O senador disse que ameaças de processo não o intimidam e reitera proposta de CPI para investigar relações entre o grupo Master e ministros do STF. Vídeo
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que não pretende recuar diante de ameaças de ações judiciais relacionadas às investigações sobre o chamado caso Master. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar declarou que continuará defendendo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis conexões entre o grupo e autoridades públicas.
A declaração foi feita em um post publicado na rede social X (antigo Twitter). No texto, o senador reagiu às críticas e possíveis processos mencionados por adversários após suas manifestações sobre o tema.
No conteúdo divulgado, Alessandro Vieira escreveu: “Para surpresa de zero pessoas, depois dos ‘recados’ chegam agora as ameaças de processo. Essas tentativas de intimidação não me assustam e não vão me parar.”
O parlamentar também destacou que sua atuação política estaria voltada para o esclarecimento do caso e para a defesa de supostas vítimas do esquema investigado. Segundo ele, a iniciativa de buscar uma CPI específica tem como objetivo examinar as relações entre o grupo Master e integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
No mesmo post, Vieira afirmou: “Nosso compromisso é com os brasileiros, especialmente com as milhares de vítimas do caso Master, e é com seriedade e coragem que seguiremos trabalhando todos os dias, buscando a CPI específica para investigar as relações entre o Master e os ministros Toffoli e Moraes.”
O senador também sustentou que não se sente intimidado por eventuais ações judiciais e reiterou a disposição de seguir com a proposta de investigação parlamentar. Na mensagem publicada, ele acrescentou: “Quem não tem rabo preso sabe qual é o lado certo dessa luta.”
A postagem provocou forte repercussão entre usuários da rede social, com manifestações tanto de apoio quanto de críticas à posição do parlamentar. Parte dos comentários questionou a estratégia de focar na criação de uma nova CPI, enquanto outros defenderam a continuidade das investigações sobre o caso Master.
Entenda
Um conjunto de informações levantadas pela Polícia Federal (PF) no curso de suas investigações colocou o Banco Master no centro de graves suspeitas. O material produzido pelos agentes federais não se limita às suspeitas sobre a instituição — ele também aponta para possíveis condutas irregulares ligadas à sua operação.
Os números apurados pela PF são expressivos. As práticas sob escrutínio dos investigadores teriam gerado um rombo potencial de até R$ 47 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entidade criada justamente para proteger investidores em casos de colapso ou insolvência de bancos e outras instituições do sistema financeiro.
O nome de Daniel Vorcaro já havia aparecido nas investigações antes. No ano passado, o dono do Master chegou a ser alvo de uma ordem de prisão, mas obteve o direito de responder ao processo em liberdade com o uso de tornozeleira eletrônica.
Desta vez, o pedido de prisão teve como base o conteúdo extraído do celular do banqueiro, equipamento recolhido pelos agentes federais durante a primeira etapa da Operação Compliance Zero. As mensagens recuperadas do aparelho teriam revelado ameaças endereçadas a jornalistas e a pessoas que, em algum momento, teriam agido de forma contrária aos interesses de Vorcaro.
Os investigadores identificaram alvos específicos nessas ameaças. A PF aponta que o jornalista Lauro Jardim e uma trabalhadora doméstica foram diretamente ameaçados pelo empresário. As apurações revelam ainda que Vorcaro teria escondido mais de R$ 2,2 bilhões em uma conta bancária aberta no nome de seu pai, Henrique Moura Vorcaro.
O escopo das irregularidades atribuídas ao banqueiro vai além das ameaças e da ocultação de valores. De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro teria invadido ilegalmente sistemas de diversas instituições, entre elas a própria PF, o Ministério Público Federal (MPF), além de organismos internacionais como o FBI e a Interpol.
Fonte: Brasil 247
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