Estimativas do mercado indicam IPCA em queda no médio prazo, estabilidade do crescimento e alta do dólar nas projeções mais longas
Vista aérea do Banco Central do Brasil, no Setor Bancário Sul, em Brasília. O Banco Central do Brasil também conhecido pelas siglas BC e BCB ou pelo acrônimo BACEN é uma autarquia federal autônoma integrante do Sistema Financeiro Nacional sem vinculação a nenhum Ministério. Foto: Pedro França/Agência Senado (Foto: Pedro França/Agência Senado)
A mais recente edição do Boletim Focus, divulgada nesta segunda-feira (26), trouxe um novo ajuste para baixo nas expectativas de inflação em 2026. Ao mesmo tempo, as projeções para o crescimento da economia brasileira e para a taxa básica de juros permaneceram inalteradas, enquanto o câmbio mostrou estabilidade no curto prazo e elevação nas estimativas para os anos mais distantes.
De acordo com o relatório do Banco Central, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 recuou pela terceira semana consecutiva, chegando a 4,00%. Para 2027, a mediana segue em 3,80%, patamar mantido há 12 semanas. As estimativas para 2028 continuam em 3,50% pelo mesmo período, enquanto a projeção para 2029 permanece em 3,50% há 21 semanas.
No caso do IGP-M, indicador amplamente utilizado para reajustes de contratos, a mediana para 2026 apresentou queda pela primeira vez em uma semana, passando para 3,87%. Para 2027, a projeção segue estável em 4,00% há 54 semanas. Em 2028, o mercado mantém a expectativa de 3,85% há oito semanas, enquanto para 2029 houve uma leve elevação, com a estimativa subindo para 3,71%.
Dentro do IPCA, os preços administrados também registraram revisão. Para 2026, a projeção avançou para 3,76%. Em 2027, a estimativa permanece em 3,71% há três semanas. Para 2028, segue em 3,50% há nove semanas e, para 2029, continua em 3,50%, nível mantido há 28 semanas.
No campo da atividade econômica, o Boletim Focus mostrou estabilidade nas expectativas para o Produto Interno Bruto. A projeção de crescimento do PIB em 2026 permanece em 1,8% pela sétima semana consecutiva. Para 2027, a mediana também segue em 1,8%, sem alterações há quatro semanas. Já para 2028, o mercado continua projetando expansão de 2,0%, patamar mantido há 98 semanas, enquanto para 2029 a expectativa segue em 2,0% há 45 semanas.
As estimativas para o câmbio indicam estabilidade no curto prazo e avanço gradual nos anos seguintes. Para 2026, a projeção do dólar continua em R$ 5,50, nível mantido há 15 semanas. Em 2027, houve leve alta, com a estimativa passando para R$ 5,51. Para 2028, o valor segue em R$ 5,52 há quatro semanas. Já para 2029, a projeção voltou a subir, alcançando R$ 5,58.
No que diz respeito à política monetária, a taxa Selic projetada para 2026 permaneceu em 12,25% ao ano pela quinta semana consecutiva. Para 2027, a mediana continua em 10,50%, estável há 50 semanas. Em 2028, a estimativa segue em 10,00%, enquanto para 2029 a projeção permanece em 9,50% ao ano, patamar mantido há 13 semanas.
Fonte: Brasil 247
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