segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Pesquisa revela convergência de eleitores contra privilégios a e-commerce estrangeiro

Levantamento indica ampla rejeição à concessão de vantagens fiscais a plataformas internacionais em detrimento de empresas brasileiras

Pesquisa revela convergência de eleitores contra privilégios a e-commerce estrangeiro (Foto: Reprodução | Freepik)

Uma pesquisa nacional realizada no fim de 2025 aponta um raro ponto de convergência entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Jair Bolsonaro (PL): a oposição a benefícios concedidos a empresas estrangeiras de comércio eletrônico em relação ao varejo e à indústria nacionais. O estudo analisou a percepção da população sobre a chamada “taxa das blusinhas”, criada em 2024, que estabeleceu um imposto de 20% sobre produtos importados vendidos por plataformas internacionais, majoritariamente asiáticas, e revelou forte resistência a qualquer política que favoreça o e-commerce estrangeiro em detrimento das empresas brasileiras, informa a Folha de São Paulo.

O levantamento foi conduzido pelo Instituto Locomotiva em dezembro de 2025 e ouviu 2,5 mil pessoas com mais de 18 anos, em todas as regiões do país. De acordo com os dados, 81% dos eleitores que votaram em Lula ou em Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2022 afirmaram que não apoiariam um candidato favorável à concessão de privilégios a empresas estrangeiras em comparação às nacionais.

A pesquisa também analisou as respostas a partir da avaliação do atual governo federal. Entre os entrevistados que classificam a gestão Lula como ruim ou péssima, 87% concordam com a afirmação de que “o governo deveria promover medidas para desenvolver a indústria e o varejo do Brasil, não cobrando mais impostos das nossas empresas em relação às empresas estrangeiras”.

O mesmo entendimento aparece entre os que avaliam positivamente o governo. Segundo o estudo, 82% dos entrevistados que consideram a gestão ótima ou boa aprovam a frase, enquanto entre aqueles que classificam o governo como regular o índice é de 81%. Os números indicam que a defesa do fortalecimento do setor produtivo nacional, sem diferenciação tributária desfavorável frente a empresas internacionais, atravessa divisões ideológicas e avaliações políticas distintas.

Os resultados reforçam a percepção de que o debate sobre a tributação do comércio eletrônico internacional e a proteção da indústria e do varejo brasileiros tem potencial de mobilizar consensos amplos no eleitorado, independentemente de alinhamentos partidários ou preferências eleitorais anteriores.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

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