Decisão ocorre após governador recuar de acordo com o partido e anunciar Adriano Silva como pré-candidato a vice, abrindo caminho para projeto do MDB
O diretório estadual do MDB em Santa Catarina anunciou, na noite desta segunda-feira, que deixará a gestão do governador Jorginho Mello (PL). A decisão foi tomada após o chefe do Executivo estadual recuar de um acordo firmado com o partido e oficializar o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como pré-candidato a vice-governador em sua chapa à reeleição neste ano.
A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo. Segundo a legenda, o rompimento ocorreu depois de reuniões internas convocadas logo após o anúncio do governador, feito na última quinta-feira, que frustrou a expectativa do MDB de ocupar a vaga de vice na composição majoritária.
Presidente do MDB catarinense, o deputado federal licenciado Carlos Chiodini (MDB-SC) era o nome mais cotado para integrar a chapa. Ele foi o primeiro a formalizar a saída do governo estadual, ao renunciar ao cargo de secretário de Agricultura, função que ocupava desde o início da atual gestão.
Após o anúncio de Jorginho, o partido se reuniu em um hotel de Florianópolis para deliberar sobre a permanência na base aliada, conforme antecipado pelo O Globo. De acordo com Chiodini, a sigla seguirá agora com independência política para avançar na construção de um “projeto próprio” nas eleições deste ano.
Em nota pública, o MDB informou que abrirá diálogo com outras legendas que compartilhem “dos mesmos princípios, valores e ideais emedebistas”. Interlocutores do partido apontam que as conversas podem envolver o PSD, o União Brasil e o Progressistas (PP). Nesse cenário, uma eventual aliança poderia se formar em torno do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), pré-candidato ao governo que se apresenta como representante da chamada “direita real”.
A orientação do diretório estadual é para que todos os filiados se desvinculem dos cargos que ocupam na administração estadual. Além da Secretaria de Agricultura, o MDB comanda outras três áreas do governo: o Meio Ambiente, sob responsabilidade de Cleiton Fossa; a Infraestrutura, chefiada pelo deputado estadual licenciado Jerry Comper; e a Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), presidida por Jeferson Ramos Batista.
“A sigla reafirma que seguirá apoiando, no âmbito do Poder Legislativo, todos os projetos que sejam de interesse do Estado e da população catarinense, mantendo sua postura de responsabilidade institucional, mesmo que esteja se desvinculando do atual Governo”, afirmou o diretório estadual do MDB no comunicado oficial.
A crise foi agravada pelo que o partido classificou como quebra de acordo. Em outubro do ano passado, em entrevista à rádio Jovem Pan, Jorginho Mello havia afirmado que a composição da chapa à reeleição seria construída em conjunto com o MDB. “A vice será do MDB, já está tudo encaminhado. Não tem muito estresse. É só esperar um pouquinho. Vamos cuidar do estado de Santa Catarina”, declarou o governador na ocasião.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
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