domingo, 25 de janeiro de 2026

Entidades empresariais de Minas divulgam nota em apoio à marcha de Nicolas

Documento conjunto afirma compromisso com a democracia, a Constituição e o Estado de Direito e defende manifestações pacíficas

   Entidades empresariais de Minas divulgam nota em apoio à marcha de Nicolas (Foto: Reprodução/X)

Entidades representativas do setor produtivo de Minas Gerais divulgaram, nesta semana, uma nota conjunta em apoio à marcha convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira. No documento, as organizações empresariais reafirmam compromisso com a democracia, com a Constituição Federal e com o Estado de Direito, apontados como pilares indispensáveis para a estabilidade institucional, o desenvolvimento econômico e a coesão social do país.

A nota foi publicada originalmente pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e está disponível no site oficial da entidade. O texto é subscrito por diversas organizações empresariais mineiras, que destacam a importância das liberdades constitucionais e do engajamento cívico como elementos centrais do regime democrático.

“As entidades empresariais abaixo reafirmam seu compromisso inegociável com a democracia, com a Constituição Federal e com o Estado de Direito – fundamentos indispensáveis à estabilidade institucional, ao desenvolvimento econômico e à coesão social do Brasil”, afirma o documento.

Ao longo do texto, as entidades ressaltam o valor da liberdade, especialmente no contexto histórico e cultural de Minas Gerais. Segundo a nota, direitos como a liberdade de expressão, de reunião e de manifestação são componentes essenciais de uma nação plural e próspera, desde que exercidos de forma pacífica, ordeira e respeitosa.

“A liberdade é um valor alto – especialmente para nós, mineiros. Liberdade de expressão, liberdade de reunião e liberdade de manifestação são direitos constitucionais e componentes essenciais de qualquer nação que se pretenda civilizada, plural e próspera”, diz a nota, ao enfatizar que a mobilização social fortalece o país ao ampliar o debate público e estimular a participação cidadã.

As entidades empresariais também defendem que manifestações pacíficas não representam ameaça à democracia, mas, ao contrário, integram o seu funcionamento regular. No entendimento das organizações, esse tipo de mobilização contribui para dar visibilidade a temas relevantes, reforçar o respeito às regras institucionais e ampliar a consciência coletiva sobre a necessidade de vigilância permanente da sociedade.

“Entendemos que mobilizações pacíficas não são problema – são parte da solução”, destaca o texto. Para as entidades, a preservação do ambiente democrático depende de civilidade, diálogo e respeito aos ritos institucionais, valores reiterados ao longo do posicionamento conjunto.

No trecho final, a nota afirma que manifestações legítimas devem servir como um chamado à participação responsável da sociedade, sem estímulo à divisão, mas com foco na reafirmação de valores comuns. Entre eles, estão o respeito às instituições, a recusa da indiferença e a confiança de que o país avança quando a população participa de forma serena e firme da vida pública.

“Seguiremos sempre ao lado de toda iniciativa que respeite os princípios democráticos e os direitos garantidos pela Constituição, contribuindo para a construção de consensos, previsibilidade e segurança jurídica – condições essenciais para investir, produzir e gerar empregos”, conclui o documento, que encerra com a afirmação: “Desistir do Brasil não é uma opção”.

Assinam a nota conjunta a Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), o Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais (CIEMG), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Minas Gerais (FCDL-MG), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), a Federaminas, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais (FETCEMG) e a própria FIEMG.

Fonte: Brasil 247

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