domingo, 15 de fevereiro de 2026

De Caetés à Sapucaí: A história da mãe de Lula, tema do enredo da Acadêmicos de Niterói


Samba-enredo da Acadêmicos de Niterói narra a história do presidente em primeira pessoa, sob o olhar de Dona Lindu

O enredo da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval de 2026, que será apresentado no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, tem como destaque a história de Dona Lindu, mãe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A narrativa será contada sob a perspectiva da mãe do presidente e acompanha a trajetória da família de Lula, desde o sertão pernambucano até a chegada à Presidência. Dona Lindu, uma mulher sertaneja, não alfabetizada e mãe de 12 filhos, será apresentada como uma figura central na vida do ex-presidente.

Nascida em 1915, Dona Lindu teve uma vida marcada pelas dificuldades da seca e da pobreza no Nordeste. Ela migrou para Santos, SP, em 1952, com sete filhos, após enfrentar a falta de recursos e as dificuldades em sua cidade natal.

Ao longo de sua vida, ela enfrentou um casamento abusivo, com o marido Aristides Inácio da Silva, que era alcoólatra e agredia a família. Ela lutou pela sobrevivência e alfabetização de seus filhos, sempre com o foco na educação e no bem-estar deles.

A trajetória da matriarca da família Silva também reflete a importância do papel das mulheres e mães nas narrativas sociais, especialmente em tempos de adversidade.

Presidente Lula no Galo da Madrugada, no Recife, ladeado pela governadora Raquel Lyra e pelo prefeito João Campos — Foto: Reprodução/TV Globo
Ela morreu em 1980, aos 64 anos, enquanto seu filho Lula estava preso durante uma greve sindical no ABC Paulista. Em 2006, em homenagem a Dona Lindu, a cidade de Recife nomeou um parque em sua memória, o Parque Dona Lindu, projetado por Oscar Niemeyer, com uma escultura de Abelardo da Hora representando a luta dos retirantes nordestinos.

Além da homenagem no Carnaval, a participação de Lula na festividade gerou polêmica, com questionamentos sobre o uso de recursos públicos e a possível propaganda eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou por unanimidade duas ações sobre o tema, esclarecendo que a legislação eleitoral proíbe apenas o pedido explícito de votos, mas permite manifestações culturais. No entanto, o governo federal fez recomendações para evitar o uso de verba pública e manifestações políticas durante o evento.

Fonte: DCM

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