A Polícia Federal está investigando o deputado federal Júnior Mano (PSB) por suposto envolvimento em um esquema de corrupção que inclui a negociação de emendas parlamentares e fraudes em licitações no Ceará. O relatório aponta conversas entre Mano e o cantor Wesley Safadão, além de seus familiares, em que o parlamentar teria solicitado patrocínio de R$ 200 mil para um evento em Nova Russas, cidade onde sua esposa é prefeita. No entanto, Safadão e sua família não são investigados por envolvimento em crimes. As informações são do g1.
O esquema, liderado por Júnior Mano e pelo ex-prefeito de Choró, Bebeto Queiroz (PSB), também inclui a utilização de empresas para desviar recursos públicos, com uma “taxa” de 12 a 15% das emendas destinadas aos aliados. A investigação revelou que essas empresas desviavam dinheiro para financiar campanhas eleitorais, além de praticar a compra de votos. A PF identificou que, por meio de emendas, o grupo adquiriu apoio de prefeitos em várias cidades do Ceará, aumentando a influência política de Mano.
Em relação a Wesley Safadão, ele afirmou que o pedido de patrocínio feito por Júnior Mano é algo comum em eventos de entretenimento e negou qualquer envolvimento político ou apoio a iniciativas de corrupção. O cantor se disse completamente dedicado à sua carreira musical. Por sua vez, a defesa de Júnior Mano refutou as acusações, alegando que a investigação não encontrou provas contra o deputado e criticou o vazamento de informações sigilosas, especialmente no contexto das eleições de 2026.

As investigações também mencionam o envolvimento de Yvens Watilla, irmão de Safadão, e a proximidade entre ele e Júnior Mano. O caso envolve ainda várias prefeituras no Ceará, com a acusação de que os aliados políticos do grupo receberam apoio em troca de contratos firmados com empresas ligadas ao esquema. A denúncia de fraude é acompanhada de acusações de lavagem de dinheiro e captação ilícita de votos.
O ex-prefeito Bebeto Queiroz, apontado como responsável por coordenar o esquema, está foragido há mais de um ano. O relatório da PF cita que, além da manipulação de contratos e emendas, houve movimentação financeira suspeita, com valores enviados por meio de transações eletrônicas e saques em dinheiro. A investigação continua em andamento, e as autoridades do Ceará seguem apurando a extensão do esquema e as responsabilidades de todos os envolvidos.
Fonte: DCM com informações do g1
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