar com seu avião, batmóvel e helicóptero. Foto: reprodução

A garagem de Neymar ganhou novos itens milionários. Além de uma Ferrari Purosangue de R$ 7,5 milhões, o craque ostentou nas redes sociais um Batmóvel, réplica do carro do Batman. O veículo, construído pelo designer Adhemar Cabral, tem mais de 500 cavalos de potência e custou mais de R$ 8 milhões.

O acervo do atacante vai além dos automóveis. Seu transporte aéreo inclui um jato Dassault Falcon 900LX, avaliado em cerca de R$ 250 milhões, e um helicóptero Airbus H145, na casa dos R$ 52 milhões. O helicóptero, todo preto e com símbolos do Batman, foi visto em março de 2025 estacionado num casarão em Araçoiaba da Serra (SP).

O jato é todo preto e decorado com as iniciais do jogador. Já o helicóptero tem nove assentos e foi utilizado por Neymar em idas ao centro de treinamento do Santos, além de ter sido associado a um evento que rendeu crise em seu casamento.

Fonte: DCM