segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Deboche e descaso: web se revolta com postura da amiga de jovem desaparecido no Pico do Paraná (vídeo)

Vídeos publicados no Instagram de Thayane, gravados entre os dias 31 de dezembro de 2025 e 1º de janeiro de 2026, mostram momentos da trilha

Thayane Smith e o amigo Roberto Farias (Foto: Reprodução)

A repercussão do desaparecimento de Roberto Farias, jovem que sumiu durante uma trilha no Pico Paraná, no litoral do Paraná, ganhou novos contornos nas redes sociais após a viralização de vídeos publicados por Thayane Smith, amiga que o acompanhava na expedição. Desde então, a jovem tem sido alvo de críticas por parte de internautas

As informações foram divulgadas pelo site Metrópoles. Segundo a Polícia Civil do Paraná, até o momento não há indícios de crime relacionados ao desaparecimento, e o episódio segue sendo tratado como um caso de busca por pessoa desaparecida em área de mata.

Vídeos publicados no Instagram de Thayane, gravados entre os dias 31 de dezembro de 2025 e 1º de janeiro de 2026, mostram momentos da trilha e da convivência entre ela e Roberto antes da subida ao cume. Uma publicação que reúne essas imagens já soma quase 4 mil comentários, a maioria com mensagens de revolta e críticas direcionadas à jovem.

Entre os comentários deixados por internautas, alguns chamaram atenção pelo tom acusatório. “Começa o vídeo com o menino e termina sem. E detalhe: sorrindo na maior naturalidade”, escreveu uma usuária. Outro comentário diz: “Vai dormir em paz, irmã? De ter abandonado o mlk? E ficar debochando ainda nas redes?”. Há ainda quem afirme: “Que a verdade prevaleça, mas vindo de você, só lamentos. Uma coitada que quer chamar atenção”.

De acordo com o relato inicial apresentado por Thayane às autoridades, ela e Roberto se encontraram no dia 31 de dezembro em um terminal de ônibus em Curitiba (PR) e seguiram juntos para o Parque Estadual Pico Paraná. O plano, segundo vídeos divulgados pela própria jovem, era acompanhar o primeiro nascer do sol de 2026 no topo do ponto mais alto do estado. Um terceiro trilheiro, identificado como Fábio, também fazia parte do grupo.

Ainda segundo esse relato, por volta das 3h da madrugada de quinta-feira (1º), os três acordaram no acampamento e iniciaram a caminhada até o cume. Durante o retorno, Roberto teria passado mal e não conseguiu manter o ritmo. Mesmo alertada para não deixá-lo sozinho, Thayane seguiu com o grupo até o acampamento. Outros trilheiros chegaram a retornar para procurá-lo, mas não o encontraram.

Thayane Smith, de 19 anos, é natural de Manaus (AM) e, conforme apurado, conhecia Roberto havia menos de um mês. Os dois teriam se conhecido no Largo da Ordem, em Curitiba, e decidiram passar juntos a virada do ano no Pico Paraná. A jovem já estava na capital paranaense semanas antes do desaparecimento, período em que passou também as festas de Natal.

Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros, montanhistas especializados e voluntários atuam em uma operação considerada complexa, devido ao relevo acidentado, à mata fechada e às condições climáticas da região. As buscas seguem sem previsão de encerramento.

Em uma publicação recente, Thayane afirmou que possui registros de toda a experiência vivida durante a trilha, mas disse que só pretende apresentar sua versão completa dos fatos posteriormente. Segundo ela, há “muitos vídeos do início de tudo, meio e fim”, e a “história completa” será contada “após tudo isso acabar”.

Em outro momento, a jovem disse que deixou o amigo para ir na frente com outros trilheiros pois era "seu estilo de vida" e que ele não conseguiu a acompanhar. O comentário ganhou destaque nos comentários, que indicam a frieza da jovem.

Na legenda de um dos vídeos, a jovem escreveu: “Isso é um pouco da nossa vivências juntos para vocês ter uma noção da trilha e pelo o que passamos. Eu tive experiências fodas demaisss lá em cima, vistas lindas, um nascer do sol do maior Pico do Sul”.

Enquanto as buscas continuam e as investigações seguem em andamento, o caso permanece mobilizando autoridades, familiares e a opinião pública, além de gerar intenso debate sobre responsabilidade, exposição nas redes sociais e segurança em trilhas de alto risco.

 


Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

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